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EUAabrem6novospostosparavistonoPaísPresidentedoTREdeuavalaextraparaservidorAquecimentoafetaSP,Rio,BHeManaus
Criseglobal jáafetaasexportações
‘Estadão’lançaE
+
,portaldedicadoàculturapop
PranchetadoPVC
CachoeiraquismanipularOrçamento
Análise
CARLOSA.SARDENBERG
FRANÇOISHOLLANDE
PRESIDENTEELEITO DAFRANÇA
“Minhamissãoédar àconstruçãoeuropeiaumadimensãodecrescimento,empregoeprosperidade”
ANTEROGRECO
JULIOMESQUITA 
1891 - 1927
RUYMESQUITA 
Diretor 
JOSÉROBERTODE TOLEDO
Poupança,jurose...inflação
NotaramqueapresidenteDilmaRousseffnãorelacionouainflação–baixa,claro–comoobjetivodepolíticaeconômica?
ECONOMIA/PÁG.B2
LizAlderman/
NEWYORKTIMES
Oseleitoresgregosrejeitaramontemospartidostradicionais epermitiramoavançode extremistas,segundopesqui-sasde bocade urna.Ospartidosafavordoplanode austeridadeficaramsemapoiopara formarum governodecoali-zão.
INTERNACIONAL/PÁG.A14
Temponacapital
22˚
Máx.
13˚
Mín.
Sol,comnévoademanhã
HOJE:
70PÁGINAS
Adolescênciainterminável
Desdequandoummarmanjode24 anoséadolescente?Numpassadorecentenãoera,maspassouaser.Eissopodevirarumproblema.
NACIONAL/PÁG.A6
GilbertoGillevou20milpessoasaocentroontemànoite,nofimdaViradaCultural;demadrugada,galinhadadeAlexAtalacausoutumultonoMinhocão.
METRÓPOLE/PÁGs.C1eC3
Canciaparaotri
OSantosnemprecisouforçaroritmocontraoaguerridoGuaraniparapraticamentegarantir otricampeonatopaulista.Neymar
(foto)
foimaisumavezdecisivo,marcandodoisgols.
ESPORTES/PÁG. E1aE4
 Negócios
noacelerador.
RennerfaráinvestimentorecordedeR$420milhões
Grandfinale
Mercado inquieto
Hollande.
ContrapontodeMerkel
Mãonataça
Dupladinâmica
Bem-aventuradoatrevimentodetrafegarnacontramãoenãovendertalentosparaoprimeiroeuropeuendinheiradoqueaparecer.
ESPORTES/PÁG.E2
Link 
 Viciaporqueéfácil?
Quergostemosounão,vivemoshojenummundodejogosidiotas
 AeleiçãodeHollandepodesemostraramaisfundamentaldasmudançasqueatingiramaEuropanosúltimosanos.Enquantomultidõescelebravamavitó-riasocialistaemParis,investidoresinternacionaissemostrarammaisafli-tosquantoaofuturodoeuro.
PÁG.A12
Após24anos,Françaelegesocialista
EleitorrejeitaplanosdeausteridadedeSarkozy;ovencedorHollande reafirmoudefesa docrescimentocomo saídaparaa crise
Gregosvotamcontraausteridade
METRÓPOLE/PÁG.C7
CHRISTOPHE ENA/APJF DIORIO/AE
NOTAS&INFORMAÇÕES
Pagandoparaapanhar
Ogoverno de Dilma Rousseff sedispõe a estimular a Argentina aagir como tem agido.
PÁGINAA3
Diálogos gravados pela PF indicamque o bicheiro Carlinhos Cachoeiranegociavacomparlamentaresaapre-sentaçãodeemendasaoOrçamentoda União. Nos áudios, são citadosCarlos Alberto Leréia (PSDB-GO),Roberto Balestra (PP-GO), SandesJúnior(PP-GO)e“Gordinho”–ape-lidodosenadorDemóstenesTorres,segundoaPF.
