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Ficha de Trabalho Sobre as Teorias Do Conhecimento de Descartes e de Hume.

Ficha de Trabalho Sobre as Teorias Do Conhecimento de Descartes e de Hume.

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1
DEPARTAMENTO DECIÊNCIAS SOCIAIS EHUMANAS
 
Escola Secundária de Pinheiro e Rosa
CURSO: Científico-humanísticos
Filosofia
11º Ano
Ano letivo: 2011/2012
 
Subdepartamento Curricular de Filosofia, Psicologia eSociologia
Ficha de trabalho
Tema:
As teorias do conhecimentode Descartes e Hume.
 
GRUPO I
1.
Indique qual é a tese defendida pelos céticos radicais relativamente ao problema da possibilidadedo conhecimento.
2.
Construa,
a partir da premissa: “
Se há conhecimento, então as nossas crenças estãojustificadas
, um argumento condicional formalmente válido favorável ao ceticismo radical.
3.
Explique como é que Descartes refutou o argumento cético da regressão infinita da justificação.
4.
Esclareça, a partir de um exemplo, o argumento cético das divergências de opinião.
5.
Exponha, sob a forma de um
modus ponens 
, as razões que levaram Descartes a concordar comum dos argumentos céticos e a rejeitar as crenças baseadas nos nossos sentidos.
6.
Esclareça três das características da dúvida cartesiana que permitem distingui-la da dúvida doscéticos radicais.
GRUPO II
1.
Considere o conteúdo do seguinte texto e responda às questões apresentadas.
«Notei, há alguns anos já, que, tendo recebido desde a mais tenra idade tantas coisas falsas por verdadeiras, e sendo tão duvidoso tudo o que depois sobre elas fundei, tinha de deitar abaixo tudo,inteiramente, por uma vez na minha vida, e começar, de novo, desde os primeiros fundamentos, se quisesse estabelecer algo de seguro e duradouro nas ciências. Então, hoje,
(…) vou dedicar 
-me, por fim,com seriedade e livremente, a destruir em geral as minhas opiniões.Para isso não será necessário mostrar que todas são falsas, o que possivelmente eu nunca iria conseguir.
(…) Não tenho de percorrê
-las cada uma em particular, trabalho que seria sem fim: porque uma vez minados os fundamentos, cai por si tudo o que está sobre eles edificado, atacarei imediatamente aqueles princípios em que se apoiava tudo o que anteriormente acreditei.Sem dúvida, tudo aquilo que até ao presente admiti como maximamente verdadeiro foi dos sentidos ou por meio dos sentidos que o recebi. Porém, descobri que eles por vezes nos enganam, e é de prudência 
nunca confiar naqueles que, mesmo uma só vez, nos enganaram (…).
 [Contudo], a Aritmética, a Geometria e outras ciências desta natureza, que só tratam de coisas extremamente simples e gerais e não se preocupam em saber se elas existem ou não na natureza real,contêm algo de certo e indubitável. Porque, quer eu esteja acordado quer durma, dois e três somados são sempre cinco e o quadrado nunca tem mais do que quatro lados e parece impossível que verdades tão evidentes possam incorrer na suspeita de falsidade.Todavia, está gravada no meu espírito uma velha crença, segundo a qual existe um Deus que pode tudo pelo qual fui criado tal como existo. Mas quem me garante que ele não procedeu de modo que não houvesse nem terra, nem céu (...), nem grandeza, nem lugar, e que, no entanto, tudo isto me parecesse existir tal como agora? E mais ainda, assim como concluo que os outros se enganam algumas vezes naquilo que pensam saber com absoluta perfeição, também eu me podia enganar todas as vezes que somasse dois e três ou contasse os lados de um quadrado, ou em algo de mais fácil ainda, se é possível imaginá-lo. (...) Vejo-me constrangido a reconhecer que não existe nada, naquilo que outrora reputei como verdadeiro, de que não seja lícito duvidar. (...)
 
2
[Suponhamos, então, que] há um enganador (…) sumamente poderoso e astuto, que me engana sempre
com a sua indústria. No entanto, não há dúvida de que existo, se me engana; que me engane quanto possa, não conseguirá nunca que eu seja nada enquanto eu pensar que sou alguma coisa. De maneira que (...) deve por último concluir-se que esta proposição Eu sou, eu existo, sempre que proferida por mim ou concebida pelo meu espírito, é necessariamente verdadeira.»
 
