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O Uso Da Calculadora - do des

O Uso Da Calculadora - do des

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Universidade Federal Fluminense – UFFNovas Tecnologias no Ensino da MatemáticaDisciplina: Tópicos em Aritmética, Álgebra e Geometria para o Ensino MédioTutor: Marcelo Gomes RodriguesGrupo: 04O USO DA CALCULADORA EM SALA DE AULA
 Inácia de Jesus Henriques GonçalvesLucimére Oliveira da SilvaDanielly Silva de OliveiraLuciane Oliveira da SilvaCidia Aguiar Sales
INTRODUÇÃO
 
OBJETIVOS
 
Conscientizar os professores de matemática sobre as potencialidades da calculadora,quando utilizada como recurso pedagógico;
 
Exemplificar algumas possibilidades para o uso da calculadora em sala de aula;
 
Mostrar que a calculadora não é apenas um instrumento de cálculo, mas também uminstrumento de investigação seja da própria matemática, do mundo, ou de si.
 
Perceber que a inclusão do uso regular da calculadora no cotidiano escolar exigirá umarediscussão curricular, que esteja aberta aos novos questionamentos e possibilidadesdecorrentes dessa inclusão.
JUSTIFICATIVA
 Estamos vivendo diante de uma sociedade que é considerada como a “sociedade doconhecimento” e que está em constante evolução. Sabemos o quanto as crianças e os adolescentesparticipam dessa evolução utilizando, ativamente e com facilidade, os novos recursos que vão sendodisponíveis para a sociedade. Diante desta nova sociedade, cabe a nós educadores uma constanteinovação para que possamos acompanhar na sala de aula essa evolução da sociedade, pois nãopodemos continuar com nossas aulas tradicionais deixando de lado os recursos disponíveis quepodem facilitar a aprendizagem de nossos alunos e que irão tornar nossas aulas bem mais agradáveise atrativas.De acordo com Falzetta (2001, p.19) para ensinar Matemática de verdade é preciso utilizar ahistória da Ciência, jogos e brincadeiras, materiais de manipulação e recursos tecnológicos, como acalculadora.Os PCN’s propõem a inclusão da tecnologia como forma auxiliar do processo de ensino eaprendizagem. Ressaltam, ainda, que a familiaridade com novas tecnologias é um aspectofundamental para a formação plena da cidadania na sociedade contemporânea, e também que aexploração pedagógica dos processos computacionais para efetuar cálculos pode aprofundar acompreensão pelos alunos dos conceitos matemáticos envolvidos.
 
A calculadora, tal como o computador é utilizada no mundo todo, praticamente em todas asatividades, com o objetivo de dinamizar a execução das tarefas repetitivas e demoradas. Embora ouso da calculadora tenha se tornado comum em nosso cotidiano, percebe-se que infelizmente amaioria das instituições escolares tem persistido, e muita das vezes, ignorado a sua existência,proibindo os alunos a utilizar tal recurso. Desta forma, nossos alunos acabam “perdendo” muitotempo resolvendo questões que exigem uma gama de cálculos, e acabam não assimilando o conceitoque esta sendo trabalhado. Numa situação desta, a calculadora pode ser um excelente recurso a serutilizado, com o objetivo de desenvolver em nossos alunos, habilidades vinculadas ao cálculomental, à decomposição e à estimativa, ativando o raciocínio lógico matemático e, com isso,levando-os a compreensão conceitual das idéias matemáticas ao se resolver os problemas,promovendo um aprendizado significativo.
DESENVOLVIMENTO
 
