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OESTADODES.PAULO
SEGUNDA-FEIRA, 7 DE MAIO DE 2012
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A3
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U
ma pesquisacom usuários de banda larga, fixae móvel, de 40países, foi orga-nizadapelaCon-sumers International (CI), emcolaboração com o InstitutoBrasileiro de Defesa do Consu-midor (Idec), com o objetivodeidentificaros principaispro- blemas e falhas desses servi-ços.ACIéuma federaçãomun-dial de entidades de defesa doconsumidor, que reúne 220 or-ganizações de 115 países. OIdec foio responsável pelos da-dos das Américas.Os resultados mostraramque são comuns as queixas deusuários sobre a velocidade deconexão – 75% dos usuários,em todos os países pesquisa-dos, se queixaram da velocida-dedesuaconexão,quenão cor-responderiaaoquelhesfoiven-dido; sobre grandes obstáculosou mesmo impossibilidade demudança de operadora; e sobreinsatisfação com a forma comoas empresas atendem às recla-mações.Eafonteprincipal des-sasdistorções éa concentraçãodaoferta.OBrasilnãofogeàre-gra, pois apenas três gruposcontrolam 80% do mercado da banda larga fixa e quatro gru-pos ficam, atualmente, com98% da banda móvel.Numa escala de 1 (situaçãode monopólio) a 5 (mercadocompetitivo), o Brasil recebeunota 2, a mesma dada ao Chile,Costa Rica e México. Os paísesdo continente americano tam- bém se destacam pelo preçodesses serviços, em geral, 50%mais alto que a média interna-cional. E o Brasil deve estar en-tre os recordistas. Aqui, osusuários pagam o equivalente aUS$ 50, enquanto os britânicosgastam, em média, US$ 29 e osindianos, US$ 21.“A falta de competição fazcom que os preços sejam al-tos”,comodisse GuilhermeVa-rella, advogado do Idec e umdos responsáveis pela pesquisa(
O Globo
, 30/4). “As principaisempresas investem em propa-ganda para angariar mais clien-tes. No entanto, não investemmaisnamalhadedistribuição.”O elevado preço cobrado noBrasil contrasta com o previstonoProgramaNacionaldeBandaLarga(PNBL),lançadoemmaiodoano passado,cuja meta era auniversalização da oferta de in-ternetrápida,ecujospreçosde- veriam variar entre R$ 35 e R$29,90,em locaisonde houvesseisençãofiscal.Achamadabandalarga popular tem avançado noPaís, embora mais lentamentedoquesedesejaria.Segundoin-formaçõesdoIdec,issosedeve,emgrandeparte,àfaltadedivul-gação do PNBL pelas operado-ras, com as quais a Telebrás fir-mou termos de compromisso.Quandoháinformaçãoadequa-da, são comunsas propostas deempresas que condicionam a bandalargaàcompradeumpla-nodetelefonia,oqueéumaprá-tica ilegal, mas difícil de coibir.Issoacabapesandonopreçoco- brado do consumidor e trava,muitas vezes, a ampliação domercado. Outra característicado País é que 27% dos usuáriosconsideram“muitoruim”oser- viço de atendimento ao consu-midor(SAC)desuaoperadora. ApesquisadaConsumersIn-ternational surpreende quantoaototaldebrasileiroscomaces-soàinternet,apresentadocomosendo de 79 milhões, bem maisdo que geralmente se estima(60milhões).Éumnúmeromui-to significativo. Na Índia, so-mente13,4milhõesusamainter-net, número baixíssimo numapopulação que ultrapassa 1 bi-lhãodepessoas.Os especialistas alertam, noentanto, para a qualificação doque é banda larga. Estima-sequesó20%dosinternautasbra-sileiros tenham acesso à inter-net com velocidade, pelo me-nos entre 256 quilobits por se-gundo (kbps) e l megabyte porsegundo (Mbps). Para especia-listas, a internet de 512 kbps a784 kbps, como previsto peloPNBL, não mereceria a qualifi-caçãodebandalarga.No Brasil, quanto mais au-mentaaoferta,maisaumentamas reclamações, afirma JulianaPereira, diretora do Departa-mento de Proteção e Defesa doConsumidor do Ministério daJustiça.“Cadavezmaisestamossendo atropelados pela evolu-ção e convergência tecnológi-ca”, observa. “Já passamos pe-los problemas da telefonia mó- vel e temos que aprender comessaexperiência.”Não parece haver dúvida deque o PNBL, além de aindamaltersaídodopapel,nãosu-pre a falta de uma regulamen-tação efetiva de proteção aoconsumidor.
