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Resumo Historia Do Brasil

Resumo Historia Do Brasil

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09/09/2013

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HISTÓRIA DO BRASIL
1. A sociedade colonial1.1 economia
Durante o período colonial, de 1500 a 1822, desenvolvem-se no Brasilmúltiplas atividades econômicas de subsistência e de exportação. Asque mais interessam à metrópole e a sua política mercantilista sãoaquelas dirigidas para o mercado externo, submetidas direta ouindiretamente ao monopólio e à tributação real.A primeira atividade econômica da colônia é a exploração do pau- brasil, mas ela perde a importância quando as árvores começam aescassear na região da mata Atlântica. Destacam-se então asmonoculturas exportadoras de cana-de-açúcar, algodão e tabaco e amineração de ouro e diamante, ramos em geral baseados na grande propriedade e na escravidão. Paralelamente, a criação de gado, vistacomo um meio de subsistência, contribui para a colonização do interior do país.A economia colonial organiza-se de forma complementar à metrópole.Produz principalmente o que a ela convém e compra dela muito do quenecessita. Cada um dos seus setores tem importância maior ou menor de acordo com a região e o período em que se desenvolve.
A exploração do pau-brasil
, árvore então abundante na mataAtlântica, é a primeira atividade econômica desenvolvida pelos portugueses em terras brasileiras. É também a primeira a ser declaradamonopólio da Coroa, permanecendo nessa condição por quase todo o período colonial, mesmo quando arrendada a particulares. A madeiraavermelhada é usada na produção de pigmentos largamente empregadosna Europa para o tingimento de tecidos e a preparação de tintas paradesenho e pintura. A extração do pau-brasil é inicialmente bastantefacilitada pela localização das florestas junto ao litoral e pelo escambocom os indígenas, que cortam e transportam as toras em troca demercadorias européias baratas, como facões, machados, espelhos, panosetc. Essa atividade, no entanto, não chega a ter o porte da monoculturaexportadora, mantendo sua importância comercial e estratégica aogarantir lucros aos comerciantes portugueses e ajudar na defesa dolitoral. Assim ela permanece até suas reservas naturais começarem aesgotar-se no século XVIII.
O Período Pré-Colonial : A fase do pau-brasil (1500 a 1530)
A expressão " descobrimento " do Brasil está carregada deeurocentrismo, além de desconsiderar a existência dos índios em nosso país antes da chegada dos portugueses. Portanto, optamos pelo termo"chegada" dos portugueses ao Brasil. Esta ocorreu em 22 de abril de1500, data que inaugura a fase pré-colonial. Neste período não houve a colonização do Brasil, pois os portuguesesnão se fixaram na terra. Após os primeiros contatos com os indígenas,muito bem relatados na carta de Caminha, os portugueses começaram aexplorar o pau-brasil da mata Atlântica.O pau-brasil tinha um grande valor no mercado europeu, pois sua seiva,de cor avermelhada, era muito utilizada para tingir tecidos. Paraexecutar esta exploração, os portugueses utilizaram o escambo, ou seja,deram espelhos, apitos, chocalhos e outras bugigangas aos nativos emtroca do trabalho (corte do pau-brasil e carregamento até as caravelas). Nestes trinta anos, o Brasil foi atacado pelosholandeses, ingleses efranceses que tinham ficado de fora do Tratado de Tordesilhas (acordoentre Portugal e Espanha que dividiu as terras recém descobertas em1494). Os corsários ou piratas também saqueavam e contrabandeavam o pau-brasil, provocando pavor no rei de Portugal. O medo da coroa portuguesa era perder o território brasileiro para um outro país. Paratentar evitar estes ataques, Portugal organizou e enviou ao Brasil asExpedições Guarda-Costas, porém com poucos resultados.Os portugueses continuaram a exploração da madeira, construindo asfeitorias no litoral que nada mais eram do que armazéns e postos detrocas com osindígenas. No ano de 1530, o rei de Portugal organiza a primeira expedição comobjetivos de colonização. Esta foi comandada por Martin Afonso deSouza e tinha como objetivos : povoar o território brasileiro, expulsar os invasores e iniciar o cultivo de cana-de-açúcar no Brasil.
A fase do Açúcar ( séculos XVI e XVII )
O açúcar era um produto de grande aceitação na Europa e alcançava umgrande valor. Após as experiências positivas de cultivo no Nordeste, jáque a cana-de-açúcar se adaptou bem ao clima e ao solo nordestino,começou o plantio em larga escala. Seria uma forma de Portugal lucrar com o comércio do açúcar, além de começar o povoamento do Brasil.Para melhor organizar a colônia, o rei resolveu dividir o Brasil emCapitanias Hereditárias. O território foi dividido em faixas de terras queforam doadas aos donatários. Estes podiam explorar os recursos daterra, porém ficavam encarregados de povoar, proteger e estabelecer ocultivo da cana-de-açúcar. No geral, o sistema de CapitaniasHereditárias fracassou, em função da grande distância da Metrópole, dafalta de recursos e dos ataques de indígenas e piratas. As capitanias deSão Vicente e Pernambuco foram as únicas que apresentaramresultados satisfatórios, graças aos investimentos do rei e deempresários.
 
