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Democracia Organica

Democracia Organica

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A idéia de democracia da AIB.
A idéia de democracia da AIB.

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09/02/2010

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O CONCEITO DE DEMOCRACIA ORGÂNICA
"Texto adaptado do Integralismo Lusitano, José Manuel Alves Quintas, 12 de Fevereiro de 2001" 
 A sociedade é um corpo vivo, e não um agregado de indivíduos. Antes demais, importa reter dessas afirmações que ele tinha clara consciência de que, nasteorias contemporâneas da representação política, se defrontam duas concepçõesque vão muito para além do político, tocando a própria noção de sociedade: parauns "a sociedade é um corpo vivo"; para outros, identificando a sua origem "asteorias do naturalismo individualista, herdado da filosofia do século XVIII" asociedade é "um agregado de indivíduos".Ainda que sumariamente, creio que importa esclarecer, antes de mais,algumas diferenças essenciais entre essas duas concepções no plano dosfundamentos filosóficos porque, antes de se disputarem duas concepções derepresentação política, disputam-se duas concepções de sociedade e, antes de sedisputarem duas concepções de sociedade, disputam-se duas concepções dohomem e da natureza.Para o naturalismo individualista (base filosófica da concepção inorgânicada sociedade) — de que Rousseau foi um dos máximos expoentes —, o estadonatural do homem é o estado de isolamento individualista, sendo o contrato socialum ato absolutamente voluntário e livre.Ao contrário, para a concepção orgânica — contando com S. Tomás deAquino e Francisco Suárez entre os seus mais categorizados teorizadores, e comdiscípulos contemporâneos como La Tour du Pin, Bonald, Joseph de Maistre,entre outros — o homem é um ser social por natureza, concebido em sociedade epara viver em sociedade. Enquanto o pacto ou contrato social de que falavaRousseau é voluntário; o pacto ou contrato social de que falavam os Doutores daIgreja, longe de ser voluntário, é um ato imperado pela natureza humana.Partindo de tão distintas concepções da natureza do homem e dassociedades, é natural que ao abordar o problema das formas de representaçãopolítica, bem como o da própria origem e da legitimidade do poder, se acentue aoposição entre as duas teorias. Não sendo aqui o lugar para um aprofundamentodos problemas da origem e da legitimidade do poder, vale a pena notar que, naconcepção inorgânica, o poder é considerado disperso nos indivíduos e expressa-se como vontade no momento da eleição. Como a soberania popular só se exercequando se somam esses poderes, também uma só condição é suficiente paraatribuir ou retirar legitimidade: a vontade do povo.Para uma concepção orgânica, de forma bem diferente, o poder político nãose encontra atomizado, disperso pelos vários indivíduos de que se compõe a
 
comunidade. O poder apenas se constitui no agregado social quando este seconstitui em pessoa moral autônoma. E, ao constituir-se, o poder não é umsimples somatório de pequenas parcelas, sendo antes uma espécie depropriedade — é uma realidade moral. Isto é, existe uma realidade moral no todo,e que não resulta da simples soma das partes. Um exemplo clássico muitoreferido, retirado do mundo físico, ajuda a explicar essa “espécie de propriedade”que define a realidade moral de todo o poder político (ou soberania): a água,resultado da junção de oxigênio e hidrogênio, tem uma natureza que a define eque é diversa do simples somatório das propriedades dos elementos que aconstituem. De modo análogo, também a soberania não é apenas a soma dasvontades dispersas pelos membros da comunidade. A soberania é algo que sóexiste na comunidade enquanto sociedade política constituída.A concepção inorgânica do poder político, além de lhe negar a suarealidade moral — abrindo a via pela qual a ditadura das maiorias se pode imporsem qualquer constrangimento; e, até hoje, sem olhar à cor política, sabemoscomo praticamente todos os regimes totalitários buscaram e obtiveram legalidadepor via do sufrágio... —, nega também, de forma mais ou menos mitigada,consoante os autores, que a sociedade antecede o Direito e o Estado.Ora, segundo a teoria orgânica — é o que importa aqui sublinhar e destacarquanto ao problema da representação política —, as personalidades de direitonatural das entidades anteriores ao Estado (como a família, a freguesia, omunicípio) são consideradas como realidades sociais concretas que o Estadodeve respeitar na suas autonomias e funções próprias. Ao Estado compete servira sociedade, e não é à sociedade que compete servir o Estado. Henrique BarrilaroRuas, doutrinador integralista, afirmou este conceito de forma clara ("Integralismocomo Doutrina Política"): "Para servir o homem, importa que o Estado respeitetudo quanto é humano. É humana a família. É humana a corporação. É humano omunicípio. É humana a comunidade de sangue e história a que se chama Nação.Um Estado que não sirva a Nação portuguesa, não serve o homem."Para uma concepção orgânica, é imoral tentar suprimir as personalidadesde direito natural, bem como as de formação histórica, no plano da representaçãopolítica. É imoral no plano político, mas vale acrescentar que é inútil no planosociológico - os exemplos históricos de populações durante séculos sujeitas adomínio estrangeiro, e que raramente modificaram os usos e costumes a nívelfamiliar, local, e mesmo nacional, são por demais abundantes e frisantes.Para o presente propósito, note-se apenas com singeleza que, segundo ateoria orgânica, ninguém escolhe a família e o local onde nasce, e que essa é umasituação com que a maioria se conforma, nascendo dela a submissão voluntária,feita de respeito e de simpatia, para com a autoridade natural dos progenitores. E,como a força dos fatores sociológicos é mais eficaz do que o oportunismo dequalquer decisão estranha, a verdade é que com a vida natural da família nascetambém a submissão voluntária àqueles que, por delegação dos progenitores,regem as comunidades naturais sucessivas como a freguesia ou o município. O

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