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1 ORIGEM DA CLASSIFICAÇÃO BIOLÓGICA -entregar 01.03.2012.docx

1 ORIGEM DA CLASSIFICAÇÃO BIOLÓGICA -entregar 01.03.2012.docx

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1 ORIGEM DA CLASSIFICAÇÃO BIOLÓGICAEm 1735, o naturalista sueco Carl von Linné (1707-17778), que ficou maisconhecido por seu nome latinizado Lineu, publicou o livro
Systema naturae
, no qual propôsum sistema de classificação biológica coerente, que serviu de base para os sistemas modernos.Até a época de Lineu, não havia bons critérios para a classificação dos organismos; foi elequem lançou a ideia de agrupar as espécies de acordo com certas semelhanças anatômicas. Nosistema atual de classificação, além das semelhanças anatômicas também são levadas emcontas as semelhanças na composição química e na estrutura dos genes.O CONCEITO DE ESPÉCIEOs agrupamentos usados na classificação biológica são chamados categoriastaxonômicas. Destas, a mais básica é a espécie biológica (do latim
species
, tipo), definida
como “um conjunto de seres semelhantes, capazes de se cruzar em condições naturais, produzindo descendência fértil”. A partir da espécie derivam as outras categorias
taxonômicas. Por exemplo, cães e lobos são considerados espécies distintas, mas, por seremmuito semelhantes, estão reunidas em uma categoria hierarquicamente superior, o gênero,neste caso denominado
Canis
(gênero dos cães), que agrupa diversas espécies de cão.A NOMENCLATURA BINOMIALLineu tornou universal um sistema para denominar as espécies biológicas, o qual
ficou conhecido como nomenclatura binomial. Nesse sistema, o “nome científico” de um
organismo é sempre composto por duas palavras (daí a denominação binomial), a primeirapara designar o gênero e a segunda, a espécie. Os cães e os lobos, por exemplo, pertencem aomesmo gênero,
Canis
; seus nomes científicos completos são, respectivamente,
Canis familiaris
e
Canis lupus
.CLASSIFICAÇÃO E PARENTESCO EVOLUTIVOLineu, como grande parte dos pesquisadores de sua época, era criacionista, ou seja,acreditava que o número de espécies era fixo e imutável, e havia sido definido por Deus no
 
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momento da criação. Embora conhecesse os fósseis
 – 
vestígios de seres que viveram nopassado, como uma parte do corpo preservada, uma pegada, uma impressão corporal etc.
 – 
 Lineu os considerava apenas evidência de que certas espécies, criadas no início dos tempos,haviam se extinguido. Em meados do século XIX, no entanto, muitos biólogos já haviamadotado a teoria evolucionista, ideia que se difundiu rapidamente com a publicação, em 1859,do livro naturalista inglês Charles Darwin
On the origin of species
(Sobre a origem dasespécies).2 OS REINOS DOS SERES VIVOS2.1 QUANTOS REINOS EXISTEM?Na década de 1960, Herbert F. Copeland (1902-1968), professor de Biologia daCalifornia (EUA), sugeriu a divisão dos seres vivos em quatro reinos: Animal (animais),Planta (plantas ou vegetais), Protista (protozoários, algas microscópicas e fungos) e Monera(bactérias). Em 1969 o biólogo norte-americano Robert H. Whittaker (1924-1980) reconheceue ampliou as propostas de Copeland, sugerindo que os fungos fossem retirados do reinoProtista e incluídos em um reino próprio, Fungo.Na década de 1980, as biólogas Lynn Margulis e Karlene Schwartz reconheceram oscinco reinos propostos por Whittaker e tentaram definir melhor os limites do reino Protista.Em sua proposta original, Whittaker incluía entre os protistas apenas seres unicelulareseucarióticos e algas multicelulares de pequeno porte, classificando as algas de grande portecomo plantas. De acordo com a proposta de Margulis e Schwartz, o reino Protista deveriaincluir todas as algas, independentemente de seu tamanho. Neste trabalho, adotamos aclassificação originalmente sugerida por Whittaker e modificada por Margulis e Schwartz.2.2 CLASSIFICAÇÃO DOS REINOS
Reino Monera
 
 – 
reúne seres procarióticos e unicelulares, de tamanho microscópico: asbactérias.
Reino Protista
 
 – 
inclui os protozoários, seres eucarióticos, unicelulares e heterotróficos, e asalgas, seres eucarióticos, autotróficos fotossintetizantes e unicelulares ou multicelulares.
 
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Reino Fungo
 
 – 
inclui os fungos, seres eucarióticos, unicelulares ou multicelulares, que seassemelham às algas na organização e na reprodução, mas diferem por ser heterotróficos.
Reino Planta
 
 – 
reúne as plantas, seres eucarióticos, multicelulares e autotróficosfotossintetizantes.
Reino Animal
 
 – 
reúne os animais, seres eucarióticos, multicelulares e heterotróficos.
Vírus
 
 – 
Os vírus não são incluídos em nenhum dos cinco reinos, porque não apresentamcélulas, sendo constituídos por uma ou poucas moléculas de ácido nucléico (DA ou RNA),envoltas por moléculas de proteínas. Como só conseguem se reproduzir no interior de célulasanimais, de plantas, de fungos ou de bactérias, os vírus são sempre parasitas intracelulares.3 VÍRUSOs vírus são seres extremamente pequenos e simples, situados no limite entre o vivoe o não vivo. Quase todos os vírus medem menos de 200 nm (dois décimos de micrômetro) dediâmetro, de modo que só podem ser observados ao microscópio eletrônico. Eles diferem detodos os seres vivos porque são acelulares, ou seja, não possuem estrutura celular, sendoconstituídos basicamente por apenas duas classes de substâncias químicas: proteínas e ácidosnucléicos.As moléculas de proteínas virais formam um envoltório
 – 
o capsídio
 – 
que protege oácido nucléico. Alguns vírus podem apresentar, ainda em torno do capsídio, um envelopeexterno protetor, geralmente constituído por lipídios e glicoproteínas provenientes damembrana da célula hospedeira.O ácido nucléico de um vírus pode ser o DNA (ácido desoxirribonucléido) ou o RNA(ácido ribonucléido); esses dois tipos de ácido nucléico nunca ocorrem simultaneamente emum mesmo vírus.3.1 COMO OS VÍRUS SE REPRODUZEMA reprodução de um vírus envolve dois aspectos básicos: a multiplicação do materialgenético e síntese das proteínas da capsídio. Como não possuem a capacidade de realizarnenhum desses processos, os vírus só se reproduzem no interior de células vivas. Eles são,portanto, parasitas intracelulares; fora da célula hospedeira, não manifestam nenhumaatividade.

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