A
valorização dosimóveis localiza-dosemfavelasre-centementeurba-nizadas em SãoPaulo chega a900%. Nos bairros da capital,onde o boom imobiliário semanteve nos últimos doisanos,aaltadospreçosdosimó- veis residenciais – de dois dor-mitórios e área construída en-tre 50 e 100 metros quadrados– não ultrapassa os 175%. Nasfavelas urbanizadas, moradiasdequatroa cincocômodos, an-tes vendidas a R$ 15 mil, hojesão facilmente negociadas pormaisde R$100 mil.Favelas co-mo Heliópolis, Paraisópolis,Residencial dos Lagos e Canti-nho do Céu, situadas em áreasde risco, de proteção de ma-nanciais ou nas proximidadesde bairros nobres, foram inte-gradas ao tecido urbano.Em vez de serem empurra-dospara aperiferia,seusmora-dores foram beneficiados coma chegada de asfalto, ilumina-ção, água encanada, canaliza-ção dos córregos, redes de saú-de e de educação e opções delazer.Além disso, os proprietá-riosdebarracostiveramregula-rizada a posse desses imóveis.Nos últimos sete anos, União,Estado e Prefeitura investiramR$ 4,5 bilhões na urbanizaçãode favelas em São Paulo, o que,segundo dados oficiais, benefi-ciou 120 mil famílias.Os primeiros projetos con-cluídose osoutros emadianta-da fase de implantação devem,apartirdeagora,merecer aten-ção especial do governo, paraevitarqueboapartedos benefi-ciados acabe se mudando paraa periferia distante. Isto por-que a urbanização traz a possi- bilidade de, com a venda do barraco, seu proprietário em- bolsar uma soma 900% maiordo que a investida nele. Obser- ve-se também que as melho-rias acarretam custos que an-tes não faziam parte do orça-mento doméstico. Os morado-res de favela urbanizada pas-sam a arcar com gastos deágua, luze esgoto, que antes osgatos e as gambiarras evita- vam. Em Paraisópolis, no Mo-rumbi, mais de 2 mil famíliasreceberam os títulos de pro-priedade de seus imóveis e,com eles, veio o carnê do Im-posto Predial e Territorial Ur- bano (IPTU), uma despesanão prevista, que fez boa partedos novos proprietários optarpela inadimplência ou pela mi-gração para a periferia.Para quem aluga imóveis lo-calizados em favelas urbaniza-das, a situação é ainda mais di-fícil. Como mostrou reporta-gem do
Estado
, em Heliópo-lis, o aluguel de um imóvel dedoisquartos,salaecozinha,quehádezanos era deR$ 280,hojeestá em R$ 800. Esse valor é odobrodototalpagopeloprogra-ma bolsa-aluguel criado pelaPrefeituraparaauxiliarfamíliascom renda inferior a seis salá-riosmínimos. Às pessoas retiradas de imó- veisirregularesaPrefeiturapa-ga de R$ 5 mil a R$ 8 mil paraque encontrem outro local pa-ra morar. Isto não é suficienteparaadquiririmóvelemfavelasurbanizadas, o que estimula aformaçãodenovosnúcleosirre-gulares, cada vez mais distan-tes do centro da cidade. Quemcompra um barraco em favelaou loteamento irregular sabequepagamenosdoquenomer-cado formal, por causa da faltadeinfraestruturaedailegalida-de. Com a urbanização, barra-cosviramimóveislegalizadoseos seus proprietários conside-ramavendaumaoportunidadede obter ganho significativo.Mesmo assim, não conseguemcomprar outro imóvel em um bairro regularizado por causadoseualtopreço.Eacabamad-quirindobarracoemoutrafave-la, alimentando assim a infor-malidadeurbanaquecresceemtodoo País.Entre2000e2012,onúmerodebrasileirosquevivememfa- velaspassoude6,5milhõespa-ra11,4milhões,umaumentode75%,conformedadosdoIBGE,apesar dos programas de me-lhoriaderendaederegulariza-çãofundiária.Épreciso,portan-to,repensaramaneiradetrataresseproblema.Um exemplo de outra formadeconteramigraçãoparaaperi-feriaéaParceriaPúblico-Priva-da (PPP) lançada pelo governodo Estado – a primeira na áreahabitacional no País – para aconstrução de 10 mil moradiaspopularesnocentrodeSãoPau-lo. De acordo com o projeto,90%dessasunidadesserãodes-tinadasafamíliascomrendadeaté cinco salários mínimos e orestanteparaaquelasquerece- bematédezsalários.
