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Ano I, Número 6, Novembro/Dezembro de 2011
Instituto realizará 41˚ Programa de Verão
Entrevista com ex-alunos quecriaram empresas de sucesso19˚ Simpósio Internacional deIniciação Científca da USP
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As érias se aproximam, e muitosalunos do Instituto de Matemáticae Estatística não perdem a práticade ganharem conhecimento nemmesmo nesse período. É tempo dese inscrever no Programa de Cursosde Verão que, em sua 41ª edição,oerece disciplinas para alunos dagraduação e pós-graduação do IMEe para o público externo, como alu-nos e proessores do ensino médioe undamental.“É uma possibilidade de aproveitaro período não-letivo para aproundarquestões”, diz o proessor Leônidas deOliveira Brandão, coordenador doscursos. Neles, os alunos têm a possibi-lidade de migrar entre áreas que nãonecessariamente condizem com oseu curso de graduação ou pós-gra-duação, o que se torna a possibilidadede complementação da ormação.O Programa também oerece, nesseano, a programação especial voltadapara a pós-graduação. Há três anostem sido escolhida uma área dieren-te em que um curso especial é oere-cido: em 2010 o tema oi Geometria,em 2011 oi Equações Dierenciais.Em 2012, serão abordados SistemasDinâmicos, que, como explica o pro-essor Edson Vargas, um dos organi-zadores do programa, é uma área decrescente relevância nas descobertasatuais no campo das exatas.
“Estudam-se os sistemas interativosnaturais, e tudo tem uma aplicaçãoimediata, óbvia”, diz. Ainda assim, al-guns professores possuem pesquisascom foco teórico. Ambas as aborda-gens serão contempladas nos cursosoferecidos pelo programa.
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Cartaz de divulgação do 41˚ Programa de Verão do IME 
Diante do mercado de trabalho aquecido e com mui-ta disposição e iniciativa, alunos do BCC, ao se gradua-rem, enveredam pelo caminho do empreendedorismo eabrem seus próprios negócios. O Acontece no IME con-versou com alguns deles, que dividem aqui suas expe-riências e dicas para os alunos.Confra o que
Rubens, Steano, Alexandre e Bruno têm adizer sobre o processo de criação de uma empresa e comoo IME ajudou nessa jornada.
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Entre os dias 21 e 25 de novembro, alunos de todas asáreas de conhecimento se reuniram para compartilharsuas pesquisas no 19º Simpósio Internacional de IniciaçãoCientífca da USP (SIICUSP), nos campi Butantã, RibeirãoPreto, São Carlos e Piracicaba.Além da apresentação dos trabalhos de pesquisa dosalunos de graduação, houve também palestras de docen-tes e profssionais. Toda a atividade do Simpósio oi abertatanto ao público da USP quanto ao público externo
 
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f    o t   o :   d i    ul    g a  ç  ã  o
 
NESSAS FÉRIAS, IME OFERECE 41˚ 
PROGRAMA DE VERÃO
Os Cursos de Verão sãoestruturados em três tipos:de diusão cultural, discipli-nas da pós-graduação e oprograma especial, que hátrês anos seleciona umatemática dierente. Os 22cursos de diusão culturalpossuem dierentes espe-cifcações de público, e demodo geral se expandempara assuntos variados,abordados por meio de pa-lestras, aulas e, em algunscasos, trabalhos e provas.Já o programa especial cor-responde a um tema comabordagens mais aproun-dadas. Nesse ano, a temá-tica escolhida oi
SistemasDinâmicos
 
