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Formação de Eflorescências na Superfície dos Tijolos

Formação de Eflorescências na Superfície dos Tijolos

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09/12/2013

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Formação de Eflorescências na Superfíciedos Tijolos
A. Garcia Verduch e V. Sanz Solana 
 Instituto de Tecnologia Cerámica Asociación de Investigación de las Industrias Cerámicas,Universidade Jaume I, Castellón, Espanha
Resumo:
O presente trabalho é um resumo do livro dos mesmos autores: Véus, Eflorescênciase Manchas nas obras de tijolo, do ITC, Editado pela Faenza Editrice Ibérica SL, Polígono IndustrialRonda Sur, Nave 39, 12006- Castellón, Espanha. Nele se procura responder perguntas como: a) Deque sais são feitas as eflorescências; b) De onde vieram esses sais?; c) Como chegaram até asuperfície?; d) Como se pode remediar o dano já causado? e e) Como se pode prevenir oaparecimento da eflorescência?
Palavras-chaves:
 
eflorescência, sais solúveis, defeitos
Defini
çõ
es
Chamamos eflorescências aos depósitos salinos que sefornam nas argilas e nos tijolos crus. Estas eflorescênciasse formam em cru pela intervenção da água como agentemobilizador dos sais, e podem se consolidar e se tornarpermanentes por cocção a temperatura elevada. As eflo-rescências são defeitos dos tijolos que se originam durantesua fabricação, e que permanecem depois praticamenteinalterados, durante toda sua vida. As eflorescências sãoportanto, anomalias permanentes da constituição superfi-cial dos tijolos. Podemos diferenciar dois tipos de eflo-rescências:
a. Eflorescências de secagem 
As eflorescências se formam por secagem ao ar livrenas argilas sem moldar. Chamam-se “véus de secagem”.Um exemplo é a película salina que se forma sobre as partesprotuberantes de um torrão de argila que seca espon-taneamente no campo. Neste caso a secagem se produz pelaação do ar limpo, natural, sobre argilas sem formaespecífica, não tratadas mecanicamente, que ainda conser-vam sua textura natural.
b. Eflorescências de secador 
Contrariamente ao caso anterior, nas eflorescências desecador a secagem se produz pela ação do ar industrial –possivelmente contaminado - sobre argilas que foramtratadas mecanicamente. Nelas ficaram impressas as carac-terísticas geométricas e texturais impostas pelas máquinas.
c. Eflorescências de forno 
As eflorescências de secador, formadas na superfíciedos tijolos crus, se consolidam no forno pela ação dediversas reações, se transformam no que denominamoseflorescências de forno. Por tanto as eflorescências deforno são eflorescências de secador consolidadas, tornadaspermanentes pela queima no ambiente e nas condiçõestérmicas específicas de um forno determinado. Umamesma eflorescência de secador pode dar origem a dife-rentes eflorescências de forno, quando para sua transfor-mação e consolidação se usam atmosferas e ciclos térmicostambém distintos.
Efloresc
ê
ncias de Secador
Sais que intervém na formação das eflorescências de secador 
Os sulfatos de cálcio e de magnésio são as impurezasdas argilas que com mais freqüência formam sais de se-cador. São indesejáveis pela facilidade com que se trans-formam em eflorescências permanentes de forno.A água que possuem os tijolos em estado plástico, aoevaporar, transporta até a superfície uma parte dos saissolúveis que a argila contém. Os sais mais solúveis sãocarreados com maior facilidade. Assim, por ex, o sulfato demagnésio heptahidratado (MgSO
4
.7H
2
O) cuja solubilidadeé de 71 g/100 ml de água fria, produz eflorescências desecador com mais facilidade que o sulfato de cálcio di-hidratado (CaSO
4
.2H
2
O) cuja solubilidade é de apenas0,241 g/100 ml de água fria.
38Cerâmica Industrial, 5 (5) Setembro/Outubro, 2000
 
