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superávit primário - uma analise de sustentabilidade

superávit primário - uma analise de sustentabilidade

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09/16/2012

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Revista de Economia Política
28 (4), 2008612
díi públi, pupç m  rr gr  uprái primári:um áli  ubili
aLexandRe ManoeL anGeLo da sILvaManoeL caRLos de castRo PIRes*
Pblic debt, government crrent accont saving and primary srpls: analysiso sstainability. On this paper, we propose a change in the primary srpls’ targetby the government crrent accont saving. That concept excldes pblic invest-ment rom primary srpls. However, o that change has raised a qestion abot i government crrent accont saving represents a sstainable scal policy. Ths, thispaper analyses i the change in the primary srpls’ target by the government cr-rent accont saving implies a meaning modication on the debt-to-GDP ratio path.The empirical analysis, which is based on Brazilian monthly data or the period1999-2005, sggests that the change in scal target does not mean a lack o sstain-ability.Keywords: primary srpls; debt-to-GDP ratio; government crrent accontsaving. JEL Classication: H62; H63; H69.
INTRODuçãONo período anterior à implementao do Plano Real, período marcado porelevadas taxas de infao, a literatra econômica aplicada aponta qe as receitascom senhoriagem so ndamentais para manter a sstentabilidade da dívida pú-blica brasileira (Rocha, 1997); Issler & Lima 2000). Drante m crto período,após a implementao do Plano Real e o conseqüente declínio das taxas de infa-
Revista de Economia Política, vol. 28, nº 4 (112), pp. 612-630, outubro-dezembro/2008
*
Técnicos
 
em Planejamento e Pesqisa do IPEA. E-mails: Alexandre@ipea.gov.br e manoel.pires@ipea.gov.br. Agradecemos aos valiosos comentários de Fernando M. Gonalves, Liz de Mello, MarceloCaetano e Marcelo Piancastelli. Erros remanescentes so de nossa inteira responsabilidade. Sbmetido:Maro 2006; Aprovado: Otbro 2006.
 
Revista de Economia Política
28 (4), 2008613
o, as receitas com as privatizaes compensaram as receitas originadas nas altastaxas de infao (Gremad, Vasconcelos & Toneto Jr., 2005).Em segida à sbstancial diminio nas receitas orindas de privatizaese ao início do regime de câmbio ftante,
1
o governo brasileiro orosamenteinicio se ajste scal. Nesse sentido, nos últimos anos, percebe-se ma elevaona rigidez oramentária
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e ma deteriorao no volme de investimento público,
3
 o qal dimini em prol da obteno dos maiores níveis de sperávits primários.
4
 Diante desse arcaboo institcional, vários testes tm sido aplicados para anali-sar a sstentabilidade da dívida pública brasileira.Ao aplicar o teste proposto por Wilcox (1989), na análise do período entrejaneiro de 1995 e dezembro 2002, Giambiagi & Ronci (2004) indicaram qe adívida líqida real do setor público consolidado brasileiro é insstentável. Aoinspecionar o período compreendido entre dezembro de 1997 e jnho de 2004e tilizar trs otros testes (Hakkio & Rsh, 1991; Bohn, 1991 e Bohn (1998),Bicalho (2005) aponta sstentabilidade da razo dívida pública/PIB e inere a ca-racterística
spend-and-tax
da política scal no Brasil, i.e., mostra ma expansosimltânea do gasto e da receita no setor público brasileiro.Ao estimar nes de reao scal, com base em Bohn (1998), no períodode janeiro de 1995 a jlho de 2004, e realizar testes de co-integrao, no períodode janeiro de 1998 a jlho de 2004, Mello (2005) conrma as análises de ss-tentabilidade da dívida pública e
spend-and-tax
encontradas em Bicalho (2005).Desse modo, na literatra econômica aplicada ao Brasil, parece iniciar-se m con-senso na direo da sstentabilidade da dívida pública no período posterior àimplementao do Plano Real.Entretanto, até mesmo economistas preocpados com a sstentabilidade dadívida pública brasileira, como Aonso, Amorim & Biasoto Jr. (2005), sgeremqe a política scal de maiores sperávits primários obtidos por meio da redodo investimento público representa m óbice ao crescimento econômico, impli-cando, pois, a necessidade de eqacionar-se a manteno da vigente asteridadescal com o amento dos investimentos públicos.
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Os dados do BCB mostram qe, em 1997, a dívida líqida do setor público consolidado oi de 34,3%do PIB, enqanto, em maio de 1999, qatro meses depois da implementao do regime de câmbioftante, passo para 50,1% do PIB.
2
Segndo estdo técnico do MP/SOF (2003) em 1997, as despesas de livre alocao (discricionárias)da unio representavam aproximadamente 22%, enqanto, em 2003, somente cerca de 11% dasdespesas da unio eram discricionárias.
3
Conorme os dados do MF/STN, em 1998, acmlado em 12 meses, o investimento do setor públicoconsolidado oi de 4,22% do PIB, enqanto, em 2004, esse investimento oi de 3,54% do PIB.
4
De acordo com os dados do BCB, em 1998, acmlado em 12 meses, o décit primário do setorpúblico consolidado oi de 0,01% do PIB, enqanto, em 2004, esse setor público obteve m sperávitprimário de 4,59% do PIB.
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Almeida & Pessoa (2006) sgerem, ainda, qe, em virtde de comprometer o crescimento do PIB, a
 
