3 A MAGIA NA EUROPA MEDIEVAL ATÉ NOSSOS DIAS 60 A UMBANDA FRENTE AO FUNDAMENTALISMO BÍBLICO 68 A UMBANDA E SUAS DIRETRIZES BÁSICAS 73 A UMBANDA – AS MODALIDADES ENCONTRADAS 101 A UMBANDA E SUA MAGIA 112 A UMBANDA, SEUS RITUAIS E OBJETOS MÁGICOS 119 A UMBANDA E A ANÁLISE DOS MITOS
MAGIA EGÍPCIA E IORUBÁ - UM COMPARATIVO
“
O que vos digo em trevas dizei-o em luz; e o que escutais ao ouvido pregai-o sobre os telhados.”
Mateus 10:27
Desde a mais longínqua antigüidade, a magia egípcia temdespertado o interesse de grandes historiadores, estudiosos, magos que procuramdesvendar-lhe os mistérios de sua intricada filosofia religiosa. Prova desse interessenos dias modernos é a permanente leva de turistas que inundam o Egito todos os anos boquiabertos frente às fantásticas belezas arquitetônicas e artísticas (como já escuteide viajantes recém-chegados) como pôde tanta cultura ter estacionado deixando, hojepara nós, um povo de artesanato rude, pobre, quase desamparado sob os pés dasimagens gigantescas dos sublimes faraós.Lembramos que, quando Heródoto pisou no Egito descrevendo-lhe a história e cultura, a Esfinge já tinha em torno de três mil e quinhentos anos.Com isso afirmamos que o Egito já era velho quando a maioria das civilizações estavam a recém engatinhando. Seus famosos médicos e magos eramrequisitados em quase todas as cortes do resto do mundo como conselheiros,astrólogos, curadores de doenças e respeitados como detentores de rituais religiososde grande profundidade em seus fundamentos.Esquecem, a maioria dos estudiosos, que Egito é África. O Egitonão está nas Américas, na Ásia ou em qualquer outro lugar. O Egito está no nordesteda África, muito, muito próximo às terras nigerianas. Porque, portanto, não há comparativos? Aliás, a primeira (e única) vez que ouvi, nos bancos escolares,menção sobre o continente africano foi quando pediram uma relação de palavrasdessa origem incorporadas ao vocabulário de nossa língua. Após essa paupérrima pesquisa, pergunto: quem, na escola, teve um estudo mais aprofundado sobre a cultura negra? Mais: qual a bibliografia? Façam um simples teste: abram uma enciclopédia e procurem o vocábulo “Nigéria”.Mais, procurem sobre a cultura Nok. Ulkumy. Origem, história eestudos sobre o berço dos Orixás. Dados na Internet. E já faz mais de cem anos que a escravidão foi abolida no Brasil. Isso tem nome: desinteresse. Preconceito. Desejo dedesintegrar uma cultura inteira com fins, quem sabe, de “globalização” centralizada numa nação, num continente dominante. Não é de pensar?Isso é de agora? Não. Insignes brasileiros ordenaram a queima dos registros de nascimento e de propriedade dos negros escravos deixando-nospouquíssimos arquivos para futuras pesquisas. A farsa, encontrada nos livros deHistória e estudiosos omissos em certas pesquisas deixam-nos pérolas como odescobrimento da América ter sido feita por Cristóvão Colombo, quando sabe-se que o viking Leif Ericsson, filho do temível Eric, o Vermelho, chegou ao nordeste do Canadá