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aKademia, um modelo de webjornal
João SimãoUniversidade da Beira Interior
Índice
1 Hiperlink12 Elementos multimédia33 Publicar ao segundo54 O modelo usado no aKademia55 Interactividade e personalização76 Bibliografia8Embora cada vez mais vulgar e cada vezmais acessível a Internet continua a ser ummeio muito volátil. Talvez pela sua espe-cificidade enquanto meio e/ou por evoluire se modificar a cada dia que passa. no entanto características que se mantêm fi-xas desde o início da Internet. O hiperlinkcomo forma de ligar diferentes páginas ou fi-cheiros mantém-se como forma básica. Maseste básico que não engane os mais desa-tentos; é talvez a forma mais simples e aomesmo tempo mais complexa de ligar ele-mentos correlacionados.Outra das características que a web ofe-rece é a possibilidade de usar elementos deoutrosmeioseadap-losaumaformadeco-municação mais evoluída e mais completa.Usar para além do texto a imagem estáticaou o vídeo, bem como o som vindos da im-prensa escrita, da televisão e da rádio, é umadas fantásticas capacidade que a escrita paraa web permite. No entanto é preciso ter ematenção vários factores formais e técnicosque exigem que estes elementos sejam adap-tados à web e não apenas descarregados.Se pensarmos nas capacidades que o hi-perlink oferece e a isso acrescentarmos aspotencialidades das bases de dados a funcio-nar em PHP surge a interactividade. Esta in-teractividade é visível em vários aspectos epor vezes existe sem que o webnauta se aper-ceba dela.A liberdade que a difusão da web permitenão prende os conteúdos a uma periodici-dadeestandolivresparapublicaraosegundo.Também os webnautas procuram a veloci-dade e a rapidez na web não querendo ficarpor muito tempo presos a um web site, nemperder muito tempo na procura de uma infor-mação.Postas estas considerações torna-se evi-dente que muitos dos jornais que encontra-mos na web estão a descurar as principaispotencialidades do meio. Com o
aKademia
o que se procurou foi aplicar um modelo quese crê explorar todas as principais caracterís-ticas que o meio oferece usando assim umalinguagem própria para a web.
1 Hiperlink
Há autores mais ligados à linguística cujamáxima se pode traduzir nesta expressão: A
 
2 João Simãolinguagem é a expressão do pensamento.”Ora tomando isto como verdade sem aquestionar encontramos na linguagem umelemento redutor do pensamento. Por certo já nos apercebemos que o nosso pensamentonão é linear ao contrário da linguagem. Épor este motivo que surgem as divagações.Começamos a falar de uma coisa e quandodamos conta estamos a falar de outra semqualquer tipo de relação com a primeira enem acabamos por concluir o que despoletoua nossa conversa. Quando isto acontecenuma conversa de café ou entre vizinhaso problema o é grande, mas quandoo nosso objectivo é informar a precioé importante. Quanto menos se divagarmelhor e mais eficiente é a comunicação.Se o se contextualizar o interlocutorcorre-se o risco de não ser entendido porexcesso de entropia. Se este risco existe comum receptor, se a mensagem for dirigidaa um público vasto este risco aumenta deforma exponencial. Cada pessoa necessitade redundância diferente para perceber amensagem.Exemplo:
1] O Labcom está a organizar occcc2004.
Quem sabe o que é o Labcom e occcc2004 recebe a mensagem perfeitamentede forma eficaz sem excesso de redundância.No entanto haverá pessoas que não sabem oque é o Labcom nem o cccc2004, para elasé o excesso de entropia que as leva a nãoperceber a mensagem.
2] O Labcom está a organizar três con-gressos na área das Ciências da Comuni-cação.
Talvez um maior número de pessoas per-ceba a mensagem, que é mais redundante.Estamos a trabalhar com uma mensagemcurta com uma informação curta e directa,se a mensagem fosse maior e a informaçãomais vaga a redundância desta mensagem[2] em relação à mensagem [1] poderia pro-vocar divagações perdendo-se a informaçãono meio das palavras.
3] O Laboratório de Comunicação On-line (Labcom) está a organizar três con-gressos na área das Ciências da Comuni-cação.
