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Surgimento da sociologia, Positivismo e Émile Durkheim

Surgimento da sociologia, Positivismo e Émile Durkheim

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Toda a teoria sobre: Surgimento da Sociologia, Positivismo, Émile Durkheim, além de questões discursivas para reflexão e questões de vestibulares.
Toda a teoria sobre: Surgimento da Sociologia, Positivismo, Émile Durkheim, além de questões discursivas para reflexão e questões de vestibulares.

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 O SURGIMENTO DA SOCIOLOGIAO POSITIVISMOA SOCIOLOGIA DE ÉMILE DURKHEIMNome:_____________________________________Turma:__________
 
Unidade I
O SURGIMENTO DA SOCIOLOGIA
A Sociologia no século XIX surgiu num momento de desagregação da sociedade feudale consolidação da sociedade capitalista. O que propiciou o seu nascimento foram astransformações econômicas políticas e culturais que ocorreram no século XVIII, comoconseqüência das Revoluções Francesa e Industrial, que iniciaram e possibilitaram a formaçãode um processo de instalação definitiva da sociedade moderna. O seu surgimento aconteceu a partir da necessidade de se realizar uma reflexão sobre as transformações, crises e antagonismosde classes, experimentados pela nascente sociedade industrial.
Fatores responsáveis pelo o surgimento de uma ciência da Sociedade:
1- Fatores Intelectuais
Transformações surgiram nas formas de pensamento. A Reforma Protestante foi umacontecimento religioso decisivo para tais transformações. A razão passou a ser o principalelemento para conhecer, explicar a natureza e a sociedade. A contribuição de alguns pensadores,a partir do século XVI, foi fundamental para o surgimento da Sociologia e das ciências sociais.Houve um florescimento de utopias, descrições pormenorizadas de sociedades ideais: ThomasMorus (1478 -1535) - A Utopia; Jean Bodin (1530 -1596) – A República; Francis Bacon (1561-1626) – Nova Atlantis; Campanella (1568 -1634) – A cidade do Sol. Todos estes pensadoresapresentaram seus projetos de uma nova sociedade.Houve o emprego sistemático da razão com: Maquiavel (1469 -1527); Hobbes (1588-1679); Descartes (1596 -1650). A contribuição do pensamento francês nos séculos XVII eXVIII foi extraordinária. Afirmavam que à luz da razão (Iluminismo) é possível modificar aestrutura da velha sociedade feudal: Condorcet (1742 -1794) – queria aplicar os métodosmatemáticos no estudo dos fenômenos sociais; Montesquieu (1689 -1755) em
O Espírito dasleis,
afirmava que os fenômenos políticos estavam sujeitos às leis naturais, invariáveis enecessários tanto quanto os fenômenos físicos; Rousseau (1712 -1778) teve uma influênciadecisiva na formão da democracia burguesa e, conseqüentemente, na mudaa dasinstituições sociais.Vários aspectos do Iluminismo prepararam o surgimento das ciências sociais no séculoXIX. O primeiro deles foi a sistematização do pensamento científico. Os efeitos de novosinventos, como o pára-raios e as vacinas, o desenvolvimento da mecânica, da química e dafarmácia, eram amplamente verificáveis e pareciam coroar de êxitos as atividades científicas.Claro está que a sociedade européia da época não se dava conta das nefastas conseqüências quea Revolução Industrial do século XVIII traria para o mundo tradicional agrário e manufatureiro.Aos olhos dos homens da época, eram vitoriosas as conquistas do conhecimento humano, nosentido de abrir caminho para o controle sobre as leis da natureza.As idéias de progresso, racionalismo e cientificismo exerceram todo um encanto sobre amentalidade da época. A vida parecia submeter-se aos ditames do homem esclarecido.Preparava-se o caminho para o amplo progresso científico que aflorou no final do século XIX.Se esse pensamento racional e cientifico parecia válido para explicar a natureza, intervir sobre ela e transformá-la, ele poderia também explicar a sociedade vista como um elemento danatureza. E a sociedade, da mesma forma que a natureza, poderia ser conhecida e transformada.
2- Fatores Sócio-Culturais
2
 
