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Conclusão Do Trabalho

Conclusão Do Trabalho

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06/24/2013

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FILOSOFIA APLICADA A EDUCAÇÃOFILOSOFIA E ÉTICACONCEITOS CLASSÍCOS, QUESTÕES ATUAIS
O SIGNIFICADO DA PALAVRA FILOSOFIAO termo “Filosofia”, consequentemente, lembra um estado de espírito, o da pessoa que ama, isto é, deseja o conhecimento, o estima, procura e respeita. Assim, como auxílio da etimologia, podemos ver que a Filosofia não é puro logos, pura razão: ela éa procura amorosa da verdade.Pitágoras de Samos (um dos filósofos pré-socráticos, que viveu no séc.VI a.c.)foi a primeira pessoa a fazer uso da palavra Filosofia (philos-sophia). Pitágoras teriaafirmado que a sabedoria plena e completa pertence aos de3uses, mas que os homens podem deseja-la ou amá-la, tornando-se filósofos.A Filosofia exige que nós retiremos de nossas relações mais ordinárias umareflexão criteriosa sobre as mesmas; é um modo de pensar que persegue o ser humanoem seu exercio de compreeno do mundo onde ocorrem essas relações, possibilitando ação crítica, criativa e transformadora sobre a realidade.A Filosofia é a procura da verdade, não a sua posse, porque fazer Filosofia éestar a caminho; as perguntas em Filosofia são mais essenciais que as repostas e cadaresposta transformam-se numa nova pergunta. (JASPERRS, 1997).Sócrates perscrutou minuciosamente a democracia grega, dedicando-se àinvestigação da verdade, compreendida com a absolutização do conceito, apta a gerir asrelações dos sujeitos, em todas as suas dimensões. De tal modo, o filósofo gregoempenhou-se em estabelecer um método que auxiliasse os indivíduos a reconhecer ocrítico estado em manter-se alheio à realidade, qual seja, vocês se lembram? É estamesma, a Maiêutica.O cerne da ética socrática é a felicidade suprema, ou seja, através de conceitosque possam ser instituídos como lei universal objetivando alcançar o bem supremo. Ocontato com esse bem supremo propicia o polimento da alma, determinando a propagação do bem. Nesta concepção ética, a felicidade é a virtude natural conseqüenteda boa conduta, de conquistar a imperturbabilidade do espírito e consagrar-se aoconhecimento e à verdade
 
PARA REFLETIR...A arte moral não é a de viver bem tendo em vista alcançar a felicidade, esim a arte de ser feliz porque se vive bem.
Para Sócrates, e posteriormente para Platão, submeter à luz da razão a moralestabelecida não é meramente uma atitude convencional, e sim, uma postura liberadaque pretende solucionar as querelas apontando as falsas virtudes.Para Platão, tudo o que conhecemos com existente, até mesmo os conceitos,estão em nossa mente. Da mesma forma que ele subordina o mundo sensível ao dasidéias, também o faz com o bem moral ao supramoral. Nesse processo, é preciso que asvirtudes sejam praticadas. Como sua teoria ética relaciona-se com a política, a razão(virtude da prudência) corresponderia aos governantes (filósofos), a fortaleza (virtudeda vontade) aos guerreiros e a temperança (virtude do apetite) aos artesãos. Sua moral,assim como Sócrates e como será a de Aristóteles, é eudemonista (felicidade).A ética de Aristóteles era finalista no sentido de visar a um fim, a saber, que oser humano pudesse alcançar a felicidade, considerada a aspiração da vida humana.Entendia a moral como um conjunto de qualidades que definia a forma de viver e deconviver das pessoas, uma espécie de segunda natureza que guiaria o ser humano para afelicidade, que era composta de vários bens, dentre eles: a sabedoria, a virtude e o prazer. A sabedoria era considerada o bem de maior valor, por se identificar com acontemplação.O bem moral consistia em agir de forma equilibrada e sob a orientação da razão.O “meio-termo”, o ponto justo levaria à felicidade, a uma “vida boa e bela”, não como privilégio individual e sim coletivo, pois considerava que o bem individual não poderiaestar em desacordo com o bem social. A orientação era viver em conformidade com arazão e com as virtudes do cidadão, de onde viriam o discernimento e o autocontrole,que fariam a assimetria entre os desejos e habilidades.Em filosofia, Epicuro entendia que a vida humana podia ser afetada pelo prazer ou pela dor, sendo o primeiro sua inclinação natural, de modo que a dor deveria ser evitada. Para ele, o prazer seria “o fim e o começo de uma vida bem aventurada”, o primeiro dos bens naturais. O prazer, identificado com a ausência do sofrimento e dador, seria própria felicidade. E “o ápice desse tipo de prazer é a conquista daimperturbabilidade de espírito (ataraxia). Mas ela só chega pelo discernimento dadiversidade dos desejos, pois nem todos devem ser atendidos”.
 
A ciência, ou episteme, por sua vez, não se caracterizaria com ação, mas comoconhecimento; ciência e Filosofia não eram, tampouco, pensadas separadamente. ParaAristóteles, assim como para toda Antiguidade e ainda pelos vários séculos seguintes, ostemas das ciências modernas estavam englobados pela Filosofia natural. O filosofo e ocientista eram em geral a mesma pessoa; a filosofia e a ciência possuíam uma unidadeque começava a se desfazer, pouco a pouco, até se romper por completo namodernidade.
CONCEPÇÕES ÉTICASVocê já questionou se existe diferença entre ética e moral?!
Etimologicamente, as duas palavras possuem origens distintas e significadosidênticos. Moral vem do latim mores, que quer dizer costume, conduta, modo de agir.Essa identidade existente entre elas marca a tendência de serem tratados como a mesmacoisa, embora do estreito vínculo que as une, elas são diferentes.Poder-se dizer que a moral normatiza e direciona a prática das pessoas, por referir-se às situações particulares e quotidianas, não chegando à superação desse nível,e a ética, tornando-se examinadora da moral, teria acerca das condutas, estudando asconcepções que dão suporte à moral. São, pois, dois caminhos diferentes que resultamem status também diferentes; o primeiro, de objeto, e o segundo, de ciência. Dondededuzimos que a Ética é a ciência da moral.Cada sociedade, cada cultura cria valores morais diferentes, correspondentes asuas condições históricas e sociais e a seus interesses e necessidades. Portanto, por conta da articulação histórica e pela forma como cada sociedade vê os valores, écompreensível que existem diferentes concepções éticas articuladas ao tempo e aoespaço.
“A ética é uma forma de ser e modo de agir, não de maneira mecânica, mascomo fruto da reflexão em consonância com a cultura e a filosofia da organização.”(PASSOS, 2006, p 66).
Procuraremos expor sucintamente as condições éticas consideradas maisimportantes, sem nenhuma pretensão de esgotar o assunto; nosso propósito é lançar umolhar que possamos compreender a historicidade dos valores e nos apropriarmos deelementos necessários às reflexões.

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