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Decreto_Lei nº 55_2010 e Decreto_Regulamentar nº 14_2010 de 6 de Dezembro, que estabelece os principios e normas da produção cartografica e plano cartográfico nacional.

Decreto_Lei nº 55_2010 e Decreto_Regulamentar nº 14_2010 de 6 de Dezembro, que estabelece os principios e normas da produção cartografica e plano cartográfico nacional.

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SUMÁRIO
Segunda-feira, 6 de Dezembro de 2010
I Série
Número 47
CONSELHO DE MINISTROS:Decreto-Lei nº 55/2010:
Estabelece os princípios e as normas a que deve obedecer a produçãocartográ
ca no território nacional.
Decreto-Lei nº 56/2010:
Estabelece as bases gerais da organização e funcionamento doSistema Petrolífero Nacional (SPN).
Decreto-Lei nº 57/2010:
Regula as condições de acesso e exercício da actividade de adminis-tração de condomínios.
Decreto-Lei nº 58/2010:
Regula as condições de acesso e exercício da actividade de adminis-tração de condomínios.
Decreto-Lei nº 59/2010:
Estabelece o exercício da actividade de promoção imobiliária.
Decreto-Lei nº 60/2010:
Regulamenta as relações entre condomínios e terceiros.
Decreto-Regulamentar nº 14/2010:
 Aprova o Plano Cartográ
co Nacional.
Resolução nº 71/2010:
Concedendo tolerância de ponto aos funcionários da Administraçãocentral do estado e aos trabalhadores dos Institutos Públicos, nospróximos dias 24 e 31 de Dezembro, durante todo o dia.
MINISTÉRIO DAS FINANÇAS:Portaria nº 49/2010:
 Autoriza a cedência à Sociedade de Desenvolvimento Turístico dasilhas de Boa Vista e Maio, a título de
nitivo e oneroso, um tractode terreno situado na ilha da Boa Vista, na Zona de Chaves.
BOLETIM OFICIAL
V6V4N8M2-5N5E2W3W-0R6Z0T6U-29B3QAYF-8C7A5R9V-274AZLBX-9D0C7G0F-42160R01
 
