Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more
Download
Standard view
Full view
of .
Look up keyword
Like this
7Activity
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
Uma Bíblia

Uma Bíblia

Ratings: (0)|Views: 111 |Likes:

More info:

Published by: Rondinelle Almeida Oliveira on Dec 06, 2008
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as DOC, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

02/21/2014

pdf

text

original

 
Uma Bíblia! Uma Bíblia!O Cânon e a Revelação Contínua
“E porque minhas palavras hão de silvar – muitos dos gentios clamarão: Uma Bíblia! Temosuma Bíblia e não pode haver qualquer outra Bíblia...Portanto porque tendes uma Bíblia nãodeveis supor que ela contenha todas as palavras minhas; nem deveis supor que eu não fiz comque se escrevesse mais. Pois ordeno a todos os homens, tanto no leste como no oeste, tantono norte como no sul e nas ilhas do mar, que escrevam as palavras que lhes digo; pois peloslivros que foram escritos julgarei o mundo, cada homem de acordo com as suas obras,conforme está escrito” (I Néfi 29: 3, 10-11).----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Revisão do Artigo publicado no ‘Christian Research Journal’, Outono de 1996, pág. 27-33por Luke P. Wilson, “Livros Perdidos & Revelação dos Santos dos Últimos Dias: Umaresposta à Visão Mórmon sobre o Cânon do Novo Testamento”. Revisto por John A.Tvedtnes e Matt Roper.
Traduzido por Marcelo M. Silva----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
 
Somos gratos a Luke Wilson pelos seus esforços em definir termos tais como “VisãoMórmon”, “Revelação”, “Cânon do Novo Testamento”, “Cristianismo Histórico” e “ÖrtodoxiaCristã”. Nossa gratidão vem não somente por Wilson ter clarificado estes pontos para nós, mastambém por está errado em todas as definições, o que nos dá a oportunidade de dispormo-lascorretamente.Vamos começar com “Cristianismo Histórico” e “Ortodoxia Cristã,” termos utilizados por Wilson (p.27) para se referir não a todo o mundo Cristão, seja do século vinte ou do tempo dosapóstolos, mas para um segmento espefico daquele mundo, nomeado segundo ele,Protestantismo moderno evangélico. Nós temos um grande respeito pelo movimento evangélicoe por sua corajosa postura por princípios justos e uma vida centrada em Cristo. Em nossaopinião, membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e Evangélicosdeveriam estar unindo forças na luta por uma sociedade mais decente. Ao invés disso,descobrimos que a vasta maioria da literatura antimórmon em circulação vem daqueles comquem concordamos sobre muitas questões do Novo Testamento, da própria comunidadeevangélica. Mas o movimento evangélico é um grito distante daquele “Cristianismo Histórico.”Não apenas é uma grande variante daquelas Igrejas cristãs mais antigas (Católica Romana,Ortodoxa Oriental, Siríaca e Monofisista), mas também não está nem perto ao Cristianismoprimitivo. Este ponto foi levantado pelo escritor evangélico David Bercot em um livro intitulado
Will the Real Heretics Please Stand Up (Os verdadeiros heréticos, queiram por favor selevantar).
1
Embora não gostaríamos de nos reter em tais negativismos, retornaremos maistarde em uma discussão de como os primitivos Cristãos viam o conceito de Cânon.Wilson está correto em afirmar que as divergências básicas entre Santos dos Últimos Dias eEvangélicos são “sobre a natureza e extensão da revelação por Deus” (p.27). E ele está certoem fazer disso um ponto para discussão, uma vez que isto impacta criticamente nossorelacionamento. Mas ele está errado na maioria de suas asserções sobre a Bíblia e sobre anatureza da revelação, como nós demonstraremos.Quando Wilson declara que “é um princípio básico da Ortodoxia Cristã que a Bíblia estácompleta e o cânon de Escrituras está fechado,” ele refere-se à Bíblia conforme conhecidapelos Protestantes, não às Bíblias de denominações Cristãs mais antigas, as quais não são asmesmas como aquela que o Sr. Wilson utiliza. A Bíblia Católica, por exemplo, contem 14 livrosconhecidos como Apócrifos, que está faltando em Bíblias Protestantes modernas. Bíbliasusadas pelas Igrejas Armênia e Abissínia (Etiópica) contêm livros não conhecidos em nossasBíblias ocidentais. Quem pode rejeitar à revelia a validade de livros reverenciados por Igrejasfundadas muito tempo antes que Lutero houvesse nascido? Quem é mais “ortodoxo”?
“Argumentos Mórmons” 
É uma pena que Wilson apresente declarações de alguns escritores Santos dos ÚltimosDias como crença oficial da Igreja. O fato de que ele usa tais fontes ao invés de publicaçõesautorizadas SUD implica que não há nenhuma posição oficial em muitos dos itens levantados.
 