1.2 Cultura
A sociedade da região açucareira dos séculos XVI e XVII eracomposta, basicamente, por dois grupos. O dos proprietários deescravos e de terras compreendia os senhores de engenho e os plantadores independentes de cana. Estes não possuíam recursos paramontar um engenho para moer a sua cana e, para tal, usavam os dossenhores de engenho. O outro grupo era formado pelos escravos,numericamente muito maior, porém quase sem direito algum. Entreesses dois grupos existia uma faixa intermediária: pessoas que serviamaos interesses dos senhores como os trabalhadores assalariados
 
(feitores, mestres-de-açúcar, artesãos) e os agregados (moradores doengenho que prestavam serviços em troca de proteção e auxílio).Ao lado dessescolonos e colonizadossituavam-se os colonizadores:religiosos, funcionários e comerciantes.A sociedade açucareira era patriarcal. A maior parte dos poderes seconcentrava nas mãos do senhor de engenho. Com autoridade absoluta,submetia todos ao seu poder: mulher, filhos, agregados e qualquer umque habitasse seus domínios. Cabia-lhe dar proteção à família,recebendo, em troca, lealdade e deferência. Essa família podia incluir  parentes distantes, de status social inferior, filhos adotivos e filhosilegítimos reconhecidos. Seu poder extrapolava os limites de suasterras, expandindo-se pelas vilas, dominando as Câmaras Municipais ea vida colonial. A casa grande foi o símbolo desse tipo de organizaçãofamiliar implantado na sociedade colonial. Para o núcleo domésticoconvergia a vida econômica, social e política da época.A posse de escravos e de terras determinava o lugar ocupado nasociedade do açúcar. Os senhores de engenho detinham posição maisvantajosa. Possuíam, além de escravos e terras, o engenho. Abaixodeles situavam-se os agricultores que possuíam a terra em quetrabalhavam, adquirida por concessão ou compra. Em termos sociais podiam ser identificados como senhores de engenho em potencial, possuindo terra, escravos, bois e outros bens, menos o engenho.Compartilhavam com eles as mesmas origens sociais e as mesmasaspirações.O fato de serem proprietários independentes permitia-lhes considerávelflexibilidade nas negociações da moagem da cana com os senhores deengenho. Eram uma espécie de elite entre os agricultores, apesar dehaver entre eles um grupo que tinha condições e recursos bem maismodestos.Esses dois grupos - senhores de engenho e agricultores -, unidos pelointeresse e pela dependência em relação ao mercado internacional,formaram o setor açucareiro. Os interesses comuns, porém, nãoasseguravam a ausência de conflitos no relacionamento. Os senhores deengenho consideravam os agricultores seus subalternos, que lhesdeviam não só cana - de - açúcar, mas também respeito e lealdade. Asesposas dos senhores de engenho seguiam o exemplo, tratando comocriadas as esposas dos agricultores. Com o tempo, esse grupo de plantadores independentes de cana foi desaparecendo, devido àdependência em relação aos senhores de engenho e às dívidasacumuladas. Essa situação provocou a concentração da propriedade e adiminuição do número de agricultores.Existiam também os lavradores, que não possuíam terras, somenteescravos. Recorriam a alguma forma de arrendamento de terras dosengenhos para plantar a cana. Esse contrato impunha-lhes um pesadoônus, pois em cada safra cabia-lhes, apenas, uma pequena parcela doaçúcar produzido. Esses homens tornaram-se fundamentais à produçãodo açúcar. O senhor de engenho deixava em suas mãos toda aresponsabilidade pelo cultivo da cana, assumindo somente a parte do beneficiamento do açúcar, muito mais lucrativa. Nesta época, o termo "lavrador de cana" designava qualquer pessoa que praticasse a agricultura, podendo ser usado tanto para o mais humildedos lavradores como para um grande senhor de engenho, conformeexplica o historiador americano Stuart Schwartz.
 
