Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more
Download
Standard view
Full view
of .
Save to My Library
Look up keyword or section
Like this
38Activity
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
Nilson Lage - Ideologia e Técnica da Notícia

Nilson Lage - Ideologia e Técnica da Notícia

Ratings: (0)|Views: 2,978 |Likes:
LAGE, N. L. . IDEOLOGIA E TÉCNICA DA NOTÍCIA - 3A. EDIÇÃO REVISTA. 3a.. ed. Florianópolis: Insular-Edufsc, 2001. v. 1. 158p .
LAGE, N. L. . IDEOLOGIA E TÉCNICA DA NOTÍCIA - 3A. EDIÇÃO REVISTA. 3a.. ed. Florianópolis: Insular-Edufsc, 2001. v. 1. 158p .

More info:

Published by: Marcelo De Franceschi on Mar 20, 2012
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

07/12/2013

pdf

text

original

 
 IDEOLOGIAE TÉCNICADA NOTÍCIA ____________ 
 Nilson Lage 
 1
a
. edição - Vozes, Petrópolis, 1979 2
a
. edição - Vozes, Petrópolis, 1981
 
2
Prefácio da 3 
. edição 
 
Ler textos nossos, antigos, é como tirar da gaveta um retratos nossos, antigos:temos a nítida impressão de que estamos ali, mas a certeza de que já não estamos mais ali. Ainda assim, a ocasião me permite lembrar o passado deste texto, que agora apresento,quase 20 anos depois, à terceira edição.Ele foi lançado discretamente, em 1979, e, por um ano ou dois, tive aimpressão de que ninguém o lera. Só mais tarde, saída e quase esgotada a segunda edição,notei que, afinal, tivera leitores, fazia algum sucesso. Por que? Porque gerou críticas,algumas veementes, e não se critica o irrelevante.Depois, veio a fase da copiagem eletrostática. Não estando mais o livro à venda, nem sendo novidade que valia a pena retaliar, continuou aparecendo na bibliografiade concursos públicos e cursos variados, com o que cada exemplar multiplicou-se emmuitos mais nas máquinas xerox. Lembro-me de um colega que, na Universidade deBrasília, mostrou-me um armário cheio de cópias da
Ideologia e Técnica da Notícia 
. “Por que você não o reedita?”, perguntou-me.Basicamente, porque estava ocupado com outras coisas. Mais com semânticado que com sintaxe. Mais com o acompanhamento dos avanços tecnológicos da imprensado que com questões gerais de semiologia. Mais em difundir conhecimento do que emaprofundá-lo.Em 1987, surgiu um livro importante,
O segredo da pirâmide 
, de Adelmo GenroFilho
1.
, que, para formular sua análise a partir de modelos da dialética de Hegel, citaconstantemente a
Ideologia 
e contesta algumas de suas colocações, propondo,particularmente, a autonomia do discurso jornalístico como aquele que, a partir dasingularidade, pretende alcançar a universalidade, sem a intermediação do conhecimentoparticular, especializado, tão relevante em nossa cultura. Adelmo morreu cedo - era jovem -e não tive oportunidade nem de trocar idéias com ele. Agora, meu colega Eduardo Meditsch propõe-me a reedição. Fiz uma revisãocuidadosa do texto:1. No primeiro capítulo, procurei atualizar as informações sobre a indústriagráfica, sem suprimir o que constava como atual (a impressão a quente, a composição óticaou em linotipos) e que hoje é arqueológico. Acrescentei breves comentários sobre os fatosque transcorreram após a década de 70: ainda aí, a sensação de que tudo mudou, mas tudocontinua a mesma coisa.Em termos críticos, nota-se nesse capítulo, e mais adiante, no livro, influênciagrande - e boa - de Roland Barthes, que me parece o autor mais consistente doestruturalismo francês -, se é que Barthes pode ser reduzido à condição de estruturalista.Percebe-se a presunção de iniciante: querer dizer tudo de uma vez só. E um vício dejornalista: nomes, dados, fatos, documentação para tudo.
1.
 
G
ENRO
F
ILHO
, Adelmo.
O segredo da pirâmide, para uma teoria marxista do jornalismo
. Porto Alegre, Tchê, 1987.
 
3
2. O segundo capítulo colocou-me questão metodológica séria. Os modelosutilizados para a descrição da sentença-
lead 
foram os da Gramática Gerativa da época. Estesse modificaram aceleradamente nessas duas décadas, particularmente após a proposição,por Chomsky, da Teoria dos Princípios e Parâmetros, na década de 80, e da HipóteseMinimalista, na década de 90.No entanto, o que vale numa teoria, quando aplicada a fim específico (no caso,descrever a sentença-
lead 
com o fim de destacá-la como modelo), não é, tanto quanto sepensa, a sua atualidade. Hughes, em seu estudo sobre a explanação teórica
2.
, demonstraque, embora a teoria ondulo-corpuscular da luz - e a Teoria dos Quanta, que a subministra- seja o que há de mais adequado para explicar o fenômeno dos arco-íris, a nenhum autorde livro didático ocorre fazê-lo senão recorrendo a modelo anterior, o de Newton, cujofundamento é a propagação da luz em linha reta e, portanto, sua refração nas superfícies dagota de orvalho. Trata-se aí de uma questão de poder explicativo, o que é, também, o nossocaso. Não é preciso mais do que a estrutura linear da sentença (não é preciso, por exemplo,recorrer à teoria do papel temático, à teoria do caso ou à teoria X barra) para estabelecer asrelações simples que interessam no caso da estruturação proposta do
lead 
. As mudanças, então, foram mínimas, atingindo principalmente a atualizaçãodos exemplos (que foram preservados) e alterações que objetivaram tornar mais clarascertas formulações para o leitor de agora.3. O terceiro capítulo foi praticamente mantido. Não o defendo: se fosseescrevê-lo, hoje, utilizaria outras fontes, chegando, talvez, a conclusões distintas. O estilo,particularmente, parece-me hoje barroco, de modo que a frase
viaja 
, às vezes, fascinada pelaprópria metáfora - o que é terrível, num estudo que cuida de filosofia.O texto do livro é, basicamente, o da dissertação de mestrado apresentada àComissão de Pós-graduação da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1976. Foram feitos, na época, alguns acréscimos, o principal dos quais refere-seàs revistas-magazines: trata-se de comunicação ao Congresso de Semiótica que se realizouem 1978 na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.Do prefácio da primeira edição, transcrevo o último parágrafo, ainda e semprepertinente:
O agradecimento estaria incompleto se não dedicasse a palavra final a quem dejustiça: à categoria dos jornalistas, a que nos orgulhamos de pertencer, e aosalunos, que ouviram e procuraram compreender, com infinita indulgência, asidéias que aqui reunimos. Se o que escrevemos não lhe parecer inteiramenteconfuso, saiba o leitor que isso se deve a nossos companheiros de redação esalas de aula
.
2.
 
H
UGHES
, R. I. G. “Theoretical Explanation”.
 Midwest studies em Philosophy
, XVIII, 1993.

Activity (38)

You've already reviewed this. Edit your review.
1 hundred reads
1 thousand reads
Raylson Lima liked this
Andressa Prates liked this
Diogo Almeida liked this
Diogo Almeida liked this
Nadija Silva liked this

You're Reading a Free Preview

Download
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->