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Heidegger - O Que É MetafÍsica

Heidegger - O Que É MetafÍsica

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08/11/2013

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Que é Metafísica?Martin HeideggerTradução: Ernildo SteinEdiçãoACRÓPOLIShttp://br.egroups.com/group/acropolis/ Versão para eBookeBooksBrasil.comFonte Digital:Membros do grupo de discussão Acrópolis (Filosofia)Copyright: Domínio Público
 
ÍNDICE
Que é Metafísica?
 
O Desenvolvimento de uma Interrogação Metafísica
 
A Elaboração da Questão
 
A Resposta à Questão
 
HeideggerQUE É METAFÍSICA?Que é Metafísica?
Página 1de 10Que é Metafísica? - Heidegger22/4/2005ebook:metafisica.html
 
 “Que é metafísica?” – A pergunta nos dá esperanças de que falará sobre a metafísica. Nãoo faremos. Em vez disso, discutiremos uma determinada questão metafísica. Parece-nos que,desta maneira, nos situaremos imediatamente dentro da metafísica. Somente assim lhe damos amelhor possibilidade de se apresentar a nós em si mesma.Nossa tarefa inicia-se com o desenvolvimento de uma interrogação metafísica, procura,logo a seguir, a elaboração da questão, para encerrar-se com sua resposta.
O DESENVOLVIMENTO DE UMAINTERROGAÇÃO METAFÍSICA
Considerada sob o ponto de vista do são entendimento humano, é a filosofia, nas palavrasde Hegel, o “mundo às avessas’. É por isso que a peculiaridade do que empreendemos requeruma caracterização prévia. Esta surge de uma dupla característica da pergunta metafísica.De um lado, toda questão metafísica abarca sempre a totalidade da problemáticametafísica. Ela é a própria totalidade. De outro, toda questão metafísica somente pode serformulada de tal modo que aquele que interroga, enquanto tal, esteja implicado na questão, istoé, seja problematizado. Daí tomamos a indicação seguinte: a interrogação metafísica devedesenvolver-se na totalidade e na situação fundamental da existência que interroga. Nossaexistência – na comunidade de pesquisadores, professores e estudantes – é determinada pelaciência. O que acontece de essencial nas raízes da nossa existência na medida em que a ciênciase tornou nossa paixão? Os domínios das ciências distam muito entre si. Radicalmente diversa éa maneira de tratarem seus objetos. Esta dispersa multiplicidade de disciplinas é hoje aindaapenas mantida numa unidade pela organização técnica de universidades e faculdades e conservaum significado pela fixação das finalidades práticas das especialidades. Em contraste, oenraizamento das ciências, em seu fundamento essencial, desapareceu completamente.Contudo, em todas as ciências nós nos relacionamos, dóceis a seus propósitos maisautênticos com o próprio ente. Justamente, sob o ponto de vista das ciências, nenhum domíniopossui hegemonia sobre o outro, nem a natureza sobre a história, nem esta sobre aquela. Nenhummodo de tratamento dos objetos supera os outros. Conhecimentos matemáticos não são maisrigorosos que os filológico-históricos. A matemática possui apenas o caráter de ‘exatidão” e estenão coincide com o rigor. Exigir da história exatidão seria chocar-se contra a idéia do rigorespecífico das ciências do espírito. A referência ao mundo, que importa através de todas asciências enquanto tais, faz com que elas procurem o próprio ente para, conforme seu conteúdoessencial e seu modo de ser, transformá-lo em objeto de investigação e determinação fundante.Nas ciências se realiza – no plano das idéias – uma aproximação daquilo que é essencial emtodas as coisas.Esta privilegiada referência de mundo ao próprio ente é sustentada e conduzida por umcomportamento da existência humana livremente escolhido. Também a atividade pré eextracientífica do homem possui um determinado comportamento para com o ente. A ciência,porém, se caracteriza pelo fato de dar, de um modo que lhe é próprio, expressa e unicamente, àprópria coisa a primeira e última palavra. Em tão objetiva maneira de perguntar, determinar efundar o ente, se realiza uma submissão peculiarmente limitada ao próprio ente, para que esterealmente se manifeste. Este pôr-se a serviço da pesquisa e do ensino se constitui emfundamento da possibilidade de um comando próprio, ainda que delimitado, na totalidade daexistência humana. A particular referência ao mundo que caracteriza a ciência e ocomportamento do homem que a rege, osentendemos, evidentemente apenas então plenamente,Página 2de 10Que é Metafísica? - Heidegger22/4/2005ebook:metafisica.html
 