NACIONAL/PÁG.A4NACIONAL/PÁG.A9
DANIEL TEIXEIRA/AE
0H
VIDA/PÁG.A18
 Acriseglobalestáafetandoasexpor-taçõesbrasileiras,que,nomêspassa-do,tiveramrecuode8%emrelaçãoaabril de 2011. É a primeira queda nacomparação de 12 meses desde no- vembrode2009.Alémdosplanosdeausteridadeeuropeusedadesacele-raçãochinesa,osexportadoresestãosendoprejudicadospeloprotecionis-modaArgentina.
ECONOMIA/PÁG.B1 ECONOMIA/G.B11
      M      I      C      H      A      E      L      L      A      T      Z
 AndreiNetto
CORRESPONDENTE / PARIS
O discurso de defesa do crescimentoeconômicoemlugardaausteridadede- volveuontemopodernaFrançaaosso-cialistas,quenãovenciameleiçõespre-sidenciais havia 24 anos. Em votaçãoapertada,ocandidatodoPartidoSocia-lista François Hollande recebeu 51,7%dosvotos,derrotandoNicolasSarkozy,primeiro chefe de Estado francês emtrêsdécadasanãoconseguirumareelei-ção. Em um discurso sóbrio, Hollandedissequesuamissãoserálevaramensa-gemdasurnasnaFrançaatodaaUniãoEuropeia. O vencedor toma posse nodia15. Na primeiraviagemcomo presi-dente,vaiseencontrarcomachanceleralemãAngelaMerkel,principaldefenso-radaausteridadecomoreceitacontraacrise.
INTERNACIONAL/PÁGS.12e14
Seotriforconfirmado,ocraquedacampanhaseráNeymar.MasquemclareouotítulofoiGanso.
ESPORTES/PÁG.E3
Caderno2
SenhorBach
AlemãoHelmuthRillingrege‘MissaemSiMenor’
%HermesFileInfo:A-1:20120507:
Segunda-feira
7DEMAIODE2012
R$3,00
ANO133. Nº43301 EDIÇÃODE
estadão.com.br
 
%HermesFileInfo:A-2:20120507:
 A2
Espaço aberto
SEGUNDA-FEIRA, 7 DE MAIO DE 2012
O ESTADO DE S. PAULO
SINAISPARTICULARES
 A 
história do Supre-moTribunalFede-ral (STF) – comosucede com todainstituiçãocriadaeoperada por sereshumanos–registraaltosebaixos.Longossãooscapítulosdegran-dezaerarasasmanifestaçõesde-sabonadoras.Nãodevemosigno-rar,noentanto,afraseimplacáveldeJoãoMangabeira,encontradanaobra
Ruy:o Estadistada Repú-blica
: “O órgão que, desde 1892até1937,maisfalhouàRepúblicanãofoioCongresso.FoioSupre-moTribunalFederal”.Leda Boechat Rodrigues e oministroEdgardCostaestãoen-tre os grandes historiadores daSuprema Corte. A primeira cui-dou,emdoisvolumes,doperío-do compreendido entre 1891 e1910.Osegundo,emquatrovolu-mes, transcreve julgamentosocorridos de 1892 a 1966. Entretantossedestacaomandadodesegurança, cumulado com ha- beas corpus, em benefício deJoãoCaféFilho,afastadodaPre-sidênciadaRepúblicapelogene-ral Henrique Teixeira Lott, mi-nistrodaGuerra.Nãocabeaquianalisarosmoti- vosdeLott.Vou-meateraovotodo ministro Nelson Hungria,quandodiz:“Contraumainsur-reição pelas armas, coroada deêxito,somenteumacontrainsur-reição com maior força. E esta,positivamente, não poderia serfeitapeloSupremo,quenãoiriacometeraingenuidadede,numainócuadeclaraçãodeprincípios,expedir mandado para cessar ainsurreição. Aí está o nó górdioqueoPoderJudiciárionãopodecortar, pois não dispõe da espa-dadeAlexandre.Oilustreimpe-trante, ao que me parece, bateuemportaerrada”.Nãoháparaleloentreessacau-saeo “mensalão”.Afinal,o Paísnãoseencontraàsvoltascomne-nhuma insurreição armada.Tampouco se põe em questão odesassombroeaindependênciadossrs.ministrosdoSTF.Alémdacomplexidadedamatéria,ine- xiste, contudo, dúvida quanto à estreitaligaçãopolíticadosacu-sados com o governo federal daépoca. Não fosse por isso, seriaapenas mais um dos feitos sub-metidosaojulgamentodoSupre-mo, que, no caso, é foro único eprivilegiado. A causa tramita desde 2006,quando o então procurador-ge-raldaRepública,dr.AntonioFer-nando Barros e Silva de Souza,denunciou ao STF 40 acusadosnomaiorescândalopolíticodasúltimasdécadas. A lentidão é inimiga pertinazdoJudiciário.Paracertosmagis-trados,otempoinexiste,ounãoconta.