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08/20/2013

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   U  n   i  v  e  r  s   i   d  a   d  e   A   b  e  r   t  a   d  o   N  o  r   d  e  s   t  e  e   E  n  s   i  n  o  a   D   i  s   t   â  n  c   i  a  s   ã  o  m  a  r  c  a  s  r  e  g   i  s   t  r  a   d  a  s   d  a   F  u  n   d  a  ç   ã  o   D  e  m   ó  c  r   i   t  o   R  o  c   h  a .    É  p  r  o   i   b   i   d  a  a   d  u  p   l   i  c  a  ç   ã  o  o  u  r  e  p  r  o   d  u  ç   ã  o   d  e  s   t  e   f  a  s  c   í  c  u   l  o .   C   ó  p   i  a  n   ã  o  a  u   t  o  r   i  z  a   d  a   é   C  r   i  m  e .
 1 5
Linguagens, Códigose suas Tecnologias
Interpretão, Literatura, Redação,Inglês e Espanhol
Paulo Sérgio Lobão, Pedro Fernandes,Rivaldo Coelho e Sousa Nunes
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Caro Es tudan te
Nes te  fascículo, dando con tinuidade ao  trabalho desen vol vido ao longo dos  fascículos 3, 7 e 11,  finalizaremos o  tra-balho com os Dez Mandamen tos da In terpre tação  te x tual. Nas Múl tiplas Linguagens, abordaremos a LInguagem da Pin tura. Na Produção  te x tual,  tra taremos do parágra fo  final da Redação: a conclusão e os 10 conselhos para sair-se bem na pro va de redação do Enem. Nas línguas es trangeiras modernas, apon taremos as  técnicas que de vemos pôr em prá tica na in terpre tação de um  te x to.Bons es tudos!
Objeto do Conhecimento
Os dez mandamentos da interpretação textual
Caro estudante, a leitura de um texto não é um mero atode decifrar símbolos. O ato de ler envolve não apenas adecodificação da mensagem, mas também a interaçãocom o texto, produzindo sentidos durante a leitura. É nes-se processo que se estabelece a interpretação textual, ha-bilidade muito exigida pelo Enem e a chave para um bomresultado nesse exame. Muitas vezes, os elementos neces-sários para a resposta certa de uma questão encontram-seno próprio enunciado e, por nervosismo ou açodamento,o candidato não os percebe e erra. Faltam-lhe hábito deleitura e discernimento para enfrentar as questões comdesembaraço e eficiência.Para interpretar bem um texto, o candidato precisa ti-rar o maior rendimento possível da leitura. O Enem é ela-borado nessa perspectiva, pois a competência leitora é oque mais se exige do candidato.Sabe-se que não existe fórmula mágica para garantiruma boa interpretação de texto. Ler qualitativamente emanter-se atualizado acerca dos fatos nacionais e interna-cionais é um excelente exercício. O Enem também deman-da a capacidade de ler gráficos, imagens, mapas e tabelase de extrair desses elementos os dados para responder acertas questões. Mas a leitura do texto literário represen-ta um desafio maior, naturalmente por ter uma lingua-gem própria, que exige sensibilidade e argúcia especiaisdo candidato. Por isso é fundamental acostumar-se a lertextos literários em prosa e em versos a fim de aguçar apercepção e a sensibilidade. Apresentamos a seguir os dezmandamentos da interpretação textual elaborados peloestudioso da nossa língua e gramático Evanildo Bechara.
Os dez mandamentos para análise detextos
1. Ler duas vezes o texto. A primeira para tomar contatocom o assunto; a segunda para observar como o textoestá articulado, desenvolvido.2. Observar que um parágrafo em relação ao outro podeindicar uma continuação ou uma conclusão ou, ainda,uma falsa oposição.3. Sublinhar, em cada parágrafo, a ideia mais importante(tópico frasal).4. Ler com muito cuidado os enunciados das questõespara entender direito a intenção do que foi pedido.5. Sublinhar palavras como: erro, incorreto, correto etc.,para não se confundir no momento de responder aquestão.6. Escrever, ao lado de cada parágrafo ou de cada estrofe,a ideia mais importante contida neles.7. o levar em consideração o que o autor quis dizer, esim o que ele disse, escreveu.8. Se o enunciado mencionar tema ou ideia principal,deve-se examinar com atenção a introdução e/ou aconclusão.9. Se o enunciado mencionar argumentação, deve preo-cupar-se com o desenvolvimento.10. Tomar cuidado com os vocábulos relatores (os que re-metem a outros vocábulos do texto: pronomes relativos,pronomes pessoais, pronomes demonstrativos etc.).
Compreensão e interpretação de texto
Compreensão ou intelecção de texto
- consiste em ana-lisar o que realmente está escrito, ou seja, coletar dados dotexto. O enunciado normalmente assim se apresenta:As considerações do autor se voltam para ...Segundo o texto está correta ...De acordo com o texto, está correta ...Tendo em vista o texto, é correto ...O autor sugere ainda que ...O autor afirma que ...
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Universidade Aberta do Nordeste
Interpretação de texto
- consiste em saber o que se infe-re (conclui) do que está escrito. O enunciado normalmen-te é encontrado da seguinte maneira:O texto possibilita o entendimento de que...Com apoio no texto, infere-se que...O texto encaminha o leitor para...Pretende o texto mostrar que o leitor ...O texto possibilita deduzir-se que ...
Gramática Escolar da Língua Portugues
, Evanildo Bechara, EditoraNova Fronteira, 2010.
Questão Comentada
|C7-H22|
Leia o poema de Ricardo Reis, heterônimo de Fernando Pessoa,para resolver a questão seguinte.
OUTONO
Quando, Lídia, vier o nosso OutonoCom o Inverno que há nele, reservemosUm pensamento, não para a futuraPrimavera, que é de outrém,Nem para o Estio, de quem somos mortos,Senão para o que fica do que passa,O amarelo atual que as folhas vivemEas torna diferentes.
Fernando Pessoa.
Odes 
, de Ricardo Reis. Lisboa: Ática, 1959. p. 108.
A temática central desse poema constitui:a) um lamento pela passagem inexorável da vida humana.b) uma crítica aos que preconizam o fruir da existência.c) o
carpe diem.
d) a ratificação de que as fases da vida humana são tão circula-res quanto as da natureza.e) a reversibilidade do ciclo da vida terrena.
Solução comentada:
Ricardo Reis foi criado por FernandoPessoa como um poeta de formação clássica. Por isso, sua obratrabalha temas da poesia greco-latina. O poema se constrói fun-damentalmente com termos concretos ou figuras referentes àsestações do ano: outono, inverno, estio, primavera, folha, amareloetc. “Outono” aparece ligado ao possessivo nosso. Quando se falaem “nosso outono”, vemos que os termos “primavera
,
outono
,
in-verno” e
“ 
estio”
 
