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alfabetizacao-construtivista

alfabetizacao-construtivista

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02/28/2014

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 Ao invés da clássica pergunta: como se deve ensinar a escrever, Emilia Ferreiroperguntou como alguém aprende a ler e escrever independente do ensino.O aluno como sujeito Níveis estruturais dalinguagem escrita a criança elaborahipóteses sobre aescrita 
As teorias desenvolvidas por Emilia Ferreiro e seus colaboradoresdeixam de fundamentar-se em concepções mecanicistas sobre oprocesso de alfabetização, para seguir os pressupostosconstrutivistas/interacionistas de Vygotsky e Piaget.Do ato de ensinar, o processo desloca-se para o ato de aprenderpor meio da construção de um conhecimento que é realizado peloeducando, que passa a ser visto como um agente e não como umser passivo que recebe e absorve o que lhe é "ensinado".Na perspectiva dos trabalhos desenvolvidos por Ferreira, osconceitos de prontidão, imaturidade, habilidades motoras eperceptuais, deixam de ter sentido isoladamente como costumamser trabalhados pelos professores. Estimular aspectos motores,cognitivos e afetivos, são importantes, mas, vinculados aocontexto da realidade sócio-cultural dos alunos.Para Ferreira, "hoje a perspectiva construtivista considera ainteração de todos eles, numa visão política, integral, para explicara aprendizagem".O problema que tanto atormenta os professores que é o dosdiferentes níveis em que normalmente os alunos se encontram evão se desenvolvendo durante o processo de alfabetização,assume importante papel, já que a interação entre eles é fator desuma importância para o desenvolvimento do processo.Os níveis estruturais da linguagem escrita podem explicam asdiferenças individuais e os diferentes ritmos dos alunos. SegundoEmilia Ferreiro são:
 
1) Nível Pré-Silábico
- não se busca correspondência com o som;as hipóteses das crianças são estabelecidas em torno do tipo e daquantidade de grafismo. A criança tenta nesse nível:
 
diferenciar entre desenho e escrita
 
utilizar no mínimo duas ou três letras para poder escreverpalavras
 
reproduzir os traços da escrita, de acordo com seu contatocom as formas gráficas (imprensa ou cursiva), escolhendo aque lhe é mais familiar para usar nas suas hipóteses deescrita
 
percebe que é preciso variar os caracteres para obterpalavras diferentes
 
2) Nível Silábico
- pode ser dividido entre Silábico e SilábicoAlfabético:Silábico- a criança compreende que as diferenças na representação
 
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as atividades devemdesafiar o pensamentodas crianças e gerarconflitos cognitivos queos ajudem a buscarnovas respostas A criança é um serpensante que tem suaslógicas A escola ainda nãoentende a interpretaçãodas crianças sobre aescrita A cartilha mecanicista,que tem medo do erroe, para evitá-lo,subjuga a comunicaçãoescrita às sílabas efrases já memorizadas O construtivismo não éum método 
escrita está relacionada com o "som" das palavras, o que a levasentir a necessidade de usar uma forma de grafia para cada som.Utiliza os símbolos gráficos de forma aleatória, usando apenaconsoantes, ora apenas vogais, ora letras inventadas e repetindoas de acordo com o número de sílabas das palavras.Silábico- Alfabético- convivem as formas de fazer corresponder osons às formas silábica e alfabética e a criança pode escolher aletras ou de forma ortográfica ou fonética.
 
3)Nível Alfabético
- a criança agora entende que:a sílaba não pode ser considerada uma unidade e que podser separada em unidades menores
 
a identificação do som não é garantia da identificação dletra, o que pode gerar as famosas dificuldades ortográficas
 
a escrita supõe a necessidade da análise fonética dapalavras
 
Smolka
1
diz que podemos entender o processo de aquisição descrita pelas crianças sob diferentes pontos de vista: o ponto dvista mais comum onde a escrita é imutável e deve se seguirmodelo "correto" do adulto; o ponto de vista do trabalho de EmíliFerreiro onde escrita é um objeto de conhecimento, levando emconta as tentativas individuais infantis; e o ponto de vista dinteração, o aspecto social da escrita, onde a alfabetização é umprocesso discursivo. Cabe a nós pedagogos pensar nesses trêpontos de vista e construir o nosso.Coloca a autora ainda que para a alfabetização ter sentido, ser umprocesso interativo, a escola tem que trabalhar com o contexto dcriança, com histórias e com intervenções das próprias crianças qupodem aglutinar, contrair, "engolir" palavras, desde que essapalavras ou histórias façam algum sentido para elas. Os "erros" dacrianças podem ser trabalhados, ao contrário do que a maioria daescolas pensam, esses "erros" demonstram uma construção, e como tempo vão diminuindo, pois as crianças começam a se preocupacom outras coisas (como ortografia) que não se preocupavamantes, pois estavam apenas descobrindo a escrita.
 