Édamorosidade,todavia,que o crime e a impunidade sealimentam.Ignora-semelhorfer-mentoparaacorrupçãodoqueacertezadequeotempoagiráco-mosolventeefarácairnoesque-cimentoacondutailícita. Algumas justificativas sãoapresentadas com o propósitodeisentardeculpaosjuízesvaga-rosos:afadiga,oacúmulodeser- viço,aimpermeabilidadedama-gistratura a pressões externas.Convenhamos, porém, que dosintegrantes do Poder Judiciárioseesperadisposiçãoparatarefasque, ao se candidatarem ao car-go,sabiamextenuantes.Quantoaoacúmulo,amorosi-dade é das maiores responsá- veis,porsedeixarparaamanhãoquesedeveriaterfeitoontem.A Constituição da República de1988assegura,entreosdireitosegarantiasfundamentais,arazoá- velduraçãodoprocesso.Acargamais pesada de trabalho, emqualquer julgamento, incumbeao relator, cuja tarefa é suple-mentadapelorevisor.Compete-lhessubmeteraoplenáriodotri- bunal relatório que condensará as principais ocorrências regis-tradasnoandamentodacausa,afim de facilitar a proferição dos votosrestantes. Ainformatizaçãofacilitouata-refadejulgar.Alémdorevisor,osmembros do tribunal têm ime-diatoacessoaorelatório,pelare-deinternadecomunicação.Con-sideroexcessivooprazodecincoanos, decorridos do recebimen-to da denúncia, em março de2012. Não houve escassezde tempo para que os mi-nistrosdaSupremaCortesesentissememcondiçãodejulgar.OegrégioSupremoTri- bunal Federal está sobpressão,masvoltadoparao interesse geral no julga-mentodacausa.Pressãole-gítima,queresultadosen-timento coletivo de cida-dania, rogando ao Supre-moocumprimentodode- verdesepronunciar. AnossamaisAltaCorteestáfartadesaberquenãogozadeimunidadediantedocorrerdosdias.Jáseou- vedizerqueo“mensalão”será julgado somente nosegundo semestre desteano,massemdefiniçãodedata.Ora,nosegundosemes-tre haverá o recesso judi-ciáriodomêsdejulho,pa-ralisando os trabalhos daCorte. Em seguida virãoaseleiçõesem5.564muni-cípios. Dois dos 11 minis-trosdoSupremoTribunalparti-cipamdoTribunalSuperiorElei-toral(TSE).Comasatençõesdi- vididas entre o STF e o TSE,Suas Excelências terão tempoparasededicarao“mensalão”?Nãobastasse,oministroCar-losAyresBrittovaiseaposentarem novembro, fato que exigirá do Supremo a escolha de novopresidente. Logo depois tere-mosorecessodeNataleasfériasde janeiro. Essas e outras cir-cunstâncias somadas, não será improvávelqueojulgamentose- jadeixadopara2013.Prescriçãoécontagemregres-siva. A cada hora mais se avizi-nhaomomentoemqueosacusa-dos serão agraciados pela inér-cia. A denúncia formulada pelaProcuradoria-Geral da Repúbli-cacairá,então,novazio.Tornar-se-á inútil. Os acusados ficarãolivres das acusações pela inexo-rávelaçãodotempo.Evoltarãoaterficha limpa, aptos a disputarmandatoouaexercer cargosdeconfiança.Não é ao que aspira a Nação vigilante.Opovoaguardaqueir-recorríveldecisãodoSTFidenti-fique culpados e inocentes. É omínimoaseesperardoórgãomá- ximodoPoderJudiciário,sobre-tudoporqueosréusotêmcomoforoúnicoeprivilegiado.Neste momento histórico, osolhos dos brasileiros estão con-centradosemtrêsministros:Ay-res Britto, presidente, JoaquimBarbosa, relator, e Ricardo Le- wandowski,revisor.Delessees-pera que ingressem e permane-çam, com honras e glórias, naHistóriadoPoderJudiciário.
