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2012-1982-OG-020412

2012-1982-OG-020412

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10/28/2012

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OGLOBO
RIO DE JANEIRO, SEGUNDA-FEIRA, 2 DE ABRIL DE 2012 • ANO LXXXVII • N
o
-
28.728
IRINEU MARINHO
(1876-1925)
ROBERTO MARINHO
(1904-2003)
oglobo.com.br
2
a
-
Edição Metropolitana
• Preço deste exemplar no Estado do Rio de Janeiro:
R$ 2,50
• Circulam com esta edição: Classificados, Segundo Caderno e caderno Esportes: 46 páginas
CHICO
.
E
NTREOUVIDO NO AR
,
ANTES DE MERGULHAR
LOTERIAS
MEGA-SENA•1.376
09•11•21•49•53•54(Acumulado)
QUINA•2.862
03•15•19•53•75(3acertadores)
LOTOMANIA•1.232
12•19•24•26•32•40•41•44•46•47•61•62•64•66•70•84•89•93•94•95(Acumulado)
Página9
PrincipaisobrasdoPACtêmatrasosdeatéquatroanos
Projetos bilionários de infraestrutura com prazos de entrega revistos
Ivo Gonzalez
WELLINGTON NEM, destaque do Flu, chuta, apesar da marcação de Márcio Azevedo
Num jogo chato, Botafogo e Fluminen-se empataram ontem em 1 a 1, no Enge-nhão. O tricolor sentiu o cansaço da via-gem para a Venezuela, enquanto o alvine-gro mostrou falta de ambição. Bom parao Flamengo, que, ao superar o Bangu por2 a 1, assumiu a liderança do Grupo A,com 15 pontos, um a mais do que o Bo-tafogo. No B, liderado pelo Vasco, o Flu-minense está em terceiro.
DEM jáfala emexpulsar Demóstenes
BC reduz juro,mas bancosganham mais
Apesar da queda na ta-xa básica de juros, a Se-lic, nos últimos anos, osbancos estão aumentan-do suas margens de lucronas operações de crédi-to. Levantamento da con-sultoria Austin Ratingmostra que o ganho jáchega a 33%.
Página 19
Cruzamentode dados jágira US$ 70 bi
Tecnologia que combinacruzamento com análiseavançada de dados — achamada Big Data — vemganhando espaço em em-presas e governo. No Bra-sil, ela está no mapeamen-to do pré-sal.
Página 17
O destino político do se-nador Demóstenes Torres(DEM-GO),envolvidocomobicheiro Carlinhos Cachoei-ra,começaaserdefinido.ODEM deu prazo até amanhãparaqueeleseexplique.Docontrário, partirá para a ex-pulsão. O presidente da Or-dem dos Advogados doBrasil (OAB), Ophir Caval-cante, pediu a renúncia.
Ricardo Noblat e página 5
Problemas ambientais, de fiscalização, gre-ves e gastos questionados pelo TCU levam asmaiores obras de infraestrutura do ProgramaNacional de Aceleração (PAC) a atrasos de atéquatro anos e meio. A Ferrovia Norte-Sul, quese arrasta desde o governo Sarney, e o eixoleste da transposição do Rio São Francisco es-tão na lista. Promessa de campanha do entãopresidenteLula,aNovaTransNordestina,umaobra de R$ 5,3 bilhões, será entregue quatroanosdepoisdaprevisãoinicial.Olevantamen-to feito pelo GLOBO mostra ainda que em dezchamadas megaobras, que somam R$ 171 bi-lhões, todas tiveram seus prazos revistos. Osentraves acabam atrasando os investimentos:recursos são reservados, mas ficam sem apli-cação efetiva. O governo promete fiscalizarmais de perto as obras.
Página 3
Em novo ataque, jovemé baleado em Niterói
Menos de 24 horas após a morte de um mé-dico num assalto em Icaraí, um estudante de24 anos foi baleado ontem por bandidos no In-gá, outro bairro da Zona Sul de Niterói. Feridono pescoço, Jorge Luiz Carvalho foi operado erespira com a ajuda de aparelhos. No mesmobairro, a polícia prendeu assaltantes após o se-questro-relâmpago de um casal.
Página 10
Rocinha tem a oitavamorte em 50 dias
Um homem foi executado ontem na Rocinha.É a 8
a
-
morte em 50 dias na comunidade. A Se-cretaria de Segurança confirmou que investigadenúncias de que PMs estariam recebendo su-borno de traficantes da favela.
