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alface_orgânico

alface_orgânico

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03/30/2012

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ISSN 1415-3033 
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Cultivo de Alface emSistema Orgânicode Produção
      C      i    r    c    u      l    a    r      T      é    c    n      i    c    a
Brasília, DF Novembro, 2007 
Autores
Francisco Vilela Resende 
Eng. Agr., D.Sc.Embrapa Hortaliças Brasília-DF E-mail: fresende@cnph.embrapa.br 
Tereza Cristina O. Saminêz 
Eng. Agr., M.Sc.Embrapa Hortaliças Brasília-DF E-mail: terezacristina@agricultura.gov.br 
Mariane Carvalho Vidal 
Bióloga, M. Sc.Embrapa Hortaliças Brasília-DF E-mail: mariane@cnph.embrapa.br 
Ronessa B. de Souza 
Eng. Agr., D.Sc.Embrapa Hortaliças Brasília-DF E-mail: ronessa@cnph.embrapa.br 
Flávia Maria V. Clemente 
Eng. Agr., M.Sc.Univ. Federal de Goiás Goiânia-GO E-mail: clemente@cnph.embrapa.br 
A alface é cultivada em todas as regiões brasileiras e é a principal saladaconsumida pela população, tanto pelo sabor e qualidade nutricionalquanto pelo reduzido preço para o consumidor. A evolução de cultivarese sistemas de manejo, tratos culturais, irrigação, espaçamentos, técnicasde colheita e de conservação pós-colheita e mudanças nos hábitos dealimentação impulsionaram o cultivo e tornaram a alface a hortaliça folhosamais consumida no país.O Brasil possui uma área de aproximadamente 35.000 hectares plantadoscom alface, caracterizados pela produção intensiva, pelo cultivo empequenas áreas e por produtores familiares, gerando cerca de cincoempregos diretos por hectare (COSTA; SALA, 2005). Os estados deSão Paulo e Minas Gerais são os maiores produtores de alface do país,sendo que somente o estado de São Paulo plantou 6.570 ha em 2006,produzindo 129.077 toneladas (IEA, 2007). Na região Centro-Oeste, osmaiores produtores são os municípios de Goiânia, Anápolis e a microregião do Entorno de Brasília. Somente no mês de junho de 2007, foramcomercializados 163.065 kg de alface no Distrito Federal (CEASA-DF,2007).A partir de dados da Ceasa-MG, obteve-se a variação estacional dospreços da alface nos anos de 2005 e 2006 (CEASAMINAS, 2007). Aprodução desta cultura se distribui de forma sazonal, com picos de preços
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Cultivo de Alface em Sistema Orgânico de Produção
ocorrendo nos meses de março e abril (Fig.1). Como não existem estatísticas isoladaspara produtos orgânicos, acredita-se queeste comportamento ocorra também paracomercialização da alface orgânica.Os primeiros estudos sobre cultivos orgânicosocorreram na Índia na década de 1920 comAlbert Howard que desenvolveu pesquisas queressaltavam a importância da matéria orgânicapara manutenção da fertilidade e da vida dosolo e, consequentemente, para nutrição dasculturas. Seu trabalho durante 40 anos comcultivos não convencionais resultou em umtrabalho publicado em 1940 (“An AgriculturalTestament”) que contém muitas informaçõesa respeito da interação positiva entre umaagricultura saudável e equilibrada com a saúdehumana e ambiental.No Brasil, a idéia do cultivo orgânico ganhouforça e apoio da mídia nos últimos anos,conquistando a confiança da populaçãoque, por sua vez, procurava opções de umaalimentação mais saudável aliada à crescentepreocupação com a preservação do meioambiente.As estatísticas sobre produção ecomercialização de produtos orgânicosno Brasil ainda são muito incipientes, masestima-se que o país tem cerca de 800 milhectares com cerca de 15.000 produtoresocupados com a agropecuária orgânica. Aprodução de hortaliças orgânicas concentra-seprincipalmente nas regiões Sul (55%), Sudeste(37%) e Centro-Oeste (6%). A alface, juntamentecom couve, tomate, cenoura, agrião e berinjela,são as principais hortaliças produzidas emsistema orgânico no Brasil (BRASIL, 2006).A estimativa do custo de produção da alfaceorgânica em março de 2006 foi de R$ 6.023,84por hectare, sendo que o custo por unidade foide R$ 2,41, considerando-se uma produtividadede 12.500 kg/ha. Já no sistema convencional,este valor ficou em torno de R$ 6.766,04 porhectare e R$ 2,26 por unidade para umaprodutividade estimada em 15.000 kg/ha. Hátambém de considerar-se que, além do custode produção por área ser inferior, o produtoorgânico tem uma valorização média em tornode 20% em relação ao cultivo convencional(EMATER-DF, 2007).
Manejo ecológico nos cultivosorgânicos de alface
A propriedade orgânica é considerada umagroecossistema e depende da biodiversidade
Fig. 1.
Variação estacional do preçoda alface nos anos de 2005 e 2006 naCeasa-MG de Belo Horizonte.
 
