Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more
Download
Standard view
Full view
of .
Look up keyword
Like this
1Activity
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
A transcrição da entrevista de Jarbas à Folha e ao UOL

A transcrição da entrevista de Jarbas à Folha e ao UOL

Ratings: (0)|Views: 13|Likes:
Published by ebenning
Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), um dos senadores do PMDB que não apoia o governo da presidente Dilma Rousseff, participou do "["Poder e Política"", projeto do UOL e da Folha conduzido pelo jornalista. A gravação ocorreu em 22.mar.2012 no estúdio do Grupo Folha em Brasília.
Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), um dos senadores do PMDB que não apoia o governo da presidente Dilma Rousseff, participou do "["Poder e Política"", projeto do UOL e da Folha conduzido pelo jornalista. A gravação ocorreu em 22.mar.2012 no estúdio do Grupo Folha em Brasília.

More info:

Published by: ebenning on Mar 23, 2012
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

03/23/2012

pdf

text

original

 
1
Leia a transcrição da entrevista de Jarbas Vasconcelos à Folha e ao UOL
DE BRASÍLIA
Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), um dos senadores do PMDB que não apoia o governo da presidente Dilma Rousseff, participou do "["Poder e Política"", projeto do UOL e da Folha conduzido pelo jornalista. Agravação ocorreu em 22.mar.2012 no estúdio do Grupo Folha em Brasília.Jarbas Vasconcelos - 22/3/2011 
 
O senador Jarbas Vasconcelos durante entrevista em Brasília Narração de abertura: 
Jarbas de Andrade Vasconcelos tem 69 anos. É um dos 8 senadores do PMDB não alinhados ao governo de Dilma Rousseff.Jarbas Vasconcelos foi 2 vezes governador de Pernambuco, de 1999 a 2006. Antes, foi deputado estadual e federal. Foi também prefeito da capital  pernambucana, Recife.Jarbas presidiu o PMDB em 1989, ano em que o partido lançou Ulysses Guimarães para presidente da República.
 
2
Eleito senador em 2006, Jarbas Vasconcelos chegou ao Congresso como opositor de Lula. Em 2010 apoiou José Serra, do PSDB, contra Dilma Rousseff,do PT. Mesmo após a eleição, mantém-se próximo a Serra.*Folha/UOL: * Olá internauta. Bem-vindo a mais um "Poder e Política Entrevista".Este programa é uma realização do jornal Folha de São Paulo, do portal UOL e do portal 
Folha.com 
. A gravação é sempre realizada aqui no estúdio do Grupo Folha em Brasília.E o entrevistado desta edição do "Poder e Política" é o senador Jarbas Vasconcelos, do PMDB de Pernambuco.
Folha/UOL: Olá, senador. Muito obrigado por dar essa entrevista paraa Folha e para o UOL. Eu começo perguntando: o sr. faz parte de umgrupo dos senadores do PMDN que não está alinhado diretamentecom o governo de Dilma Rousseff. Um dos senadores desse grupo,Eduardo Braga [do PMDB-AM] acaba de ser nomeado líder do governoDilma no Senado. Isso muda alguma coisa na orientação desse grupode do sr.?
 
Jarbas Vasconcelos:
Trocar Jucá por Eduardo Braga já é alguma coisa, éuma coisa muito importante. O Eduardo Braga é uma pessoa moderna, é umapessoa articulada, eu poderia até dizer a você que ele está acima da média doSenado, em inteligência, em articulação, em desenvoltura. Agora, o que é importante esclarecer e colocar transparência nisso: esse grupo,anteriormente, eu estava praticamente sozinho. Eu, Pedro [Simon, do PMDB-RS]. Eu votava sempre contra o governo e Pedro eventualmente,episodicamente. E aí quando da renovação do Senado, de dois terços noSenado, agora nas eleições de 2010, a gente teve condições de trazer de vota oRequião [Roberto Requião, do PMDB-PR], o Luiz Henrique [do PMDB-SC], oWaldemir Moka [do PMDB-MS], que eram figuras do MDB antigo. Então essegrupo, Fernando, ele foi criado, foi sugerido, a concepção dele é para enfrentaro PMDB. É uma tentativa de melhorar o PMDB. A gente jamais poderia fazer umbloco de dissidência ao governo. A gente não consegue misturar. Então a gentenão consegue misturar. As reuniões geralmente são na minha casa, no meuapartamento, na minha residência. Mas não se toca em questões de governo,mas em questões do PMDB. Porque esse grupo entende que não poderia ficarcomo está nas mão de Raupp [Valdir Raupp, do PMDB-RO], nas mãos deSarney [José Sarney, do PMDB-AP], de Jucá [Romero Jucá, do PMDB-RR], deRenan Calheiros [do PMDB-AL], com práticas antigas e superadas.
Folha/UOL: Esse grupo de 8 senadores na média fica mais propenso aouvir os argumentos do Palácio do Planalto e eventualmente sealinhar mais àquilo que são os interesses do Palácio do Planalto, dapresidente Dilma?
 
