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Lembrando Os Horrores de Uma Guerra de Guerrilhas

Lembrando Os Horrores de Uma Guerra de Guerrilhas

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relatos do acontecido em Angola na explosão de uma guerra não desejada pelos naturais do enclave
relatos do acontecido em Angola na explosão de uma guerra não desejada pelos naturais do enclave

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Published by: Edmundo Henriques Gomes da Silva on Nov 30, 2008
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LEMBRANDO OS HORRORES DE UMA GUERRA DE GUERRILHAS ONDE O FILHOMATAVA O PAI; O VIZINHO SEU VIZINHO; O IRMÂO SEU IRMÃO
HORRORES QUEA LEMBRANÇA ESCURECE
 E se não me calarem, certo será que darei meu contributo para que estescrimes sem razão sejam trazidos á memória curta dos homens, pois aqui emPortugal, como em outros países, nós, naturais das
“colónias”
ainda somosvistos como os invasores, e por tal sentimos em nosso corpo e alma axenofobia de uma informação generalizada e criada por os mentores de nossoexílio forçado da perseguição que nos impuseram.Edmundo H.G.SilvaExtraído do blogue:http://povosmartires.blogspot.com/2007/07/atrocidades-da-guerra-colonial-ser.htmlSexta-feira, 27 de Julho de 2007
 
 
 
 Atrocidades da guerra colonialSerá possível esquecerEstas fotografias chocam mesmo. Pela violência e pela crueldade dosassassínios - cometidos em 1961 pelos membros da UPA. Pela forma serena equase sorridente com que os nossos soldados se deixaram fotografar frente acabeças espetadas em paus ou corpos esventrados - com o mesmo ar com queposam para a fotografia de fim de curso.Mas esta foi a realidade dos anos 60 em Angola. Compreenda-la é percebermelhor o que foi aquela guerra e não deixar esquecer aquilo que as guerras,sejam elas quais forem, fazem aos homens.As fotografias que aqui mostramos nunca foram publicadas porque acensura nao deixou. Os horrores e violações flagrantes dos mais básicos direitosHumanos passaram-se no norte de Angola. São imagens da violência da guerra e,sobretudo, do terrorismo da guerra - na Fazenda Tabi, os membros da União dosPovos de Angola (UPA) liderada por Holden Roberto, mataram os administradoresbrancos a golpes de catana, e na Fazenda Cassoneca esventraram um soba (chefede uma tribo) e mataram toda a sua família, porque se recusou a deixar detrabalhar para os brancos. Os negros que trabalhavam nas fazendas de caféadministradas por portugueses -
um objectivo “militar” a atingir porque destruir
a economia é uma das formas de vencer a guerra - e que eram identificados porusarem uma fita colorida á volta da cabeça, eram decapitados e as suas cabeçasespetadas em paus.Além de trabalharem para os brancos, os negros assassinados pertenciam aoutras etnias. Eram originários do Sul de Angola e tinham sido trazidospropositadamente pelos colonizadores que os julgavam mais dóceis e facilmentedomináveis do que os naturais do Norte.Os soldados portugueses foram chamados a proteger estas áreas e eranessa função que aqui se encontravam.A sua expressão impassível revela bem que assistir a massacres deste tipo,contra civis, se tornou facilmente um hábito.
Numa guerra de guerrilha toda a população é o “inimigo”.
E as tropas portuguesas não demoraram muito a utilizar os mesmosmétodos, instigadas pelo treino que, depois, passaram a receber antes deembarcarem. Da preparação para a guerra constavam ainda slogans de conteúdo
racista, que apresentavam indiscriminadamente, o “preto” como inimigo, música
e canções guerreiras.Estas histórias e as dos massacres cometidos pelas tropas portuguesasestão registadas em fotografias e filmes que estão na posse das chefias militares ede ex-combatentes da guerra colonial. Mas em Portugal, os poderes político emilitar e a sociedade, de uma maneira geral, têm evitado discutir esta páginanegra do vida do país.A APOIAR (Associação de Apoio aos ex-Combatentes Vítimas de Stress deGuerra) prepara-se para mandar a primeira pedra. Em Abril foi inaugurada uma
exposição com material “tirado do baú”.
 A violência alimenta a violência e é disso que são feitas as guerras.Ao ver estas fotografias não é difícil perceber como funciona este ciclo deódio.In Notícias Magazine, diário Notícias 17 de Março de 1996Etiquetas: Colonização 

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