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Resolução Política aprovada pela Comissão Executiva Nacional do PT

Resolução Política aprovada pela Comissão Executiva Nacional do PT

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Published by Rui Falcão
Leia aqui a íntegra do documento, em pdf, aprovado em reunião nesta quinta-feira (12) pelos membros da CEN.
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Published by: Rui Falcão on Apr 12, 2012
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RESOLUÇÃO POLÍTICA DA COMISSÃO EXECUTIVA NACIONALBrasília, 12 de abril de 2012.
Os recentes anúncios de redução no
 spread e juros
dos financiamentos do Bancodo Brasil e da Caixa Econômica Federal, com o intuito de baratear o crédito paraa produção e o consumo no País, sinalizam a intenção do governo Dilma decontinuar enfrentando os efeitos da crise internacional na linha oposta dos paísesque originaram o descalabro da economia global.Ou seja, longe de implementar cortes nas despesas sociais ou de promover medidas draconianas no mercado de trabalho, o governo ataca a taxa de jurose força a competição no sistema financeiro, ressaltando o papel dos bancospúblicos no apoio à política econômica oficial.Tal iniciativa é concomitante à queda dos índices de inflação e à adoção deuma série de medidas do Programa Brasil Maior, voltadas para o fortalecimentoda economia nacional, entre elas a ampliação da oferta de crédito via BNDES,renúncia fiscal, estímulo à inovação tecnológica e desoneração da folha depagamento de diversos setores.Destinadas a produzir efeitos no médio prazo, as iniciativas governamentais forambem recebidas pelo movimento sindical, embora se registrassem críticas desetores que reclamam de um maior direcionamento regional das medidas. Dolado do governo, a expectativa é de que a iniciativa privada, queixosa diante docâmbio e da concorrência internacional, possa investir mais em pesquisa,inovação, elevação da produtividade e integração de suas cadeias produtivas.É inegável, porém, que o País carece de uma reforma tributária progressiva,continuidade na redução da taxa básica de juros, maior regulação da atuaçãodos bancos privados, novas medidas de proteção da indústria nacional e umaintervenção do governo mais efetiva na questão cambial.A partir do novo elenco acionado pelo governo, os sindicatos apontam anecessidade de acompanhamento tripartite sobre os efeitos da substituição dacontribuição patronal sobre a folha de pagamentos para a Previdência Social por uma taxa sobre o faturamento, de modo a preservar a Previdência.Reclamam, ainda, a obrigatoriedade de contrapartida, por parte das empresasbeneficiadas por isenções fiscais, de geração e manutenção de empregos dequalidade, saúde e segurança, entre outras condições de trabalho decente. É
inaceitável o discurso patronal de creditar a responsabilidade do “custo dotrabalho” pelos atuais problemas de competitividade das empresas.
Finalmente, éimportante que os governos estaduais se valham dos instrumentos de que
 