 
3
Jarbas Vasconcelos:
Não. Por ser um grupo independente, um grupo quequer, inclusive, melhorar as condições do atual PMDB, é um grupo mais oumenos independente. Há graus aí de independência. Mas é um grupoindependente. É um grupo que recusa a coisa das Medidas Provisórias, ovolume das Medidas Provisórias, que estranha e condena os adendos, os jabutisque são colocados dentro das Medidas Provisórias, que são verdadeirasaberrações. Além de aberrações são coisas imorais, que são colocadas,sobretudo, na Câmara dos Deputados. A gente imaginava, eu próprio imaginei que, quando Dilma, no início domandato, tomou aquelas providências com relação ao Ministério dosTransportes, foi dura, numa entrevista a uma revista semanal que teverepercussão na semana seguinte, ela demitiu a cúpula do Ministério dosTransportes. O que é que a gente imaginou, eu por exemplo imaginei, que elaia dar continuidade àquilo. Que não seria um processo intermitente, que seriaum processo continuado, que ela iria fazer uma faxina. Ela não fez faxina coisanenhuma. É como quem iniciou uma faxina, Lula deve ter gritado, a basefisiológica deve ter passado o recibo e ela simplesmente escondeu a vassouraatrás da porta. Deixou de ser a faxineira, passou a adotar medidas ambíguas,medidas que não eram as mesmas adotadas em relação ao primeiro episódio.Todos os ministros cederam, nas quedas, pode ser mais atribuído ao trabalhoda mídia, já que o Congresso é pífio, não consegue fazer isso. A própriaoposição a que eu pertenço não tem desenvoltura para isso. Foi a mídia quelevou o governo ao estrangulamento e consequentemente às demissões dosministros. Então não foi um processo modelado e executado por ela.
Folha/UOL: A presidente já fez 15 mexidas nos seus ministros, alguns[foram deslocados] mais de uma vez, por isso 15. Dessas 15 trocas, 7saíram sob alguma acusação de malfeito, como ela diz. Agora elacolocou Eduardo Braga como líder no Senado. Será que é um processogradual, ela quer de fato fazer algum tipo de faxina e mudar as práticaou, como o sr. diz, não há faxina nenhuma?
 
Jarbas Vasconcelos:
Eu não acho que é uma troca de seis por meia dúziavocê tirar Romero Jucá e colocar Eduardo Braga para liderança do governo doSenado. Acho que é um ato importante, é preciso apenas ter sequência. Porquea faxina iniciada no primeiro trimestre de 2011, ela não teve sequência. Ela nãoadotou o mesmo comportamento que teve em relação ao Ministério dosTransportes com os outros Ministérios. A começar pelo Ministério da Agricultura. O meu partido, o PMDB [controla o Ministério da Agricultura], ondeela ficou indecisa, vai e vem, com um pé atrás, sem tomar medidas duras[como] foram as medidas tomadas com relação ao Ministério dos Transportes.Eu acho que é um alento. Eu acho que a indicação de Eduardo Braga pode seruma coisa boa. Uma pessoa com que a gente pode dialogar, que a gente podeconversar, né.

You're Reading a Free Preview

Download
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->