"Analisar que representações sobre a escrita que o estudante temimportante para o professor saber como agir" 
, afirma Telma Weisz,consultora do Ministério da Educação e autora de tese de doutoradorientada por Emília Ferreiro.
"Não é porque o aluno participa d forma direta da construção do seu conhecimento que o professonão precisa ensiná-lo" 
, ressalta.
Ou seja, cabe ao professororganizar atividades que favoreçam a reflexão da criançasobre a escrita, porque é pensando que ela aprende.
 
"Apesar de ter proporcionado aos educadores uma nova maneira d analisar a aprendizagem da língua escrita, o trabalho da pesquisadora argentina não dá indicações de como produzi ensino" 
, avisa a educadora Telma. Definitivamente, não existe"método Emília Ferreiro", com passos predeterminados, commuitos ainda possam pensar. Os professores têm à disposição ummetodologia de ensino da língua escrita coerente com as mudançaapontadas pela psicolinguista, produzida por educadores de váriopaíses.
"Essa metodologia é estruturada em torno de princípios quorganizam a prática do professor" 
, explica Telma. O fato decriança aprender a ler e escrever lendo e escrevendo, mesmo semsaber fazer isso, é um desses princípios. Nas escolaverdadeiramente construtivistas, os alunos se alfabetizamparticipando de práticas sociais de leitura e de escrita. A referêncide texto para eles não é mais uma cartilha, com frases semsentido.
 
"... A minha contribuição foi encontrar uma explicação segundo a qualpor trás da mão que pega o lápis,dos olhos que olham, dos ouvidos que escutam,há uma criança que pensa" (Emília Ferreiro)
 
Cremos oportuno lembrar que o construtivismo não é um métod
 
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Fontes:
 
SMOLKA, Ana Luiza Bustamante. A criança na fase inicial da escrita: a Alfabetização como processodiscursivo/7. ed. - São Paulo: Cortez, 1996.Revista Nova Escola Janeiro/Fevereiro de 2001* Citação extraída do artigo Letramento e alfabetização: as muitas facetas, de Magda Soares, apresentadona 26ª Reunião Anual da ANPED. GT Alfabetização, Leitura e Escrita. Poços de Caldas, 7 de outubro de2003.
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 de ensino. Construtivismo se refere ao processo de aprendizagem,que coloca o sujeito da aprendizagem como alguém que conhece eque o conhecimento é algo que se constrói pela ação deste sujeito.Nesse processo de aprendizagem o ambiente também exerce seupapel, pois, o sujeito que conhece faz parte de um determinadoambiente cultural.
 
Segundo Magda Soares
*
, a perspectiva construtivista trouxeimportantes e diferentes contribuições para a alfabetização:
 
[...]Alterou profundamente a concepção doprocesso de construção da representaçãoda língua escrita, pela criança, que deixade ser considerada como dependente deestímulos externos para aprender osistema de escrita, concepção presente nosmétodos de alfabetização até então emuso, hoje designados tradicionais, e passaa sujeito ativo capaz de progressivamente(re)construir esse sistema derepresentação, interagindo com a línguaescrita em seus usos e práticas sociais, istoé, interagindo com material para ler, nãocom material artificialmente produzido paraaprender a ler; os chamados para aaprendizagem
 pré- requisitos
da escrita,que caracterizam a criança pronta oumadura para ser alfabetizada - pressupostodos métodos tradicionais de alfabetização -são negados por uma visão interacionista,que rejeita uma ordem hierárquica dehabilidades, afirmando que a aprendizagemse dá por uma progressiva construção doconhecimento, na relação da criança com oobjeto língua escrita; as dificuldades dacriança no processo da construção dosistema de representação que é a línguaescrita- consideradas deficiências oudisfunções, na perspectiva dos métodostradicionais - passam a ser vistas comoerros construtivos, resultado de constantesreestruturações
 
Vera Lúcia Camara Zacharias é mestre em Educação, Pedagoga, consultoraeducacional, assessora diversas instituições, profere palestras e cursos, criou eé diretora do CRE.
 
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