Welcome to Scribd. Sign in or start your free trial to enjoy unlimited e-books, audiobooks & documents.Find out more
Download
Standard view
Full view
of .
Look up keyword
Like this
7Activity
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
Resistência à erosão por cavitação de revestimentos soldados

Resistência à erosão por cavitação de revestimentos soldados

Ratings:

5.0

(1)
|Views: 814|Likes:
Published by Sérgio Barra
Decorrente do colapso de bolhas gasosas formadas sob condições hidrodinâmicas especiais no fluido, a
erosão por cavitação é fenômeno comum em turbinas hidráulicas, que implica em dispendiosa manutenção
periódica, devido sobretudo à perda de geração de energia durante a recuperação por soldagem das regiões
erodidas. Esse trabalho trata da aplicação em pás de turbinas, fundidas em aço estrutural ferrítico, de
revestimentos especialmente resistentes, em aços inoxidáveis austeníticos ligados ao Co, na forma de
eletrodo revestido e arame tubular, avaliando-se a influência das mudanças microestruturais, da porosidade, do acabamento superficial e da diluição, sobre a resistência ao processo erosivo dos revestimentos soldados. A resistência à cavitação foi avaliada pelo ensaio vibratório ultra-sônico (ASTM G32) e a análise microestrutural foi feita por microscopia ótica e eletrônica de varredura, difração de raios-X e medidas de dureza. Na soldagem GMAW automatizada foi empregada a variante da corrente pulsada com pulsação de energia (MIG-Térmico), verificando-se efeitos vantajosos quanto à diluição, refino de grão e planicidade dos depósitos, relativamente ao processo SMAW. São analisados os efeitos de tratamentos térmicos e da refusão por TIG sobre o desempenho dos revestimentos soldados. Os riscos das lixas e o contorno dos poros atuam como concentradores de tensões (sítios preferenciais) conduzindo a uma rápida perda de material, uma vez
iniciado o ensaio. A presença de carbonetos afeta negativamente a resistência à cavitação, diminuindo o
tempo necessário para o destacamento do material.
Decorrente do colapso de bolhas gasosas formadas sob condições hidrodinâmicas especiais no fluido, a
erosão por cavitação é fenômeno comum em turbinas hidráulicas, que implica em dispendiosa manutenção
periódica, devido sobretudo à perda de geração de energia durante a recuperação por soldagem das regiões
erodidas. Esse trabalho trata da aplicação em pás de turbinas, fundidas em aço estrutural ferrítico, de
revestimentos especialmente resistentes, em aços inoxidáveis austeníticos ligados ao Co, na forma de
eletrodo revestido e arame tubular, avaliando-se a influência das mudanças microestruturais, da porosidade, do acabamento superficial e da diluição, sobre a resistência ao processo erosivo dos revestimentos soldados. A resistência à cavitação foi avaliada pelo ensaio vibratório ultra-sônico (ASTM G32) e a análise microestrutural foi feita por microscopia ótica e eletrônica de varredura, difração de raios-X e medidas de dureza. Na soldagem GMAW automatizada foi empregada a variante da corrente pulsada com pulsação de energia (MIG-Térmico), verificando-se efeitos vantajosos quanto à diluição, refino de grão e planicidade dos depósitos, relativamente ao processo SMAW. São analisados os efeitos de tratamentos térmicos e da refusão por TIG sobre o desempenho dos revestimentos soldados. Os riscos das lixas e o contorno dos poros atuam como concentradores de tensões (sítios preferenciais) conduzindo a uma rápida perda de material, uma vez
iniciado o ensaio. A presença de carbonetos afeta negativamente a resistência à cavitação, diminuindo o
tempo necessário para o destacamento do material.

More info:

Categories:Types, School Work
Published by: Sérgio Barra on Nov 27, 2008
Copyright:Public Domain

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF or read online from Scribd
See more
See less

12/16/2010

pdf

 
AsociaciónAsociaciónAsociaciónAsociaciónArgArgArgArgentinaentinaentinaentinade Soldadurade Soldadurade Soldadurade Soldadura
 
