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PEI_G5_S5_AIII-2_Produção Textual_Leandro Generoso Lopes 481734

PEI_G5_S5_AIII-2_Produção Textual_Leandro Generoso Lopes 481734

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Published by: Leandro Generoso Lopes on May 06, 2012
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 Tutor: GuilhermeAluno: Leandro Generoso Lopes
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RA 481734
Atuar como professor nos dias atuais implica muito mais do que ter domíniotécnico ou cientifico sobre as áreas do saber, implica em relacionar-se, em atualizar-se, em estar disposto a inovar e a querer mover o mundo no sentido de melhorar ascondições de vida e oportunidades, tanto dos alunos quanto do próprio professor. Foinesse sentido, que optei por me aprimorar! Após cinco anos como professor de Arte,me vi diante de um novo desafio, ensinar para o Ciclo I do ensino fundamental (alunoscom idade entre 5 anos e meio e 12 anos). Eu não tinha pratica nenhuma nessafunção, e encarar uma sala com 25 crianças que não tinham domínio sobre a escrita,não tinham a coordenação motora bem definida, me fez buscar alguma referencia decomo trabalhar, como agir e me portar frente às
pessoinhas
” tão frágeis e em
desenvolvimento intelectual, social e cultural. Esse foi um dos fatores que me levarama procurar um curso de graduação em pedagogia. Outro fator que me aproximou dapedagogia, foram os inúmeros convites que eu vinha recebendo para atuar como vice-diretor e coordenador pedagógico de escolas nas quais eu trabalhei.A atuação como docente vai além da relação tecnicistas de transmitirinformações e conteúdos (ao menos deveria ir), atuar como educador é colocar-secomo sujeito de deveres, com a responsabilidade de transformar conteúdos a seremensinados em conteúdos aprendidos pelos educandos, e para isso se faz necessáriouma aproximação direta com os alunos. A professora Stefânia Padilha, ao relatar suatrajetória como professora da educação infantil, fala desse relacionamento proximal
com os alunos e suas famílias, ela coloca a questão de ser chamada de “TIA”, e
explica que fica ao
seu cargo ensinar, “educar”, orientar, corrigir, relacionar 
-se. Essastarefas seriam de responsabilidade das mães, mas muitas vezes era ela quedesenvolvia todas essas tarefas com as crianças.
“Somos as Tias, com todo o desprestigio social desse
titulo [...] mas é a mãe que decide todas as questõesimportantes [...] não precisa de muito preparo, não precisa sermuito competente e ganha um titulo que carrega doses deafetividade. As tias são boazinhas, como se o titulo desse a
priori 
e de graça uma relação afetiva que deveria serconstruída dia-a-dia. Mãe é só uma e tia podem ser muitas e
passamos a ser entendidas no plural.”
 
Ser chamada de tia, para a professora Stefânia, é ser desprestigiada, e serresponsabilizada por todas as questões associadas à educação do aluno, é ser vista
 
 Tutor: GuilhermeAluno: Leandro Generoso Lopes
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RA 481734
no plural e perder sua identidade que é única, assim como a sua prática docente. Naminha pratica docente, eu ensino meus alunos desde os primeiros dias de aula a me
chamarem de professor, e não os atendo quando me chamam de “Tio”
às vezes aindafalo em tom de brincadeira para eles
 –
 
“Não sou irmão da sua mãe e nem do seu pai,para ser seu tio!”. Nunca antes havia refletido sobre o significado que o titulo de “Tio”carrega, sempre encarei ser chamado de “tio” como uma forma de os al
unos noschamarem por não guardarem nosso nome.Em minha pratica docente, faço uso de uma aproximação afetiva com meusalunos, para transmitir a eles segurança, e não medo, me distanciando o máximopossível de uma relação que se aproxima ou se iguala a de um familiar, tento trata-loscomo amigos, e não como parentes. Mas há situações em que esse afastamento quetento manter é inútil, por exemplo, quando sou chamado por meus alunos de pai, ouquando eles me falam que gostariam que seus pais fossem como eu sou, e lhes desseatenção.Embora eu seja muito afetivo, e cuidadoso com os meus alunos, tenho umapersonalidade forte, por vezes sou austero, e muito rígido, gosto muito das coisasorganizadas e sistematizadas, levo para a sala de aula esses traços da minhapersonalidade, e por vezes me surpreendo com os alunos me imitando, agindo daforma como eu faço as coisas, o que me alegra e também me preocupa, pois acabo
sendo um “espelho” para eles, e por isso me policio constantemente para não se um
exemplo errado para eles.Assim como por vezes sou um espelho para os alunos, a escola também o épara mim, muitas vezes observo outros professores, vejo como eles atuam dentro dealgumas situações, como planejam suas aulas, como lidam com a indisciplina, comomontam suas avaliações e aplicam suas recuperações. Faço da escola um lugar deaprendizagem para mim também, sempre estou atento ao que esta acontecendo,aprendo com os erros que já foram cometidos, e evito agir do mesmo modo. Sempreme aperfeiçoou na escola, às vezes mudo todo o meu planejamento em virtude dealgum acontecimento na minha própria aula, observando como os alunos reagiram aalguma atividade. É sempre bom entender a escola como um espaço deaprendizagem, seja para os alunos, ou para nós professores.

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