Página 11
Rebeldesdariateosario
Murad Sezer/Reuters
Partidários de Bashar al-Assad participam de um protesto, em Istambul, contra a decisão dogrupo “Amigos da Síria” de reconhecer os rebeldes e lhes conceder um salário.
Página 23
Malvinas: mais perto do Brasil
— Até aqui, tudo bem...
No site, histórias dos jornalistas que cobriram a Guerra das MalvinasSEGUNDO CADERNO
Feitas por grupos deartistas e produtoresque venceram editais,as programações de16 teatros públicos doRio entram em cartaza partir desta semana.
O governador dasMalvinas, o inglês Ni-gel Haywood, afirmaque a Argentina atra-palha as relações doReino Unido com oBrasil, que poderiamser ainda melhores, eque seu país não teminteresse em elevar atensão na região. Se-gundo ele, o povo dasMalvinas deve ter di-reito à autodetermi-nação.
Página 24
Alexandre Vidal/FlaImagem
VÁGNER LOVE pula carniça em Ronaldinho (encoberto)
 Fla pula para ponta com1 a 1 no clássico
Rubro-negro supera Botafogo
 
2
2ª edição •
Segunda-feira, 2 de abril de 2012
O GLOBO
Ganhadora do Nobel da Paz vence eleição em Mianmar 
Em votação histórica, a ativista Aung SanSuu Kyi conquistou uma vaga no Parlamen-to, informou a Liga Nacional pela Democra-cia, da oposição.
O MUNDO, página 24
Evento discute favelas, legadoolímpico e transporte público
A arquiteta americana Karen Stein e oeconomista carioca José Alexandre Scheik-man participaram sábado do debate “OGLOBO no Arq.Futuro”.
RIO, página 13
Cabral e Paes se encontramcom Bento XVI no Vaticano
OgovernadoreoprefeitoderamaoPapauma miniatura do Cristo, durante eventona Itália voltado para a Jornada Mundial daJuventude em 2013 no Rio.
RIO, página 12
Educação: Brasil testa projetoadotado em Nova York 
Projeto piloto em escolas de São Pauloe Goiás, que chegará ao Rio, cria tutorespara a equipe pedagógica e coordenado-res para ajudar pais.
O PAÍS, página 4
GEORGE VIDOR
Juro brasileiro só será ‘normal’com inflação menor e déficit zero
ECONOMIA • PÁGINA 19
Polícia detém 62 torcedoresdo Botafogo para evitar briga
Integrantes da Fúria Jovem pretendiamatacar tricolores, numa rua do Méier, mo-mentos antes do jogo entre os dois timesno Engenhão.
RIO, página 15
Debênture da BNDESPar, bomnegócio a partir de R$ 1 mil
Paraquemquerinvestirnopapel,prazotermina amanhã. Especialistas recomen-dam ficar com o título até o vencimento,ou seja, até 7 anos.
ECONOMIA, página 21
 A partir de hoje, Itamaraty adota mais rigor para espanhóis
Vigoram a partir de hoje as novas exigên-ciasparaaentradadeespanhóisnopaís.Me-didas, no entanto, são mais brandas do quepara brasileiros na Espanha.
O PAÍS, página 9
Feijoada carioca faz sucessoem leilão de vinhos na França
KátiaLeite,doAconchegoCarioca,serviuseusbolinhosdefeijoadaemeventoqueho-menageouoRio.Outroschefsfizeramjantarde gala para 900 convidados.
RIO, página 14
PORDENTRODOGLOBO
IMAGENS DA SEMANA
O PAPA EM CUBA:
Na imagem da
EUTERS
, Bento XVI segura as mãos de Fidel duranteencontro no qual condenou o embargo dos EUA e pediu liberdade para o povo cubano
ENCONTRO DELÍDERES:
Os ex-presidentesFernandoHenrique e Lulaconversamdurante uma horano Hospital Sírio-Libanês, em SãoPaulo, onde opetista estáfazendo seutratamento decâncer na laringe
EM CHAMAS:
Jampa Yeshi, de26 anos, correapós atear fogo aocorpo em NovaDélhi. Em um ano,30 outros tibetanosjá fizeram o mesmoem protesto contraa ocupação chinesano Tibete. Oregistro é de
M
ANISH
S
WARUP
/AP
Vitória em Copacabana, de olho em Londres
Guito Moreto
Os competidores iniciam a disputa da Travessia dosFortes, entre Copacabana e Leme, com percurso de 3.500metros. O vencedor foi o baiano Luiz Rogério Arapiraca,que tenta ainda índice nos 1.500m nado livre para ir àsOlimpíadas de Londres, em julho. No feminino, a vitóriaficou com a santista Isabelle Longo.