Descartes,
 Meditações sobre a Filosofia Primeira,
trad. de Gustavo de Fraga, Livraria
 
Almedina, Coimbra, 1985, pp. 105-119.
1.1.
Como se designa o processo que Descartes utilizou para alcançar o fundamento queprocurava? Em que consiste?
1.2.
Explique o argumento do sonho e porque motivo este argumento não permite a Descartesradicalizar a dúvida.
1.3.
Identifique e explique, detalhadamente, o argumento que permitiu a Descartes duvidar doconhecimento
a priori 
.
1.4.
Como se designa o argumento que possibilita a Descartes duvidar de todo conhecimento quepossui?
1.5.
Através de que faculdade é conhecida a primeira verdade do sistema cartesiano? A que tipo deconhecimento corresponde?
1.6.
Caraterize o primeiro princípio da filosofia cartesiana e explique porque razão, apesar da suadescoberta, o sujeito se encontra numa posição solipsista.
1.7.
Hume, ao criticar Descartes, diz que a dúvida é incurável. Porquê?
1.8.
Descartes necessitou de provar racionalmente a existência de Deus. Explique porquê e como éque este filósofo o fez.
1.9.
Considera a argumentação cartesiana quanto à existência de Deus convincente? Justifique.
1.10.
Considera a justificação cartesiana da existência do mundo exterior convincente? Justifique.
1.11.
Relacione a resposta cartesiana ao problema da origem do conhecimento com a posiçãodefendida por este filósofo quanto à possibilidade do conhecimento.
1.12.
Enuncie as razões que permitem fundamentar a seguinte afirmação: Descartes é um filósoforacionalista.
GRUPO III
Selecione a alternativa correta.
1. Ao recorrer à dúvida metódica, Descartes pretende
:
A.
mostrar que os sentidos por vezes nos enganam;
B.
provar que não podemos estar certos de nada;
C.
rejeitar definitivamente tudo o que não seja indubitável;
D.
encontrar um fundamento seguro para o conhecimento.
E.
Nenhuma das respostas anteriores é correta.
2. De acordo com a filosofia cartesiana, Deus existe porque:A.
o universo físico tem de ter uma causa;
B.
permite-nos chegar à verdade e evitar o erro;
C.
a organização do Universo aponta para um criador inteligente;
D.
a própria ideia de ser perfeito implica a sua existência.
E.
Nenhuma das respostas anteriores é correta.
3. Segundo Descartes,
o cogito 
é uma verdade indubitável porque:A.
a existência do nosso corpo pode ser uma ilusão;
B.
podemos provar que Deus existe;
 
3
C.
compreendemo-lo com toda a clareza e distinção;
D.
somos um sujeito pensante.
E.
Nenhuma das respostas anteriores é correta.
4. Segundo Descartes, apenas é verdadeira a seguinte afirmação:A.
sabemos que o mundo exterior é real porque os sentidos o comprovam;
B.
sabemos que o mundo exterior é real porque sabemos que o sujeito existe;
C.
sabemos que o mundo exterior é real porque o cogito é um princípio indubitável quegarante a sua existência;
D.
sabemos que Deus existe porque o mundo exterior é real.
E.
Nenhuma das respostas anteriores é correta.
5. O argumento cético das ilusões e erros percetivos é:A.
uma crença básica;
B.
a posteriori;
C.
a priori e a posteriori;
D.
a priori.
E.
Nenhuma das respostas anteriores é correcta.
6. O empirismo e o racionalismo são
:
A.
argumentos filosóficos;
B.
teorias explicativas da atividade cognitiva;
C.
problemas relativos ao conhecimento;
D.
teses filosóficas.
E.
Nenhuma das respostas anteriores é correta.
7. Descartes, no percurso que faz da dúvida até ao primeiro princípio indubitável,considera que
:
A.
não pode atribuir qualquer importância aos dados empíricos na aquisição doconhecimento verdadeiro;
B.
pode atribuir alguma importância aos dados empíricos na aquisição do conhecimentoverdadeiro;
C.
tem de atribuir alguma importância aos dados empíricos na aquisição do conhecimentoverdadeiro;
D.
tem de atribuir uma importância fundamental aos dados empíricos na aquisição doconhecimento verdadeiro.
E.
Nenhuma das respostas anteriores é correta.
8. Segundo os céticos:A.
existem sempre razões para duvidar;
B.
nunca existem razões para duvidar;
C.
por vezes existem razões para duvidar;
D.
podemos alcançar certezas.
E.
Nenhuma das respostas anteriores é correta.
9. Na filosofia cartesiana, a ideia de Deus que o sujeito possui teve origem:A.
numa ideia, proveniente dos sentidos, que o sujeito descobriu na sua própria razão;
B.
na necessidade de encontrar um criador para tudo o que existe;
C.
no eu pensante, ao submeter todos os conhecimentos que possui à dúvida radical;
D.
em Deus, que a deixou em nós como a sua marca.
E.
Nenhuma das respostas anteriores é correta.
10. Numa das etapas do percurso da dúvida, a certeza do eu como sujeito pensante,não impede Descartes de considerar que, exceto esta certeza, todos os outrosconteúdos do pensamento possam ser falsos e não corresponder a nenhum objeto queexista fora do sujeito. Esta posição filosófica designa-se por:A.
princípio indubitável;
B.
solipsismo;
C.
ceticismo radical;
D.
racionalismo.

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