Embora em maior ou menor grau todos os sais sol
ú
veisque existem na argila s
ã
o mobilizados na dire
çã
o da super-
í 
cie, os sais alcalino terrosos s
ã
o os mais indesej
á
veisporque tem pontos de fus
ã
o mais elevados. Eles originam,pela rea
çã
o com os componentes a argila, produtos n
ã
ofus
í 
veis na temperatura de queima dos tijolos. Estes pro-dutos constituem efloresc
ê
ncias permanentes de forno, per-feitamente vis
í 
veis.Os sais alcalinos por ser bastante sol
ú
veis s
ã
o muitomobiliz
á
veis pela
á
gua. Durante a queima fundem comfacilidade e n
ã
o acusam problemas de efloresc
ê
ncias deforno, embora a camada v
í 
trea formada possa modificarligeiramente o brilho, a cor ou a textura superficial.Brownell
1
adicionou diversos sais a um grupo de argilasque, espontaneamente, n
ã
o apresentavam tend
ê
ncia paraforma
çã
o de efloresc
ê
ncias. Na tabela 1 temos os resul-tados obtidos, junto com as respectivas solubilidades em
á
gua fria e os pontos de fus
ã
o dos sais ensaiados. Podemosobservar que a solubilidade e o ponto de fus
ã
o dos sais s
ã
ode grande import
â
ncia como fatores determinantes para aforma
çã
o de efloresc
ê
ncias. A solubilidade
é
importanteporque governa a din
â
mica do transporte salino. A fusibili-dade
é
importante porque determina as rea
çõ
es superficiaise o aspecto final da superf 
í 
cie.
Origem das efloresc 
ê 
ncias de sulfatos alcanino terrosos 
Os sulfatos alcalino terrosos que constituem as eflo-resc
ê
ncias habituais de secador, j
á
existem na massa ar-gilosa ou se formam no secador pela rea
çã
o com gasessulfurosos.A.N.Williams e R.N. Ford
2
realizaram estudos de labo-rat
ó
rio sobre argilas utilizadas para fabricar de tijolos. Umdos objetivos do estudo foi averiguar a influ
ê
ncia depequenas concentra
çõ
es de SO
2
na atmosfera de secagem(de 5 a 20 ppm) sobre a forma
çã
o da efloresc
ê
ncia.Os corpos de prova, de 75 x 38 x 25 mm, foram for-mados por prensagem no estado pl
á
stico e ap
ó
s a forma
çã
oforam recobertos com parafina para impedir a secagem.Logo antes de come
ç
ar o ensaio de secagem controlada, seeliminou a camada de parafina da cara de 75 x 25 mm, coma finalidade de limitar a evapora
çã
o somente a essa face. Asecagem se realizou fazendo passar uma fraca correntezade ar ambiental isento de SO
2
, ou com uma correnteza dear que continha 5 ppm ou 20 ppm de SO
2
. No caso do arsulfuroso, foi mantida a correnteza durante 24 horas
comuma velocidade aproximada de secagem de = 0,2%/h
edepois se completou a secagem em atmosfera limpa.A forma
çã
o das efloresc
ê
ncias de forno a partir das desecador se realizou pela queima dos corpos de prova a1000
º
C durante 2 horas, ap
ó
s retirada da parafina quecobria as faces restantes.Na tabela 2 se apresentam os resultados obtidos nestaexperi
ê
ncia. Torna-se evidente que a presen
ç
a de apenas 5ppm de SO
2
na atmosfera de secagem produz um acentuadoaumento da quantidade de efloresc
ê
ncia formada. Oaumento adicional at
é
20 ppm produz mudan
ç
as menosrelevantes.Corresponde assinalar que as argilas B e C, com maiorconte
ú
do de calc
á
rios, s
ã
o as mais sens
í 
veis
à
presen
ç
a degases sulfurosos na atmosfera de secagem. N
ã
o formamefloresc
ê
ncias quando secas com ar limpo. Formam eflo-
Cer
â
mica Industrial, 5 (5) Setembro/Outubro, 200039
Tabela 1.
A
çã
o de diversos sais misturados com argilas que n
ã
o possuem tend
ê
ncia a formar efloresc
ê
ncias.
SalSolubilidadeG/100 ml
á
gua friaTemperatura de fus
ã
o (f) oude decomposi
çã
o (d) / 
º
CForma
çã
o de Efloresc
ê
nciasMgCO
3
CaCO
3
BaCO
3
Na
2
CO
3
MgCl
2
CaCl
2
SrCl
2
BaCl
2
ZnCl
2
MgSO
4
. 7 H
2
OCaSO
4
. 2 H
2
OSrSO
4
BaSO
4
ZnSO
4
CdSO
4
Na
2
SO
4
Cd(NO
3
)
2
. 4 H
2
O0.01060.00140.00227.135.359.543.531432710.2410.01130.0002386.575.54.76109.7350 (d)825 (d)1450 (d)851 (f)147 (f)772 (f)873 (f)962 (f)262 (f)1185 (f)1450 (f)1580 (d)1580 (f)740 (d)1000 (f)884 (f)100 (f)N
ã
oN
ã
oN
ã
oN
ã
oN
ã
oN
ã
oN
ã
oAbundanteN
ã
oAbundanteR
á
pidaN
ã
oN
ã
oSimSimN
ã
oN
ã
o
* Segundo Brownell
1
, dados de solubilidade e ponto de fus
ã
o extra
í 
dos do
Handbook of Chemistry and Physics
. Chemical Rubber Publishing Co.
 
