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Ministra da Justiça - O superior interesse da criança e o SAP - Síndrome da Alienação Parental

Ministra da Justiça - O superior interesse da criança e o SAP - Síndrome da Alienação Parental

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Published by Paulo Leitão
A Síndrome de Alienação Parental (SAP) «é uma realidade em crescendo que cada vez mais afecta progenitores e crianças, constituindo um problema que se apresenta sem uma solução célere de forma a permitir a uns e a outros chegar a consenso tendo em vista a prossecução do superior interesse da criança.
A síndrome da alienação parental não é um “mito”. É uma realidade cada vez mais presente no tipo de sociedade actual, que as soluções legais nem sempre conseguem ultrapassar, porque resulta fundamentalmente, caso a caso, da natureza das relações humanas em presença.»
A Síndrome de Alienação Parental (SAP) «é uma realidade em crescendo que cada vez mais afecta progenitores e crianças, constituindo um problema que se apresenta sem uma solução célere de forma a permitir a uns e a outros chegar a consenso tendo em vista a prossecução do superior interesse da criança.
A síndrome da alienação parental não é um “mito”. É uma realidade cada vez mais presente no tipo de sociedade actual, que as soluções legais nem sempre conseguem ultrapassar, porque resulta fundamentalmente, caso a caso, da natureza das relações humanas em presença.»

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Published by: Paulo Leitão on Apr 14, 2012
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GABINETE DA MINISTRA
 
CONFERÊNCIA
O superior interesse da criança e o mito da “síndrome da alienação parental”
 1.
Sou portador de uma mensagem da Srª Ministra da Justiça que, não obstante asua impossibilidade de estar aqui presente, como queria, se pretende associar aesta importante iniciativa do Instituto de Apoio à Criança.A criança é um ser naturalmente desprotegido. Que consegue ser o centro de muitaafectividade, mas que, não poucas vezes, é vítima silenciosa e silenciada dasmaiores injustiças, um alvo frágil, que exige de todos nós uma especial atenção ecuidado.Por esta razão, a Srª Ministra da Justiça gostaria de deixar expressa a suasolidariedade a esta causa, e encarrega-me de transmitir a V. Exª, Srª Drª ManuelaEanes, o seu empenhamento e apoio a todas e quaisquer iniciativas que visem aprotecção da criança e o aperfeiçoamento dos mecanismos legais no sentido depotenciar o respeito pelos direitos das crianças no seio das famílias.
Senhora Presidente, Senhoras e Senhores Congressistas2.
Como é conhecido, o superior interesse da criança tem vindo a ser definidocomo o critério decisório fundamental de todos os litígios e questões que envolvamcrianças.As grandes convenções e textos do direito internacional têm vindo a criar umamplo consenso em torno dos eixos prioritários de actuação do Estado e das suasinstituições: tribunais, repartições administrativas, instituições tutelareseducativas, entre muitas outras.A criança torna-se assim sujeito pleno de direitos.E o seu próprio interesse é elevado a critério de decisão por parte das instituiçõesestaduais.
 
 
GABINETE DA MINISTRA
 
3.
Quando recordamos que ainda há trinta anos se diferenciavam filhos legítimosdos ilegítimos e o Código Civil estabelecia um estatuto diferenciado para oscônjuges, damos conta da profunda transformação social que está a decorrerperante nós.A proibição dos castigos corporais e a preocupação contemporânea com aviolência em ambiente escolar são aspectos deste mesmo fenómeno de valorizaçãodas crianças e da sua formação e desenvolvimento integral.
4.
No contexto constitucional português, a autonomia da sociedade perante oEstado e a centralidade da família ganham um conteúdo particular, quando nosdamos conta de um paradoxo contemporâneo: pais cada vez mais preparados paraa sua missão; mas um número maior de conflitos insolúveis e de pessoas que nãoestão preparadas para o exercício das suas responsabilidades
em termos simples,para o exercício do poder paternal.E, também por esta razão, de um número não despiciendo de crianças que não temdireito a gozar os seus direitos
porque aqueles que exercem funções paternais oututelares não são eles próprios capazes de guiar de modo esclarecido as criançaspara a sua realização enquanto pessoas ou as utilizam para a sua própriasatisfação.As transformações culturais entram assim em choque com estas situações, queainda persistem e são muitas vezes ainda mais patológicas e violentas do queantes.
5.
É a esta luz que deve ser entendida uma das prioridades do Programa deGoverno no plano da justiça da família e menores, a adopção de um Estatuto daCriança que estabeleça a necessária sistematização e coerência entre asdisposições do Código Civil, da legislação de menores e da legislação penal econtra-ordenacional. A Justiça dos menores
tal como a dos idosos
não supõe
 
 
GABINETE DA MINISTRA
 
apenas instituições administrativas e serviços judiciais adequados; requerigualmente a existência de legislação própria.
6.
Não se trata, obviamente, de apenas ter melhores leis
matéria que seria já emsi suficientemente importante.Também é conhecido que recentes alterações legislativas ao regime do divórcio edo exercício do que agora se designam responsabilidades parentais deveriam tersido objecto de avaliação prévia.Uma das prioridades da acção do governo consiste na criação de instituições queem cada momento sejam capazes de corresponder às missões que a sociedadeexige. E, como esta Conferência o demonstra, a sociedade é cada vez mais exigenteconsigo própria e com as instituições do Estado.E ainda bem que assim é.
7.
Neste sentido, sabemos dos problemas sociais que hoje cada vez mais irrompeme, quando surgem, trazem rupturas ou anúncios de rupturas, frequentemente, emal, amplificados pela comunicação social. O interesse superior da criança deveriaexigir reserva e contenção por parte da comunicação social, de modo a proteger namedida do possível as personalidades em formação
tantas vezes logo eprematuramente submetidas a um escrutínio para o qual não estão nem nuncaestarão preparadas, o da comunicação social.É a necessidade de ponderar estes problemas que determina a reflexão em tornode um Estatuto da Criança.
8.
O Código Civil, como o nome indica, é o Código dos cidadãos, o estatuto da nossacidadania. Mas a complexidade da vida contemporânea não pode ser paralisadapelo preconceito de tudo incluir naquele diploma. Efectivamente, são muitos osdiplomas que consagram estatutos diferenciados, da legislação educativa àlegislação da saúde ou à legislação fiscal.

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