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A ARTE DA FELICIDADE, Um manual para a vidaDE SUA SANTIDADE, O DALAI_LAMAeHOWARD C. CUTLER Esta obra foi publicada originalmente em inglês com o títuloTHE ART OF HAPPINESS par Riverhead Books.Copyright (c) /998 hv HH Dalai Lama and Ho.--d C. Cutler. M.D.Copyright (c) Livraria Martins Fontes Editora LtdaSão Paulo. 2000, para a presente edição.1ª ediçãofevereiro de 20007' tiragem junho de 2000TraduçãoWALDÉA BARCELLOSBstan-'dzin-rgya-mtsho, Dalai Lama XIV, 1935A arte da felicidade: um manual para avida / de sua santidade o Dalai Lama e Howard C. Cutler ; tradução Waldéa Barrellos.- São Paulo : Martins Fontes, 2000.Título original: The art of happiness.Todos os direitos para o Brasil reservados àLivraria Martins Fontes Editora ltda.Rua Conselheiro Ramalho, 330/3400/325-000 São Paulo SP BrasilTel. (11) 239-3677 Fax (11) 3105-6867e-mail: infoCarrtartinsfontes.comhttp:llw,K,ts.martinsfontes.comDedicado ao leitor:Que você encontre a felicidadeINDICE Nota do autor IXIntrodução 1PRIMEIRA PARTE: O PROPÓSITO DA VIDA 11Capítulo 1 O direito à felicidade 1,3Capítulo 2 As fontes da felicidade 20Capítulo 3 O treinamento da mente para a felicidade 41Capítulo 4 O resgate do nosso estadoinato de felicidade 58SEGUNDA PARTE: O CALOR HUMANO E A COMPAIXÀO 73Capítulo 5 Um novo modelo para a intimidade 75Capítulo 6 O aprofundamento da nossa ligaçãocom os outros 95
 
Capítulo 7 0 valor e os benefícios da compaixão 127TERCEIRA PARTE: A TRANSFORMAÇÃODO SOFRIMENTO 147Capítulo 8 Como encarar o sofrimento 149Capítulo 9 O sofrimento criado pelaprópria pessoa 168Capítulo 10 A mudança de perspectiva 194Capítulo 11 A descoberta do significado na dor e no sofrimento 225QUARTA PARTE: A SUPERAÇÃO DE OBSTÁCULOS 2415Capítulo 12 A realização de mudanças 247Capítulo 13 Como lidar com a raiva e o ódio 278Capítulo 14 Como lidar com a ansiedade e reforçar o amor-próprio 297QUINTA PARTE: REFLEXõES FINAIS SOBRE COMOLEVAR UMA VIDA ESPIRITUAL 329Capítulo 15 Valores espirituais essenciais 331Agradecimentos 359Obras selecionadas de autoria de Sua Santidade,o Dalai-Lama 363 NOTA DO AUTOR  Neste livro estão relatadas longas conversas com o Da~ lai-Lama. Os encontros pessoais com o Dalai-Lama no Arizona e na índia, que constituem a base desta obra,foram realizados com o objetivo expresso da cclaboração num projeto que apresentariasuas opiniões sobre como levar uma vida mais feliz, acrescidas das minhas própriasobservações e comentários a partir da perspect;va de um psiquiatra ocidental. O Dalai-Lama permitiu com generosidade que eu escolhesse para o livro o formato quea meu ver transmitiria melhor suas idéias. Considerei que a narrativa encontrada nestas páginas proporcionaria uma leitu-A ARTE DA FELICIDADEra mais agradável e ao mesmo tempo passaria uma noção de como o Dalai-Lama põeem prática suas idéias na própria vida diária. Com a aprovação do Dalai-Lama,organizeieste livro de acordo com o tema tratado; e assim, ocasionalmente, decidi combinar eassociar material que pode ter sido extraído de conversas variadas. Da mesmaforma, também com a permissão do Dalai-Lama, nos trechos em que considereinecessário para fins de clareza e compreensão, entremeei trechos de algumas das suas palestrasao público no Arizona. O intérprete do Dalai-Lama, o dr. Thupten jinpa, gentilmente feza revisão da versão final dos originais com o intuito de se assegurar deque não houvesse, em decorrência do processo de organização, nenhuma distorçãoinadvertida das idéias do Dalai-Lama.Uma série de descrições de casos e relatos pessoais foi apresentada para ilustrar asidéias em pauta. Com o objetivo de manter a confidencialidade e proteger a privacidade dos envolvidos, em todos os casos alterei os nomes, detalhes e outrascaracterísticas particulares, de modo que impedisse a identificação dos indivíduos.