(ver box)
.A taxa de inscrição decada curso varia entregratuito e R$300, sendo amédia em torno de R$80.O dinheiro é alocado parapagamento dos proesso-res que ministram os cursos(alunos da pós-graduação,proessores, ex-alunos dodoutorado) e para as bolsasde alunos de ora do IME.Comumente, os alunos seinscrevem em mais de umcurso (ano passado, tive-ram 1200 inscrições, masde 1000 alunos distintos).
PARA SE INSCREVER, ACESSE:
www.ime.usp.br/verao
 Tradicionalmente, no pe-ríodo não letivo do ano, oInstituto oerece aos alunosde graduação e pós-gra-duação do IME e do pú-blico externo, assim comoa alunos e proessores doensino médio, os Cursos deVerão. Com propostas deaproundamento de dis-cussões dentro das quatroáreas de conhecimento doInstituto, os cursos ocorre-rão entre os dias 4 de ja-neiro e 17 de evereiro. Asinscrições já estão abertaspara aqueles que queremaproveitar as érias para ad-quirir mais conhecimento.“Os cursos representam,para alunos da graduaçãodo IME, a possibilidade deum complemento curricu-lar”, explica o proessor Leô-nidas de Oliveira Brandão,coordenador do Programa.Para a pós-graduação, hátambém a vantagem de secompletar créditos à or-mação. Alunos de ora doInstituto também se azempresentes, tanto de outroscursos da USP quanto deoutras aculdades e até deoutros países. “As pessoasvêm conhecer o IME pormeio desses cursos, parapossivelmente azer umapós-graduação aqui”, com-plementa o Pro. Leônidas.
SISTEMAS DINÂMICOS
Em sua 41ª edição, o Programa deVerão oferece, além dos cursos dedifusão cultural e as disciplinasde pós-graduação, o
ProgramaEspecial de Sistemas Dinâmicos
.São 12 minicursos (com apossibilidade de aumentar), em queprofessores do IME e convidadosde outras instituições (inclusive deoutros países) abordam o tema pormeio de palestras e masterclasses.
CARO LEITOR,
O Acontece no IME chega ao seu sexto número ocando,em uma de suas matérias, o empreendedorismo departe de nossos egressos, não altam exemplos desucesso nessa direção. É interessante perceber como oIME pôde contribuir de várias maneiras para tal, desdea sólida ormação nas áreas de atuação até o ambientepropício à gestão de novas ideias (e isso é generalizadoem todos os cursos oerecidos por nós). Seguramente,para muitos alunos do IME, parte desse aprendizado sedá por meio do trabalho de Iniciação Científca, assuntode outra de nossas matérias.O nosso tradicional Curso de Verão, nessa ediçãocom parte das atividades voltadas à área de SistemasDinâmicos, está também presente em uma matérianesse número que é o último do ano.Por alar nisso, chegamos ao fnal de 2011 com asensação de que o Acontece no IME tem conseguidopaulatinamente o seu espaço de divulgação nacomunidade, o que sempre oi a nossa principalmotivação. Nunca é demais lembrar que estamosabertos a comentários, críticas e sugestões tornando aeetiva participação de todos os leitores essencial parao nosso trabalho.
FAREMOS UMA PAUSA NESSE FINAL DE ANO E RETORNAMOSLOGO NO INÍCIO DAS AULAS, EM FEVEREIRO PRÓXIMO. EMNOME DE TODA A EQUIPE DE PRODUÇÃO DE NOSSO JORNAL, ETAMBÉM EM NOME DA DIRETORIA DO IME, DESEJAMOS A TODOSUM ÓTIMO FINAL DE ANO E QUE 2012 SEJA AINDA MELHOR!
Boa leitura!
Prof. Flávio Ulhoa Coelho
Diretor
“Temos aqui no IME muitospesquisadores de alto nível e muitademanda de alunos. Surgiu daí anecessidade dos verões temáticos”,conclui o professor Edson Vargas,um dos organizadores do programa.“Os cursos”, diz, “são voltadospara a pós-graduação, devido àprofundidade em que os temas sãodiscutidos. Ainda assim, alunos dagraduação que se considerem aptosa acompanhar os cursos são bemvindos”.Os sistemas dinâmicos, queinicialmente estavam atrelados aoestudo da mecânica celeste, hojecompõem uma área moderna erelevante das exatas, com muitasaplicações práticas. As últimasmedalhas Fields, atribuídas acada quatro anos pela UniãoInternacional de Matemática, foramconcedidas para pesquisadoresque atuavam na área de sistemasdinâmicos.
PARA SE INSCREVER, ACESSE:
dinamica.ime.usp.br 
 
