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Hakim Bey - TAZ

Hakim Bey - TAZ

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Published by Thiago Souza
Apesar de seu anti-marketing, TAZ tornou-se um best seller. A partir de seu lançamento, no final dos anos 80, foi reproduzido infinitamente na Internet (com a bênção do autor, que é contra direitos autorais) e ganhou edições em dezenas de países. Os conceitos lançados por Bey tornam-se cada vez mais difundidos no universo do ativismo radical de esquerda. Principalmente o conceito de Zona Autônoma Temporária, mais conhecida pela sigla TAZ (de Temporary Autonomous Zone). A idéia de combater o Poder criando espaços (virtuais ou não) de liberdade que surjam e desapareçam o tempo todo. Usando de sua inusitada erudição, Hakim Bey cruza as referências mais inesperadas: da filosofia sufi aos situacionistas franceses, de Nietzsche aos dadaístas. E vai buscar precedentes para a TAZ entre os piratas dos séculos XVI e XVII, nos quilombos negros da América e nas efêmeras repúblicas libertárias do início do século XX.

Zona Autônoma Temporária conhecido por sua sigla T.A.Z.(do inglês Temporary Autonomous Zone) é um dos livros mais notórios escritos por Hakim Bey (pseudônimo de Peter Lamborn Wilson) em 1985. Publicado no Brasil pela Editora Conrad e pelo Coletivo Sabotagem o livro original no inglês está registrado como copyleft.
Apesar de seu anti-marketing, TAZ tornou-se um best seller. A partir de seu lançamento, no final dos anos 80, foi reproduzido infinitamente na Internet (com a bênção do autor, que é contra direitos autorais) e ganhou edições em dezenas de países. Os conceitos lançados por Bey tornam-se cada vez mais difundidos no universo do ativismo radical de esquerda. Principalmente o conceito de Zona Autônoma Temporária, mais conhecida pela sigla TAZ (de Temporary Autonomous Zone). A idéia de combater o Poder criando espaços (virtuais ou não) de liberdade que surjam e desapareçam o tempo todo. Usando de sua inusitada erudição, Hakim Bey cruza as referências mais inesperadas: da filosofia sufi aos situacionistas franceses, de Nietzsche aos dadaístas. E vai buscar precedentes para a TAZ entre os piratas dos séculos XVI e XVII, nos quilombos negros da América e nas efêmeras repúblicas libertárias do início do século XX.

Zona Autônoma Temporária conhecido por sua sigla T.A.Z.(do inglês Temporary Autonomous Zone) é um dos livros mais notórios escritos por Hakim Bey (pseudônimo de Peter Lamborn Wilson) em 1985. Publicado no Brasil pela Editora Conrad e pelo Coletivo Sabotagem o livro original no inglês está registrado como copyleft.

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Published by: Thiago Souza on Apr 28, 2012
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original

 
TAZ
ZONAAUT
Ô
NOMATEMPOR 
Á
RIA
 Hakim Bey
(Temporary Autonomous Zone)
Tradu
çã
o
:
Patricia Decia & Renato Resende
 Digitaliza
çã
o
:
Coletivo Sabotagem: Contra-Cultura (
www.sabotagem.cjb.net
)Copy
left:
esse livro n
ã
o possui direito
$
Autorai
$
podendo ser livrementedistribu
í
do, preservando o nome do Autor.
 
"...desta vez, no entanto, eu venhocomo o vitorioso Dion
í 
 sio, quetransformar 
á
o mundonuma festa... N 
ã
o que eu tenhamuito tempo..."  Nietzsche(em sua
ú
ltima carta "insana" a Cosima Wagner)
SUM
Á
RIO
Cap
í 
tulo l 
Utopias Piratas............................................................... 11
Cap
í 
tulo 2
Esperando pela Revolu
çã
o............................................. 15
Cap
í 
tulo 3
A Psicotopologia da Vida Cotidiana ............................. 21
Cap
í 
tulo 4
A Internet e a Web......................................................... 31
Cap
í 
tulo 5
Fomos para Croat
ã
"..................................................... 43
Cap
í 
tulo 6 
A M
ú
sica como um Princ
í
pio Organizacional.............. 57
Cap
í 
tulo 7 
A
Â
nsia de Poder como Desaparecimento.................... 63
Cap
í 
tulo 8
Caminhos de Rato na Babil
ô
nia da Informa
çã
o............ 71
 Ap
ê
ndice A
Caos Lingu
í
stico ........................................................... 75
 Ap
ê
ndice B
Hedonismo Aplicado..................................................... 79
 Ap
ê
ndice C 
Cita
çõ
es Extras .............................................................. 81
 Declara
çã
o Pirata
, por Capit
ã
o Bellamy ..................... 85O Jantar.......................................................................... 87
 
CAP
Í
TULOl
UTOPIASPIRATAS
OS PIRATAS E CORS
 Á 
RIOS do s
é
culo XVIII montaram uma"rede de informa
çõ
es" que se estendia sobre o globo. Mesmo sendoprimitiva e voltada basicamente para neg
ó
cios cru
é
is, a rede funcionava deforma admir
á
vel. Era formada por ilhas, esconderijos remotos onde osnavios podiam ser abastecidos com
á
gua e comida, e os resultados daspilhagens eram trocados por artigos de luxo e de necessidade. Algumasdessas ilhas hospedavam "comunidades intencionais", mini-sociedades queconscientemente viviam fora da lei e estavam determinadas a continuarassim, ainda que por uma temporada curta, mas alegre.H
á
alguns anos, vasculhei uma grande quantidade de fontessecund
á
rias sobre pirataria esperando encontrar algum estudo sobre essesenclaves - mas parecia que nenhum historiador ainda os havia consideradomerecedores de an
á
lise. (William Burroughs mencionou o assunto, assimcomo o anarquista brit
â
nico Larry Law - mas nenhuma pesquisa sistem
á
ticafoi levada adiante.) Fui ent
ã
o em busca das fontes prim
á
rias e constru
í
minha pr
ó
pria teoria, da qual discutiremos alguns aspectos neste ensaio. Euchamei esses assentamentos de
Utopias Piratas
1
.Recentemente, Bruce Sterling, um dos principais expoentes dafic
çã
o cientifica cyberpunk, publicou um romance ambientado num futuropr
ó
ximo e tendo como base o pressuposto de que a decad
ê
ncia dos sistemaspol
í
ticos vai gerar uma prolifera
çã
o de experi
ê
ncias comunit
á
riasdescentralizadas: corpora
çõ
es gigantescas mantidas por seus funcion
á
rios,enclaves independentes dedicados
à
"pirataria de dados", enclaves verdes esocial-democratas, enclaves de Trabalho-Zero, zonas anarquistas liberadasetc. A economia de informa
çã
o que sustenta esta diversidade
é
chamada deRede. Os enclaves (e o t
í
tulo do livro) s
ã
o
Ilhas na Rede
.Os
Assassins
2
medievais fundaram um "Estado" que consistia deuma rede de remotos castelos em vales montanhosos, separados entre si pormilhares de quil
ô
metros, estrategicamente invulner
á
veis a qualquer invas
ã
o,conectados por um fluxo de informa
çõ
es conduzidas por agentes secretos,em guerra com todos os governos, e dedicado apenas ao saber. A tecnologiamoderna, culminando no sat
é
lite espi
ã
o, reduz esse tipo de
autonomia
a umsonho rom
â
ntico. Chega de ilhas piratas! No futuro, essa mesma tecnologia

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