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As raízes clássicas da historiografia moderna (Capítulo 2: A tradição herodoteana e tucidideana)

As raízes clássicas da historiografia moderna (Capítulo 2: A tradição herodoteana e tucidideana)

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Published by David Marinho
Capítulo 2 do livro do historiador Arnaldo Momigliano.
Capítulo 2 do livro do historiador Arnaldo Momigliano.

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08/06/2013

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.As
raizesclassicas
da
historiografiamoderna
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.Arnaldo
Momigliano
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Traducao,...
.-'.Mana
Beat~iz
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.Capitulo
2
A
TRADIC;AO
HERODOTEANA'ETUC1DIDEANA
I
._
.
.-Espero
que
0
meuprimeiro
capitulo
tenha,pelomenos,tornadodaroqueapesardeensercapaz
de
dizermuita.boba-gem.
nao
soutaoperverse
a
pontodenegar
que'
osgregossa-biam
0
queera
a.
hist6ria.Quandoleio"~.priineira:cQisa·<lJJek,.'~~kmb;raraie~jtO
da
conscjenOa
bist{}rig,
greg3
e
QJK,
em
essinda,
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ea-histopg."
(DRIVER,
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F.
in~
SenseofHis-
;;;;,.in
Greek
tVld.ShakrlpffJretm
Drama.
New
York:
Columbia
.UP,
1960,'19),pergunt~me
0
que'esteaitico
quiS
diier.
Ano-
'~de
qUe
'a';mCnt£
grega
en.a"-lust6rica"
tem,
e
claro.
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pedi-.
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i-espeitivd.
Jteroa
atrav6:de--CoUingwOOd
e
Reinhold
N're£"'
bohra
~~:£
'comumentseoste6logosporqueestesestaona-
·tnralolf::ntt
indinados
apensarqneocristianism~'apnisenta
Om
"poDtO'~
~'-n0V9emelhorparaaoompreeiisao
cia
Hist6:"
ria.
Assim,
lemosqueos
gregos
na~
tinhamumamentehistori-
',at
porque
des
pensavam
emtermosdepadroesregulares
oure-
correntes,deleisnaturalsoudesubstanciasatemporais,
e
asSim,pordiante.~Atemesmo
0
pessirnismogrego~lidocomoprovadequeosgregoseramincapazesdecompreenderaHistoria.
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".
,
 
.....
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BOil
partedestaargumentacao
e!;ta
fundamentadaem
urnavaga
generalizacao
arespeito
da
mentegrega,
get1erali~aoquedemonstramaier
f
amiliaridadecom
Pitdgoras,
PJataoeZendb,
0
Estoico,doquecomHerodoto,TuddidesePolibio.
Sevoo;;e'identifkarPlataocomamentegrega,voce
chegara
a
COn-
clusaodequea
mente
greganaoseinteressavaporHistoria,Da
mesmaforma
voce
talvez
conclua
queamenlefrancesanaoseinteressapor
Historia
porqueDescarteserafrances.
Sustentar
que
Platao
e
umrepresentantemaistipico'dacivilizacao
grega
do
que
Herodoto
e
urnageneralizacaoarbitraria,Dutragenera-liza~50arbitraria
e
sustentarquetodososhistoriadoresgregoseromanosacreditavamemciclosregularesdeacontecimentoshumanos:Herodotonaoacreditavaetambem'Ieopompo,TitoLivia,ArrianoeTacite
nao
acreditavam,Eaindaumaoutra'ge-neralizacaoarbitrariasnstentarqueurnhistoriadorcristaees-'
creveraumahistoriamelhorsimplesmente
porque
ele
e
cristae.
.Her6doto
e
multomelhorquequalquerhistoriador
medieval
queconhecocornaexcecaopossiveldeIbnKhaldun.-quenaoera'cristaoe
que
acreditav~
em
processescirculates
da
historia.Averdadeiraquestaonaogiraemtornodaquestaoseosgregostinhamumamentehistorica,massim
em
tomodostiposdehis-,toriaqueescreveramequenostransmitiram.Comecocoma·hist6riapolitica,masdevoremontaraotempoemquea~~t6--riapolftica-naotinhaaindaside)inventada,,.Mesmocorrendo
0
riscodesermosingenuos,devemoslembrar-nosdealgunsfatesbasicos,OshomensescrevemaHis-toriaquandoquerernregistraracontecimentos
em
urnquadrocronol6gico.Todoregistro
e
ulnaselecao,eaindaqueumasele-
Ifa~
defat~snaoimpliquenecessariamenteemprincipiosdein-
terpretacao,
muitas
vezes
e
0
que
acontece.Acontecimentospo-
-dem
serescolhidospara
-rcgistro
porquetantoexplicainumamudoncaou
apontarn
parauma'moralcomoindicam
urn
pa-dr~orecorrentc,Aconscrvacaoda
memoria
do.
passado,
0
qua-
)
I
L..
J-
-I.'-"_____.
.14._-
.
'.~
.
,,1
drocronologicoeumainterpretacaodosacontecimentos,sao
elementosdehistoriograflaquesao
encontrados
emmuitasci-viliza~('xj.Umcronistamongoldoseculo18
e
maiseloquentearespeilo
destes
aspectos
da
escrita
daHistorlado
que
qualquer
.rusloriador
grego:
"Se.
0
homemcomumnaoconheceassuasorigenseleecomournmacacolouco.Ele
que
naoconheceaocerroasre~oes
de
sua
grande
familia
e
como'
Urn
dragao
des-comunal.Eleque'niioconheceascircunstancias-e
0
curso
das
a~Oes
de
seu
nobre
p;ii
e
avo
e
comoumhomemque,tendopre-oadorparaseusfilhos,joga-os
nestemundo,"~
o
quemeparecesertipicamente
gn.go~
a
atitude
criticammrela~aoaoregistrodeacontecimentos,
isto
e,
0
desenvolvi-:
mento
de
metodoscriti~()s
que
nospermitemdistinguirentre
la-ms
e
fantaSias.
Ate
ondevsomeusoonhecimentos,nenhuma
his-.
toriografiaanterior
it
doi
gregos
ou
independentedesta,desenvol-.
\leu'
estesmetodosentices;e]l6sherdamososm:etodosgregos.~_~'..Masaspopulaceesdelinguagrega
que
invadirarn
0
qchamamosGrecianosegundomilenioa.C,naopossuiamurndomnaturalparaacriticahistorica,AcriticahistoricaterninicionaGreciaapenasnoseculo6
0
a.C.,eseria'erroneoafir-
.marque
Romero
ou
Hesiodoconttiluliram-para
o,q.ue
M
de
.~peci6cona
histori~afia
greg~.Nio
'Mduvi_da
de.que
CcjD~
loscomo
aquelescontados
pOT
Homeroserviram
'de
modele
para.anarrativahist6rica.E)e~·demonstravaminteressepelo'.passadoeumdomextraordinariod~relembra-lo,
Par
outre_
,~.lado,a
especula~io
genealogica
foi
umjogo
favorite
entre~s.gregospelornenos
ale
Heslodo;e
provaveJmente
antesdele.Peru~rem
termos
de,uma
arch~,
deurncomecoede
urn
t:re-
senvolvimenro,
parecetersidourntraceconstantedoperisa-mentogregodesde
0
principio.
Se
soubessemosmaisarespei-todaquelascomposicoesmisteriosasquecircularamnostem-poshelenisticoscomo"arcaicas"-comoaspoemasdeSima-
nides
deAmorgos(iniciodosec.
6°'a_C.?)
=
talvez
encontras-
55
---------.-~
.
'
..

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