Revista de Economia Política
28 (4), 2008614
Nesse sentido, em vez de testes de sstentabilidade da dívida pública no pre-sente arcaboo institcional, prope-se, neste estdo, ma alterao na atal po-lítica scal, de modo a manter a asteridade scal e elevar o nível de investimentopúblico, o seja, em consonância com Blanchard & Giavazzi (2004), prope-sepermtar a meta scal embasada no sperávit primário pela meta de popana emconta corrente do governo. O conceito de popana em conta corrente do governoconsiste na retirada dos investimentos públicos do cálclo do sperávit primário.Em virtde de no penalizar a elevao do estoqe de capital, m dos determi-nantes do crescimento econômico, o conceito de popana em conta corrente dogoverno mostra-se economicamente mais adeqado do qe o sperávit primário.De maneira precisa, conceita-se popana em conta corrente do governo daseginte orma: total de tribtos sbtraídos dos gastos correntes (csteio, transe-rncias correntes/capital e inverses nanceiras). Esse conceito diere do resltadoprimário to-somente porqe excli o investimento público líqido de se cálclo.O seja, ao no se considerar o investimento público líqido no cálclo do resl-tado primário, obtém-se a popana em conta corrente do governo. Dessa orma,qando o investimento é realizado por critérios econômicos, os investimentos dasestatais e das administraes diretas e indiretas ederal, estadal e mnicipal de-vem ser exclídos do cálclo do resltado primário, pois o fxo dos rendimentosdos ativos adqiridos é sperior ao fxo de pagamentos derivados do nancia-mento desses ativos.Cabe, portanto, a seginte pergnta no Brasil por qe é importante estabe-lecer a popana em conta corrente do governo em vez do sperávit primáriocomo meta scal? Em primeiro lgar, no Brasil, o sperávit primário é obtido pormeio de amento da carga tribtária e do represamento do investimento público.Ademais, é consensal entre os economistas qe os investimentos públicos, so-bretdo em inra-estrtra,
6
no podem ser adiados indenidamente sob pena derepresentar m gargalo para o crescimento econômico. Nesse sentido, em virtdede o sperávit primário criar os incentivos para qe os gestores públicos cortemos investimentos
7
nas conseces das limitaes de movimentao nanceira paraalcanar a meta scal e por acreditar em qe os investimentos públicos, sobretdoem inra-estrtra, realizados por critérios econômicos no é igal a zero, viabili-za-se a tilizao do conceito de popana em conta corrente do governo.Em segndo lgar, a popana em conta corrente do governo gera os incen-tivos corretos para qe se eleve a atal taxa de investimento, pois algns estdosempíricos realizados para o Brasil mostram ma complementaridade positiva en-tre investimento público e privado.
elevao de sperávit primário com redo de investimento público possi, no médio prazo, impactoambígo sobre a relao dívida pública/PIB.
6
Aonso, Amorim & Biasoto Jr. (2005).
7
Segndo estdo técnico do MP/SOF (2003), em 2003 apenas aproximadamente 11% das despesas daunio eram discricionárias, as qais, em sa maioria, eram constitídas de investimentos.

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