Vai o meu elefantepela rua povoada,mas não o querem ver nem mesmo para rir da cauda que ameaçadeixá-lo ir sozinho.
Fala-se por aí numa teoria de que uma minoria de pessoas protagonizaas ações no mundo, enquanto o
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resto
”
é apenas
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figurante
”
. No entan-to, a atribuição desses papéis muda conforme o referencial – afinal, nin-guém se considera figurante de sua própria vida. A gestão de umcentro acadêmico é a legítima representante dos estudantes de uma es-cola, mas reúne uma mínima parte deles, que devem procurar envolver todos em seu protagonismo. O CALC deve ser uma entidade o maisaberta possível a todos os estudantes da ECA, que não é feita de
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figu-rantes
”
.Temos consciência de que nossos braços não podem envolver todos,mas podem dar as mãos. Acreditamos que o sentimento de representati-vidade dos alunos em relação ao C.A. constrói-se dia-a-dia. Na dire-ção dessa relação recíproca, abriremos mais canais de contato com osecanos. Incentivaremos essa troca de informações e questionamentosatravés do e-mail, do blog do CALC e, principalmente, do contato dire-to com a gestão, seja nas reuniões do C.A. – que são abertas a todos,não é preciso bater pra entrar! - ou em qualquer canto da ECA.Nossa escola tem muitos
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cantos
”
(metafóricos e materiais) que preci-sam de constante interligação. Por isso, continuaremos promovendo reu-niões mensais entre os Representantes Discentes (RDs) de cada curso emanteremos um diálogo estreito com os Grêmios das Artes e EAD. Além disso, promoveremos
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reuniões ampliadas
”
do CALC (de acordocom a demanda) para a discussão de projetos pontuais e de pautas,não apenas da gestão, mas de outros assuntos trazidos por estudantesque, não necessariamente, estejam sempre presentes no C.A.Nosso elefante é uma construção sem arremate final, aberta e ávida pe-lo debate e envolvimento nas novas questões que afetem os estudantes,a universidade, a comunicação e as artes, no cotidiano dos alunos.Num momento em que não se sabe se muitos andam alienados ou de-sacreditados em relação à política e ao engajamento na busca de seusideais, o CALC não pode se tornar
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figurante
”
sob o ponto de vistados estudantes. Deve ir à contra-mão, agregando-os e tornado-se pro-tagonista junto a eles.
SSiimmbbiioossee
Como um elefante, grande e espalhafatoso, lida com toda uma faunade mamíferos, aves e répteis, em um meio às vezes convidativo, àsvezes hostil?Pensar na relação do centro acadêmico com outras entidades requer ocuidado de pensar na responsabilidade e na dificuldade de manter amobilização estudantil na universidade, quando alunos muitas vezesnão pararam para pensar na política dentro da USP ou preferempensar no futuro profissional e em outras tensões da nossa vida afora.Se o centro acadêmico representa os estudantes e é uma articulaçãodo movimento estudantil, o que deve orientar nossas ações?Não é possível pensar o espaço da ECA sem considerar as diversasentidades que deram corpo às necessidades dos estudantes. Hojeconvivemos com Atléticas, grêmios, empresas júnior, Redigir e outrasformas de se organizar. Há, ainda, a mobilização para além dascomunicações e das artes, o DCE e então chegamos à UNE, àConlute.Enxergamos como legítimas essas entidades, porém buscamosreciprocidade na nossa relação com as mais variadas instâncias.Buscamos uma relação de igualdade e cooperação, reconhecendo etendo como reconhecido cada esfera de atuação. Apreciamos, também, as iniciativas das executivas e da Fenearte.Procuramos colaborar com o possível, seguindo a lógica de valorizar o que é importante para os ecanos e para o pensamento crítico sobrenossas atividades dentro da universidade.
CCoommuunniiddaaddee
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