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dispõem para o fortalecimento da indústria
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entre os quais o ICMS --, além daparticipação dos bancos estaduais no Programa Brasil Maior.O passo seguinte, agora que se abriu campo para aliviar a dívida dos Estadoscom a União, é a aprovação da Resolução 72 do Senado, que, com as devidas
mediações, pode encerrar a chamada “guerra dos portos” e ensejar o manejo
mais firme da política fiscal.O recurso a medidas de incentivo da economia, que reitera a trajetória do nossogoverno em momentos de crise conjuntural, como em 2003 e 2008, foi antecipadodurante a participação da presidenta Dilma Rousseff na 4
a
. Cúpula de Chefes deEstado do Agrupamento BRICS, realizado em Nova Delhi (Índia) e efetivado diasantes de sua visita oficial aos Estados Unidos.Na Índia, para além de afirmações políticas relevantes -- como a de soluçõespacíficas e negociadas no conflito da Síria; de apoio a negociações diretas como Irã sobre seu programa de enriquecimento de urânio: e sobre a reconstrução daLíbia
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a presidenta fez menção à crise nos países desenvolvidos, particularmenteos da Europa. Chamou a atenção sobre a política monetária que vêm adotando,geradoras de excesso de liquidez que desestabiliza o câmbio nos paísesemergentes. Criticou, também, as medidas protecionistas no comércio mundial,oferecendo alternativas consistentes. Essa posição foi reafirmada e ampliada navisita aos Estados Unidos, além de, novamente, com muita firmeza, exigir o fim daexclusão de Cuba da Cúpula das Américas, imposta pelos EUA.Vale notar que os países europeus, já não bastassem os cortes nas despesassociais, deram agora início à flexibilização radical dos direitos trabalhistas. E, aindamais grave, extinguindo o direito à negociação coletiva, na tentativa de eliminar o caráter normativo de convenções da Organização Internacional do Trabalho(OIT) que dão sustentação jurídica a este instituto.Não por outra razão, crescem as manifestações de protesto entre ostrabalhadores e a população em geral, augurando avanços, nos próximos pleitoseleitorais, para a esquerda que se opõe à receita marcadamente neoliberal.A caracterização da situação internacional feita pelo 4º Congresso mostra-seválida e atual. O capitalismo neoliberal não só se mantém em crise como nãoaponta saídas capazes de voltar a dar dinamismo a um sistema internacional. Háclaramente uma crise da hegemonia neoliberal. Ela deve ser suplantada com umprojeto alternativo de desenvolvimento com justiça social, de democracia, desupremacia do público sobre o privado, de solidariedade internacional e paz. OBrasil tem um grande papel a jogar e está atuando nesse sentido, como odemonstram as iniciativas tomadas pelo Governo Dilma.A segura condução que a presidenta Dilma vem imprimindo ao País e oreconhecimento deste fato pela população foram atestados, mais uma vez, pelanova edição da pesquisa CNI/IBOPE, que lhe atribui uma inédita aprovação de77% -- o maior índice até agora registrado após 1 ano e 3 meses de governo.
 
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Este marco
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que ocorre ao se completarem dez anos desde que Lula assumiu aPresidência
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vem carregado de forte simbolismo e abre uma oportunidade parapromovermos um debate partidário e na sociedade sobre as necessidades dopróximo período histórico. Consolidar o que foi conquistado neste período énecessário, mas é fundamental fazer avançar nosso projeto, vez que a crisemundial
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e de hegemonia das grandes potências
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possibilita a busca econstrução de alternativas.Neste sentido, aprofundar nosso projeto nacional de desenvolvimento e reformar o sistema político brasileiro são tarefas inadiáveis. O Estado que temos hoje foi
projetado para atender a um país “pequeno”, “subordinado”. Muitos dos
processos atuais são os mesmos utilizados nos anos 70 e que não maiscorrespondem às necessidades do País.A construção de uma alternativa ao neoliberalismo exige uma forte iniciativapara democratizar a ordem internacional e para reduzir as enormes diferenças dedesenvolvimento e de renda entre os povos. Esse processo exige outra correlaçãode forças, o deslocamento do centro dinâmico da economia mundial para forada hegemonia dos EUA e Europa e a iniciativa de construir um novo padrãomonetário alternativo ao dólar. Do mesmo modo são fundamentais avanços maisrápidos na constituição da Unasul e de novas instituições políticas e econômicasinternacionais.Carecemos de um Estado moderno, indutor do desenvolvimento, planejador,fiscalizador, regulador e presente em todos os rincões.Do mesmo modo, o sistema político e a reforma política não podem cingir-se àreforma eleitoral e às eleições de outubro
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ainda que a aprovação do relatórioFontana, na Câmara dos Deputados, seja um passo importante noaperfeiçoamento do sistema, pois acaba com o financiamento privado dascampanhas, institui o voto em listas mistas e amplia as formas de participaçãopopular no processo político.O que se requer, mais que nunca, é o aprofundamento da democracia no Brasil,com a possibilidade de maior participação do povo na formulação e decisãosobre políticas públicas, na vida dos partidos, na sua valorização comocidadãos(ãs)
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e não apenas no direito de votar a cada dois anos, que éimportante mas não suficiente.Na conjuntura atual, há duas questões essenciais para o avanço e consolidaçãodo sistema democrático no Brasil. A primeira delas é a nomeação e consequentefuncionamento da Comissão da Verdade, para que se esclareça, em definitivo, oque ocorreu com centenas de militantes políticos torturados e assassinados peladitadura de 1964.
O destino dos “mortos e desaparecidos” é condição para que o País se
reencontre com sua história e não com a mentira e ocultação que o regime

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