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Apontamentos Economia Política

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08/15/2013

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Teoria Keynesiana – baseada na irracionalidade e no desequilíbrio.
Economia é essencial – É importante ter presente que a economia está ligada aoessencial da vida de cada um. Cada pessoa depende dos outros, do funcionamento daEconomia para a maior parte das coisas: alimentação, vestuário, informação. Somosincapazes de produzir as coisas mais básicas: um pão, um fósforo, uma lâmpada, um par de calças, um motor de automóvel. Foi a compreensão desta ideia que deu início à teoriaeconómica.A harmonia do sistema económico moderno não residia só na eficiência do seufuncionamento, mas também na redução das diferenças entre pessoas, embora aindagrandes. Como se consegue esta maravilhosa harmonia? A Economia baseia-se na troca. Na verdade, se cada um de nós tivesse de produzir tudo o que precisa e consome, dacomida aos talheres, dos transportes ao mobiliário, não lhe seria possível possuir umdécimo do que consome.Mas, no fundo, cada família produz o que consome. Na verdade, ela não produz cadauma das coisas que utiliza, mas produz uma coisa, que troca pelas outras. Nós nãoconsumimos directamente as coisas que consumimos. Só temos o que consumimos por troca. Este, como veremos, é um dos princípios essenciais da Economia.A troca está na base da nossa economia e, se ela falhasse, o nível de vida das sociedadesdesceria muito, mesmo que cada um continuasse a produzir o que produz. Vemos issoclaramente quando por razões várias (guerras, revoluções, catástrofes naturais) algumassociedades vêem o seu sistema de trocas deixar de funcionar.Destas reflexões sai a primeira grande conclusão da nossa análise: o grande poder daEconomia. As suas análises podem induzir ou prevenir enormes catástrofes pessoais ousociais. Os temas que vamos tratar por muito abstractos que pareçam, estão ligadosdirectamente a questões de que depende a prosperidade e o desenvolvimento do Mundoou a fome de gerações e o desemprego de milhões.
Economia como ciência – Vamos aqui tratar do que se chama a Ciência ou a TeoriaEconómica, que exige conhecimento rigoroso, sistemático dessa realidade.Em Economia cada caso é um caso e não existem, como tantas vezes se observa nas propostas políticas reais, receitas de uso geral; é necessário encontrar muitas causas decada fenómeno, mas também procurar as muitas situações em que a mesma causaaparece. Em Economia estuda-se o ser humano e a sociedade. O facto de o objecto daciência económica ser o próprio ser humano traz à Economia algumas característicasespeciais.Em primeiro lugar, é de notar que esse facto torna a ciência muito mais difícil; nasciências humanas a única garantia é que a certeza de hoje será contestada na novarealidade de amanhã. Por outro lado, uma enorme quantidade de problemas científicosnasce do facto de o analista e o objecto de análise serem da mesma natureza, pelo que édifícil separar o resultado científico da opinião pessoal.A ciência descreve factos, estuda relações de forma o mais rigorosa e neutra possível, para evitar ser enviesada por erros ou confusões. Mas, quando os factos e as relaçõesestudados tem influência sobre a vida das pessoas, para alem do fenómeno em si, aparecea forma particular como cada pessoa o encara: a sua opinião, a doutrina que perfilha,deduzida a partir de uma visão particular do Mundo. Estas envolvem ética e julgamentos particulares, que são diferentes de pessoa para pessoa.
Princípios básicos de Economia – A teoria económica enfrenta os grandes obstáculos1
 
que se lhe apresentam e estuda este agente tão variável, multifacetado e imprevisível. Osdois princípios, postulado da racionalidade e o postulado do equilíbrio, constituem oessencial da abordagem económica e são os elementos caracterizadores da Economia emrelação às outras ciências.Exemplo de postulado de racionalidade: Um autocarro, completamente cheio, chega aotérmino da carreira. Precisa de largar todos os passageiros e, para isso, abre as duas portasque possui. Neste caso, a racionalidade significa que cada passageiro, no caso geral, vai procurar sair pela porta que está mais perto de si ou, em termos económicos, vai tentar minimizar o espaço percorrido, o esforço e o tempo despendido para obter o seu fim: sair do autocarro. O princípio básico da racionalidade é geral, mas a regra particular que delefoi deduzida só se aplica a certos casos, mesmo que seja à maioria, como no exemplo.Cada pessoa actua de forma racional, mas defronta outras, que também querem o mesmo.Ao encontrar os outros, adapta o seu comportamento às suas acções. Assim, o sistema (oautocarro) encontra um equilíbrio, que é como que uma racionalidade do grupo, ondecada um decide por si. Aplicamos assim o segundo postulado, o postulado do equilíbrio. Natureza dos axiomas e dos mecanismos económicos – da sua aplicação resulta apenas atentativa de evitar o desperdício e, por isso, eles são conceitos funcionais na sua essência.As empresas maximizam o lucro e as pessoas maximizam a utilidade. Ao supor-se quemaximizam o lucro, exige-se apenas que o empresário tente usar da melhor maneira osrecursos de que dispõe para prosseguir os seus objectivos, que podem ser os maisaltruísticos. E, tal como o passageiro ao escolher a porta mais próxima, nada o obriga anecessariamente violar a civilidade e a delicadeza nesse processo.Repare-se que, embora cada um esteja dedicado apenas à resolução do seu problema (oque, como vimos, nada tem a ver com egoísmo), consegue, sem dar por isso, resolver o problema global: o autocarro é esvaziado da maneira mais rápida possível. Este é oconceito da “mão invisível” que afirma que, se cada um prosseguir os seus objectivos próprios, se consegue no fim o máximo bem-estar para todos.Aspecto mais importante do estudo económico da sociedade global: a sociedade funciona bem, sem que ninguém se preocupe com isso. Ela constitui um dos principais elementosda harmonia do sistema económico.Constatação existência de situações fora da alçada da “mão invisível”, quer no sistemaeconómico, quer no autocarro do exemplo.Se cada um dos agentes se preocupa apenas com a situação, não é neles que poderemosencontrar a resposta para um problema que é global. Mas na maioria dos casos existe um,mas só um agente que se preocupa com o problema global. A esse agente chamamos oEstado. Se o mercado não resolve o problema, o Estado pode intervir, para resolver o problema. No nosso exemplo, poderia ser colocado um funcionário na porta do meio,impedindo que por essa porta saíssem na parte da frente do autocarro.Mas, por vezes, o custo da intervenção é tal que não vale a pena. Este caso é um exemploevidente: o custo de ter um funcionário à porta do autocarro é de tal maneira elevado quenão justifica o ganho de alguns minutos na desocupação do autocarro. E aqui apareceoutro dos princípios fundamentais da Economia: como em todas as decisões económicas,só o que der maior benefício líquido é que deve ser feito.
Economia – “Estudo da humanidade nos assuntos correntes da vida.” – Marshall Não é só a Economia que estuda os assuntos correntes da vida, mas a Economia estudatodos os assuntos correntes da vida. Todos os assuntos correntes da vida do homem2
 