Ele lista quatro “argumentos Mórmons” (p. 28,31) contra o conceito de um cânon de escriturasfechado e afirma que “a Igreja Mórmon (sic) oferece 4 razões por rejeitar a posição históricaCristã de que os 27 livros do Novo Testamento são o pedaço final da revelação divina” (p.29).Dos quatros, apenas um representa a posição oficial da Igreja, i.e., “de que Deus continua a dar nova revelação através de profetas modernos” (p.29). Ele saca os outros somente a partir deescritos de indivíduos que, embora sejam Santos dos Últimos Dias, não estão falando pelaIgreja. Isto não é para invalidar quaisquer dos “argumentos” apresentados por estes indivíduos,apenas dizer ser errado indicar que eles são oferecidos pela “Igreja Mórmon (sic)”.
Ensinamentos Perdidos de Jesus”
 Wilson cita “O primeiro argumento Mórmon” como “a alegação de alguns dos ensinamentosde Jesus intencionalmente nunca foram registrados por causa de sua natureza sagrada” (p.28).Existem realmente duas questões aqui. O primeiro é se alguns dos ensinamentos de Jesusforam omitidos do Novo Testamento. O segundo é se Jesus alguma vez ensinou em segredo.Para o primeiro, devemos olhar para as últimas palavras do apóstolo João: “Na verdade fezJesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro” (João20:30). “Há, porém, ainda muitas outras cousas que Jesus fez. Se todas elas fossem relatadasuma por uma, creio que nem no mundo inteiro caberiam os livros que seriam escritos” (João21:25). Somos ambos incapazes e não desejamos disputar estas palavras que vieram de umatestemunha ocular do ministério e ensinamentos terreno de Jesus. Wilson tenta mitigar estaimplicação da declaração de João ao afirmar que “certamente nada essencial está faltando noslivros canônicos do Novo Testamento” (p.28). Esta é uma premissa ingênua e sem fundamento,baseada na crença a priori de que a Bíblia contém todas as coisas que Deus deseja que nósconheçamos. Retornaremos a esse assunto mais tarde.Em duas ocasiões distintas, quando Jesus aludiu sobre sua morte iminente, seus discípulos“não entendiam isto, e foi-lhes encoberto para que não o compreendessem; e temiam interrogá-lo a esse respeito” (Lucas 9:45; 18:33-34). Evidentemente, Cristo declinou em explicar oassunto àqueles mais próximo a Ele.Em João 14:26; 16:13-16, lemos que, durante a última ceia, Jesus prometeu que o EspíritoSanto traria todas as coisas à lembrança dos Apóstolos. Isto, alguns tem declarado, faz comque a Bíblia esteja completa. Mas outras declarações feitas durante a última ceia indicam queJesus fora incapaz de entregar todos os seus ensinamentos durante sua vida mortal. Ele disseaos seus apóstolos, “Tenho ainda muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora”(João 16:12) e lhes prometeu, “vem a hora quando não vos falarei por meio de comparações,mas vos falarei claramente a respeito do Pai.”(João 16:25). Hugh Nibley tem observado que ,uma vez que Jesus foi aprisionado logo após ter feito estes comentários, ele deve ter entregadoestes ensinamentos prometidos aos apóstolos após a ressurreição. Eles não estão, entretanto,na Bíblia como ela existe hoje.Quanto ao fato se Jesus ensinou qualquer coisa em segredo, Wilson cita João 18:20-21, emque Jesus declara, “Eu falei abertamente ao mundo; Eu ; ensinei continuamente tanto nassinagogas como no templo, onde os judeus se reúnem, e nada disse em oculto.” Wilsonincorretamente faz a asserção que Jesus fez esta declaração “sob juramento diante doSidrio” (p.28), citando Mateus 26:63 como evidência (nota 3). Mas desde que, na jurisprudência judaica, nenhuma testemunha poderia agir testificando contra si própria,
2
 o sumosacerdote estava agindo ilegalmente quando disse a Jesus, “Eu te conjuro pelo Deus vivo,” eJesus estava legalmente sob nenhuma obrigação de responder à questão. Além do mais, aspassagens de Mateus 26 e João 18 discorrem sobre
dois assuntos distintos
. No primeiro, osumo sacerdote pergunta se Jesus “é o Cristo, o Filho de Deus,” enquanto na última ele indagasobre “seus discípulos, e sobre sua doutrina.”Mais significativamente, o argumento de que João 18:20-21 prova que Jesus ensinou nadaem segredo é contradito pela admissão anterior de Wilson de que Jesus realmente ordenouPedro, Tiago e João a guardar a experiência da transfiguração em segredo até após aressurreição (p.28). A declaração de Jesus a Caifás foi feita
antes
de sua morte e ressurreição.Mas não acreditamos que Jesus mentiu ou contradisse a si próprio. Em João 18:20-21, Jesusdeclara que ele não ensinou doutrinas secretas “na sinagoga e no templo.” Isto deixa aberta apossibilidade, mesmo a probabilidade, que ele algumas vezes ensinou seus discípulos emsegredo, e existe evidência clara que Ele deu aos seus discípulos informões ointencionadas ao público em geral. Em Mateus 13:10-16, após Jesus ter ensinado sobre a
 
