noticiada em revista a emissão de notas frias pela primeira requerida;a segunda requerida estásob investigação da polícia federal por superfaturamento em obras públicas; cobrado o rateioextra sem prévia aprovação em assembleia e ausência de documentação contábil probatória; asegunda requerida intitula-se proprietária do imóvel e cobrou-lhe a assinatura de um contrato emque deveria confessar um débito em torno de R$ 70.000,00; as contas de 2005 a 2008 teriam sidoaprovadas somente em 2009, na assembleia atingida pelo vício da simulação;as rés
(grifo nosso
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BANCOOP E OAS)
acordaram que a segunda pessoa jurídica
(grifo nosso
–
OAS)
terminaria o empreendimento, fazendo o acabamento da terceira torre econstruindo a quarta; as requeridas não poderiam dispor de seu apartamento no acordo quefirmaram porque já estava quitado; não existe contabilidade separada da primeira requerida paracada empreendimento; na data de 11 de outubro de 2006, o imóvel da autora estava quitado e asrés têm a obrigação de outorgar a escritura; a ação movida pela Associação dos Adquirentes nãotrata de seu caso em que houve a quitação do preço, portanto, não há coisa julgada; a ausência dedocumentação regular desvaloriza o imóvel, foi chamada de inadimplente de forma descabida evexatória e sofreu a ameaça de perder o imóvel quitado; o consumidor cobrado indevidamentetem direito à devolução em dobro do que lhe é cobrado.Requereu a antecipação da tutela e no final seja declarada a inexigibilidade de qualquer débitopertinente ao apto xxxB, seja respeitado o contrato e a propaganda veiculada, obrigando aoutorga da escritura, aplicação do Código de Defesa do Consumidor, condenação das rés nopagamento de indenização por danos morais e danos materiais.Deferido parcialmente o pedido de tutela antecipada para vedar a negociação do imóveladquirido pela autora com terceiros (fls.291).A segunda ré(OAS)foi citada e apresentou contestação, alegando que a Bancoop ofereceu-lhe oempreendimento, alegando que as obras estavam paralisadas por conta da inadimplência damaioria dos cooperados e aumento do custo da obra; em reunião realizada em 10 de dezembro de2008 foi apresentada aos cooperados, e em 30 de março de 2009 firmado termo de acordo parafinalização da construção com extinção da seccional Alto do Butantã e transferência de direitos eobrigações; em 14 de abril de 2009, os cooperados adimplentes participaram da assembléia eratificaram o acordo celebrado entre as rés, vinculando os demais cooperados; o acordo foihomologado em ação civil pública e também pelos juízos do setor de conciliação; os cooperadosdeveriam optar pela devolução dos valores pagos, renunciando a qualquer direito ou ação judicial, ou então assinar novo termo de adesão alterando o valor histórico da unidade para R$145.000,00; adquiriu o empreendimento e utilizou recursos próprios para dar continuidade àsobras; antes do acordo celebrado, a Bancoop tentou retomar a obra por meio da cobrança derateio extra, cuja cobrança foi aprovada em assembléia realizada em 5 de agosto de 2006, mas
grande parte dos cooperados se negou a pagar o valor adiciona
l; a transferência doempreendimento consistiu na melhor solução para viabilizar a sua conclusão; já desembolsou 8milhões no empreendimento e pretende investir mais 14 milhões; a Bancoop consiste emcooperativa e não se aplica o Código de Defesa do Consumidor; a Bancoop ofertou aparticipação em cooperativa e não a venda de unidade habitacional, o preço da unidade poderiaser alterado; a possibilidade de cobrança de rateio extra está prevista na Lei 5.764/71, no termode adesão e estatutos sociais; eventual irregularidade na assembléia realizada em 5 de agosto de2006 deve ser reconhecida por meio de ação própria e a deliberação não estava condicionada àprévia aprovação das contas; a autora não comprova a quitação do imóvel, deixou de pagar asprestações devidas a partir de novembro de 2005 e não aceitou a proposta da OAS, portanto, nãofaz jus à outorga da escritura; já encerradas as investigações de superfaturamento de obras,nenhuma denúncia restou comprovada nem tem relação com a demanda;