Transformações ocorridas na vida política e econômica da Europa: A expansãomarítima, as grandes navegações, a descoberta do mundo novo, o comércio ultramarino, asreformas protestantes, a formação dos Estados nacionais modernos, as revoluções burguesas, aascensão da burguesia, bem como o desenvolvimento cientifico e tecnológico, são o pano defundo para compreender esses fatores sócio-culturais que iriam alterar profundamente as formasde explicar a natureza e a sociedade. Os fatores sócio-culturais trouxeram:1-
Transformações na ordem tecnológica
 – Novo modo de produção com o uso da máquina.
 2- Transformações na ordem econômica
 – Pela concentração de capitais de grandes empresas provocando a acumulação de riquezas.
3
-
Transformações na ordem social – 
Pela intensificação do êxodo rural e conseqüente processo de urbanização, desintegração de costumes e instituições, novas formas de organizaçãoda vida social, a emergência e a formação de um proletariado de massas, o trabalho assalariado,
secularização
(atitude alheia às coisas sagradas difuo de um espírito crítico e deobjetividade diante dos fenômenos sociais).
3-Fatores Sociais
A Revolução francesa trouxe o poder político à burguesia, destruiu os fundamentos dasociedade feudal e promoveu profundas inovações na vida social.A Revolução Industrial trouxe crises e desordens na organização da sociedade, o quelevou alguns pensadores a concentrar suas reflexões sobre as suas conseqüências.Toda essa nova mentalidade, reforçando a crença na materialidade da vida e no poder daciência, orientou a formação da primeira escola científica do pensamento sociológico, o
 positivismo
.
A crise das explicações religiosas e o triunfo da ciência
O anticlericalismo
Um aspecto de especial importância no pensamento desse período, sobretudo aquele deorigem francesa, foi o anticlericalismo. Entre os filósofos e os literatos que se insurgiram contraa religião, em particular contra a Igreja Católica, destaca-se Voltaire, que, não se atendosomente à propagação de idéias anticlericais, também moveu processos
 
 judiciais contra a IgrejaCatólica, a fim de rever antigas condenações da Inquisição. Voltaire chegou a comprovar ainjustiça de alguns veredictos eclesiais e a obter indenizações para as famílias dos condenados.Dessa forma, a Igreja foi questionada como fonte de poder secular, político e econômico,na medida em que se imiscuía em questões civis e de Estado. Tal questionamento levou a umadescrença na doutrina e na infalibilidade eclesiásticas, assim como ao repúdio à secular atuaçãodo clero. Esse processo denominado por alguns historiadores “laicização da sociedade”, por outros, “descristianização”, atingiu seu apogeu no século XIX. Nesse período desenvolveram-sefilosofias materialistas e o próprio estudo da religião como instituição social, em suas origens efunções.
A Igreja como objeto de pesquisa
A existência da Igreja como instituição social foi discutida por alguns pensadores esociólogos do século XIX. Emile Durkheim a considerava um meio de integrar os homens emtorno de idéias comuns. Karl Marx a julgava responsável por uma falsa imagem dos problemashumanos, ligada à acomodação e à submissão pregadas por sua doutrina.Defendida por uns, repudiada por outros, a Igreja perdia, de qualquer maneira, oimportante papel de explicar o mundo dos homens; passava, ao contrário, a ser explicada por eles. A religião começou a ser encarada como um dos aspectos da cultura humana, como algocriado pelos homens com finalidades práticas relativas à vida terrena, e não apenas à vidafutura. Assim, a Igreja e sua doutrina sofreram um processo de dessacralização, em que seeliminou muito de seu aspecto sobrenatural e transcendente. Toda religião — em especial ocatolicismo — era agora vista de maneira favorável ou desfavorável, conforme sua inserção navida concreta e material dos homens, como promotora de valores sociais importantes para aorientação da conduta humana. Na filosofia, grandes pensadores sistematizaram o pensamentolaico e anticlerical. Feuerbach, filósofo alemão, atacou a concepção segundo a qual o homemhavia sido criado por Deus, invertendo a situação ao afirmar que o homem criara Deus à sua
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