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Pirâmide de Desvios baseada em análises de Auditorias Comportamentais

Pirâmide de Desvios baseada em análises de Auditorias Comportamentais

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Apresenta-se a evolução das Pirâmides de Desvios com a sugestão de uma nova Pirâmide baseada em resultados de programas de Auditorias Comportamentais aplicados em canteiros de obras de empreendimentos na área de Óleo e Gás, assim como a análise dos resultados das auditorias comportamentais em canteiros de obras industriais.
Apresenta-se a evolução das Pirâmides de Desvios com a sugestão de uma nova Pirâmide baseada em resultados de programas de Auditorias Comportamentais aplicados em canteiros de obras de empreendimentos na área de Óleo e Gás, assim como a análise dos resultados das auditorias comportamentais em canteiros de obras industriais.

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Categories:Types, Research, Science
Published by: Antonio Fernando Navarro on Mar 27, 2012
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05/13/2015

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O Triângulo dos acidentes do trabalho: Uma evolução histórica
Antonio Fernando Navarro
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Introdução
 Nossa história começa com a entrada de uma pessoa, cega, que deseja conversar com um gerente deuma empresa. Na recepção a recepcionista informa que a pessoa deve seguir em frente e logo após a porta que dá acesso a um corredor, dirigir-se à esquerda e bater na terceira porta do lado esquerdo.Quase que no mesmo tempo, o encarregado da manutenção do escritório chama um seu funcionário para trocar a lâmpada de uma luminária. Como existem modelos distintos, o rapaz leva a escada e aabre no corredor para abrir a luminária e saber qual é o tipo de lâmpada que precisará substituir.Enquanto vai ao almoxarifado para pegar uma lâmpada deixa a escada aberta no corredor. Nesse mesmo corredor a funcionária da limpeza está quase concluindo suas atividades do dia, logoapós a porta principal de acesso ao corredor, quando sua colega na primeira sala a chama paraatender a uma ligação telefônica.A pessoa cega faz o que lhe orientaram. Ao tatear com a bengala a porta principal do corredor,sempre aberta, se vira para a esquerda, sabendo que terá que tatear até chegar à terceira porta. Logona primeira porta tropeça no balde, que havia sido deixado no chão, porque a faxineira tinha entradona sala para atender à ligação. O balde cai e derrama o produto de limpeza no piso. O cego,desorientado com o ocorrido, e sem saber como “chutou o balde” escorrega no piso e cai sobre aescada que se encontrava logo adiante. Com o impacto cai ao chão e se machuca. Naquelemomento, a faxineira rapidamente chega ao corredor, tira o balde e enxuga o piso. O rapaz damanutenção percebe a confusão e segue em direção à escada já no chão e a remove. A recepcionistasai de sua mesa e se dirige ao corredor. Olha e vê o cego caído no chão. Nesse meio tempo, a pessoaque seria visitada pelo visitante, abre a porta e o encontra no chão, sendo atendido pela moça darecepção que o está levantando. Não entende nada e imagina que seu visitante possa haver escorregado e caído e mais nada, já que a recepcionista está segurando o braço dele, já não há maiso balde no chão e a escada foi removida. O visitante, atônito, por ser cego e estar pela primeira vez
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Antonio Fernando Navarro é Engenheiro Civil, Engenheiro de Segurança do Trabalho e Mestre em Saúdee Meio Ambiente, tendo atuado em atividades industriais por mais de 30 anos. Também é professor daUniversidade Federal Fluminense – UFF.
 