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estadão.com.br
De conivente comos seguidos maus-tratos que o gover-no de CristinaKirchner vem apli-cando às exporta-ções brasileiras, ogoverno de DilmaRousseff se dispõe agora a estimulara Argentina a agir como tem agido.Como que movido por um injustifi-cável complexo de culpa – que o im-pede de cumprir o papel que dele seespera, de defesa dos interesses doPaís –, aos maus modos com que osfiéis servidores de Kirchner tratamos produtos brasileiros, o governodo Partido dos Trabalhadores res-ponderá com oferta de crédito paraas exportações argentinas.É como se estivesse disposto a pa-gar para que a economia brasileiracontinue a apanhar. Por coincidên-cia, o volume a ser financiado podechegar exatamente ao valor do supe-rávit comercial registrado pelo Bra-sil no comércio com a Argentina em2011, de US$ 5,8 bilhões, como admi-tiu o secretário executivo do Minis-tério do Desenvolvimento, Indús-tria e Comércio Exterior, Alessan-dro Teixeira.Sechegara essemontante, ofinan-ciamento será maior do que o supe-rávit que o País alcançará neste anono comércio com a Argentina. Asmedidas protecionistas que, contra-riando as regras do comércio inter-nacional, o governo Kirchner adotahá tempos estão provocando fortequeda das importações de todas asorigens.Mas entre os parceiros comerciaismaisprejudicadospelocrescentepro-tecionismo kirchnerista está o Brasil,principal sócio da Argentina no Mer-cosul–bloco comercialque,napráti-ca, está se tornando cada vez menosrelevante por causa de medidas co-moasadotadaspelos argentinos,quereduzemsuacondiçãodeuniãoadua-neira a uma mera formalidade. Emabril, as exportações brasileiras paraa Argentina caíram 27% em relaçãoàs vendas de abril de 2011.Medidas protecionistas, muitasdisfarçadas deprovidências adminis-trativas,sãocada vez maisusadaspe-lo governo argentino. Continua a au-mentar, por exemplo, a lista de pro-dutos para os quais não há mais li-cença automática de importação – oque dificulta o comércio. Além dis-so, quando concedida, a licença temdemorado mais do que os 60 diaspermitidos pela Organização Mun-dial do Comércio (OMC).Desde fevereiro está em vigor aexigênciade apresentaçãoprévia, pe-lo importador, de uma detalhada de-claração juramentada à Administra-ção Federal da Receita Pública(Afip), equivalente à Receita Federaldo Brasil. O documento é analisadotambém por outros órgãos do gover-no, que não têm prazo para se mani-festar, o que retarda um processo já complicado.Oresultado do controle maisseve-ro das importações pelas autorida-des argentinas, de um modo que vem sendo criticado cada vez maisduramente por seus parceiros equestionado na OMC, não poderiaseroutro: atraso na liberação dos pe-didos de importação e o acúmulo demercadorias na alfândega.“Há um desordenamento total nofluxo do comércio exterior”, resu-miu a presidente executiva da Bra-celpa (que reúne os produtores bra-sileiros de papel e celulose), Eliza- beth de Carvalhaes, para o jornal
Va-lor
(2/5). Cerca de 40% dos embar-ques de papel e celulose feitos entre janeiro e março foram retidos nas al-fândegas e as remessas de abril fo-ram totalmente bloqueadas.O protecionismo argentino afeta boa parte da produção local, que ogoverno Kirchner diz querer prote-ger. Muitas indústrias argentinas,em tese protegidas pelo governo, de-pendem de componentes importa-dos. É o caso das fabricantes de gela-deiras,que utilizamcompressoresfa- bricados no Brasil. A indústria de li-quidificadores utiliza vários compo-nentes importados, como copos chi-neses. Boa parte da indústria de ves-tuário emprega tecido importado.Para o consumidor final, o produ-to considerado nacional fica maisca-ro ou começa a faltar nas lojas. Semcontar que produtos finais importa-dos – entre os quais alimentos, ele-trodomésticos e brinquedos – tam- bém desaparecem das prateleiras.Os exportadores brasileiros, alémdos transtornos causados pelo au-mento das exigências argentinas,são onerados com o aumento doscustos logísticos ou mesmo perdade negócios. O governo Dilma pare-ce concordar com tudo isso.