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Cultivo de Alface em Sistema Orgânico de Produção
local, das interações biológicas entre espéciese, principalmente, da vida existente no solo.Desta forma, um sistema de produção orgânicode alface deve estar integrado com outroselementos da propriedade, como cordõesde contorno ou ‘quebra-ventos’, rotações econsórcios com outras culturas, criação depequenos animais e a exploração dos fatoresinerentes ao ambiente e dos recursos internosà propriedade. A diversificação é fundamentalpara o estabelecimento de um sistemaequilibrado e sustentável para o cultivo a longoprazo.É importante também a subdivisão dapropriedade em talhões e faixas de cultivo como uso de cordões de contorno para separá-los. Essas faixas de vegetação permitem oisolamento das áreas de cultivo convencionalcircunvizinhas, funcionam como barreirasfitossanitárias dificultando a livre circulação depragas e doenças entre propriedades vizinhas eentre os talhões de cultivo; criam um microclimamais favorável para o cultivo da alface efuncionam como área de refúgio e abrigo parainimigos naturais e outros pequenos animaisúteis (Fig. 2).O cordão de contorno é um componentefundamental para a diversificação do sistemae pode ser implantado com a introduçãode espécies vegetais de múltiplas funções,incluindo plantas de interesse econômico eoutras do ecossistema local como arbóreas,atrativas e ornamentais.O manejo e a exploração equilibrada do soloem sistemas orgânicos de produção exigemo emprego de práticas como a alternância deculturas e a sucessão vegetal, levando à práticada rotação de culturas. Para o uso correto destaprática é necessário que o produtor tenha umbom sistema de gerenciamento da propriedade,incluindo a subdivisão dos talhões em faixas decultivo e um método adequado de identificaçãodessas áreas. A eficiência do sistema de rotaçãodepende do estabelecimento de uma escala deplantio de espécies com diferentes exigênciasnutricionais e que explorem diferentes camadasdo solo. Essa prática permite explorar osrecursos do solo de maneira mais racional,evitando seu esgotamento. Devem-se alternarculturas mais exigentes com culturas menosexigentes em nutrientes (rústicas), que exploramprofundidades diferentes do solo. Outro aspectoigualmente importante da rotação é evitar aproliferação e acúmulo de doenças e pragas,que num sistema intensivo de cultivo, como nocaso da alface, pode ocorrer de forma bastanteacelerada.Em função do uso intensivo do solo no cultivode alface, o produtor deve prever um intervalopara descanso e recuperação do solo (pousio).
Fig. 2.
Talhões de cultivo de alface com cordões de contorno de café e banana e faixas de cultivo alternando plantio de tomate,alface e brássicas. Brazlândia-DF e Itobi-SP, 2005
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