30.4 Portaria nº 818, de 30 de agosto de 1995 ........................................ 10330.5 Execução Fiscal (Lei nº 6.830, de 22/9/80) ..................................... 10431. ENUNCIADOS DO TRIBUNAL SUPERIOR DOTRABALHO – TST .......................................................................... 11332. SÚMULAS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – STF ............ 13233. SÚMULAS DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA – STJ ........ 138
EXERCÍCIOS
......................................................................................... 143
GABARITO
............................................................................................ 204
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
.................................................. 205
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
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1. JUSTIÇA DO TRABALHO – ASPECTOS GERAIS
A Justiça do Trabalho tem amparo constitucional na Carta Magna de 1988 por meio do art. 111, oratranscrito.
São órgãos da Justiça do Trabalho:I - o Tribunal Superior do Trabalho;II - os Tribunais Regionais do Trabalho;III - Juízes do Trabalho.
(Redação do inciso III dada pela EC nº 24/99.)
Torna-se relevante o conhecimento do princípio da competência em razão da matéria, explicitado atravésda inteligência do art. 114,
caput
, do diploma maior.
Compete à Justiça do Trabalho conciliar e julgar os dissídios individuais e coletivos entre trabalhadores e empregadores,abrangidos os entes de direito público externo e da administração pública direta e indireta dos Municípios, do DistritoFederal, dos Estados e da União, e, na forma da lei, outras controvérsias decorrentes da relação de trabalho, bem comoos litígios que tenham origem no cumprimento de suas próprias sentenças, inclusive coletivas.
Verifica-se, então, que a Justiça do Trabalho detém também o princípio do poder normativo, pois a elaincumbe normatizar as relações trabalhistas, quando conflituosas, quer no terreno individual quer nocoletivo. Quando alguém se sente violentado em seus direitos subjetivos (são aqueles direitos dos quaisuma pessoa natural se julga merecedora), deve procurar a Justiça correspondente. Lembremo-nos dosensinamentos contidos no art. 5º, XXXV, da Constituição Federal.“A lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito.”O Estado encontra-se presente por meio do Juiz, a quem cabe a prestação da tutela jurisdicional, desdeque devidamente acionado pelas partes. Destarte assinalar que somente o magistrado pode dizer odireito. A pessoa natural ou jurídica, ao ingressar na Justiça do Trabalho, tem por objetivo obter, quandoda
sentença
, a prestação da tutela jurisdicional, concorrendo para que termine o conflito com a parteadversária.Dos ensinamentos de Coqueijo Costa extraímos:
Enquanto o Direito do Trabalho reivindica a humanização do Direito nos últimos tempos, o Direito Processual doTrabalho realiza a função excelsa do Estado, a mais transcendental de nossa época, isto é, distribuir justiça social.O Direito Processual do Trabalho é disciplina nova, de caráter social, e tem por finalidade a realização do Direito Material do Trabalho, com o propósito de fazer efetivo o melhoramento das condições de vida dos trabalhadores.
Esta condição de ramo da ciência jurídica fundamenta o Direito Processual do Trabalho com autonomiaem seus institutos.Na doutrina de Giuseppe Chiovenda, o Direito Processual “tem finalidade pública: funciona mediante ointeresse das partes para a realização da vontade concreta da lei”.
JUIZ = ESTADO = DIREITOS OBJETIVOS
Entre o reclamante e o reclamado existem conflitos de interesses, surgindo, então, a relação jurídicaprocessual, sendo três os participantes, quais sejam: o reclamante, o Juiz e o reclamado. O reclamanteingressa para as garantias dos seus direitos na Justiça do Trabalho, gerando o mesmo significadopara diversas expressões abaixo explicitadas, quais sejam:Lide – Ação – Demanda – Reclamação Trabalhista – Dissídio Individual.1.1 Fases do Processo