parábola do semeador, “os discípulos vieram, e lhe perguntaram: Por que lhes falas por parábolas? Ao que respondeu: Porque a vós outros é dado conhecer os mistérios do reino doscéus,
mas àqueles não lhes é isso
concedido” (ver também Marcos 4:10-11; Lucas 8:9-10). Eleentão procedeu a explicar a parábola aos seus discípulos (Mateus 13:18-23). As parábolas deJesus são freqüentemente acompanhadas pela enigmática frase, “aquele que tem ouvidos paraouvir, ouça” (Marcos 4:9), uma frase que obviamente implica que um significado mais profundoa ser encontrado apenas por aqueles que estão verdadeiramente preparados e receptivos eque buscam por isto.A ponto de ilustração, a parábola de Jesus do semeador (Mateus 13:3-23) aparentementedetém um significado esotérico (esotérico no sentido de “mais abrangente”). Pápias, um dosprimeiros escritores Cristãos após os apóstolos, o qual entrevistou muitos daqueles que haviamouvido os ensinamentos dos Apóstolos, nos relata que um dos ensinamentos não escritos dosélderes dizia que “aqueles que são achados dignos de uma habitação no céu deverão ir paralá...mas há uma distinção entre a habitação daqueles que produziram cem por um, daquelesque produziram sessenta por um e daqueles que produziram trinta por um, pois os primeiros sealçarão ao céus, os da segunda classe ao Paraíso, e a última habitará a cidade; e sobre isto oSenhor disse, ‘Na casa de meu Pai há muitas moradas.’ “Pápias afirmou que as três divisõesaludidas por Jesus referem-se “à gradação e alocação daqueles que estão salvos, e que elesavançam em níveis desta natureza.”
3
O mesmo ensinamento é ensinado por Irineu e Clementede Alexandria o qual cita isto como um dos mais antigos ensinamentos dos Cristãos primitivos.
4
 Nos
“Reconhecimentos Clementinos” 
, uma obra Cristã bem conservada e acreditada por muitos historiadores conter muitos dos mais antigos ensinamentos Cristãos, Pedro explica aClemente, “Seja este (referindo-se ao seu batismo) portanto para você o
 primeiro
passo dos
três;
cujo passo traz trinta mandamentos, e o segundo sessenta, e o terceiro cem, conformeexplicaremos mais em detalhes a você em outra hora.”
5
 O escritor Cristão associa o ritual dobatismo com aqueles que produziram trinta por um na parábola do semeador, portantoimplicando que existam passos de ritual adicionais (que se referem à parábola de Jesus) queserão explicados ao converso Cristão “em uma outra oportunidade.” A palavra Grega para“mistério[musterion] a qual aparece na parábola do semeador (Mateus 13:11) pode ser também significativa neste contexto. [Musterion] é usualmente definida como “um segredo”,expressando “a idéia de silêncio imposta pela iniciação em ritos religiosos e é derivada dapalavra [muo] que literalmente significa ‘fechar a boca.’