X CONGRESO ARGENTINO DE SOLDADURAVI CONGRESO IBEROAMERICANO DE SOLDADURA
Buenos Aires, 25, 26 y 27 de agosto
Resistência à erosão por cavitação de revestimentos soldados
Leonardo F. Boccanera, Sérgio R. Barra e Augusto J. A Buschinelli
Labsolda – Departamento de Engenharia Mecânica – Universidade Federal de Santa CatarinaCampus Universitário Trindade - Cx. P.: 476 - CEP.: 88040-900 - Florianópolis – SC - Brasil.E-mails:
emc3leon@emc.ufsc.br / barra@emc.ufsc.br / buschi@emc.ufsc.br 
 ResumoDecorrente do colapso de bolhas gasosas formadas sob condições hidrodinâmicas especiais no fluido, aerosão por cavitação é fenômeno comum em turbinas hidráulicas, que implica em dispendiosa manutençãoperiódica, devido a perda de geração de energia durante a recuperação por soldagem das regiões erodidas.Esse trabalho trata da aplicação em pás de turbinas, fundidas em aço estrutural ferrítico, de revestimentosespecialmente resistentes, em aços inoxidáveis austeníticos ligados ao Co, na forma de eletrodo revestido earame tubular, avaliando-se a influência das mudanças microestruturais, da porosidade, do acabamentosuperficial e da diluição, sobre a resistência ao processo erosivo dos revestimentos soldados. A resistência àcavitação foi avaliada pelo ensaio vibratório ultra-sônico (ASTM G32) e a análise microestrutural foi feita pormicroscopia ótica e eletrônica de varredura, difração de raios-X e medidas de dureza. Na soldagem GMAWautomatizada foi empregada a variante da corrente pulsada com pulsação de energia (MIG-Térmico),verificando-se efeitos vantajosos quanto à diluição, refino de grão e planicidade dos depósitos, relativamenteao processo SMAW. São analisados os efeitos de tratamentos térmicos e da refusão por TIG sobre odesempenho dos revestimentos soldados. Os riscos das lixas e o contorno dos poros atuam comoconcentradores de tensões (sítios preferenciais) conduzindo a uma rápida perda de material, uma vez iniciadoo ensaio. A presença de carbonetos afeta negativamente a resistência à cavitação, diminuindo o temponecessário para o destacamento do material.
Palavras chave:
Soldagem, cavitação, revestimento, erosãoAbstractCavitation erosion is a common phenomenon in hydraulic turbines, caused by the violent collapse of vaporbubbles in special hydrodynamic conditions, which creates a costly maintenance problem for these utilities,specially due to the loss of power generation during the necessary welding repairs. This work deals with theapplication of Co-alloyed austenitic stainless steels, as coated electrodes and flux-cored tubular wire, tocladding of turbine blades, cast in ferritic structural steel. The influence of microstructural changes, porosity,surface finishment and dilution on the cavitation resistance of the weld claddings was evaluated. Cavitationerosion test was performed through accelerated cavitation test by ASTM-G32 standard. The morphology andmicroestruture of various claddings before and after erosion were analized by light optical, scanning electronmicroscopy (SEM) and hardness in order to study the erosion mechanism. By the automatized GMAW thethermal pulsation was applied, with positive results to the dilution rate, grain refining and the planicity of theweld layers, as compared to the SMAW. TIG remelting and thermal treatment were utilized on weldingcladding. The grooves of the emery paper and pores are favorite sites for the nucleation of cracks. Thepresence of carbides is negative to the performance against cavitation.Key words: Welding, cavitation, cladding, erosion
 