não indicam mais as estações do ano, mas as fasesda existência. O poeta dirige-se, então, a Lídia não para falar dasestações do ano, mas da existência humana. A expressão “quan-do vier”
 
mostra que ambos não estão ainda no outono da vida,na idade madura, mas que ele virá “inexoravelmente” (pronuncieo
x
com som de
z
; significa
implacavelmente
). Eis, então, os pri-meiros temas subjacentes a esse texto: a fugacidade do tempo ea efemeridade da juventude. Ao comparar a existência humanaàs estações do ano, poderíamos pensar que o poeta quer mostrarque as fases da existência humana são circulares como as épocasdo ano, que se sucedem indefinidamente. No entanto, as figuras“que é de outrem”
, “ 
de quem somos mortos”
, “ 
para o que fica doque passa” manifestam
o tema da irreversibilidade das fasesda vida humana
. Uma fase vivida por um indivíduo não voltamais para ele. O termo “futura”, referindo-se a “primavera”, mos-tra que a
circularidade na humanidade é diferente da queocorre na natureza
. O que se sucede na humanidade são as ge-rações. Por isso, diz o poeta que a futura primavera é de outrem.Poderíamos pensar, então, que se trata de um lamento pela ine-vitabilidade da madureza e da velhice (observe-se que o inverno já está contido no outono: “com o inverno que há nele”) e pelainexorabilidade da morte. No entanto, a articulação das figurasdo texto não permite depreender esse tema. Com efeito, o poetadiz a Lídia que, quando o outono vier, não se deve pensar na pri-mavera ou no estio, ou seja, na juventude e na idade em que seestá em pleno vigor, já que os jovens são outros (“primavera, queé de outrem”) e a idade de plena força já passou (“estio, de quemsomos mortos”), mas naquilo que o tempo deixa quando pas-sa: “o amarelo das folhas”. Nos países onde as estações são bemmarcadas, as folhas amarelecem no outono, antes de caírem.O amarelo não é pior nem melhor que o verde que elas exi-bem na primavera e no verão, é apenas diferente. O poeta quermostrar que, na vida, perde-se também o viço da juventude eadquire-se o tom amarelo da proximidade da morte. Essa fase,no entanto, não é melhor nem pior que as outras quadras daexistência, é diferente. O poema não é, portanto, um lamento. Éum convite para aproveitar cada uma das fases da vida no queelas têm de específico, de singular, de diferente. O tema centraldo poema é, portanto, o
carpe diem 
(aproveita o momento), temafrequente na poesia de Horácio, autor latino que é um dos mode-los de Ricardo Reis. Ao mostrar a
irreversibilidade
das fases daexistência humana em oposição à reversibilidade das estaçõesda natureza, o poeta quer assinalar que o homem precisa fruir,gozar cada um dos instantes da vida.
Resposta correta: c
Para Fixar
|C7-H22|01.
“Na Idade Média, ao contrário da festa oficial, o carnaval era otriunfo de uma espécie de liberação temporária da verdadedominante e do regime vigente, da abolição provisória detodas as relações hierárquicas, privilégios e tabus”.
M. Bakhtin.
A cultura popular na Idade Média e no Renascimento 
.São Paulo, Hucitec: Brasília: Ed. da UnB, 1987.
 
Indique
 
o item em que as festas oficiais da Idade Média sãocaracterizadas de acordo com o que se depreende do texto.a) Nessas festas, elaboravam-se formas especiais de comunica-ção, francas e irrestritas, impregnadas de uma simbologia daalegre relatividade das verdades e autoridades no poder.b) Essas festas tinham por finalidade a consagração da desigual-dade; nelas, as distinções hierárquicas destacavam-se inten-cionalmente.c) Eram autênticas festas do tempo futuro, das alternâncias erenovações.d) Essas festas opunham-se a toda perpetuação, a toda regu-lamentação e aperfeiçoamento, apontavam para um idealutópico.e) Contrastando com a excepcional segmentação em estados ecorporações da vida diária, essas festividades sustavam a apli-cação dos códigos correntes de etiqueta e comportamento.
|C5-H16|02.
A lembrança da vida da gente se guarda em trechos diver-sos, cada um com seu signo e sentimento, uns com os outros
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