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Barrabás

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Barrabás
NO. 595Um sermão pregado na manhã de Domingo de 16 de Outubro, 1864
Por Charles Haddon Spurgeon
No Tabernáculo Metropolitano, Newington, Londres.
“Então todos tornaram a clamar dizendo: Este não, mas Barrabás. E  Barrabás era ladrão” João 18:40.
 
O costume de soltar um prisioneiro no dia da Páscoa tinha, sem dúvida, opropósito de ser um ato de graça da parte das autoridades romanas paracom os judeus, e pelos judeus poderia ser aceito como um ato atenciosopelo motivo de sua Páscoa. Posto que nesta data eles mesmos foram tiradosda terra do Egito, poderiam considerar que era sumamente conveniente quealgum prisioneiro obtivesse sua liberdade.Todavia, não havia nenhuma provisão para isto na Escritura; não havia sidoordenado por Deus, e sem dúvida, deve ter gerado algum efeito perniciosopara a justiça pública, que a autoridade governante soltasse um criminoso,sem tomar em conta seus crimes ou seu arrependimento: o deixavam emliberdade na sociedade simples e exclusivamente pelo fato de que um certodia deveria ser celebrado de uma maneira peculiar.Posto que algum prisioneiro deveria ser solto no dia da Páscoa, Pilatospensa que agora tem uma oportunidade de permitir que o Salvador escapesem necessidade de comprometer em absoluto sua reputação diante dasautoridades de Roma. Pilatos pergunta ao povo a qual dos dois prefere dara sua liberdade, a um notório ladrão que se encontrava até então sobcustódia, ou ao Salvador.É provável que Barrabás fosse detestável para a multidão até essemomento; e contudo, apesar de sua anterior antipatia, a turba, instigadapelos sacerdotes, esquece todas as suas culpas, e prefere a ele em lugar doSalvador.Não podemos saber exatamente quem era Barrabás. Seu nome, como oentenderão em um momento, ainda que não tenham o menor conhecimento
do hebraico, significa: ―filho de pai‖. ―Bar‖ significa ―filho‖, como quando
Pedro é chamado Simão Barjonas, filho de Jonas; e a outra parte de seu
 
nome: ―Abbas‖, que significa ―pai‖. ―Abbas‖ é a palavra que nós usamos
em noss
as aspirações de filhos: ―Abba, Pai!‖
 
Então, Barrabás é o ―filho de seu pai‖; e algumas pessoas propensas ao
misticismo opinam que há aqui uma imputação de que era particular eespecialmente um filho de Satanás. Outros conjecturam que é um nome decarinho, que lhe foi dado porque era o preferido de seu pai, uma criançamimada; o filho do papai, como costumamos dizer; e estes escritoresagregam que as crianças mimadas muitas vezes se tornam imitadoras deBarrabás, e são as pessoas mais propensas a tornarem-se daninhas para oseu país, e se convertem em aflições para seus pais, e maldições para todosos que as rodeiam. Se assim fosse, tomando este caso em conexão com ocaso de Absalão, e especialmente o dos filhos de Elí, é uma advertênciapara os pais para que não errem esbanjando uma excessiva clemência aseus filhos.Nos parece que Barrabás cometeu pelo menos três crimes: foi encarceradopor homicídio, por sedição e por rebelião, que constituíam certamente umalamentável combinação de ofensas; facilmente poderíamos sentir piedadepelo progenitor de tal filho.Este infeliz é apresentado e é posto a competir contra Cristo. Se apela àturba. Pilatos crê que por causa do sentido de vergonha, realmente seriaimpossível que preferissem a Barrabás; mas eles estão tão sedentos desangue contra o Salvador, e estão tão influenciados pelos sacerdotes que,em uníssono
 – 
não parecia que houvesse nem uma só voz que se opusesse,nem uma mão que se alçasse em contra
 – 
com uma surpreendenteunanimidade de maldade, eles grit
am: ―Não a este, senão a Barrabás‖,
ainda que soubessem
 – 
pois ele era um notável ofensor bem conhecido
 – 
 que Barrabás era um assassino, um canalha e um traidor.Este fato é muito significativo. Há mais ensinamento nele do que à simplesvista poderíamos imaginar. Não temos aqui, antes de mais nada, neste atode liberar ao pecador e de condenar ao inocente, uma espécie de tipo dessagrandiosa obra que é realizada pela morte do nosso Salvador? Nóspoderíamos de forma muito justa pararmos ao lado de Barrabás. Temosroubado de Deus a Sua glória; temos agido como sediciosos traidorescontra o governo do céu: se todo aquele que aborrece a seu irmão éhomicida, nós também somos culpáveis desse pecado. Aqui estamos diantedo tribunal; o Príncipe da Vida está atado por nossa causa e não se nospermite que saiamos livres. Deus nos liberta e nos absolve, enquanto oSalvador, sem mancha nem pecado, nem sequer com uma sombra de umafalta, é conduzido à crucificação.

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