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Dheg e Rn de Baixo Peso

Dheg e Rn de Baixo Peso

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09/07/2012

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MARTINS, C.A.; REZENDE, L.P.R.; VINHAS, D.C.S. – Gestação dealto riscoe baixo peso ao nascer em Goiânia.
RevistaEletrônica de Enfermagem
, v. 5 n. 1 p. 49 – 55, 2003. Disponível emhttp:/www.fen.ufg.br/Revista.
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GESTAÇÃO DE ALTO RISCO E BAIXO PESO AO NASCER EM GOIÂNIA
GESTATIONOF HIGH RISK AND LOW WEIGHT AT BIRTH IN GOIÂNIAGESTACIÓNDE ALTO RIESGO Y BAJOPESO AL NACER EN GOIÂNIA
Cleusa AlvesMartins
1
Leilinéia Pereira Ramos de Rezende
2
Dayane Cristina Silva Vinhas
3
RESUMO:
Realizou-se estudo a cerca da Doença Hipertensiva Específica da Gestação (DHEG) e Recém-Nascidos deBaixo Peso (RNBP), com osobjetivosde verificar a incidência de RNBP emescomDHEGeapresentar alguns dadosepidemiológicos. Os dados foram coletados através de um roteiro. Pesquisamos 239prontuários de gestantescom DHEG e seus respectivos recém-nascidos, no período de janeiro-1998 a dezembro-2002, em um hospital público de Goiânia. Constatamos que 69,70% das mães tiveram filhoscom peso menor que2500g, levando-nos a concluir que a DHEG influencianaincidência de RNBP, visto que em menosde 50% doscasos, houve o nascimento pré-termos. A maioria das mães era primigestas. Mais de 50% destas fizeram pré-natal, porém, apenas 39,70% realizaram mais de seisconsultas. Em 82,85% doscasos, a via de parto foicesariana.
Palavras chaves:
Pré-eclâmpsia; Eclampsia; Recém-nascido de Baixo Peso.
SUMMARY:
It happened a study of the Specific Hypertensive of Gestation Disease (SHGD) and Low Weight of New Born (LWNB) with the objectives to verify the incidence of LWNB in motherswith SHGD and to present someepidemic data. The data was collected through a trial. From January-1998 through December-2002 in a publichospital of Goiânia,we researched239 files of pregnantwomen with DHEG and their respective newborn.Weverified that 69,70% of the mothers hadchildren with smallerweight than 2500g, leading us to conclude that DHEGinfluences in the incidence of RNBP, because in lessthan 50% of thecases, therewas a birth of pre-term.Most of the mothers were pregnant for the first time. More than 50% of them made prenatal, however, only 39,70%accomplished more than six consultations. In 82,85% of the cases, the childbirthwas via cesarean operation.
Keywords
: Pre-eclampsia; Eclampsia; Infant Low birth Weight.
RESUMEN:
Se realizó un estudio acerca de la EnfermedadHipertensiva Específica de la Gestación (DEG) yrecién nacidos debajo peso(RNBP), con los objetivosde verificar la incidencia deRNBPen madres con DEG ypresentar algunos datos epidemiológicos. Los datosfueroncolectadosa través de un guión. Investigamos 239historiasclínicas de embarazadas con DEG y sus respectivos recién nacidos, en el período de Enero-1998 aDiciembre- 2002, en un hospital público de Goiania. Constatamos que69,70% de lasmadres tuvieron hijosconpeso menorque 2500g, llevándonos a concluir que la DEG influencia en la incidencia de RNBP, visto que enmenos de 50% de los casos hubo el nacimientopre-términos. La mayoría de las madres tenían la primeragestación (primigestas). Más de 50% de éstas hicieronprenatal, pero sólo 39,70% realizaron másde seisconsultas. En 82,85% de los casos, la vía del parto fue cesárea.
Términos claves
:Preeclampsia; Eclampsia; Recién Nacido de Bajo Peso.
