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PODER JUDICIÁRIOTRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Registro: 2012.0000179655ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos de Apelação nº 0000712-20.2010.8.26.0008, da Comarca de São Paulo, em que é apelanteCOOPERATIVA HABITACIONAL DOS BANCÁRIOS DE SÃO PAULO -BANCOOP sendo apelado SHEYLLA REGINA BAUER.
ACORDAM,
em 8ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça deSão Paulo, proferir a seguinte decisão: "Deram provimento parcial ao recurso, nostermos que constarão do acórdão. V. U.", de conformidade com o voto do Relator,que integra este acórdão.O julgamento teve a participação dos Exmos. DesembargadoresCAETANO LAGRASTA (Presidente) e PEDRO DE ALCÂNTARA.São Paulo, 18 de abril de 2012.
Salles RossiRELATORAssinatura Eletrônica
 
PODER JUDICIÁRIOTRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Apelação nº 0000712-20.2010.8.26.0008 - São Paulo - Voto nº 195442
Voto nº: 19.544Apelação Cível nº: 0000712-20.2010Comarca: São Paulo (F.R. Tatuapé) - 5ª Vara1ª Instância: Processo nº: 712/2010Apte.: Cooperativa Habitacional dos Bancários de SãoPaulo - BANCOOPApda.: Sheylla Regina Bauer
VOTO DO RELATOR
EMENTA COMPROMISSO DE COMPRA E VENDA(COOPERATIVA HABITACIONAL) AÇÃO DECOBRANÇA Decreto de improcedência Débitoreclamado relativo a saldo residual que é objeto dequestionamento em diversas ações (inclusive ação civilpública) Assembléia que aprovou referido rateio que,ademais, não contou com a anuência dos cooperadosAusência de lastro para a cobrança pretendida pelacooperativa apelante Precedentes, inclusive destaCâmara - Honorários advocatícios que devem serarbitrados por equidade (art. 20, parágrafo 4º, do CPC),diante da ausência de condenação - Sentença reformadapara este fim - Recurso parcialmente provido.
Cuida-se de Apelação Cível interposta contra a r.sentença proferida em autos de Ação de Cobrança que, decidindo omérito do pedido deduzido na petição inicial, acabou por decretar suaimprocedência, condenando a autora no pagamento das custas,despesas processuais e honorários advocatícios, fixados em 10% sobreo valor atualizado da causa.Inconformada, apela a vencida (321/342),sustentando a necessidade de reforma da r. sentença recorrida, tendoem vista que a relação havida entre as partes rege-se pelo sistema
 
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Apelação nº 0000712-20.2010.8.26.0008 - São Paulo - Voto nº 195443
cooperativista, não havendo abusividade a ser reconhecida no termode adesão entre elas firmado, tampouco a controvérsia haveria de seranalisada à luz do CDC.Prossegue a recorrente dizendo que a cobrança dosaldo residual possui previsão assemblear, sendo, portanto, legítima eque passou pelo crivo de auditoria externa independente, tendo sidoaprovada pelo órgão máximo da entidade, eis que constatado comclareza o déficit do empreendimento. Com relação ao valor, queguarda estreita relação com o déficit apontado. Insurge-se ainda ealternativamente quanto ao valor fixado a título de honoráriaadvocatícia, devendo ser revisto, em especial diante da ausência decomplexidade da matéria controvertida. Aguarda o provimentorecursal, condenando-se a apelada ao pagamento da importânciareclamada na exordial, com os devidos acréscimos.O recurso foi recebido pelo r. despacho de fls.343 e respondido às fls. 346/361.Inicialmente, o presente apelo foi distribuído aoeminente Desembargador LUIZ AMBRA, com posteriorredistribuição a este Relator, conforme termos de fls. 384 e 391.É o relatório.O recurso comporta parcial provimento.Buscou a autora, na tutela jurisdicional invocada(e reiterada no âmbito do presente apelo), a condenação da ré aopagamento da importância de R$ 47.391,16, relativa a saldo residualde termo de adesão firmado entre as partes.Decidindo o mérito do pleito deduzido na
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