ADVOGADO, FOI MINISTRO DOTRABALHO E PRESIDENTE DOTRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO
Fundadoem1875
JulioMesquita
(1891-1927)
Juliode Mesquita Filho
(1927-1969)
Francisco Mesquita
(1927-1969)
LuizCarlos Mesquita
(1952-1970)
José Vieira de Carvalho Mesquita
(1959-1988)
Juliode Mesquita Neto
(1969-1996)
LuizVieira de Carvalho Mesquita
(1959-1997)
 Américo de Campos
(1875-1884)
Nestor Rangel Pestana
(1927-1933)
PlínioBarreto
(1927-1958)
O
castigo – ou,em linguagem jurídica,apuni-ção e a pena –guarda relaçãocom o crime.Mais especificamente, a rela-ção se faz segundo um critériodeproporcionalidadeerazoabi-lidade,não sendoadmitidoco-mo racional que uma pena emmuitoexorbiteoatocometido.Emcasosdessetipo,talconde-naçãopodeserditainjusta. A injustiça, no entanto, podeseraindamaiorseocastigonãoguardar relação alguma com oatoqueoensejou.Ouseja,salta-ria à vista como irracional quepuniçãoepenanãoguardassemrelaçãocomaaçãoqueestáemsuaorigem.Nãosetrataaquideuma desproporcionalidade,masdepuraesimplesausênciaderelação,oquesignificariadi-zerquepenaepuniçãosãoclara-mente injustas. Os que sofremtal castigo deveriam, pois, serconsideradosinjustiçados.Emgrandescidadesemetró-poles brasileiras estamos, cada vez mais, observando “injusti-ças” que têm como objeto em-preendedores que enfrentamadversidades dessa natureza.Têm-se multiplicado as notí-ciassobreimóveisemconstru-ção, ou até mesmo acabados,que simplesmente têm suasobras embargadas ou não po-dementraremfuncionamentopor decisão de prefeituras oudeaçõesdoMinistérioPúblico(MP).Seguiramtudooestipula-dopelalegislaçãoemvigore,derepente, se veem em situaçãodesupostairregularidade.O fato mais recente que temchamado a atenção da opiniãopública se refere a um shoppingcenter na cidade de São Paulo(JK Iguatemi) que, pronto, nãopodefuncionar.Casosassimnãosãoalgonovo,masseinscrevememlongalistaquepodeenvolveros mais diferentes tipos de em-preendimentosimobiliários,emcidadesmaioresoulitorâneas.Evidentemente,estamosdan-docomopressupostoquetodasas normas foram seguidas, con-formealegislaçãoemvigor.Umgrandeempreendimentoimobi-liário deve passar por uma sériedeetapas,comoautorizaçõesdaprefeitura,seguindooPlanoDi-retordacidade,que,pormeiodeumasecretariaouórgãoespecia-lizado,dáosinalverdeparaquea obra comece. Há, no entanto,condicionantes impostas, queexigemarealizaçãodeobrasviá-rias, necessárias, por exemplo,paraacirculaçãodeveículosna-quelaregião. Autorizaçõesambientais,mu-nicipais ou estaduais, conformeo caso, são igualmente necessá-rias, seja para a implantação doprojeto,sejaparaarealizaçãodascondicionantes, cada uma delas burocraticamente vinculada aumórgãoestatal.Ademais,oMPpodeatuaremqualqueretapadoprocesso, inclusive em sua con-clusão,segundoumainterpreta-çãoprópriadalei,ouparadeter-minarseessasváriasregrasecon-dicionantesforamobservadas.Hipoteticamente,vamoscon-siderar