CADERNO ESPORTES
de Brasília
RICARDONOBLAT
E-mail para esta coluna:
noblat@oglobo.com.br 
BLOG DO NOBLAT:
www.oglobo.com.br/noblat 
Jaz insepulto
A esta altura, quem são as mais ostensivas ví-timas do senador Demóstenes Torres(DEM-GO),acusado pela Polícia Federal de ser sócio do ex-bicheiro Carlinhos Cachoeira na exploração de jo-gos ilegais em Goiás? São os 44 senadores estúpi-dos que hipotecaram solidariedade a ele quandoDemóstenes ocupou a tribuna do Senado para ju-rar inocência.
n n
Reagiram como
sempre. Eda boca deles saíram ascostumeiras palavras dedesagravo com as quais so-correm amiúde colegas emdificuldades. Foram feitosde bobo por um ator de pri-meira linha. Tamanho era oseu talento que, ao ser des-mascarado, admitiu, apa-rentando resignação etraindo uma ponta de me-lancolia: “Eu não sou mais oDemóstenes.”. Qual? O queimaginávamos que existia?
Enganou o
distinto públiconuma atuação soberba co-mo político acima de qual-quer suspeita. E também anós, jornalistas, céticos porobrigação. Em momento al-gum nos perguntamos: po-derá haver político tão fi-cha-limpa? Era uma precio-sa fonte de informações. Eisso basta para amolecer ocoração do mais duro entrenós. O mensalão ocorreunas nossas barbas. E se nãofosse Roberto Jefferson...
O Senado é um
luxuoso eexclusivo clube frequenta-do por 81 privilegiados ci-dadãos. Todos ali se prote-gem apesar das diferençaspolíticas. Todos ali prati-cam os mesmos crimes. Osque não praticam sabemquem o faz, mas fingem nãover. Em 188 anos de funcio-namento do Senado, so-mente um senador foi cas-sado – Luiz Estevão de Oli-veira (PMDB-DF), acusadode mentir aos seus pares.
Com a experiência
de ex-chefe do Ministério Públicode Goiás, Demóstenes men-tia com engenho e arte. Hápouco, mentiu da tribunado Senado grosseiramente.É por isso que morreu e sa-be disso. Mas ainda jaz in-sepulto. Resta-lhe ganhartempo e torcer para que oacaso faça uma surpresa.Aos que pensam que renun-ciará ao mandato paraabreviar a própria agonia,digo: esqueçam a hipótese.
Se renunciasse,
baixaria àsepultura. Pior: na condi-ção de ex-senador, nãomais seria julgado pelo Su-premo Tribunal Federal(STF). Ficaria ao alcance dedecisões de qualquer juizda primeira instância. De-móstenes coleciona inimi-gos em toda parte. Forampresas 30 pessoas suspei-tas de integrar a quadrilhacomandada por Cachoeira.Uma vez sem mandato, porque ele não acabaria presopela mesma razão?
Existe uma boa
chance de oSTF declarar nulas as pro-vas apresentadas pela polí-cia contra Demóstenes. Ogrampeado foi Cachoeira.Mas o que ele disse ou ou-viu de Demóstenes só po-deria ser usado contra De-móstenes com a prévia au-torização do STF. Há duassemanas, Demóstenes aca-lentava a esperança de nãoser julgado pelo Senado. Ojulgamento ali é político.Tem a ver com as idiossin-crasias dos senadores.
Ideli Salvatti,
ministra dasRelações Institucionais, co-municou a gente de suaconfiança no Congressoque o governo não tinha in-teresse na cassação domandato de Demóstenes.Era preferível continuarconvivendo com ele de cris-ta baixa a correr o risco deagitar os ânimos no Sena-do. Os senadores José Sar-ney (PMDB-AP) e Renan Ca-lheiros (PMDB-AL) se ofere-ceram para ajudar Demós-tenes. Não deu certo.