DISCUTINDO A UTILIZAÇÃO DA CALCULADORA
Segundo MEDEIROS (2004), a mão do homem foi a primeira máquina de calcular de todosos tempos. Foi através dos dedos das mãos e dos pés que o homem primitivo aprendeu a contar paracontrolar os rebanhos necessários ao seu sustento.A origem da civilização, com o conseqüente desenvolvimento do comércio, fez com que ohomem criasse instrumentos mais sofisticados para a contagem dos objetos, como por exemplo, osdiversos tipos de ábaco, as tabelas e réguas de cálculo.Desde então as máquinas de calcular vêm sendo criadas e aperfeiçoadas para suprir asnecessidades que surgem nas diversas áreas da atividade humana. Inclusive seu uso na sala de aulavem sendo muito discutido.A maioria dos professores por desconhecer os diferentes aspectos e possibilidades para o usoda calculadora em sala de aula, sentem-se receosos em utilizá-la. Por este motivo, acreditam que acalculadora pode prejudicar as aulas levando-os a uma inibição do raciocínio, com isso comprometero aprendizado dos alunos. Que equívoco! Com certeza, qualquer recurso tecnológico quando é malutilizado, sem planejamento adequado, vai se tornar algo negativo nas aulas de Matemática. Porém,quando há um planejamento voltado para o aprendizado significativo do aluno, com certeza orecurso tecnológico, neste caso a calculadora, se tornará algo positivo, sendo assim, ajudará o alunona construção de conjecturas, fazendo com ele concentre sua atenção no desenvolvimento deestratégias de resolução e na aquisição de conceitos, deixando de realizar cálculos extensos erepetitivos que não despertam a atenção e o interesse dos alunos. Em contrapartida, o professor terá aoportunidade de fazer uma abordagem mais ampla em torno do conceito, evidenciando o seu
 
significado e a análise de diferentes situações em que o conceito pode ser aplicado. Refletindo sobreeste ponto, ROSA e MENEGAZZI afirmam que:
Existem três áreas da educação matemática cujos conteúdos podem ser potencializados pelouso da calculadora: a resolução de situações-problema, o cálculo mental e a estimativa.Com a calculadora é possível trabalhar com situações-problema que envolvam valores davida cotidiana, cujos cálculos são mais complexos, como preços dos bens de consumo. Naárea da estimativa e cálculo mental a calculadora é usada para verificar rapidamente se oraciocínio está correto, pois se numa atividade deste tipo o aluno tiver que parar paraverificar o resultado, fazendo contas no papel, o exercício perde o sentido, se tornademorado, cansativo e o aluno perde o interesse.
A calculadora é uma tecnologia que todos têm acesso. Um recurso que agiliza a obtenção decálculos matemáticos na escola e também no dia-a-dia das pessoas, tornando-se essencial em váriasprofissões. Pensando nisso, vemos que uma adequação das aulas de Matemática a esses recursospreparam o aluno para o mercado de trabalho, já que este está se tornando cada vez mais concorridoe cheios de recursos tecnológicos que devem ser dominados pelo trabalhador. Neste sentido, faz-senecessário uma avaliação das posturas pedagógicas, para que muitos professores revejam suaspráticas, para que assim possa haver mudanças nas abordagens e nos modos de ensino que estãoassociados ao uso da calculadora. Através de uma discussão entre professores, eles possam seralertados que o simples fato de permitir o uso da calculadora nas aulas de Matemática não levará aresolução de todos os problemas, deixando bem claro os objetivos e os diferentes modos com osquais a calculadora pode contribuir para a aprendizagem, pois a calculadora está longe de ser ummero aparelho de fazer contas, que vai deixar os alunos preguiçosos e dependentes, conforme aspessoas pensam e criticam. Falando sobre isto, Mathias (2008) afirma que:
De uma maneira geral, a calculadora está longe de ser apenas uma ferramenta para arealização de contas. Se aliada a uma metodologia adequada, pode tornar-se uma poderosaferramenta de investigação de padrões aritméticos, de motivação para ricas discussões e parao teste de conjecturas
.Desta forma, a calculadora é muito mais que um aparelho banal utilizado para fazer contas,conforme o autor mesmo afirma. Devemos utilizá-la em favor do aprendizado do aluno, comatividades interessantes, que agucem a curiosidade e o interesse dos mesmos, levando-os a umaprendizado significativo. Atividades deste tipo possibilitam ao aluno construir seu próprioconhecimento através da pesquisa, investigação e testes realizados com o instrumento, tornando-osmais ativos na sua aprendizagem. O professor torna um provocador, conduzindo a atividade edebates que surgirão no decorrer da mesma.
EXEMPLOS DE ATIVIDADES
As atividades propostas a seguir se destinam à análise. Elas buscam mostrar diferentespossibilidades para trabalharmos alguns conteúdos de nossa Educação Básica, através do uso da

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