quando vemos e compreendemos o que acontece na referência ao mundo, assim sustentada. Ohomem – um ente entre outros – “faz ciência”. Neste “fazer” ocorre nada menos que a irrupçãode um ente, chamado homem, na totalidade do ente, mas de tal maneira que, na e através destairrupção, se descobre o ente naquilo que é em seu modo de ser. Esta irrupção reveladora é o que,em primeiro lugar, colabora, a seu modo, para que o ente chegue a si mesmo.Estas três dimensões – referência ao mundo, comportamento, irrupção – trazem, em suaradical unidade, uma clara simplicidade e severidade do ser-aí, na existência científica. Sequisermos apoderar-nos expressamente da existência científica, assim esclarecida, entãodevemos dizer:Aquilo para onde se dirige a referência ao mundo é o próprio ente – e nada mais.Aquilo de onde todo o comportamento recebe sua orientação é o próprio ente – e alémdele nada.Aquilo com que a discussão investigadora acontece na irrupção é o próprio ente – e alémdele nada.Mas o estranho é que precisamente, no modo como o cientista se assegura o que lhe é maispróprio, ele fala de outra coisa. Pesquisado deve ser apenas o ente e mais – nada; somente o entee além dele – nada; unicamente o ente e além disso – nada.Que acontece com este nada? E, por acaso, que espontaneamente falamos assim? E apenasum modo de falar – e mais nada?Mas, por que nos preocupamos com este nada? O nada é justamente rejeitado pela ciênciae abandonado como o elemento nadificante. E quando, assim, abandonamos o nada, não oadmitimos precisamente então? Mas podemos nós falar de que admitimos algo, se nadaadmitimos? Talvez já se perca tal insegurança da linguagem numa vazia querela de palavras.Contra isto deve agora a ciência afirmar novamente sua seriedade e sobriedade: ela se ocupaunicamente do ente. O nada – que outra coisa poderá ser para a ciência que horror efantasmagoria? Se a ciência tem razão, então uma coisa é indiscutível: a ciência nada quer saberdo nada. Esta é, afinal, a rigorosa concepção científica do nada. Dele sabemos, enquanto dele, donada, nada queremos saber.A ciência nada quer saber do nada. Mas não é menos certo também que, justamente, ali,onde ela procura expressar sua própria essência, ela recorre ao nada. Aquilo que ela rejeita, elaleva em consideração. Que essência ambivalente se revela ali?Ao refletirmos sobre nossa existência presente – enquanto uma existência determinadapela ciência –, desembocamos num paradoxo. Através deste paradoxo já se desenvolveu umainterrogação. A questão exige apenas uma formulação adequada: Que acontece com este nada?
A ELABORAÇÃO DA QUESTÃO
A elaboração da questão do nada deve colocar-nos na situação na qual se torne possível aresposta ou em que então se patenteie sua impossibilidade. O nada é admitido. A ciência, na suasobranceira indiferença com relação a ele, rejeita-o como aquilo que ‘não existe”.Nós contudo procuramos perguntar pelo nada. Que é o nada? Já a primeira abordagemdesta questão mostra algo insólito. No nosso interrogar já supomos antecipadamente o nadacomo algo que “é” assim e assim – como um ente. Mas, precisamente, é dele que se distingueabsolutamente, O perguntar pelo nada – pela sua essência e seu modo de ser – converte ointerrogado em seu contrário. A questão priva-se a si mesma de seu objeto específico.Se for assim, também toda resposta a esta questão é, desde o inicio, impossível. Pois ela sedesenvolve necessariamente nesta forma: o nada “é” isto ou aquilo. Tanto a pergunta como aresposta são, no que diz respeito ao nada, igualmente contraditórias em si mesmas.Assim, não é preciso; pois, que a ciência primeiro rejeite o nada. A regra fundamental doPágina 3de 10Que é Metafísica? - Heidegger22/4/2005ebook:metafisica.html

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