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Dispnéia e Dor Torácica - Textos de Apoio

Dispnéia e Dor Torácica - Textos de Apoio

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Textos de apoio a aulas ministradas por Dr. Paulo Gurgel Carlos da Silva para os alunos do Curso de Medicina da UECE.
Textos de apoio a aulas ministradas por Dr. Paulo Gurgel Carlos da Silva para os alunos do Curso de Medicina da UECE.

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Published by: Paulo Gurgel Carlos da Silva on May 28, 2007
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TEXTOS DE APOIODr. Paulo Gurgel Carlos da SilvaAula na UECE – 1DOR TORÁCICAA dor é definida como uma sensação desagradável produzida pela estimulaçãode terminações nervosas especializadas em sua recepção.Muitas vezes é de difícil caracterização. Representa uma experiência individuale intransferível.Dor torácica quando o sintoma dor é referido no tórax. Embora possa ter origem fora do tórax, num órgão intra-abdominal, por exemplo.A recíproca também é verdadeira. Uma patologia torácica pode originar dor abdominal.A dor torácica pode apresentar grande número de causas. E pode também ser simulada.Importante: “Não há equivalência direta entre a intensidade da dor torácica e asua gravidade.”Todos estes sistemas a seguir estão representados no tórax: tegumentar,esquelético, respiratório, cardiovascular, digestório, endócrino, nervoso elinfático. Isto torna a identificação da estrutura ofendida (responsável pelaorigem da dor) um assunto complexo.No aparelho respiratório há “estruturas”
sem
terminações nervosas receptoraspara a dor: o parênquima pulmonar e a pleura visceral. Por isso, doenças quecomprometem estes setores, como a tuberculose pulmonar, costumam cursar sem dor torácica.Como também no aparelho respiratório (ou com relação a ele) há “estruturas”
com
terminações nervosas receptoras para a dor: parede torácica, pleuraparietal, traquéia e brônquios, mediastino e diafragma. O que significa dizer que doenças que comprometem estes locais também produzem dor. Sendoexemplos o herpes zoster, a costocondrite, o pneumotórax, a pleurisia, atraqueobronquite, o linfoma e as crises prolongadas de soluços.Atentar para estas duas situações: 1) O câncer pulmonar que, evolui sem dor enquanto se limita ao parênquima, a partir de sua invasão de parede do tóraxpassa a ocasionar intensa dor torácica (tumor de Pancoast). 2) A pneumoniaem que a dor não costuma ser referida até que o processo inflamatóriocomprometa a pleura parietal.A dor cardíaca pode ser de natureza isquêmica ou não isquêmica. Diz-se que éisquêmica quando está relacionada com processos obstrutivos (agudo = infartodo miocárdio / crônico = angina do peito) nas arrias cororias, emdecorrência dos quais há lesão ou necrose de miocárdio. A dor cardíaca nãoisquêmica ocorre na pericardite, valvopatias, hipertensão arterial pulmonar,dissecção da aorta etc.A dor torácica pode estar relacionada com patologias de órgãos do aparelhodigestório: aerofagia, refluxo gastro-esofágico, úlcera péptica, colecistopatia,entre outras.Aqui lembradas por serem freqüentes as dorsalgias (dores na coluna dorsal),cujas causas são a artrose, a escoliose, a osteoporose, a hérnia de disco eoutras patologias da coluna.
 
A dor torácica também pode integrar a síndrome de hiperventilação cuja origemé emocional (ver dispnéia psicogênica).E a ocorrência prévia de trauma torácico, uma vez que haja sido levantada nahistória clínica, pode tornar a etiologia da dor mais facilmente reconhecível.(aula ministrada para os alunos do 4º semestre do Curso de Medicina, em 11de janeiro de 2007)Aula na UECE – 2DISPNÉIASignifica dificuldade na respiração.Cansaço, falta-de-ar, fôlego curto, sufocamento, aperto ou arrocho no peito sãotermos populares para expressar a dispnéia.É definida como uma sensação de desconforto respiratório gerado por diversosmecanismos: orgânicos, psicossociais e ambientais.É sintoma (subjetivo = informado pelo paciente) e é sinal (objetivo = observadopelo médico).Gera grande limitação na qualidade de vida de milhões de doentes e em muitoscasos é um sintoma debilitante e refratário, mesmo com tratamento clinicomáximo.Os vários padrões de dispnéia resultam de uma combinação da freqüênciarespiratória com o volume corrente da respiração.A dispnéia pode ter origem no ambiente, aparelho respiratório, sistema nervosoe músculos, aparelho cardiovascular, sangue e tecidos periféricos.Dispnéia ambiental: quando ocorre uma redução significativa na pressãoatmosférica total (exemplo: rarefação do ar nas grandes altitudes) ou em suapressão parcial de oxigênio (exemplo: soterramentos).Dispnéia respiratória: quando a causa está em vias respiratórias superiorese/ou inferiores (asma e outras alergias, infecções, tumores, hipertrofias deestruturas, paralisias de cordas vocais), parênquima pulmonar (enfisema,pneumonias, tuberculose, tumores, fibroses, atelectasias, embolias), pleuras(pneumotórax, derrames e tumores pleurais), mediastino (tumores) ou paredetorácica (cifoscoliose, trauma).Dispnéia neuromuscular: quando a causa se encontra no SNC (comas), nervos(poliomielite), placa mioneural (exemplo: miastenia gravis) ou sculos(distrofias) inclusive o diafragma (eventração, hérnias).Dispnéia cardíaca: quando é resultado do funcionamento inadequado dabomba cardíaca (miocardiopatia, doença isquêmica, valvulopatias, hipertensãoarterial). Apresenta como manifestação clínica maior o edema agudo dopulmão.Dispnéia circulatória: quando ocorre o colapso circulatório (estado de choque)ou alterações sangüíneas (anemia, hemoglobinopatias, intoxicações) queinterferem com o transporte de oxigênio para os tecidos.Dispia celular: quando a respirão celular é bloqueada (exemplo:envenenamento por cianeto).Ainda há outras causas (não relacionadas acima) de dispnéia: despreparofísico, obesidade, gravidez, psicogênica.O tratamento vai variar conforme a causa da dispnéia. Daí a importância deuma abordagem clínica completa que inclua a queixa principal, a história clínicabem detalhada, os antecedentes pessoais (sem esquecer a ocupação atual eas anteriores), os antecedentes familiares e o exame físico.

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