 No século XVI o açúcar tornou-se o principal produto de exportação brasileiro. Apesar daatividade mineradorado século XVIII e daconcorrência do açúcar produzido nas Antilhas, essa posição manteve-se até o inicio do século XIX. Em todo esse tempo, segundo Schwartz,"houve tanto bons quanto maus períodos e, embora o Brasil nuncarecuperasse sua posição relativa como fornecedor de açúcar no mercadointernacional, a indústria açucareira e a classe dos senhores de engenho permaneceram dominantes em regiões como Bahia e Pernambuco.
FAMÍLIA PATRIARCAL – A família patriarcal eracaracterizada:
 
 
poder absoluto do pai de família;
 
 
submissão da mulher;
 
 
casamentos sem escolha e sem amor;
 
 
número elevados de filhos;
 
 
religiosidade marcante;
 
 
imposição paterna de uma profissão para os filhos;
 
 
educação somente para os homens.
 
1.3 Trabalho escravo
História da Escravidão: Introdução
 Ao falarmos em escravidão, é difícil não pensar nos portugueses,espanhóis e ingleses que superlotavam os porões de seus naviosde negros africanos, colocando-os a venda de forma desumana ecruel por toda a região da América. Sobre este tema, é difícil não nos lembrarmos dos capitães-de-matoque perseguiam os negros que haviam fugido no Brasil, dosPalmares, da Guerra de Secessão dos Estados Unidos, da dedicaçãoe idéias defendidas pelos abolicionistas, e de muitos outros fatosligados a este assunto. Apesar de todas estas citações, a escravidão é bem maisantiga do que o tráfico do povo africano. Ela vem desde os primórdios de nossa história, quando os povos vencidos em batalhas eram escravizados por seus conquistadores. Podemos citar como exemplo os hebreus, que foram vendidos como escravosdesde os começos da História.Muitas civilizações usaram e dependeram do trabalho escravo paraa execução de tarefas mais pesadas e rudimentares.GréciaeRoma  foi uma delas, estas detinham um grande número de escravos;contudo, muitos de seus escravos eram bem tratados e tiveram achance de comprar sua liberdade.
Escravidão no Brasil
  No Brasil, a escravidão teve início com a produção de açúcar na primeira metade do século XVI. Os portugueses traziam os negrosafricanos de suas colônias naÁfricapara utilizar como mão-de-obraescrava nos engenhos de açúcar do Nordeste. Os comerciantes deescravos portugueses vendiam os africanos como se fossemmercadorias aqui no Brasil. Os mais saudáveis chegavam a valer odobro daqueles mais fracos ou velhos.O transporte era feito da África para o Brasil nos porões do naviosnegreiros. Amontoados, em condições desumanas, muitos morriamantes de chegar ao Brasil, sendo que os corpos eram lançados ao mar. Nas fazendas de açúcar ou nas minas de ouro (a partir do século XVIII),os escravos eram tratados da pior forma possível. Trabalhavam muito(de sol a sol), recebendo apenas trapos de roupa e uma alimentação de péssima qualidade. Passavam as noites nas senzalas (galpões escuros,úmidos e com pouca higiene) acorrentados para evitar fugas. Eramconstantemente castigados fisicamente, sendo que o açoite era a punição mais comum no Brasil Colônia.Eram proibidos de praticar sua religião de origem africana ou derealizar suas festas e rituais africanos. Tinham que seguir a religiãocatólica, imposta pelos senhores de engenho, adotar a língua portuguesana comunicação. Mesmo com todas as imposições e restrições, nãodeixaram a cultura africana se apagar. Escondidos, realizavam seusrituais, praticavam suas festas, mantiveram suas representaçõesartísticas e até desenvolveram uma forma de luta: a capoeira.As mulheres negras também sofreram muito com a escravidão, emboraos senhores de engenho utilizassem esta mão-de-obra, principalmente, para trabalhos domésticos. Cozinheiras, arrumadeiras e até mesmoamas de leite foram comuns naqueles tempos dacolônia. No Século do Ouro (XVIII) alguns escravos conseguiam comprar sualiberdade após adquirirem a carta de alforria. Juntando alguns"trocados" durante toda a vida, conseguiam tornar-se livres. Porém, as poucas oportunidades e o preconceito da sociedades acabavamfechando as portas para estas pessoas.O negro também reagiu à escravidão, buscando uma vida digna. Foramcomuns as revoltas nas fazendas em que grupos de escravos fugiam,formando nas florestas os famososquilombos. Estes, eram
 
comunidades bem organizadas, onde os integrantes viviam em

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