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Direito Constitucional Em Exercícios - Aula 1 - Eficácia Das Normas Constitucionais - Classificação Das Constituições

Direito Constitucional Em Exercícios - Aula 1 - Eficácia Das Normas Constitucionais - Classificação Das Constituições

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AULA 1: EFICÁCIA DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS; CLASSIFICÃO DAS CONSTITUIÇÕE
Na aula de hoje comentarei exercícios sobre dois temasdistintos: eficácia das normas constitucionais e classificaçãodas constituições.Nos primeiros exercícios, revisaremos o assunto classificaçãodas normas constitucionais quanto ao grau de eficácia eaplicabilidade, tema que merece uma breve introdução.Diz a doutrina que todas as normas constitucionais têmeficácia jurídica, isto é, não existe “letra morta” no texto deuma Constituição. Porém, nem todos os dispositivosconstitucionais têm o mesmo grau de eficácia. Alguns têm ummaior grau de eficácia (produzem seus efeitos essenciais coma simples promulgação da Constituição), enquanto outros têmum grau de eficácia reduzido (só produzem os seus plenosefeitos quando forem regulamentados por lei).A partir dessa idéia – todas as normas constitucionais têmeficácia, mas o grau dessa eficácia é variável –, diversos juristas elaboraram classificações para as normasconstitucionais, distinguindo esses diferentes graus deeficácia/aplicabilidade.Neste curso veremos somente a classificação elaborada peloProf. José Afonso da Silva, que divide as normasconstitucionais em três diferentes graus de eficácia – eficáciaplena, eficácia contida e eficácia limitada -, pois esta é a quese tornou padrão no direito brasileiro, especialmente nasprovas de concursos.Feita essa breve introdução, passemos à resolução dosexercícios.1) (ESAF/AFT/2003) Segundo a melhor doutrina, as normasde eficácia contida são de aplicabilidade direta e imediata, noentanto, podem ter seu âmbito de aplicação restringido poruma legislação futura, por outras normas constitucionais oupor conceitos ético-jurídicos.Item CERTO.
 
 
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Comentários.Como dito acima, o Prof. José Afonso da Silva divide asnormas constitucionais em três grupos: normas de eficáciaplena, normas de eficácia contida e normas de eficácialimitada.
As normas de eficácia plena
são aquelas que já produzemos seus plenos efeitos com a entrada em vigor daConstituição, independentemente de qualquerregulamentação por lei.São, por isso, dotadas de aplicabilidade imediata (porqueestão aptas para produzir efeitos imediatamente, com asimples promulgação da Constituição), direta (porque nãodependem de nenhuma norma regulamentadora para aprodução de efeitos) e integral (porque já produzem seusintegrais efeitos).
As normas de eficácia contida
são aquelas que tambémestão aptas para a produção de seus plenos efeitos com apromulgação da Constituição (aplicabilidade imediata), masque podem ser restringidas. O direito nelas previsto éimediatamente exercitável, com a simples promulgação daConstituição, mas esse exercício poderá ser restringido nofuturo.São, por isso, dotadas de aplicabilidade imediata (porqueestão aptas para produzir efeitos imediatamente, com asimples promulgação da Constituição), direta (porque nãodependem de nenhuma norma regulamentadora para aprodução de efeitos), mas não-integral (porque sujeitas àimposição de restrições).As restrições às normas de eficácia contida poderão serimpostas:a) por lei (exemplo: art. 5º, XIII, da CF/88, que prevê asrestrições ao exercício de trabalho, ofício ou profissão, quepoderão ser impostas pela lei que estabelecer as qualificaçõesprofissionais);
 
 
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b) por outras normas constitucionais (exemplo: art. 139 daCF/88, que impõe restrições ao exercício de certos direitosfundamentais, durante o período de estado de sítio);c) por conceitos ético-jurídicos geralmente aceitos (exemplo:art. 5º, XXV, da CF/88, em que o conceito de “iminenteperigo público” atua como uma restrição imposta ao poder doEstado de requisitar propriedade particular).
As normas de eficácia limitada
são aquelas que sóproduzem seus plenos efeitos depois da exigidaregulamentação. Elas asseguram determinado direito, masesse direito não poderá ser exercido enquanto não forregulamentado pelo legislador ordinário. Enquanto nãoexpedida a regulamentação, o exercício do direito permaneceimpedido.São, por isso, dotadas de aplicabilidade mediata (sóproduzirão seus efeitos essenciais ulteriormente, depois daregulamentação por lei), indireta (não asseguram,diretamente, o exercício do direito, dependendo de normaregulamentadora para tal) e reduzida (com a promulgação daconstituição, sua eficácia é meramente “negativa”, conformeestudaremos em outro exercício adiante).O enunciado está CERTO porque reproduz textualmente oconceito dado pelo Prof. José Afonso da Silva às normas deeficácia contida.2) (ESAF/AFC/STN/2005) Uma norma constitucional deeficácia limitada não produz seus efeitos essenciais com a suasimples entrada em vigor, porque o legislador constituintenão estabeleceu sobre a matéria, objeto de seu conteúdo,uma normatividade suficiente, deixando essa tarefa para olegislador ordinário ou para outro órgão do Estado.Item CERTO.Comentários.Mais uma vez, a Esaf se limitou a reproduzir o conceito denorma de eficácia limitada, a saber: são aquelas que não

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