 
DR. HOWARD C. CUTLER INTRODUÇÃOEncontrei o Dalai-Lama sozinho num vestiário de basquetebol pouco antes da hora emque se apresentaria para falar a uma multidão de seis mil pessoas na Arizona StateUniversity. Bebericava calmamente seu chá, em perfeita serenidade.- Se Vossa Santidade estiver pronto...Ele se levantou, animado, e saiu do vestiário sem hesitar, dando com a turbaapinhada nos bastidores, composta de repórteres da cidade, fotógrafos, segurançase estudantes - os que procuram, os curiosos e os céticos. Caminhou em meio à multidãocom um largo sorriso; e cum-A ARTE D A FELICIDADE primentava as pessoas à medida que avançava. Finalmente, passou por uma cortina"apareceu no palco, fez uma reverência, uniu as mãos e sorriu. Foi recebido com umaplauso ensurdecedor. A pedido seu, a iluminação não foi reduzida, de modo que ele pudesse ver a platéia com nitidez. E, por alguns instantes, ficou simplesmenteali parado, observando o público em silêncio com uma expressão inconfundível decarinho e boa vontade. Para quem nunca tinha visto o Dalai-Lama antes, suas vestesde monge de um marrom-avermelhado e da cor do açafrão podem ter causado umaimpressão um pouco exótica. No entanto, sua notável capacidade para estabelecer contatocom o público logo se revelou quando ele sentou e começou a palestra.- Creio ser esta a primeira vez que vejo a maioria de vocês. Mas, para mim, não fazmesmo muita diferença se estou falando com um velho amigo ou com um novo porque sempre acredito que somos iguais: somos todos seres humanos. É claro que podehaver diferenças de formação cultural ou estilo de vida; pode haver diferençasquanto à nossa fé; ou podemos ser de uma cor diferente; mas somos seres humanos,constituídos do corpo humano e da mente humana. Nossa estrutura física é a mesma;e nossa mente e nossa natureza emocional também são as mesmas. Onde quer que euconheça pessoas, sempre tenho a sensação de estar me encontrando com outro ser humano,exatamente igual a mim. Creio ser muito mais fácil a comunicação com os outros nessenível. Se dermos ênfase << características específicas, como a de eu ser tibetanoou de ser budista, nesse caso há diferenças. Mas esses aspec-2INTRODUÇÃOtos são secundários. Se conseguirmos deixar de lado as diferenças, creio que poderemosnos comunicar, trocar idéias e compartilhar experiências com facilidade.Foi assim que, em 1993, o Dalai-Lama deu início a uma semana de palestrasabertas ao público no Arizona. Planos para sua visita ao Arizona haviam começadoa se delinear mais de dez anos antes. Foi naquela época que nos conhecemos, quando euestava visitando Dharamsala, na índia, graças a uma pequena bolsa de pesquisa para estudar a medicina tradicional tibetana. Dharamsala é um lugarejo lindo etranqüilo, empoleirado na encosta de um monte nos contrafortes do Himalaia. Há quasequarenta anos, essa é a sede do governo tibetano no exílio, desde quando o DalaiLama,acompanhado por cem mil tibetanos, fugiu do Tibete após a brutal invasão pelas
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