6
Na época de Jesus e dos Apóstolosisto freqüentemente denotavam práticas encontradas nos mistérios religiosos Gregos. Estes“mistérios” ou rituais freqüentemente apresentavam ou encenavam uma história religiosa emque “o destino de um deus era retratado por ações sagradas diante de um círculo de devotosnuma forma e modo tal a dar-lhes uma participação no destino do deus.”
7
 Estes segredos eramapenas para ser revelados àqueles que fossem considerados dignos. “Integrado ao conceitodos mistérios está o fato de que aqueles que desejassem tomar parte nas celebraçõesprecisam passar por uma iniciação; ao não iniciado era vedado o acesso tanto às açõessagradas quanto ao conhecimento destes mistérios.”
8
 Um dos mais significativos elementos dosritos era a promessa de futura salvação e vida. “O sagrado mistério dos ritos é esta santificadaunião entre a deidade que sofre e os devotos, os quais adquirem nos mistérios uma parte nodestino do deus e desta forma uma parte no divino poder da vida.”
9
 Aqueles que participamprometem não revelar o que aprenderam ao não iniciado. Na verdade, este “voto de silêncio” éessencial a todos os mistérios, e é uma característica implícita na etimologia.”
10
 Será que asreferências de Jesus ao “mistérios do reino” (Mateus 13:11; Marcos 4:11 e Lucas 8:10) aludempara um ritual ou rituais similares focalizando no próprio sacrifício de sofrimento e expiação deCristo?Muitos eruditos bíblicos têm argumentado que o Sermão da Montanha foi originalmenteconsiderado “informação sigilosa.” A declaração de Jesus, “Não deis o que é santo aos cães,nem lanceis ante os porcos as vossas pérolas, para que não as pisem com os pés e, voltando-se, vos dilacerem” (Mateus 7:6) refere-se a alguma coisa em específico. Betz tem argumentadoque a referência a “pérolas” por Jesus alude a uma coleção de ditos e ensinamentos, os quaissão “sagrados” e provavelmente se referem a rituais e ritos esotéricos, possivelmente osacramento ou alguma coisa mais.
11
A referência de Wilson a Mateus 10:27 como suporte de seu ponto de vista (página 28) étambém enganosa, desde que esta passagem claramente declara que ele realmente deu aseus discípulos informações privadas, mas disse-lhes de que deveriam procla-lasabertamente. Que os primitivos Cristãos liam esta escritura diferentemente do que Wilson a lê é

You're Reading a Free Preview

Download
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->