X Congreso Argentino y VI Congreso Iberoamericano de Soldadura, Buenos Aires, 25, 26 y 27 de agosto 
1. Introdução
Componentes de turbinas hidráulicas sofrem um processo de erosão por cavitação, fenômeno decorrente docolapso contra o substrato sólido em contato com o fluido, de bolhas de vapor formadas sob condiçõeshidrodinâmicas especiais. Para o reparo dos danos provocados por esse processo erosivo existem diversosrevestimentos comerciais especialmente resistentes, aplicáveis, sobretudo, por soldagem. Dentre os materiaisempregados na proteção contra cavitação as ligas à base de cobalto são conhecidas pela sua excelenteresistência, mas foram substituídas nessa década por aços inoxidáveis austeníticos ligados ao cobalto, de custobastante inferior, mas equivalente desempenho
(1)
.A excepcional resistência à cavitação desses aços inoxidáveis austeníticos pode ser relacionada com suabaixa energia de falha de empilhamento (EFE), que sob as elevadas taxas de deformação atuantes durante acavitação, promovem o deslizamento planar, a maclação e transformações de fase induzidas pela deformação(
γ→α
’ e
γ→ε
), conduzindo a um refinamento microestrutural. A baixa EFE contribui para um menor espaçamentoentre maclas formadas sob impacto, o que conduz a um maior encruamento devido à subdivisão dos grãos esem afetar a tensão verdadeira do material, elevando assim a resistência a fadiga do revestimento
(2)
. Esseencruamento dá-se numa camada de profundidade superior a 100
µ
m sob a superfície exposta, sendoresponsável pelo controle da propagação das microtrincas formadas durante o regime permanente
(1)
.A melhora do desempenho associada à diminuição do tamanho de grão está relacionada à expressão de HallPetch, já que um grão pequeno aumenta a resistência ou força necessária para o destacamento do material
(3,4)
.A técnica da refusão superficial por Laser com o objetivo de refino foi explorada por (Dubé, 1996)
(4)
,mostrando-se um eficiente método para melhorar o comportamento frente à cavitação dos aços austeníticosligados ao Co, levando a aumento na resistência da ordem 300 % em relação a condição como soldada.O presente trabalho faz parte da linha de pesquisa iniciada há varios anos no Labsolda/UFSC em colaboraçãocom empresas geradoras de energia da região sul do Brasil, destinada a contribuir para o desenvolvimento deprocedimentos de soldagem e materiais resistentes à cavitação
(5,6,7)
. Nesse artigo analisa-se: i) Efeito doemprego de arame tubular na soldagem MIG (convencional e térmica) em comparação à soldagem com eletrodorevestido; ii) A refusão por TIG como técnica de refino de grão e iii) O efeito de tratamentos térmicos posterioressobre o revestimentos soldados.
2. Materiais e métodos2.1. Preparação dos corpos de prova e procedimentos de soldagem
Os corpos de prova, com as dimensões indicadas na figura 1, foram confeccionados sobre chapas de açoABNT 1020, aplicando-se duas camadas de AWS 309L-16Mo, na forma de arame maciço de 1,2 mm, comoamanteigamento e duas camadas de revestimento especialmente resistente ao fenômeno, na forma de eletrodorevestido de 3,25 mm de diâmetro ou arame tubular com proteção gasosa de 1,2 mm de diâmetro.Na confecção das camadas, empregaram-se os processos de soldagem ao arco elétrico MIG (GMAW) ouEletrodo Revestido (SMAW). O processo MIG foi utilizado sob condição automatizada (montagem e utilização deuma célula de soldagem), aplicando-se corrente pulsada convencional (PN) e uma nova concepção especial detransferência controlada (pulsada) denominada de
Pulsação Térmica ou MIG Térmico 
(PT). Com forma de avaliara estabilidade do processo de deposição empregou-se softwares de monitoramento, em tempo real, do processode transferência metálica e temperaturas de pré-aquecimento e interpasse, respectivamente. Os depósitos foramrealizados nas posições plana e sobre-cabeça a 45
0
do plano horizontal, com espessura final do revestimentoresistente na ordem de 5 mm
(6)
. Em todos os revestimentos utilizou-se 150
o
C como temperatura de pré-aquecimento e interpasse e gás de proteção 99%Ar+1% O
2
com vazão de 17 l/min.A tabela 1 apresenta a composição química dos consumíveis, enquanto que na tabela 2 faz-se um resumodos parâmetros de soldagem implementados.
T
ABELA
1: Composição química (% peso) dos consumíveis para amanteigamento e revestimento
(% peso)Identificação C N Ni Cr Co Mn Si309L-16Mo 0.03 - 13 23.5 - 0.9 0.9ER 0.17 0.13 - 17.8 9.28 9.08 0.89AT 0.17 0.18 - 17 9.5 10 3.5“ER”= Eletrodo revestido; “AT”= Arame tubular
 
X Congreso Argentino y VI Congreso Iberoamericano de Soldadura, Buenos Aires, 25, 26 y 27 de agosto 
T
ABELA
2: Parâmetros de soldagem implementadosMIG Térmico
Fase de pulso térmicoConsumível I
p
(A) I
b
(A) t
p
(ms) t
b
(ms) v
a
(m/min) v
s
(cm/min) T
1
(s)309L-16Mo 300 55 3.6 3.2 7 25 0.5AT 300 30 5.3 8.0 8 25 0.5Fase de base térmica309L-16Mo 300 55 3.6 10.0 3.5 25 0.5AT 300 30 5.3 18.0 3.5 25 0.5
MIG Pulsado Convencional
Consumível I
p
(A) I
b
(A) T
p
(ms) t
b
(ms) v
a
(m/min) v
s
(cm/min)AT 300 30 3.5 4.5 6 25
Eletrodo Revestido
Consumível Is V
s
 ER 120
25
Corpos de prova paraensaio de cavitaçãoRevestimentoAmanteigamentoMaterial debase 1020
A-A
E: 25.4 mm; L: 250 mm; A: 300 mm
 
Figura 1: Corpos de prova soldados para ensaios de cavitação: (Esq.) Avaliação da resistência do revestimento; (Dir.)Avaliação do efeito da diluição nas diferentes camadas 
Na soldagem dos consumíveis (AT e ER), empregaram-se diferentes níveis de aporte de calor:
 
Corrente pulsada convencional com calor aportado na ordem de 26 kJ/cm;
 
MIG Térmico com calor aportado galgando valores entre 14.5 e 9.5 kJ/cm, nas fases de base e pulsotérmico respectivamente;
 
Eletrodo revestido (ER) com calor aportado na ordem de 17 kJ/cm.No processo de refusão dos depósitos, por meio de TIG, foram feitos passes transversais à direção desoldagem, empregando-se dois diferentes níveis de aporte de energia (6.0 e 1.3 kJ/cm). Como gás de proteçãoaplicou-se argônio (14 l/min) e eletrodo de Tungstênio ligado ao Th (2%) com diâmetro de 2.4 mm e um ânguloda ponta de 6.No tratamento térmico dos depósitos foram empregados dois níveis de aquecimento, isto é, 1100
°
C e 700
°
C,durante uma hora e seis horas respectivamente, com resfriamento dentro do forno.

Activity (7)

You've already reviewed this. Edit your review.
1 hundred reads
1 thousand reads
clafer2010 liked this
lasnel liked this

You're Reading a Free Preview

Download
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->