Jayme Campos (DEM)
, sena-dor por Mato Grosso, é opresidente em exercício doConselho de Ética do Sena-do. O PSOL pediu a cassa-ção de Demóstenes. Jaymepoderia arquivar o pedido,empurrando o problemacom a barriga. Não topou.Pedro Taques (PDT), outrosenador por Mato Grosso, évoto certo pela cassação deDemóstenes. Jayme e elepodem disputar o governodo estado em 2014.
Do início da
última semanapara cá, abriu-se a torneiradas revelações capazes deembaraçar Demóstenesainda mais. Resultado: abanda sadia do Senado lar-gou-o de mão. E o DEManunciou que irá expulsá-lo. Diante disso, fazer oquê? Então o governo re-cuou de sua intenção ini-cial. O PT pediu a cabeçade Demóstenes. E Sarney eRenan deram o caso porperdido. Cumpram-se ostrâmites previstos paratais ocasiões.
“Realmente, os políticos estão perdendo a vergonha na cara.” (Senador Demóstenes Torres em 2007)
Claudio Duarte
 
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Segunda-feira, 2 de abril de 2012
O GLOBO
3
O PA Í S
Grandes obras do PAC atrasam
Alguns dos projetos bilionários do governo estão empacados há mais de quatro anos
C
inco anos após a criação doPrograma de Aceleração doCrescimento (PAC), as mai-ores obras de infraestrutu-ra do país têm atraso de até 54 me-ses em relação ao cronograma ori-ginal. É o caso da Ferrovia Norte-Sul e do Eixo Leste da Transposi-ção do Rio São Francisco.Entre as obras com orçamentoacima de R$ 5 bilhões, os atrasossão de, pelo menos, um ano. Le-vantamento feito pelo GLOBO nosbalanços do PAC mostrou que emdez megaobras, que somam R$171bilhões, os prazos de conclusãoprevistos no cronograma inicialforam revistos.Ontem,OGLOBOmostrou,apar-tirdeumestudodaONGTrataBra-sil, que o atraso é comum tambémem grandes obras de saneamento,que beneficiariam cidades commais de 500 mil habitantes. Ape-nas 7% de 114 obras estavam con-cluídas, e 60% apareciam comoatrasadas, paralisadas ou não ini-ciadas.No caso das grandes obras bilio-nárias, há exceções, como as pla-taformas da Petrobras e as hidre-létricas do Rio Madeira, que estãocom as obras andando no tempoprevisto e, em alguns casos, atéantecipadas. As usinas de Jirau eSanto Antônio, porém, colocaramseus cronogramas sob reavalia-ção por greves em seus canteirosna semana passada.
Transnordestinaadiada para 2014
l
Além de greves, ao longo dessescinco anos foram e continuam fre-quentes alguns poucos motivosque levaram a atrasos nas grandesobras. São eles: questionamentosno processo de licenciamento am-biental — o mais notório foi o da hi-drelétrica Belo Monte —, gastosnão previstos no projeto executivoque causaram questionamento doTribunaldeContasdaUnião(TCU),atrasos em desapropriações ou fal-tadeinteressedainiciativaprivadaem tocar ou acelerar as obras, casodo trem-bala.A Nova Transnordestina, obrade R$ 5,3 bilhões, é um grandeexemplo dos atrasos. A ampliaçãoda ferrovia foi promessa de cam-panha do ex-presidente Luiz Iná-cio Lula da Silva, mas teve seu cro-nograma interrompido diversasvezes por problemas, principal-mente, de desapropriações. Nolançamento do PAC, sua conclu-são estava prevista para o últimoano do segundo mandato de Lula.Agora, a entrega está programadapara o penúltimo dia do mandatode Dilma Rousseff, no fim de 2014.Na Ferrovia Norte-Sul, o atraso éde quatro anos e meio.No caso da Refinaria Premium I,do Maranhão, a obra mais cara doPAC (R$ 40,1bilhões), o atraso de-ve-se principalmente ao ritmo daterraplenagem, que já consumiumais de R$ 1 