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A prostituição não é degradante apenas para as prostitutas

A prostituição não é degradante apenas para as prostitutas

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01/23/2013

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 Às voltas com o complexo problema da prostituição, não resisto atranscrever um texto que li recentemente e que me parece explicar o mal-estar que eu própria sinto em relação às prostitutas e àprostituição. Sempre intui que este não era apenas um problemaque dissesse respeito às prostitutas, pelo qual eu poderia sentir simples preocupação social e intelectual; algo me dizia que haviamais qualquer coisa e essa qualquer coisa foi o que agoradescobri : a prostituição não degrada apenas a prostituta, degrada-me também a mim enquanto mulher.«
A prostituição[1]é degradante porque a prostituta trata-se a simesma e permite que outros a tratem como uma mercadoria aser comprada e vendida no mercado livre.Evelyne Giobbecaracteriza a indústria do sexo como aquela na qual «oscorpos das mulheres e das crianças» são comprados,vendidos ou negociados para uso e abuso sexual.
Diana Russelle Lauda Ledere fazem notar que
«mesmo a pornografia maisbanal objectifica os corpos das mulheres».
De acordo com esteponto de vista, a prostituta não se trata a si mesma como umapessoa cujos sentimentos, interesses e necessidades são dignos derespeito, como os de qualquer outra pessoa. Ela é tratada como um
 
simples corpo, brinquedo, instrumento, propriedade ou animaldoméstico para ser usada e abusada pelos homens que acompram. Não apenas o seu trabalho a define como subordinadasexual do homem, mas o seu trabalho, na medida em que pareceque ela o escolheu, encoraja e reforça a ideia de que o seu maior prazer é estar ao serviço do homem e de que o que ela quer eprecisa dos homens é que eles a usem e dela abusem.
 A partir desta perspectiva, porque a prostituição está inseridanum contexto patriarcal cuja ideologia sexual é já à partida aque define as mulheres em termos da sua disponibilidade emrelação aos homens, a prostituição reforça simplesmente avisão de que todas as mulheres, mesmo aquelas que não aescolheram, desejam dedicar a sua vida ao serviço sexual dohomem. As feministas argumentam que estas falsas crenças acercadas mulheres não apenas são degradantes em si mesmas, mastambém resultam inevitavelmente na exploração sexual e naviolação das mulheres percebidas como objectos sexuaiscolocados incondicionalmente ao serviço dos homens. … A prostituição encoraja a exploração das mulheres e promove atolerância e o exercício da violência contra as mulheres.” [2] 
[1]No original o termo é “sex work” que envolve tambémpornografia e outras práticas afins[2]Linda Le Moncheck: Loose Women, Lecherous Menhttp://sexismoemisoginia.blogspot.com/2009/10/prostituicao-nao-e-degradanteapenas.html?showComment=1254667464487#c4511981074898784091
 Anónimo disse...Em Amsterdã, onde a prostituição é livre, só as prostitutas não são, pois85% delas são agenciadas por cafetões e sofrem todo tipo de agressõesfísicas e morais. Ninguém denuncia isso, pois os que querem alegalização da prostituição, preferem fingir que legalizar protege aprostituta dos abusos e exploração.Se expõe em gaiolas como bichos nas lojas de animais e sãocompradas, usadas e depois deixadas para que o próximo visitante as
 
use. Em série. Imagine uma mulher sendo penetrada em todos os seusorifícios e por diferentes homens no mínimo 5, 10 vezes por dia! Anónimo disse...Prostituição e pornografia são os dois lados da mesma moeda:estigmatização, submissão, exploração, discriminação e objetificação damulher e de todas as mulheres.Enquanto a pornografia inscreve à esfera da inferioridade e objetificaçãono âmbito do público, explicita a condição de mulher e não deixa dúvidasobre qual o lugar a mulher ocupa e deve ocupar no patriarcado; aprostituição escondida em bordéis , gaiolas, quartos e etc, nos condenae realiza no âmbito do privado ao papel de objeto dos homens. Ambas são o sinal, a cicatriz que toda mulher carrega durante a vida,desde que nasce para que o domínio dos homens nunca seja esquecidoe sempre renovado nos nossos corpos, individualidade e afetividade.Marcadas para sempre.Legalizar a prostituição, tolerar a pornografia, que não é outra coisa doque a prostituição traduzida em imagens, livres para o acesso de todos,para que todos aprendam e apreendam, só torna esse lugar da mulher ,um lugar inalienável e inevitável.
Há muito boa gente, algumas feministas incluídas e também prostitutas, queadvogam a legalização da prostituição com base nas consequências nefastasque a sua ilegalização acarreta em termos de exploração e de saúde pública eque defendem que a prostituta se limita a prestar um serviço contratualizado aum cliente - vender sexo seria como vender outra coisa qualquer, seria umserviço como qualquer outro, devendo-se apenas evitar a exploração, acoerção ou a fraude. Em tais termos, pressupondo consentimento entre aspartes, nada haveria a opor e a condenação da prostituição por esquerdas edireitas seria apenas atribuível a resquícios de um moralismo passadista quetende a encarar o sexo como algo que detém uma enorme carga denegatividade. Estas pessoas consideram que a prostituição é condenada pelamoralidade positiva - expressa na opinião pública, nos costumes e nas leis –mas este tipo de moralidade costuma abrigar sempre um certo números depreconceitos, isto é, de ideias feitas que se aceitam como válidas, que não

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