trabalho de conclusão decurso, graças ao contatocom a linguagem acadêmica. “É como se osse umestágio de como ser pesquisador”, resume.Para os alunos da áreade exatas, o proessor Forger expõe o desaio: “Emmatemática é muito diícil produzir novidades. Éuma ciência muito antiga,com 2500 anos de história. Tudo o que é ácil já oi eito há séculos”.Ainda assim, alguns alunos sentem que o ímpetode aprender pode ir alémdo conteúdo da sala deaula, e buscam gerar novosconhecimentos por meiode suas pesquisas.que já é muito puxada”,conessa Paola. Mas aindaassim, ela ressalta que temsido um grande aprendizado o desenvolvimento deseu projeto.Victor também teve queconciliar sua iniciação cientíica, chamada
Florestasaleatórias de sobrevivência
,com um período puxadoda graduação, que é o fnaldo quarto ano. “A prioridade do meu orientador sempre oi a graduação. Para oSIICUSP, por exemplo, poderia até ter eito mais coisa, mas demos preerênciaao meu curso”, explica.O desenvolvimento deseu projeto, inclusive, oide grande ajuda para o seu
Dentre os alunos que fazem Iniciação Científica no IME,alguns seguem uma trajetória peculiar que começa no EnsinoFundamental ou Médio: são os medalhistas da
OlimpíadaBrasileira de Matemática das Escolas Públicas
(OBMEP).
“A OBMEP é menos uma competiçãoe mais um projeto educacional”,
explica o professor Flávio Coelho, coordenador do
Programade Iniciação Científica e Mestrado
(PICME) no IME. AOlimpíada, fruto de uma parceria entre os Ministériosda Ciência e Tecnologia e da Educaçãoe o Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA),atinge
99% dos municípios brasileiros
e conta com a participação de
19 milhões de alunos
, provenientesde mais de
40 mil escolas públicas
.
Na primeira fase, os alunos testam seus conhecimentos comtestes de múltipla escolha. Depois, apenas 5% de cada escola segue para a segunda fase, dissertativa. Os melhores resultados são premiados com medalhas de ouro, prata, bronze e menção honrosa.
E ao ingressarem na faculdade (que não precisa ser da áreade exatas), os medalhistas têm direito a uma bolsa de pesquisa pelo CNPq e, mais tarde, uma bolsa para mestrado pela CAPES.
Atualmente, 49 alunos medalhistas daOBMEP fazem Iniciação Científica no IME.
O programa acontece há três anos e já conta com a participação de 34 faculdades do Brasil todo.
e no XIX Simpósio Nacio-nal de Probabilidade e Es-tatística.
Victor também reconhe-ce o quão importante oio desenvolvimento da ini-ciação científca para a suaormação: “Foi de grandeajuda profssional, por con-ta dos projetos e da meto-dologia científca. Tambémpude aprender coisas no-vas, como o próprio méto-do que estudei”.
A iniciação científca representa um ganho naautonomia do estudante,como explica o proessorMichael Forger, presidenteda Comissão de Pesquisado IME: “Os alunos muitasvezes têm uma atitudepassiva demais; queremtudo mastigado. A Iniciação Científca vem quebraresse paradigma”.
A pesquisa desenvolvidapelo aluno, ressalta, vai aoencontro com seu gostopessoal, o que estimula oenvolvimento no projeto.“Mas isso requer que ele seinteresse por alguma coi-sa”, brinca.
O interesse de Paola poroutras áreas disciplinares,por exemplo, levou-a a de-senvolver um projeto quedialogasse com a ilosoiae a história. “Na graduação,temos uma visão muitoocada. Na iniciação, é pre-ciso ramiicar, ampliar, teruma visão mais horizontal.”
A sua pesquisa, intitulada
O século de ouro da matemá-tica
, aborda os fundamentosfilosóficos da disciplina, ocontexto histórico do séculoXIX e o trabalho do matemá-tico David Hilbert.
“Parece absurdo imaginar ir além da graduação,
O evento agregou 3515pesquisadores da USP, sen-do 18 deles do IME, que,ainda na graduação, resol-veram dedicar grande par-te da sua rotina para o estu-do científco e acadêmico.
“Estou indo pela primeiravez, acho que vai ser inte-ressante”, conta Paola Me-gumi Matsumoto, alunado 3º ano de Licenciaturaem Matemática. Ela empe-nhou-se na produção deum pôster de 70x110 cmcom um resumo de seutrabalho, que fcou expos-to em um salão com ou-tras pesquisas na área dasciências exatas.
Em determinado horário, fcou ao lado do pôsterpara uma apresentação dapesquisa, e para respondera dúvidas, críticas e elogios.
Victor Ritter, do 4º ano deestatística, já participou deoutros eventos com a suapesquisa. “É uma oportu-nidade de integração dacomunidade científca”, ex-plica, após ter apresentadoseu trabalho na XIX Escolade Modelos de Regressão
“GOSTEI DA IDEIA DOSIMPÓSIO.
QUEM SABE OMEU TRABALHO NÃO ÉRECONHECIDO?
”
.
PAOLA MATSUMOTO
ALUNA DE LICENCIATURA EM MATEMÁTICA
PICME
19˚ SIMPÓSIO INTERNACIONALDE
INICIAÇÃO CIENCÍFICA