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Direito Processual Civil - O Processo Civil E O Controle Judicial Dos Atos Administrativos

Direito Processual Civil - O Processo Civil E O Controle Judicial Dos Atos Administrativos

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07/18/2013

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AULA 03: O PROCESSO CIVIL E O CONTROLE JUDICIAL DOS ATOS ADMINISTRATIVO
A aula de hoje enfrenta um tema limítrofe, um assunto que transitaentre o direito administrativo, o direito constitucional e o direitoprocessual civil.A abordagem partirá do princípio que você, aluno, já possui osconhecimentos elementares em direito administrativo e constitucionale será concentrada nos aspectos processuais da matéria.Essa opção tem dois fundamentos: o primeiro, é que pressuponho oseu conhecimento do direito administrativo e do direitoconstitucional, pois são disciplinas fundamentais em qualquerconcurso público. O segundo, é que sou professora de processo civil enão das citadas matérias e, portanto, convém que não “me meter naseara alheia”, ainda mais diante dos excelentes colaboradores que osite possui.Feita essa “exposição de motivos”, podemos passar ao nosso últimotema: “O Processo Civil e o Controle Judicial dos AtosAdministrativos”.
Noções Gerais Sobre os Tipos de Controle dos AtosAdministrativos.
 Sabemos que o Poder, no Estado Moderno, é concebido de modotripartite. Assim, o Poder do Estado é exercido mediante trêsfunções: A Executiva, a Legislativa e a Judiciária.Sabemos ainda que tais “Poderes” do Estado devem ser exercidos demodo independente e harmônico entre si, num sistema de “freios econtrapesos”, onde uma função pode “moderar” a outra.Não é à toa que o art. 2º, da Constituição Federal estabelece: “São poderes da União, independentes e harmônicos entre si, oLegislativo, o Executivo e o Judiciário”.O Executivo “controla” (não no sentido de submeter, pois existe aindependência dos Poderes, mas no sentido de “moderar”, “contrabalançar”) o Legislativo através do poder de veto, enquantoque ao Legislativo é assegurada a possibilidade de rejeitar o veto dochefe do Executivo e o Judiciário poderá sempre apreciar a legalidadee a constitucionalidade dos dispositivos legais resultantes desseprocesso.
 
 
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 Esse controle assegura o equilíbrio do sistema.O controle dos atos do Estado (mediante o exercício de qualquer desuas funções) é fundamental para o particular, no sentido de queassegura as instituições democráticas.Existe um grande número de mecanismos para o controle de taisatos, mas, dentre todos, assume especial importância o controle dosatos da Administração Pública (função executiva).Os atos da administração pública são passíveis de controle legislativo,administrativo e judicial.Dentro desse sistema, o ponto que interessa para você, que estádiscriminado no programa de direito processual civil do edital paraAnalista de Controle Externo do Tribunal de Contas da União, é ocontrole judicial dos atos da administração pública.Portanto, passemos a ele.
O Controle Judicial do Ato Administrativo:
A função do Poder Judiciário como controlador dos atos daadministração é verificar a sua legalidade, isto é, verificar suaconformação aos ditames legais.Em termos de direito comparado (isto é, do estudo do direito combase na comparação ente os institutos jurídicos de vários países),podemos apontar, basicamente, dois sistemas para controle dos atosadministrativos: o da
dualidade da jurisdição 
e o da
unidade da Jurisdição 
.O sistema da dualidade da jurisdição (também denominado sistemafrancês) é muito comum na Europa. Nele existe uma instânciaadministrativa específica, separada da estrutura do poder judiciáriopropriamente dito.Tal instância, tal “justiça” administrativa (que pertence à estrutura doExecutivo e não do Judiciário) tem a atribuição de julgar as causasreferentes à invalidação ou interpretação dos atos administrativos,que são suprimidas à competência dos órgãos da estrutura do judiciário.Já no sistema da unidade da jurisdição a matéria pertinente àapreciação dos atos da administração pública não é afastada da
 
 
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competência do poder judiciário. Muitos países americanos (dentreeles, EUA e Brasil) adotam este segundo modelo.Veja, no entanto, que a adoção pelo ordenamento jurídico brasileirodo sistema da unidade da jurisdição não implica na inexistência docontencioso administrativo (que é o trâmite da solução do conflitoentre particular e administração pública pela via administrativa).A distinção é que no sistema de dualidade da jurisdição as decisõesda Justiça Administrativa são revestidas de definitividade, sãoimutáveis, estão afastadas da apreciação pelo Poder Judiciário.Uma decisão do
Conseil d’Etat 
, o Conselho de Estado francês (o maisalto tribunal da instância administrativa francesa) está revestida dedefinitividade, é imutável, não pode ser reapreciada por órgão doPoder Judiciário.O mesmo não ocorre no sistema da unidade da jurisdição. Nele, umaquestão já decidida pela administração através do contenciosoadministrativo pode ser reapreciada, controlada pelo Poder Judiciário.A consagração do princípio do Monopólio da Jurisdição entre nós podeser inferida, deduzida do próprio art. 5º, inciso XXXV, da ConstituiçãoFederal (“a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ouameaça a direito”).Observe, no entanto, que, o controle exercido pelo judiciário sobre osatos da administração pública é limitado. Ao judiciário seria dadoaferir tão somente os aspectos da constitucionalidade e da legalidadedos atos da administração pública.A função controladora do poder judiciário sobre os atos daadministração deveria limitar-se à análise da sua conformação aosditames da lei e da Constituição.O julgador não deveria se “intrometer” no chamado méritoadministrativo, vale dizer, nos critérios de conveniência eoportunidade considerados pelo administrador para a prática do ato.Tal vedação decorre do próprio princípio da separação dos poderes. O julgador não pode praticar ato próprio da administração (a aferiçãoda conveniência e da oportunidade), sob pena de infringência dopróprio art. 2º da Constituição.O particular pode servir-se de qualquer via processual (qualqueração) adequada a reparar uma lesão ou ameaça ao seu direito emface da administração.

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