bilhão e, até o últimobalanço, estava com apenas 38%do andamento realizados.O custo da obra de transposiçãodo Rio São Francisco foi novamen-te questionado pelo TCU na sema-na passada. O governo federal játeve de relicitar parte dos trechospor conta de reclamações do tri-bunal, o que colaborou para o adi-amento da entrega do Eixo Lesteem mais de quatro anos. O custoda transposição disparou nos últi-mos anos: saiu de R$ 4, 8 bilhões ejá está em R$ 7,8 bilhões — um va-lor também questionado peloTCU, que indica um custo total deR$ 8,2 bilhões.Embora a maioria dos atrasosno PAC seja motivada por proble-mas ambientais, de fiscalizaçãoou gerenciais — ou seja, a princí-pio, não faltam recursos para asobras —, os entraves acabamatrasando os investimentos finan-ceiros no âmbito do programa,acumulando um elevado volumede recursos já reservados, massem aplicação efetiva.Entre 2007 e 2011, segundo da-dos da Secretaria de OrçamentoFederal (SOF), do valor total em-penhado para o PAC, R$ 125 bi-lhões, apenas R$ 86,7 bilhões fo-ram gastos no período.Descontente com tal resultado,a presidente Dilma Rousseff deter-minou agilidade na execução doprograma em 2012 para que essesinvestimentos, de fato, acelerem ocrescimento da economia. Para oano, a previsão de gastos é de R$42,5 bilhões, metade do valor exe-cutado nos últimos cinco anos.Diante de críticas relacionadasaos atrasos, a ministra do Planeja-mento, Miriam Belchior, disse noúltimo balanço do PAC, no dia 12de março, que o trabalho do go-verno nestes cinco anos tem sidoaperfeiçoar o monitoramento dasobras e superar os obstáculos quese apresentam para cada uma.— Esse continuará sendo o nos-so trabalho, de monitoramentomais global do PAC. A cada mo-mento, vamos aperfeiçoando. Oacompanhamento “in loco” vai ga-nhar mais relevância no nosso tra-balho — disse Miriam.Os atrasos exigiram do governoagilidade para fiscalizar as obras.Recentemente,apresidenteeminis-tros viajaram para canteiros daTransnordestina, da transposiçãodo São Francisco, da Norte-Sul e daBR-101 no Nordeste, e planejam no-vas visitas.— Essas viagens são muito pro-veitosas porque todos os envolvi-dos sentam no campo e repassamo que está acontecendo, onde estápegando e por que está pegando— disse Paulo Passos, ministrodos Transportes.
Restos a pagarse acumulam
l
A demora nas obras traz umaoutra consequência para as con-tas públicas: o acúmulo dos cha-mados restos a pagar — despesascontratadas em um exercício paraserem pagas nos próximos. So-mente no ano passado, dos R$ 28bilhõesefetivamentepagosnoâm-bito do PAC, R$18,6 bilhões referi-am-se a “restos a pagar” de anosanteriores. Ou seja, as despesasdo passado acabaram ocupandoespaço no orçamento do ano doprograma.Em 2009, essa parcela de despe-sas passadas correspondia a me-nos da metade dos desembolsos,que somaram R$ 17,9 bilhões. Se-gundo a SOF, o estoque de restos apagar acumulado no fim de 2011era de R$ 36 bilhões.O coordenador do PAC no Plane-jamento,MaurícioMuniz,esclareceque essas despesas não foram qui-tadas antes porque o ritmo dasobras não permitia o pagamento.Ocorreque,pelaregradoOrçamen-to, uma despesa com investimentosó pode ser paga após a comprova-ção de que o empreendimento foirealizado, mesmo que por etapas.Nofimdoano,premiamosquemvai bem e penalizamos quem vai mal— disse Muniz, explicando que o go-verno tem liberdade para remanejaraté 30% do orçamento do PAC todososanos,destinandomaisrecursosàsobrasmaisadiantadas.