TEMADODIA
POR DECISÃOJUDICIAL, O
ESTADO
ESTÁ SOB CENSURA.ENTENDA O CASO:WWW.ESTADAO.COM.BR/CENSURA
HÁ1.011DIAS
Pagandoparaapanhar
“Os muitos quelutam parapouparuns trocados todomêstalvez agora optem porguardarsuas economiasdebaixo do colchão”
MARIADO CARMO ZAFFALONLEMECARDOSO
/ BAURU, SOBREO ARROCHO NA POUPANÇAmdokrmo@hotmail.com
“Quando Dilma dizque épreciso haver redução deimpostos, estáfalando comquem? Comela mesma?”
LUCIANOHARARY
/ SÃO PAULO,SOBRE INTENÇÃO E PRÁTICAlharary@hotmail.com
qualquer financiamento.
CARLOSE.LESSA BRANDÃO
celb@iname.comSão Paulo
Deganância
ApresidenteDilmadeveriaexpli-car-nos por que os bancos públi-cos operavam com juros tão ele- vados antes deste levante, já queoassuntoéagoraconsideradoga-nância dos banqueiros. Além dereduzir a taxa Selic, por que não baixarosimpostos,reduzirosde-pósitos compulsórios e regula-mentaroCadastroPositivo,con-tribuindo assim, efetivamente,para a redução dos spreads?
FLAVIOLANGER
diretoria@spaal.com.brSão Paulo
Bondades oficiais
Os bancos privados agradecem:osinadimplentesfarãoemprésti-mos com mais facilidade e com juros mais baratos, pagarão aos bancos privados e darão calotenos bancos oficiais.
CARLOSNORBERTO VETORAZZI
cnorbertovetorazzi@yahoo.com.brSão José do Rio Preto
INFRAESTRUTURA
TAPe Viracopos
AiniciativadaTAP,empresapor-tuguesa de transporte aéreo, denãomaisutilizaroaeroporto“in-ternacional”de Campinasilustra bem como a Infraero “adminis-tra”oquelhecompete.Umaero-porto internacional sem freeshop chega a ser motivo de pia-da. Mas o pior é a lentidão dessagente incompetente para imple-mentar o óbvio. Esse é o Brasilde todos. Eta, nóis...
ADEMARMONTEIRO DE MORAES
ammoraes57@hotmail.comSão Paulo
Operadoras investemmuito em publicidade epouco em melhoria dosserviços e atendimento
Bandacaraelenta
Valor de barracos sobee moradores os vendem,mas acabam indoformar outras favelas
Valorizaçãonasfavelas
●
“Que zona! Depois vem o Kassab se vangloriando, (
dizendo
)que foi um sucesso, sem nenhum problema ocorrido...”
DIEGORONAN
●
“Vi grupos de 10 a 30 caras andando juntos só para arrumarconfusão, aí colocam a culpa no prefeito e governador... Comen-tário típico de gente que vai na Virada disputar a galinhada!”
TARGINOJUNIOR
●
“Antes não tinha, agora tem!”
FÁBIOCAVALCANTI