Transformações ocorridas na vida política e econômica da Europa: A expansãomarítima, as grandes navegações, a descoberta do mundo novo, o comércio ultramarino, asreformas protestantes, a formação dos Estados nacionais modernos, as revoluções burguesas, aascensão da burguesia, bem como o desenvolvimento cientifico e tecnológico, são o pano defundo para compreender esses fatores sócio-culturais que iriam alterar profundamente as formasde explicar a natureza e a sociedade. Os fatores sócio-culturais trouxeram:1-
Transformações na ordem tecnológica
– Novo modo de produção com o uso da máquina.
2- Transformações na ordem econômica
– Pela concentração de capitais de grandes empresas provocando a acumulação de riquezas.
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Transformações na ordem social –
Pela intensificação do êxodo rural e conseqüente processo de urbanização, desintegração de costumes e instituições, novas formas de organizaçãoda vida social, a emergência e a formação de um proletariado de massas, o trabalho assalariado,
secularização
(atitude alheia às coisas sagradas – difusão de um espírito crítico e deobjetividade diante dos fenômenos sociais).
3-Fatores Sociais
A Revolução francesa trouxe o poder político à burguesia, destruiu os fundamentos dasociedade feudal e promoveu profundas inovações na vida social.A Revolução Industrial trouxe crises e desordens na organização da sociedade, o quelevou alguns pensadores a concentrar suas reflexões sobre as suas conseqüências.Toda essa nova mentalidade, reforçando a crença na materialidade da vida e no poder daciência, orientou a formação da primeira escola científica do pensamento sociológico, o
positivismo
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A crise das explicações religiosas e o triunfo da ciência
O anticlericalismo
Um aspecto de especial importância no pensamento desse período, sobretudo aquele deorigem francesa, foi o anticlericalismo. Entre os filósofos e os literatos que se insurgiram contraa religião, em particular contra a Igreja Católica, destaca-se Voltaire, que, não se atendosomente à propagação de idéias anticlericais, também moveu processos
judiciais contra a IgrejaCatólica, a fim de rever antigas condenações da Inquisição. Voltaire chegou a comprovar ainjustiça de alguns veredictos eclesiais e a obter indenizações para as famílias dos condenados.Dessa forma, a Igreja foi questionada como fonte de poder secular, político e econômico,na medida em que se imiscuía em questões civis e de Estado. Tal questionamento levou a umadescrença na doutrina e na infalibilidade eclesiásticas, assim como ao repúdio à secular atuaçãodo clero. Esse processo denominado por alguns historiadores “laicização da sociedade”, por outros, “descristianização”, atingiu seu apogeu no século XIX. Nesse período desenvolveram-sefilosofias materialistas e o próprio estudo da religião como instituição social, em suas origens efunções.
A Igreja como objeto de pesquisa
A existência da Igreja como instituição social foi discutida por alguns pensadores esociólogos do século XIX. Emile Durkheim a considerava um meio de integrar os homens emtorno de idéias comuns. Karl Marx a julgava responsável por uma falsa imagem dos problemashumanos, ligada à acomodação e à submissão pregadas por sua doutrina.Defendida por uns, repudiada por outros, a Igreja perdia, de qualquer maneira, oimportante papel de explicar o mundo dos homens; passava, ao contrário, a ser explicada por eles. A religião começou a ser encarada como um dos aspectos da cultura humana, como algocriado pelos homens com finalidades práticas relativas à vida terrena, e não apenas à vidafutura. Assim, a Igreja e sua doutrina sofreram um processo de dessacralização, em que seeliminou muito de seu aspecto sobrenatural e transcendente. Toda religião — em especial ocatolicismo — era agora vista de maneira favorável ou desfavorável, conforme sua inserção navida concreta e material dos homens, como promotora de valores sociais importantes para aorientação da conduta humana. Na filosofia, grandes pensadores sistematizaram o pensamentolaico e anticlerical. Feuerbach, filósofo alemão, atacou a concepção segundo a qual o homemhavia sido criado por Deus, invertendo a situação ao afirmar que o homem criara Deus à sua
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