que o empreende-dortenhaobedecidoatu-dooquelhefoiestipulado.Nesse caso, o empresárioteráagidodeboa-fé,aten-toàleiecientedesuascon-sequências. Os que não ofizeremdevem,certamen-te,serpunidos,oseucasose inserindo na relação ena proporcionalidade en-treoatoesuapunição,en-tre o crime e seu castigo.Devemosigualmenteafas-tar,porideológicaeinsen-sata, qualquer considera-ção do empresário como“especulador”e“irrespon-sável”,por sernitidamen-tepreconceituosa. Acontece, contudo, queessasdiferentesinstânciasadministrativas e estataisnãoatuamde formacoor-denada e frequentementeseguemcritériosdistintos.Individualmente,podería-mosestardeacordocomasecretaria responsável pe-loPlanoDiretor,comoór-gão ambiental, com o MPoucomqualqueroutroórgãoqueatuenesseprocesso.Outra, porém, é a realidadequando esses diferentes órgãoseinstâncias,alémdeagiremdes-coordenadamente,seguemtem-pos completamente aleatórios.Porexemplo,seumadascondi-cionantesparaoprosseguimen-todaobraimplicarumaautoriza-ção ambiental suplementar, es-tanãodeveriademorarumtem-poindeterminado,quepodetor-nartodooprojetoinviável.Teriadehaverumprazofixoparaade-cisão,quenãopoderiaserposter-gadoindefinidamente.Damesmamaneira, as condi-cionantes da prefeitura devemserclaraseprecisas,sobpenadea aleatoriedade tomar conta detodooprojeto.Igualmente,nãodeveria ter o MP a prerrogativadeembargar,aqualquertempo,umaobra quetenhaseguidoto-dos os trâmites legais, segundoumanovainterpretação.Imagine-seumempreendedorsubmetidoaumemaranhadojurí-dicoe administrativo desse tipo.Oseuempreendimentoficasub-metido a completa insegurança,prejudicando o seu investimen-to, criando instabilidade paraseusfuncionáriosedemaistraba-lhadores. No caso de uma obrapronta,arepercussãosocialeeco-nomicamente negativa entraemcadeiadedescoordenações,pois,por exemplo, lojas de shoppingsnãopodemserabertas,causandoprejuízos a outros empresários.Empregos tampouco podem sercriadose,sejácriados,seustraba-lhadoresseencontrameminsegu-rança.Impostostambémnãosãorecolhidos, pois as novas lojasnãopodemcomeçarafuncionar.Tome-seemconta,alémdetudodisso,queaconstruçãodeumno- voshoppinglevaemtornodecin-co anos, sendo dois só de proje-tos,trâmitesadministrativoseasmaisdistintasautorizações.O disfuncionamento é total.Os empresários submetem-se,então,aumverdadeirocalvário. Aburocraciaeasinstânciasjudi-ciais os encaram como infrato-resquedevemsersubmetidosacastigosepenas,emboraosseusautores não se considerem pes-soas que tenham incorrido eminfraçãoalguma.Asituaçãotor-na-se particularmente insensa-ta, pois se consideram injusta-mentepunidos.Na tradição bíblica, Jó sofreuma série de infortúnios semter jamais blasfemado contraDeusesemnuncatercometidonenhuma infração contra seusmandamentos. Será que é issoque está sendo imposto a em-preendedoresbrasileiros,comoseoEstadotivesseumaposiçãodetipodivino?