resc
ê
ncias intensas quando se secam com ar contendo 5ppm de SO
2
.Quando se seca uma massa argilosa pl
á
stica, que con-tem carbonatos de c
á
lcio ou magn
é
sio, numa atmosfera quecont
é
m gases sulfurosos, formam-se sulfatos de c
á
lcio oude magn
é
sio, capazes de migrar at
é
a superf 
í 
cie e ali formarefloresc
ê
ncias de secador.Para que se formem efloresc
ê
ncias de secador por estemecanismo devem coincidir 3 circunst
â
ncias:a. dever
ã
o existir gases sulfurosos na atmosfera dosecador. A presen
ç
a de algumas partes por milh
ã
o
é
sufi-ciente para que o efeito seja ostensivo.b. a argila dever
á
conter carbonatos alcalino terrosos,tais como calcita, magnesita ou dolomita.c. O teor de
á
gua da argila dever
á
ser superior ao doponto cr
í 
tico, isto
é
, a massa dever
á
estar ainda no estadoem que a perda de
á
gua se desenvolve em regime linear.A rea
çã
o dos carbonatos alcalino terrosos com os gasessulfurosos acontece facilmente, incluso em presen
ç
a deumidades inferiores
à
cr
í 
tica. Por este motivo, sempre queaconte
ç
am rea
çõ
es desta natureza, aparecer
ã
o as eflo-resc
ê
ncias de sulfatos do secador, embora sutis. Contudo,caso as rea
çõ
es de sulfata
çã
o ocorram quando os tijolos
ú
midos ainda contenham
á
gua livre, se manifestar
á
umamaior concentra
çã
o de sais na superf 
í 
cie, j
á
que
à
s camadasformadas in loco se acrescentar
ã
o
à
quelas que chegam pormigra
çã
o desde o interior.Quando a argila cont
é
m carbonatos alcalino terrosos,os tijolos devem ser secos completamente em atmosferalimpa. Por outro lado, caso isto n
ã
o seja poss
í 
vel, deveriamsecar em atmosfera limpa, pelo menos at
é
que percam todasua
á
gua livre.Quando n
ã
o existe garantia de que a atmosfera dosecador esteja isenta de gases sulfurosos, deveria ser dadaaos tijolos uma secagem preliminar ao ar antes de introduzi-los no secador.Para fabricar tijolos limpos
é
muito importante disporde uma atmosfera limpa no secador. As medidas corretivasa tomar dependem logicamente, de qual seja a origem dossulfatos que formam as efloresc
ê
ncias.
Din 
â 
mica dos Sais 
Influ
ê
ncia da
á
gua de forma
çã
o das pe
ç
as cer
â
micasPara que os sais sejam transportados at
é
a superf 
í 
cie daspe
ç
as durante a secagem,
é
necess
á
rio que exista continui-dade capilar. A massa pl
á
stica de argila passa por distintasconfigura
çõ
es texturais durante a secagem (figura 1). Agradativa elimina
çã
o da
á
gua faz com que as part
í 
culasargilosas, primeiro separadas por grossas pel
í 
culas de
á
gua,fiquem depois mais pr
ó
ximas entre si, at
é
o contato. Nessaetapa da secagem a massa argilosa se contrai proporcio-nalmente
à
quantidade d
’á
gua eliminada. Nessa fase aelimina
çã
o de um cent
í 
metro cubico de
á
gua correspondea um cent
í 
metro cubico de retra
çã
o. Por outro lado, a
á
guaque se elimina ap
ó
s o fim da retra
çã
o, corresponde essen-cialmente ao esvaziamento da rede capilar. Durante estafase a
á
gua j
á
n
ã
o se evapora na superf 
í 
cie da pe
ç
a, sim nointerior dos poros (figura 2).Quando se atinge um determinado estado de secagemno qual esta continuidade se rompe, a
á
gua que resta seevapora no interior das pe
ç
as. N
ã
o mais contribui paratransportar sais at
é
a superf 
í 
cie.Assim portanto, a quantidade total d
’á
gua que cont
é
muma massa argilosa pl
á
stica pode se dividir em duasfra
çõ
es. A primeira eficaz para transportar sais at
é
a super-
í 
cie, porque chega at
é
ela em forma l
í 
quida. A segunda n
ã
otransporta sais porque evapora no interior da pe
ç
a e chegana superf 
í 
cie em forma de vapor.Estudos realizados por Brownell
1
com sulfato de c
á
lciomarcado com enxofre radioativo (S
35
), para examinar comose acumulam os sais na superf 
í 
cie dos tijolos durante suasecagem, demonstraram que a quantidade de radiatividadena superf 
í 
cie vai aumentando a medida que o tijolo vaisecando, at
é
que, bruscamente, se estabiliza num determi-nado patamar. Isto indica que, na umidade para a qual se
40Cer
â
mica Industrial, 5 (5) Setembro/Outubro, 2000
Figura 2.
Evapora
çã
o de
á
gua de uma massa argilosa
ú
mida. (a) evapora
çã
o de
á
gua na pel
í 
cula l
í 
quida superficial. (b) evapora
çã
o na boca dosporos. (c) evapora
çã
o no interior dos poros e transporte de vapor de
á
gua at
é
a superf 
í 
cie.
Tabela 2.
Efeito do conte
ú
do de SO
2
da atmosfera de secagem sobrea intensidade das efloresc
ê
ncias.
argila
Á
gua deamassamentoIntensidade das efloresc
ê
nciasABCD17.221.820.68.1000223442344
Estimativa da intensidade da efloresc
ê
ncia:0 - ausente; 1 - muito leve; 2 - leve; 3 - moderada; 4 - intensa.

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