 podem (e devem) ser objecto da Economia.Samuelson afirmou que “Economia é o estudo de como as pessoas e a sociedadeescolhem o emprego de recursos escassos, que podem ter usos alternativos, de forma a produzir vários bens e a distribuí-los para consumo, agora e no futuro, entre as várias pessoas e grupos na sociedade”.O objectivo da Economia é o ser humano, mas nele, a Economia dirige-se à compreensãodo seu comportamento.
Bem – Algo que satisfaz uma necessidade humana. O pão que satisfaz a fome, a roupa,a chapa de ferro são bens; uma aula de Economia, um concerto, o ar, uma cama, um cão,uma conversa com um amigo, tudo isto são bens económicos.Mas existem algumas coisas que não satisfazem directamente as necessidades humanas e, por isso, estritamente não são bens, mas servem para produzir bens. A essas entidadeseconómicas chamamos recursos. Um pedaço de terra ou uma máquina não são bens, masalgo que produz bens; são recursos. O trabalho é também um recurso, mas também podeser um bem, se se tira prazer do que se faz. A utilidade dos recursos existe apenasindirectamente, através dos bens que virá a produzir e, nesse sentido, alguns economistaschamam-lhes “bens intermédios” ou “factores”.Bens – São meios materiais (suporte físico) ou imateriais (serviços) que as pessoasutilizam bem ou mal para satisfazer as necessidades económicas. Neste sentido, é possível classificar bens económicos (pão, gasolina, carvão), que são aqueles que existemem quantidades limitadas, de tal forma que, para os obter, é necessário gastar dinheiro, ouseja, existem em quantidades inferiores às que seriam necessárias para satisfazer asnecessidades de todos, exigindo processos de transformação para poderem ser utilizados;ou os bens livres (luz e calor solares, vento), os que existem ilimitadamente e que, por isso, são gratuitos, nomeadamente os que estão disponíveis na Natureza. Um bem podeser livre num determinado local e não o ser noutro. Para ser considerado económico, um bem tem que ser disponível, ter aptidão para satisfazer pelo menos uma necessidade etem que ser escasso. Quanto à função que desempenham, os bens podem ser bens de produção que permitem, ao serem utilizados, ajudar na produção de outros. São, portanto, bens de capital. Tal não sucede com os bens de consumo, uma vez que são usados parasatisfazer imediatamente uma qualquer necessidade. Quando se utilizam certos bens, elesdeixam imediatamente de existir. A esses bens denominam-se perecíveis ou não-duradouros. Mas, pelo contrario, se forem duradouros, persistem, mesmo após uma oumais utilizações. Quanto às relações que mantêm entre si, os bens podem ser substituíveisou concorrentes e não substituíveis ou complementares. Dois ou mais bens sãosubstituíveis se for indiferente para o consumidor qualquer um deles. Serão, no oposto,complementares ou não substituíveis se uma dada necessidade só for satisfeita pelautilização simultânea dos dois. Serão, por último, economicamente independentes se nãomantiverem entre si nenhuma destas duas espécies e relações. Por fim, existe ainda otermo bens finais, que são todos aqueles que já sofreram todas as transformações possíveis, nomeadamente, o pão, a máquina, entre outros. Necessidade – No domínio da ciência económica, uma necessidade é uma situação emque a pessoa e / ou uma comunidade sentem a falta de qualquer coisa (um bem ou umserviço), correspondendo, em simultâneo, a um certo mal-estar e a um desejo. Asnecessidades variam com a época em que vivemos, com o local onde habitamos, com ascondições de vida, com os gastos dos consumidores e com o seu nível cultural. Utilizam-3

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