n
COMOESOASPRINCIPAISOBRAS
FONTE:BalançosdoPAC *Emrevisão;**Datadeentregaemoperação
1
RefinariaPremiumI**
(Maranhão)
Refinariaparaprocessar600milbarrispordiadepetróleonacional
VALOR
(bilhões)
PRAZOINICIALPRAZOATUALATRASO
(emmeses)
40,1 24
Dez/2014 Dez/2016
2
TremdeAltaVelocidade
(Rio/SãoPaulo)
Trem-balade511km,ligandoCampinas,RioeSãoPaulo
33,2 3524
Leilão:dez/2009Conclusão:2014Leilão:nov/2012Conclusão:2016
3
RefinariaAbreueLima**
(Pernambuco)
RefinarianoPortodeSuapeparaprocessar600milbarris/diadepetróleonacional
26,6 30
 Jan/2011 Jun/2013
4
HidrelétricaBeloMonte
(Pará)
ConstruçãodeusinanoRioXingucomcapacidadede11.233MW
25,9 32
Mai/2016 Jan/2019
5
Comperj**
(RiodeJaneiro)
Complexopetroquímicocomcapacidadedeprocessamentode165milbarrispordiadeóleo
22,1 31
Mar/2012 Out/2014
6
HidrelétricaSantoAntônio
(Rondônia)
ConstruçãodeusinanoRioMadeira,comcapacidadede3.150MW
16,1 1
Dez/2015 Jan/2016
7
HidrelétricaJirau
(Rondônia)
ConstruçãodeusinanoRioMadeira,comcapacidadede3.750MW
13,1 -2
Dez/2016 Out/2016
8
TermonuclearAngra3
(RiodeJaneiro)
ConstruçãodeusinaTermonuclearcom1.214,2MWmédios
10 14
Out/2014 Dez/2015
9
TransposiçãodoRioSãoFrancisco
(Paraíba,PernambucoeCeará)
Refinariaparaprocessar600milbarrispordiadepetróleonacional
7,8 540
Leste: jun/2010Norte:dez/2015Leste:dez/2014Norte:dez/2015
10
FerroviaNorte-Sul
(Tocantins,Goiás,MinasGeraiseSãoPaulo)
Construçãodecanal,estaçõesdebombeamento,reservatórios,túneiseaqueduto
6,8* 54
Dez/2009 Jun/2014
11
FerroviaOeste-Leste
(Bahia)
Construçãodeferrovia de1.022kmentreBarreiraseoPortodeIlhéus
6* 36
Dez/2012 Dez/2015
12
NovaTransnordestina
(Ceará,PernambucoePiauí)
Construçãode1.728kmdeferrovialigandoointeriordoNordesteaosportosdePecémeSuape
5,3 48
Dez/2010 Dez/2014
 
TRASO
mmeses)
4540212444
SPRJBAPEPBRNPIMAPAROCEGOMGTO
142675891011312
Vista aérea daconstrução docomplexo doComperj
l
BRASÍLIA.
Maisdequatroanosdepoisdoprazoepe-lodobrodopreçoprevisto,poderá ficarprontooAr-co Rodoviário do Rio de Janeiro, trecho de100 quilô-metros da BR-493 entre a BR-101 e Manilha. O minis-trodosTransportes,PauloSérgioPassos,afirmouaoGLOBO que o valor da obra, que era de R$ 536 mi-lhões em 2007 e está em revisão, deverá ficar acimade R$1bilhão.O custo do empreendimento vai subir novamentepela quantidade de componentes exigida pelo em-preendimento e pelas obras complementares, expli-cou o ministro. Segundo Passos, porém, a diferençade preço nessa nova revisão, em relação ao valor an-terior, deverá ser paga integralmente pelo governodo Rio, porque se refere ao trecho sob responsabili-dade do DER-RJNo cronograma original, a conclusão do Arco esta-vaprevistaparasetembrode2010.Oprazoatualé30
 ArcoRodoviáriodoRioemmarchalenta
Obra, que custaria R$ 536 milhões, vai sair a mais de R$1bilhão
Fabio Rossi
OBRAS DO Arco Rodoviário paradas em Brisamar, Itaguaí: conclusão era prevista para 2010, mas mudou para 2014
de dezembro de 2014, no fim dos atuais mandatos dapresidente Dilma Rousseff e do governador do esta-do, Sérgio Cabral.Ainda que tenha incorporado essa elasticidade noprazo, a obra ainda merece o sinal de “preocupante”nobalançofeitopelogovernodoandamentodoPAC.Depois de passar por problemas de licenciamentoambiental — que incluíram a discussão sobre a pre-servaçãodeumaespéciedepererecaqueseriaafeta-da —, acomodação de sítios arqueológicos e desa-propriaçõesdequasetrêsmilfamílias,faltaainda,se-gundo o balanço, a definição da jazida para forneci-mento de brita ao trecho entre Santa Guilhermina eManilha.Por esses motivos, o Arco Rodoviário do Rio estáentre as próximas obras do PAC que o governo fede-ral planeja visitar “in loco” para resolver entraves.
 Danilo Fariello e Vivian Oswald 
 )
Danilo Fariello
danilo.fariello@bsb.oglobo.com.br
BRASÍLIA 
Editoria de Arte

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