na empresa não percebe o que ocorreu e sim que deu um chute em algo e que caiu sobre outra coisaque o derrubou ao chão.Interessante a história. Até poderia ser contada de várias maneiras. Para o gerente da empresa tudonão passou de um escorregão de uma pessoa no corredor. Para a faxineira, o seu balde não seriacapaz de provocar tanto tumulto, porque todos o poderiam ver e ela só deixou lá por algunssegundos. Para o rapaz da manutenção, a escada estava bem apoiada e não poderia causar a quedade ninguém. Para a recepcionista, ela deu a informação que lhe pediram e encaminhou a pessoa parao local. Ela não poderia adivinhar que por trás de um óculos escuro poderia haver um cego, já quenão percebeu a bengala. Naquele momento, ela estava atendendo a uma ligação e recebendo osmalotes diários.Houve um acidente? Certamente, pois uma pessoa caiu. Há culpados? Na visão de cada um deles ena do gerente, que somente viu seu visitante sendo levantado do chão, pelos braços darecepcionista, certamente não há culpados. Sua empresa zela pela segurança de todos. Não háacidentes em sua empresa.Essa história me lembra de outra, quando alguém ao abrir a janela de seu quarto percebe umaenorme árvore na frente da janela, toda florida e cheia de passarinhos. A beleza da cena a extasia por um momento e ela não se dá conta de que aquela árvore foi plantada alí pelo seu pai (estruturade pensamento extraída do livro O Poder da Cabala, do Rabi Yehuda Berg). Sim, a árvore já seencontrava alí porque alguém a havia plantado. Naquele dia a pessoa acorda com melhor humor emais sensível para com as coisas naturais e se extasia diante da beleza da árvore.Retornando ao nosso visitante, porque ele caiu no corredor?Caiu porque estava caminhando por ele. Simples, não?Por que caiu?Porque tropeçou em um balde.Porque o balde estava no corredor?Porque a faxineira estava concluindo seu trabalho.Por que a faxineira deixou-o lá?Porque foi chamada por uma amiga para atender a uma ligação telefônica.Por que o visitante caiu sobre a escada?Porque o balde caiu e derramou o líquido no chão, deixando-o molhado e escorregadio.Por que o visitante caiu sobre a escada?Porque essa se encontrava deixada no corredor.Por que...., Por que ...., Por que ... .Um acidente do trabalho não ocorre sem que haja uma causa. Os Por Quês anteriores fazem parte deuma técnica de análise de acidentes denominada de Técnica dos Por Quês. Uma das coisas que mais
 
incomoda a um gerente de riscos, ou técnico ou engenheiro de segurança do trabalho é ter que se justificar perante a alta direção da ocorrência dos acidentes.Um acidente é algo perigoso, porque pode provocar a demissão de pessoas. Será? Isso é vozcorrente em muitas empresas que não têm uma adequada cultura de segurança. Na hora da apuração das causas, a recepcionista vai alegar que não tinha tempo para nada, já queestava sozinha na recepção tomando conta de tudo.A faxineira vai dizer que deixou o balde no corredor porque ainda não tinha acabado o serviço e nãoia levar o balde na mão para atender a uma ligação telefônica.O rapaz da manutenção vai dizer que deixou a escada porque não tinha como carregar a escada e alâmpada uma em cada mão.O acidente incomoda a muita gente. Más, a apuração de um acidente incomoda muito mais. Jáimaginou o tempo perdido por todas essas pessoas?
Análise bibliográfica
O mercado de seguros sempre esteve á frente dos estudos dos riscos por ser a matéria prima de suasatividades. Uma seguradora trabalha com riscos. Mais do que isso, a seguradora analisa os riscos, precifica-os e emite uma cobertura que recebe o nome de apólice. Como o risco é a matéria prima, orisco ocorre com certa frequência. Assim, a seguradora precisa periodicamente reavaliar a qualidadedos riscos aceitos para que não tenha prejuízos.Muitos profissionais se dedicaram ao estudo dos acidentes do trabalho, sob a ótica da prevenção, damesma maneira que outros tantos os estudaram para a avaliação do impacto financeiro no sistema previdenciário, e há aqueles que além do estudo iniciaram um trabalho que depois foi se expandindosob o título de Prevenção de Perdas.A The Travelers Insurance Company contratou os serviços de H. W. Heinrich e Roland P. Blake para a análise dos acidentes que tinham a morte como causa maior. Em 1931 foi desenvolvido o primeiro e o mais conhecido modelo de causa, bem como estimativa de custo de acidentes a partir de conclusões baseadas na análise de cerca de 5.000 casos de empresas seguradas, estendendo essasanálises nas próprias empresas participantes através de entrevistas com membros do staff dosserviços de administração e produção. Heinrich, em 1959, já tendo consolidado suas pesquisasescreveu o livro Industrial Accident Prevention, onde aponta que os acidentes de trabalho com ousem lesões são devidos a uma série de fatores como: personalidade do empregado; prática de atosinseguros; existência de condições inseguras nos locais de trabalho, entre outros. Disso resulta queas medidas preventivas devem assentar-se sobre o controle desses três tipos de causas de acidentes,

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