1982 I SÉRIE N
O
47 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 6 DE DEZEMBRO DE 2010
CONSELHO DE MINISTROS
 ––––––
Decreto-Lei n.º 55/2010
de 6 de Dezembro
 A cartogra
a assume nas sociedades modernas umpapel cada vez mais relevante, constituindo-se num su-porte imprescindível ao desenvolvimento de actividadesde planeamento, ordenamento e gestão do território, depreservação e valorização de recursos naturais e patrimo-niais e de promoção e gestão de actividades económicase sociais.Cabo Verde, seguindo a tendência internacional, está adesenvolver esforços signi
cativos de modernização tam-bém no sector da cartogra
a, criando condições no mer-cado que incrementem uma produção tecnologicamenteevoluída e preparada para integrar com e
ciência umqualquer sistema de informação geográ
ca, promovendoa melhoria na articulação entre os diferentes agentes, efacilitando o acesso aos dados pelos serviços da admi-nistração, pelas empresas e pela comunidade em geral.Para o feito, foi aprovado, através do Decreto-Lei n.º31/2008, de 20 de Outubro, os princípios e as normas aque deve obedecer a produção cartográ
ca no territórionacional. Esse regime foi objecto de uma profunda análisee re
exão, quanto a uma panóplia de soluções técnicas,procedimentos e formalidades então adoptadas concluin-do pela necessidade da sua revogação, substituindo-o porum novo diploma legal, dada a profundidade e extensãodas alterações a introduzir.Ciente de que a simpli
cação e a desburocratizaçãopromovem a competitividade das empresas, são agoraadoptadas algumas medidas que permitem agilizar osprocedimentos, eliminando formalidades quando estasnão se mostrem necessárias. Assim, é eliminado o sistemade controlo administrativo prévio do licenciamento dasempresas do sector, substituindo-o por um sistema demera declaração do exercício da actividade de produçãocartográ
ca.É este o sentido da evolução das disposições em matériade liberdade de estabelecimento e de livre circulação deserviços, as quais realçam, também, que o esforço se deveconcentrar, com particular acuidade, em garantir umelevado nível de qualidade dos serviços e produtos. Cabo Verde constituía um dos muito poucos países, tomandopor referência a União Europeia, que detinha um siste-ma de licenciamento prévio da actividade das entidadesprivadas produtoras de cartogra
a e que se constituíanum ónus para as empresas nacionais. A competência da administração central na produçãode cartogra
a, utilizando meios internos ou recorrendo àcontratação no sector privado,
ca limitada às escalas que oPlano Cartográ
co Nacional vier a de
nir como necessáriasem coberturas integrais de todo o território nacional. A decisão da produção das escalas grandes é transfe-rida para as autarquias locais, onde, pela sua relevânciano planeamento, gestão e ordenamento, é legítimo e justodestacar os Municípios.O suporte
nanceiro da produção cartográ
ca continu-ará a ser assegurado pelo Orçamento do Estado, mas, porrazões técnicas e de racionalidade
nanceira, as escalasgrandes passam a
car circunscritas às áreas urbanas eapenas em situações excepcionais, devidamente funda-mentadas, poderão ser utilizadas fora destas. A cartogra
a básica e temática produzida pelos serviçoscentrais competentes com os seus meios ou por recurso àcontratação no mercado privado é designada de o
cial. Acartogra
a básica e temática obtida por outras estruturaspúblicas por contratação no sector privado tem de sersujeita a um processo de homologação para ser utilizadaem
ns públicos. O processo de homologação é realizadopelo serviço central de cartogra
a analisando amostrasestatísticas representativas da cartogra
a com recurso aprocessos de validação e de veri
cação de conformidade.Só pode ser utilizada para
ns públicos cartogra
a o
ciale homologada. Actualmente, além da representação do território quea cartogra
a proporciona importa ainda a informaçãoque sobre esta se consegue coligir, organizar, aceder eexplorar. O Registo de Cartogra
a em conjunto com ainformação registada integra também os seus
metadados
,o que permite ao utilizador uma caracterização detalhadae o conhecimento rigoroso dos índices de qualidade. Aestrutura dos
metadados
incluirá e dará respostas emtempo útil a questões tão diversas como o grau de cober-tura cartográ
ca disponível para o território, o tipo decartogra
a existente para uma determinada área, o seugrau de actualização, as escalas e os temas disponíveis, asua natureza o
cial, homologada ou outra, identi
candoainda os produtores e os direitos de autor que sobre elaimpendem, facilitando ainda a criação de serviços depesquisa e de inventariação.Por último, são ainda criadas um conjunto de medidascontra-ordenacionais proporcionadas, com sentido pe-dagógico, e adequadas à normalização e regulação come
cácia e e
ciência do sector nacional da cartogra
a. Assim,No uso da faculdade conferida pela alínea
a
), do n.º 2, doartigo 204º da Constituição, o Governo decreta o seguinte:CAPÍTULO I
Disposições gerais
 Artigo 1.º
Objecto
O presente diploma estabelece os princípios e asnormas a que deve obedecer a produção cartográ
ca noterritório nacional.
 Artigo 2.º
 Âmbito
O disposto no presente diploma aplica-se a toda a car-togra
a, básica e temática, com excepção da cartogra
aclassi
cada das Forças Armadas.
V6V4N8M2-5N5E2W3W-0R6Z0T6U-29B3QAYF-8C7A5R9V-274AZLBX-9D0C7G0F-42160R01
 