INTRODUÇÃO
Toxemiagravídica, termo utilizado há muitasdécadas, inapropriadamente, para definir estadoença,poisse pensava que havia interferência de agentestóxicosna circulação sangüínea causando osdistúrbioshipertensivos, consagrando-se assim,universalmente pelo seu usocorrente na literatura. Emnosso estudo, utilizaremos o termo DoençaHipertensiva Específicada Gestação (DHEG), pomelhor expressar as características desta entidade.Sabemosque, na gestação mesmo havendoalterações anatômicas, endócrinas, hemodinâmicas eimunológicas importantes, o organismo feminino semantém emequibrio dinâmico pormecanismoscompensatórios. Contudo, o limiteentre a normalidadee a doença é extremamente tênue e o desequilíbriorepresentarisco elevado de morbimortalidadematerno-fetal. A DoençaHipertensiva Específica da Gestação,de acordocom Ministérioda Saúde, BRASIL (2000),CINTRA (2001) E VIGGIANO(1989), trata-se de umapatologia obstétrica que surgeapós a vigésimasemana de gestação.Segundo REZENDE (1995),surgeapós a vigésima quarta semana gestacional,sendo mais freqüente no terceiro trimestre e seestende até opuerpério. Caracteriza-se por apresentar hipertensãoarterial, edema e/ou proteinúria, podendoculminarcom convulsõese coma. Para o Ministério daSaúde, BRASIL (2000), a Pré-Eclampsia pode ocorrer 
1* 
Orientadora, Doutora e Professora adjunta da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Goiás– FEN/UFG.
2
 Acadêmica do 5° ano de enfermagem da Universidade Federalde Goiás e bolsista doPrograma Especialde Treinamento -PET. E-Mail:leilineia@zipmail.com.br .
3* 
 Acadêmica do 5° ano de enfermagem da Universidade Federal de Goiás.
 
MARTINS, C.A.; REZENDE, L.P.R.; VINHAS, D.C.S. – Gestação dealto riscoe baixo peso ao nascer em Goiânia.
RevistaEletrônica de Enfermagem
, v. 5 n. 1 p. 49 – 55, 2003. Disponível emhttp:/www.fen.ufg.br/Revista.
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anteriormente a vigésima semana de gravidez, namostiatrofobstica gestacional, sendo,predominantemente, uma patologia de primigesta.CINTRA (2001), afirma que lesõeshiperplásticase obstrutivas dasarteríolasteciduaisocorrem uniformemente em pacientes portadorasdehipertensão.E estariam relacionadosao menor afluxosangüíneo, dependente do espasmo arteriolar generalizado, donde decorre o estado hipoxêmico.Essas alteraçõesanátomo-funcionais levam ao quadrode insuficiência placentáriacom conseenterepercussão nas duas funções trofoblásticas:respiratória e nutritiva.Quando o processo se instala precocemente, anutrição fetal fica comprometida afetando,severamente, o produto da gestação que nasce combaixo peso para idade gestacional, ou seja, com pesoinferior a dois desviospadrão da média, concordandocom o Ministério da Saúde, BRASIL M.S (2000), o qualafirma queo peso inferior a 2500 g pode ser emconseqüência do nascimentoprematuro edaqualidade do crescimento fetal intra-uterino.Nessa linha de pensamento, o tema traz ainquietação de aluna e bolsista de iniciaçãocientífica,desenvolvendo atividades práticasna área obstétricaem relação às observações empíricas de grandeincidência de recém-natos com baixo pesoao nascer,em mães que apresentavam diagnóstico de DoençaHipertensivaEspecífica da Gestação(DHEG), e ainda,asconseqüências drásticas que a patologiapoderepresentarna gestação, em dados como: idadegestacional ao nascer, paridade, pré-natal e via departo.
OBJETIVOS
Verificar a incidência deRecém-Nascidos de BaixoPeso em mães comDoença HipertensivaEspecíficada Gestação, em Goiânia. Apresentar dados epidemiológicos: idade gestacionaldo recém-nascido, peso fetal ao nascer, gestaçõesanteriores, número deconsultaspré-nataise tipo departo mais comum nestescasos.
METODOLOGIA
Trata-se de um estudo descritivo, que se utilizousubsídiosquantitativosrealizada em um hospitalpúblico, em Goiânia-Goiás. A população foi constituídade 239 prontuários de pacientes portadoras de DHEGe seus respectivos recém nascidos, no período de janeiro de 1998 a dezembro de 2002, e acatou-senormas da Resolução 196/96, do Conselho Nacionalde Saúde. Os dados foram obtidos por meio de umroteiro,atinando-se para questões referentes ao parto,aorecém-nascido e gestações que apresentaram essapatologia.
A DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DAGESTAÇÃO
Oquadro clínico da Doença HipertensivaEspecífica da Gestaçãoconformeafirma REZENDE(1995), pode apresentar evolução distinta: Pré-Eclampsiaquando aparece apenashiperteno,edema e/ouproteinúria. Mas, seocorre associação deconvulsão, essa tríade é dita Eclampsia. No quadroclínico, um ou mais dos sintomas estão presentes:Pressão arterial: aumento da pressão arterialdiastólica a 90 mmHg ou mais, ou aumento dapressão arterial diastólicaacima de 140mmHgdovalor conhecido previamente, confirmado apósduas medidas com intervalo de no mínimo 4horas, com a gestante sentada, em repouso.Proteinúria:presença de 300 mg ou mais deproteínas em urina de 24 horasou Labistix1(+)/4(+) ou mais em amostracasual.Edema: quando existente,podeser localizado ougeneralizado. Além destes sintomas, também podem ocorrer oligúria: diurese inferior a400 ml por dia; cefaléia; dor epigástrica;cianose ou edema pulmonarconfirmado;dorno hipondrio direito (rotura da psuladeGlinson); trombocitopenia grave: plaquetas abaixo de100.000 /mm3; anemia hemolítica microangiopática:hemólise; icterícia e/ou elevação das enzimashepáticas; e crescimento intra-uterino retardado(CIUR ou RCIU).Eclampsia é o aparecimento de convulsão emuma paciente com pré-eclampsia. Pode ocorrernagravidez, parto ou até 10 dias de puerpério.Aeminência de Eclampsia é caracterizada clinicamenteporsinaisde encefalopatia hipertensiva, dor noepigástrio e hipocôndrio direito. Devem ser excluídas aepilepsia e outras doenças convulsivantes.CINTRA (2001), afirma que a hipertensãoinduzida ou agravada pela gravidez desenvolve-secom maior freqüência em mulheresexpostasao vilocorial pela primeira vez; expostas à superabundânciade vilo corial (mola hidatiforme, gestações múltiplas);que tenhamdoenças vasculares preexistentes;equesejam geneticamente predispostas aodesenvolvimento da hipertensão durante a gravidez.Para esta autora, a hipertensão arterial constacomouma das principais causas de obituário materno,tanto em países desenvolvidos como em países emdesenvolvimento.Deve-sesalientar ainda, que a elevadamorbidadeda doea, pode provocar lesõesneurológicas, renais,pulmonares, cardíacas ehepáticas, assimcomo afetar a morbiletalidadeperinatal, óbito fetal intra-útero, prematuridade e baixopeso ao nascimento. A insuficiênciavascular útero-placentéria é responsável por aumentar as taxas deretardo no crescimento intra-uterino com baixo peso aonascer e tambémóbito fetal. O descolamento
 
MARTINS, C.A.; REZENDE, L.P.R.; VINHAS, D.C.S. – Gestação dealto riscoe baixo peso ao nascer em Goiânia.
RevistaEletrônica de Enfermagem
, v. 5 n. 1 p. 49 – 55, 2003. Disponível emhttp:/www.fen.ufg.br/Revista.