PROFESSOR DE FILOSOFIA NAUFRGS. E-MAIL:DENISROSENFIELD@TERRA.COM.BR
Castigosemcrime
 ALMIR PAZIANNOTTOPINTO
OSTFeomensalão
POLÍTICAECONÔMICA
Piadasem graça
Depois de sua peroração no DiadoTrabalho,apontando,emtompopulista,osbancosprivadosco-moosprincipaisculpadospelofa-todequeastaxasdejuroscobra-dasnosfinanciamentossevêmsi-tuando acima do nível ideal – es-quecendo-se, convenientemen-te,dopapel dogovernonosaltostributos incidentes sobre opera-çõesdeempréstimoenoexcessi- vodepósitocompulsóriorecolhi-do ao Banco Central –, a presi-dente Dilma Rousseff decidiuque agora é a vez de a sociedadepagaracontapelairresponsabili-dade do governo petista na ges-tão dos gastos públicos. Ora, da-doqueogovernotemdesefinan-ciarpara pagar abusivosvolumesde despesas (improdutivas namaioria dos casos) decorrentesde um Estado inchado como onosso,nadamelhordoquedeses-timular a poupança, que era amais rentável e segura aplicaçãodentre as disponíveis para os po- bresmortaispagadoresdeimpos-tos! Nada mais confortável paraogoverno,nãoémesmo?Esefos-se um tucano que tivesse baixa-doumamedidacomoessademu-dança da poupança? Já estaría-mos a ver furiosos dirigentes pe-tistas vituperando contra o queeles certamente tachariam de“confisco”!EssecinismodoPTémesmo uma piada sem graça...
HENRIQUEBRIGATTE
hbrigatte@yahoo.com.brPindamonhangaba
Poupança
Emvezdecortarosabusivosim-postos e cobrar dos bancos taxasmenores de administração dosfundosdeinvestimento, ogover-no,paraencheraindamaisapan-ça, não poupou a poupança. E ó,nós, os poupadores pé-de-meia...O Brasil já viu esse filme.
J.S.DECOL
decoljs@globo.comSão Paulo
HoodRobin
O que estamos assistindo é a umRobin Hood ao contrário! En-quanto o herói inglês tirava dosricosparadaraospobres,ogover-no
Dillma
tira dos pobres – apli-cadores na poupança – para re-munerar os ricos – aplicadoresem fundos! Esse é o governo po-pular e democrático do PT!
MARCELODAROCHA AZEVEDO
marcelo@xelcon.com.brSão Paulo
Osvilõesda economia
Parao governoDilma,aremune-ração (arrochada) dos aposenta-dos e pensionistas do INSS está paraainflaçãoassimcomooren-dimento (agora ainda mais redu-zido) das cadernetas de poupan-ça está para os juros bancários.
ROBERTOTWIASCHOR
rtwiaschor@uol.com.brSão Paulo
Dedar inveja
Gostaria que a nossa presidentaDilma providenciasse a imediatadiminuiçãodovalordasmultasedos juros (altíssimos) cobradosde quem deve impostos atrasa-dos. Isso é de dar inveja aos ban-cos privados.
ROBERTOBRODOLONI
r.brodoloni@ig.com.brBragança Paulista
Jurosbancários
Tem plena e total razão a presi-dentaemquererareduçãodosju-rosbancários,que,defato,sãoosmaisaltosdomundo.Masaredu-ção da carga tributária, que tam- bém é uma das mais altas domundo, nem pensar...