Neste terceiro exemplo a redundância émaior ainda, diminuindo a possibilidade denão se entender a mensagem por existênciade entropia. Aumenta no entanto os proble-mas descritos no exemplo anterior.O hipertexto possibilita um texto olinear, logo uma maior aproximação à formado ser humano pensar. Com o uso dohipertexto poder-se-ia minimizar os proble-mas apresentados nos exemplos anteriores.Veja-se:Exemplo:
O Labcom está a organizar o cccc2004.
A mensagem que usamos é a mais entró-pica. A mais rápida de perceber e a maiscurta. No entanto quem não souber o que é oLabcom ou o cccc2004 bastará clicar nas pa-lavras que será encaminhado para uma nova janela onde será dada a informação do que éo Labcom e o cccc2004. Mesmo quem saibao que são poderá clicar e obter mais infor-mação.Uma das grandes vantagens já foi apre-sentada; é o próprio hipertexto. Mas talvezse falarmos de hipermedia sejamos maisprecisos. Dentro dum texto e a partir delepodemos disponibilizar vídeos, imagens,
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aKademia, um modelo de webjornal
3sons, animações, etc; bem como com estasoferecer a possibilidade de link a textoou a outros elementos. Mesmo dentro deuma imagem há a possibilidade de criardiferentes links.Exemplo:Se estivermos a fazer uma webnotícia deuma prova de doutoramento através da fotode todos os júris podemos clicar em cadamembroeabrirdiferentesjanelascomasres-pectivas informações. O mesmo se passacom as animações em flash que permitemuma grande interactividade e uma grande se-lecção de informação ao webnauta.O hipertexto permite a cada webnauta se-leccionar o nível de informação que pretendeter os temas que mais quer desenvolver. Awebnotícia tem sempre leituras e constru-ções diferentes. Funciona como um jogo delego. O webjornalista dá as peças e o web-nauta constrói como quer.A escrita com hipertexto permite que to-dos percebam a informação da mensagemporque cada um escolhe o seu nível de entro-pia, bem como da informação aumentando aprofundidade da leitura e da informação.Ao webjornalista a escrita com hipertextopermite dar toda a informação sem ter de se-leccionar níveis de importância e seleccionaro que publicar. Permite ainda dar mais back-ground sem ter de inventar ligações dentrodo texto.Com o hipertexto a webnoticia tem menosdo jornalista o que lhe confere maior objecti-vidade. A selecção da informação está agorana mão do webnauta.Milhares de anos de escrita linear dãoagora ao homem uma maior dificuldade emescrever e em ler com hipertexto. Difi-culdade que se torna numa desvantagem masque passará com o uso deste tipo de escrita.A dificuldade de orientão dentro dawebnotícia por causa dos links é uma grandedesvantagem porque leva às divagações queo hipertexto vinha solucionar. Maior expe-riência dos webnautas, um mapa do site, ca-minhospercorridosnaginaenovasjanelasem cada link podem solucionar esta desvan-tagem.Uma outra desvantagem que se podeapontar ao hipertexto esmais ligada ápouca largura de banda que ao uso do hi-pertexto. Quando para a compreensão dumamensagem é necessária uma imagem, um ví-deo, som ou flash a pouca largura de bandapode dificultar esse link por vezes mesmonão o deixando ver/ouvir. Quanto a esta des-vantagem o futuro promete maior largura debanda até lá as questões da acessibilidade de-vem ser tomadas em conta, arranjando sem-pre uma maneira mais "leve"de dar a infor-mação desse link.
2 Elementos multimédia
Multimédia como o nome indica são múlti-plos meios aqui entendidos como o som, ovídeo, a info-animação, a imagem e gráfi-cos. A grande capacidade da Internet é poderaplicar todos estes meios ao mesmo tempo einterliga-los através do texto e do hiperlink.
2.1 Som
Recorrer às declarações originais gravadasacrescenta credibilidade ao que se diz. Umacoisa é ler o que o interveniente na notíciadisse outra é ouvir, até porque, mais de 30por cento da informação veiculada pelo quedizemos está no tom de voz e no timbre que
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