I SÉRIE — N
O
47 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 6 DE DEZEMBRO DE 2010 1983
 Artigo 3.º
Cartogra
a o
cial
1. Entende-se por cartogra
a o
cial, para efeitos dopresente diploma, toda a cartogra
a directamente pro-duzida ou promovida a sua produção pelo serviço centralde cartogra
a.2. Compete ao membro do Governo que tutela o serviçocentral de cartogra
a, e sob proposta deste, aprovar porPortaria as normas cartográ
cas.3. As entidades, os serviços públicos e as entidadesconcessionárias apenas podem utilizar cartogra
a o
cial,desde que disponível, ou, na sua falta, cartogra
a pre-viamente homologada pelo serviço central de cartogra
a.4. A cartogra
a o
cial e homologada consta de lista-gens aprovadas por despacho do membro do Governo quetutela o serviço central de cartogra
a.5. Das listagens referidas no número anterior apenasdeve constar cartogra
a com grau de actualização ade-quado e nos termos a de
nir pelo Plano Cartográ
coNacional previsto no artigo 20.º.6. Compete ao serviço central de cartogra
a procederà respectiva divulgação na sua página da Internet.
 Artigo 4.º
Classi
cação
Para efeitos da presente lei, a cartogra
a o
cial e ho-mologada classi
ca-se em básica, derivada e temática.
 Artigo 5.º
Cartogra
a básica
1. Constitui cartogra
a básica a realizada de acordocom a norma cartográ
ca referida no n.º 2 do artigo 3.ºe obtida por processos directos de observação e mediçãoda superfície terrestre, qualquer que seja a escala do seulevantamento.2. A norma cartográ
ca correspondente a cada série car-tográ
ca especí
ca designadamente, o sistema de referênciada rede geodésica e o sistema de projecção cartográ
ca.3. Para além do estabelecido no número anterior e dainclusão de uma estruturação dos dados cartográ
cosque assegure a sua integração directa num sistema deinformação geográ
ca, a norma cartográ
ca contémainda quantas especi
cações técnicas sobre o processode formação do mapa sejam necessárias para garantirque re
icta a con
guração da superfície terrestre com amáxima
delidade possível, segundo os conhecimentoscientí
cos e técnicos de cada momento.
 Artigo 6.º
Cartogra
a derivada
Constitui cartogra
a derivada a que se forma por proces-sos de adição ou generalização da informação topográ
cacontida na cartogra
a básica preexistente e que respeita anorma cartográ
ca referida no n.º 2 do artigo 3.º.
 Artigo 7.º
Cartogra
a temática
1. Constitui cartogra
a temática a que, utilizando comosuporte cartogra
a básica ou derivada, singulariza oudesenvolve algum aspecto concreto da informação topo-grá
ca nelas contida ou incorpora informação adicionalespecí
ca.2. Os organismos públicos responsáveis pela realizaçãoe publicação de cartogra
a temática estabelecem as suaspróprias normas cartográ
cas, sem prejuízo de poderemsolicitar para tal
m a assessoria do serviço central decartogra
a.CAPÍTULO II
Produção cartográ
ca
 Artigo 8.º
Regime de declaração prévia
1. Com excepção dos organismos produtores de car-togra
a o
cial, está sujeito a declaração prévia ao ser-viço central de cartogra
a o exercício de actividades nodomínio da produção de cartogra
a básica ou temáticaque utilize como suporte cartogra
a básica ou derivada.2. A declaração a que se refere o número anterior sãoefectuadas em modelo próprio a aprovar e a disponibilizarna respectiva página da Internet.3. A apresentação da declaração é acompanhada decertidão do registo comercial da entidade do qual consteque o respectivo objecto social inclui a produção de car-togra
a, no caso de pessoa colectiva, ou, tratando-se depessoa singular, de cópia da declaração
scal ou certidãopassada pela Repartição de Finanças competente com-provativa do exercício dessa actividade.4. Exceptua-se do disposto no n.º 1 do presente artigo:
a
) As actividades relativas à impressão e comercializaçãode publicações com conteúdo cartográ
co; e
b
) A produção de cartogra
a destinada ao usoexclusivo da entidade produtora.5. O serviço central de cartogra
a divulga nas respec-tivas páginas da Internet a listagem das entidades que,respectivamente, procedam às declarações referidas non.º 1 do presente artigo.6. A cessação do exercício de actividades no domínio daprodução de cartogra
a básica ou temática que utilizecomo suporte cartogra
a básica ou derivada deve ser co-municada ao serviço central de cartogra
a, que procede àactualização das listagens referidas no número anterior.
 Artigo 9.º
Competências do Estado e de outras entidades
1. Compete ao Estado, através do serviço central decartogra
a:
a
) Assegurar a cobertura do território com cartogra
abásica nas escalas 1:10.000 e inferiores, assimcomo as respectivas actualizações; e
b
) Garantir os recursos
nanceiros, totais ouparciais, necessários à produção de cartogra
abásica de escalas grandes, 1:1.000 ou 1:2.000,das áreas urbanas como tal identi
cadas nosrespectivos Planos Directores Municipais oufora destas em projectos públicos de interessenacional.
V6V4N8M2-5N5E2W3W-0R6Z0T6U-29B3QAYF-8C7A5R9V-274AZLBX-9D0C7G0F-42160R01

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