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prematuro da placenta,em aproximadamente50% doscasosédecorrente da DHEG e outras complicaçõesassociadasà prematuridade,contribuindo para amortalidade neonatal.Umadas graves complicõesde distúrbioshipertensivos na gravidez é a síndromeHELLP,caracterizada por hemólise, elevação de enzimashepáticas e plaquetopenia. O fígado gorduroso dagravidez, também é considerado complicação,e setrata de uma patologia grave, de etiologiaindeterminada.Pacientes com estas patologiasdevemter acompanhamentorigoroso,com internação ecuidados em terapia intensiva, afirma CINTRA (2001).Nagestação a vascularização uterina, segundoCINTRA (2001),sofregrandes alterões parafornecersuprimentosangüíneo adequado ao úteroemcrescimentoe ao produto gestacional, as artériasespiraladas se dilatam, atingindo até trinta vezes seudiâmetro pré-gestacional.Geralmente, entre outros, os distúrbioshipertensivos na gravidez são graves, e acarretam umaumento na incidência de parto cesárea,potencializando as complicações. A doença apresentaum elevado índice de morbiletalidade materna eperinatal, que exige umaintervenção rápida e segurapara o concepto.Entre a décima e a décima sexta semanadegestação ocorre a primeira onda de invasãotrofoblástica,com ocupação da camada muscular e doendométrio da porção decidual dasartériasespiraladas. A segunda ondade invasão entre décimasextae a vigésimasegunda semana se estende às porçõesmiometriaisdasarrias espiraladas. Estes vasostornam-sedilatados,incapazes de sofrer contraçãoeapresentam tecido trofoblásticoemcontato direto como sangue materno.Pacientes com gravidez em curso, segundoCINTRA (2001), devem ficar em decúbito dorsal, coma cabeceira do leito em semi-Fowler. Em casosgraves, repousoem decúbito lateral esquerdo, o maior tempo possível, ou decúbito elevado a 45º, se apaciente estiver consciente e orientada. A gestanteacimade vinte semanas pode ter 20% a 30% dereduçãodo débito cardíaco em posição supina,por este motivo é necessário observar o posicionamento.Para CINTRA (2001),gestantes com distúrbioshipertensivos na gravidez, não apresentam a segundaonda de invasão trofoblástica no parênquimauterino.O tecido trofoblástico fica superficiale não avançaalémdapoão decidual dasartérias espiraladas. Odiâmetro externo final destes vasos no miométrio émenor que a metade dos vasos similares em gestantesnormais.Deveser feito o controle rigorosoda freqüênciarespiratória em pacientessem assistência ventilatória,ea oxigenação comventilaçãomecânica e sedação,bem como podem ser necessários monitorizaçãocardíaca e controlede níveis pressóricos (inclusivecom métodos invasivos, em casos mais graves).Nãoocorrendo a invasão trofoblásticados vasosuterinos, que estão uniformementecontraídos, haveráhipoperfusão do trofoblasto. Acredita-se que ocorra aprodução de um agente,pelo tecido trofoblástico emsofrimento, que seja citotóxico e juntamentecomoutros mecanismos, causedano ao endotélio.Outros procedimentos que podem ser necessários: Controle diário de proteinúria, por urinatipo I oureaçãocoloritrica urinária com fitasespeciais, sondagemvesical de demoracom controlerigorosode diuresee balanço drico, avaliaçãoconstante da função renal,eletrólitos, hematimetria,pesquisa de dimorfismo eritrocitário, plaquetas,coagulograma completo,TGO/TGP, LDH, bilirrubinas,glicemia, gasometriaarterial no mínimo uma vezaodia, com correção dos distúrbios, com acidemia,insuficiência renal, alterações de coagulação,hemorragias. A cliente com distúrbio hipertensivo nagravidez,segundo CINTRA(2001) e REZENDE (1995),nãoapresenta aumento do volume plasmático sendo queesteé pequeno ou inexistente.elevação dohematócrito.O débitocardíaco poderá estarnormal,aumentado ou diminuído, dependendo da gravidade,duração dadoençae terapêutica utilizada. A pressãoarterial é elevada, assimcomo a resistência vascular periférica, com diminuição de perfusão em váriosórgãos.Há um estado
hemodinâmicode baixo volume,alta pressãoe alta resistência.
 A monitorização fetal deve ser realizada apósa estabilização da paciente. A enfermagem devemanter-se atenta aossintomas:dor epigástrica ou emhipocôndriodireito, náuseas e/ou vômitos e, naprevenção de crises convulsivasdentre outrosprocedimentos da conduta clínica na eclampsia e estáindicado,sob prescrição médica,o sulfato demagnésio (SO4Mg), e no caso derecorrênciassubentrantes, opta-se pela fenil-hidantoína. Entretanto,na pré-eclampsia,convém lembrar a relãorisco/benefício do uso de medicamentoscompotenciais efeitos teratogênicos ou outros efeitoscolaterais, a administração deve ser feita com rigorosocritério, recomenda-se o Ministério da Saúde (BRASIL;2000).Mesmo em casos de doençassistêmicas comcomprometimento vascular, como vasculites ouaterosclerose materna, mola hidatiforme, diabetes elúpus eritematoso sistêmico, o resultado final é a não-ocorrência da segunda onda de invasão trofoblástica,como mesmocomprometimento de hipoperfusãodostecidos trofoblásticos. A razão do fenômeno da não-invasão trofoblástica, segundo esses autores, édesconhecida, mas acredita-se na existência demecanismos bioquímicos, imunológicos e genéticosenvolvidos neste processo, que não foramcomprovadamente definidos.

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