trabalho de conclusão decurso, graças ao contatocom a linguagem acadêmica. “É como se osse umestágio de como ser pesquisador”, resume.Para os alunos da áreade exatas, o proessor Forger expõe o desaio: “Emmatemática é muito diícil produzir novidades. Éuma ciência muito antiga,com 2500 anos de história. Tudo o que é ácil já oi eito há séculos”.Ainda assim, alguns alunos sentem que o ímpetode aprender pode ir alémdo conteúdo da sala deaula, e buscam gerar novosconhecimentos por meiode suas pesquisas.que já é muito puxada”,conessa Paola. Mas aindaassim, ela ressalta que temsido um grande aprendizado o desenvolvimento deseu projeto.Victor também teve queconciliar sua iniciação cientíica, chamada
Florestasaleatórias de sobrevivência
,com um período puxadoda graduação, que é o fnaldo quarto ano. “A prioridade do meu orientador sempre oi a graduação. Para oSIICUSP, por exemplo, poderia até ter eito mais coisa, mas demos preerênciaao meu curso”, explica.O desenvolvimento deseu projeto, inclusive, oide grande ajuda para o seu
Dentre os alunos que fazem Iniciação Científica no IME,alguns seguem uma trajetória peculiar que começa no EnsinoFundamental ou Médio: são os medalhistas da
OlimpíadaBrasileira de Matemática das Escolas Públicas
(OBMEP).
A OBMEP é menos uma competiçãoe mais um projeto educacional”,
explica o professor Flávio Coelho, coordenador do
Programade Iniciação Científica e Mestrado
(PICME) no IME. AOlimpíada, fruto de uma parceria entre os Ministériosda Ciência e Tecnologia e da Educaçãoe o Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA),atinge
99% dos municípios brasileiros
e conta com a participação de
19 milhões de alunos
 , provenientesde mais de
40 mil escolas públicas
.
Na primeira fase, os alunos testam seus conhecimentos comtestes de múltipla escolha. Depois, apenas 5% de cada escola segue para a segunda fase, dissertativa. Os melhores resultados são premiados com medalhas de ouro, prata, bronze e menção honrosa.
E ao ingressarem na faculdade (que não precisa ser da áreade exatas), os medalhistas têm direito a uma bolsa de pesquisa pelo CNPq e, mais tarde, uma bolsa para mestrado pela CAPES.
 Atualmente, 49 alunos medalhistas daOBMEP fazem Iniciação Científica no IME.
O programa acontece há três anos e já conta com a participação de 34 faculdades do Brasil todo.
e no XIX Simpósio Nacio-nal de Probabilidade e Es-tatística.
Victor também reconhe-ce o quão importante oio desenvolvimento da ini-ciação científca para a suaormação: “Foi de grandeajuda profssional, por con-ta dos projetos e da meto-dologia científca. Tambémpude aprender coisas no-vas, como o próprio méto-do que estudei”.
A iniciação científca representa um ganho naautonomia do estudante,como explica o proessorMichael Forger, presidenteda Comissão de Pesquisado IME: “Os alunos muitasvezes têm uma atitudepassiva demais; queremtudo mastigado. A Iniciação Científca vem quebraresse paradigma”.
A pesquisa desenvolvidapelo aluno, ressalta, vai aoencontro com seu gostopessoal, o que estimula oenvolvimento no projeto.“Mas isso requer que ele seinteresse por alguma coi-sa”, brinca.
O interesse de Paola poroutras áreas disciplinares,por exemplo, levou-a a de-senvolver um projeto quedialogasse com a ilosoiae a história. “Na graduação,temos uma visão muitoocada. Na iniciação, é pre-ciso ramiicar, ampliar, teruma visão mais horizontal.”
 
A sua pesquisa, intitulada
O século de ouro da matemá-tica
, aborda os fundamentosfilosóficos da disciplina, ocontexto histórico do séculoXIX e o trabalho do matemá-tico David Hilbert.
“Parece absurdo imaginar ir além da graduação,
O evento agregou 3515pesquisadores da USP, sen-do 18 deles do IME, que,ainda na graduação, resol-veram dedicar grande par-te da sua rotina para o estu-do científco e acadêmico.
“Estou indo pela primeiravez, acho que vai ser inte-ressante”, conta Paola Me-gumi Matsumoto, alunado 3º ano de Licenciaturaem Matemática. Ela empe-nhou-se na produção deum pôster de 70x110 cmcom um resumo de seutrabalho, que fcou expos-to em um salão com ou-tras pesquisas na área dasciências exatas.
Em determinado horário, fcou ao lado do pôsterpara uma apresentação dapesquisa, e para respondera dúvidas, críticas e elogios.
Victor Ritter, do 4º ano deestatística, já participou deoutros eventos com a suapesquisa. “É uma oportu-nidade de integração dacomunidade científca”, ex-plica, após ter apresentadoseu trabalho na XIX Escolade Modelos de Regressão
“GOSTEI DA IDEIA DOSIMPÓSIO.
QUEM SABE OMEU TRABALHO NÃO ÉRECONHECIDO?
.
PAOLA MATSUMOTO
ALUNA DE LICENCIATURA EM MATEMÁTICA
PICME
19˚ SIMPÓSIO INTERNACIONALDE
INICIAÇÃO CIENCÍFICA
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