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Preti_Autonomia_aprendiz

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Published by: Leandro Generoso Lopes on May 06, 2012
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EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA – construindo significados - 1
7
 AUTONOMIA DO APRENDIZNA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
 
significados e dimensões
 
Oreste Preti 
 
RESUMO
Pode-se dizer que o “calcanhar de Aquiles” na Educação a Distância é a situação deaprendizagem “individual”. O estudar sem a presença regular de colegas e professoresdesafia o cursista a superar suas limitações pessoais e desenvolver sua capacidade deaprender autonomamente, de aprender a aprender. Este é um processo que exigeenvolvimento tanto da instituição que oferece o curso como do cursista inscrito. A instituiçãocoloca a disposição do cursista todo seu sistema (recursos materiais e humanos, redes decomunicação) para dar suporte à sua caminhada. Por outro lado, o cursista deve mergulhar,assumindo para si, também, a responsabilidade de sua formação. Este artigo, então, propõeao estudante matriculado em cursos de EAD, reflexões e orientações sobre como participardeste percurso, quais as dimensões a desenvolver para que se torne autor e ator do seuprocesso formativo.
1
Professor do Departamento de Teorias e Fundamentos da Educação, Instituto de Educaçãoda Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), e membro da equipe do Núcleo deEducação Aberta e a Distância (NEAD-UFMT).
 
 
 
 Autonomia do aprendiz na EAD- 
2
 
Por que me impões o que sabes se eu quero aprender o desconhecido e ser fonte em minha própria descoberta? Não quero a verdade Dá-me o desconhecido.Como estar no novo sem abandonar o presente?  / / Deixa que o novo seja o nove que o trânsito seja a negação do presente; deixa que o conhecido seja minha libertação não minha escravidão.
(H. Maturana. El sentido de lo humano, 1996.)
 
Inicialmente, queremos chamar a atenção para o fato de que, aoabordarmos a questão da Educação a Distância, estamos tratando de umamodalidade e não de uma metodologia. Fazer esta diferenciação éfundamental, para não cairmos na crença de que estamos atuando numcampo totalmente diferente, num sistema de educação paralela,substitutivo ao que já existe. Esta modalidade embasa-se em teorias,concepções e metodologias que dão também sustentação à educação “presencial”. Como educadores, estamos juntos nesta luta,presencialmente e\ou a distância, para que a educação se torne umarealidade para milhões de cidadãos brasileiros excluídos deste bem social,conquistado historicamente através de lutas, juridicamente garantido, masno dia-a-dia não realizado e, muitas vezes, negado. O que nos propomos,enquanto professores e educadores que somos, é fazer educação. É o quesabemos fazer e queremos fazê-lo das formas mais diferentes e da melhormaneira possível, dentro das limitações objetivas que o sistema nos colocae tenta nos impor.
EAD: uma modalidade “em alta”?
Em 1991, fui convidado a participar de um Grupo Tarefa para darinício à discussão de um projeto em Educação a Distância, na UniversidadeFederal de Mato Grosso (UFMT). Fui muito na descrença, muito mais paraquestionar, criticar do que realmente para entender esta modalidade. Asvagas imagens que eu tinha sobre Ensino a Distância, pois era essa aterminologia mais utilizada, eram os cursos por correspondência do
 
 
EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA – construindo significados - 3
Instituto Universal Brasileiro e os programas que o MEC, na década de70 sobretudo, colocava ao ar para serem acompanhados pelo rádio oupela televisão (como o
Projeto Minerva 
e o
Telecurso de 2 
grau 
) oucursos através de material instrucional (como o
Logos 
).Porém, à medida que fui me inteirando e compreendendo amodalidade, ela me conquistou. Não foi amor à primeira vista. Fui tambémme dando conta que, sem eu saber, já havia praticado Educação aDistância quando havía participado, entre 1982-87, do desenvolvimento deuma proposta de formação de professores rurais na área do atualmunicípio de Guarantã do Norte, em Mato Grosso.
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 Não se trata, pois de algo novo, inovador ou diferente. É umamodalidade vem acontecendo há muito tempo, utilizando os meiosdisponíveis e adequados em cada época para atingir uma determinadapopulação. Mas, o que constatamos, nestas duas últimas décadas, é umaexpansão desta modalidade em todos os continentes. Praticamente, emquase todos os países têm-se criado universidades ou sistemas em EAD e,apesar de causar polêmicas, tem sido recebida com aplausos e críticas,preconceitos e resistências.
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 Mas o que explica e dá sentido ao crescimento desta modalidade?Diversos são os fatores; podemos citar alguns, como o político-social,o econômico, o tecnológico e o pedagógico. Vejamos rapidamente osprimeiros três para nos determos mais no último, lembrando, porém, queestes fatores só serão compreendidos devidamente se os analisarmos e ossituarmos dentro do atual contexto de globalização da economia e dehegemonia do discurso neo-liberal:
-
 
 político-social 
: diante do crescente desemprego frente à introdução demáquinas “inteligentes” e ao processo de contenção de despesas públicas, emquase todos os setores da vida social, o governo buscava estabelecer umEstado mínimo e, frente à desqualificação dos trabalhadores, propunha daruma nova formação ao trabalhador e criar um consenso quanto às duras eamargas medidas econômicas e sociais. Como fazer isso, atingindorapidamente o maior número de trabalhadores?
2
Trata-se do projeto
“Escolonização: alternativas para as escolas em áreas de colonização agrícola em Mato Grosso” 
, que fazia parte de um projeto nacional, coordenado pelaSecretaria de Cultura do MEC:
“Interação entre a Educação Básica e os diferentes contextos culturais existentes no país” 
, que se realizou durante o período de transição democrática(1982-86).
 
3
A esse respeito ver, nessa mesma obra, o artigo de autoria de Preti: Educação a Distância eGlobalização: desafios e tendências”.
 

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