BATISTACASSIANO
batistacassiano@hotmail.comSão Paulo
Cestabásica
Só haverá concorrência entre os bancosquandoforemdivulgadasregularmente as taxas mínimas emáximas dos produtos que efeti- vamente interessam às pessoas,quesãoosjuroscobradasnoche-que especial, no cartão de crédi-to,nocréditodiretoaoconsumi-doreocustomensaldemanuten-ção da conta corrente, a famosacesta de serviços. Aliás, uma ces-ta composta pelos mesmos itens básicos (sei que existem, masquem sabe seu custo?) para to-dos os bancos, que se poderiachamar Cesta Básica Bancaria(CBB),edivulgadamensalmenteseria muito salutar. Sem isso as-sistiremos à divulgação das taxasdo consignado, do financiamen-to de veículos, do crédito imobi-liário, que têm ampla garantia,mas não fazem parte do dia a diada maioria da população.
GUSTAVOGUIMARÃESDA VEIGA
gjgveiga@hotmail.comSão Paulo
Deseducaçãofinanceira
Como explicar os quase R$ 200 bilhões por ano que os brasilei-ros gastam com juros, diante dainundação de ofertas de produ-tos e serviços “sem juros”, “comtaxa zero”, com “preço à vistaigualaofinanciadoeassemelha-dos? Se o governo realmente de-seja o apoio da população naquestãodosjuros,deveriaacabarcom o maior programa de dese-ducação financeira do mundo,obrigando à abertura das taxasde juros efetivas que, inexoravel-mente, incidem sobre todo e
FórumdosLeitores
Nicolas Sarkozy e François Hollande
LEO MARTINS
PUBLICAÇÃODAS.A.
O ESTADO DE S. PAULO
 Av.Eng.CaetanoÁlvares,55-CEP02598-900SãoPaulo-SPCaixaPostal2439CEP01060-970-SP.Tel.3856-2122(PABX)FaxNº(011)3856-2940
DENISLERRER ROSENFIELD
Empreendedores sãoencarados pelo Estadocomo infratores quedevem ser punidosNão há melhor fermentopara a corrupção quea certeza de que o tempoagirá como solvente
 
%HermesFileInfo:A-3:20120507:
OESTADODES.PAULO
SEGUNDA-FEIRA, 7 DE MAIO DE 2012
Notas e Informações
A3
Opinião
DiretordeOpinião:
Ruy Mesquita
EditorResponsável:
Antonio Carlos Pereira
 VOCÊNOESTADÃO.COM.BR
Informação
DiretordeConteúdo:
Ricardo Gandour
Editora-ChefeResponsável:
Maria AparecidaDamasco
DiretordoNúcleoPublicações:
Ilan Kow 
DiretordeDesenvolvimentoEditorial:
Roberto Gazzi
TumultosemortenaViradaCultural
Adolescentemorreedoissãobaleadosduranteoevento,queaindatevefilasebrigas
ConselhodeAdministração
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Plinio Villares Musetti
Membros
Fernão Lara Mesquita, Francisco MesquitaNeto, Júlio César Mesquita, Patricia MariaMesquita e Roberto C. Mesquita
Centraldeatendimentoaoleitor:
3856-5400 –falecom.estado@grupoestado.com.br
Centraldeatendimentoaoassinante
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RJ,MG,PR,SCeDF:
R$ 3,50 (segundaa sábado)e R$6,00(domingo).
ES,RS,GO,MTeMS:
R$5,50(segunda asábado) eR$ 7,50 (domingo).
BA,SE,PE,TOeAL:
R$ 6,50 (segundaasábado)eR$ 8,50 (domingo).
AM,RR,CE,MA,PI,RN,PA,PB,ACeRO:
R$ 7,00 (se-gundaa sábado)e R$ 9,00 (domingo)
Preçosassinaturas:
Desegunda a domingoSPe Grande São Paulo –R$ 74,90/mês.Demais localidadese condições sob consulta.Avenida Engenheiro Caetano Álvares, 55 -6º andar, CEP 02598-900
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Estado
reserva-se o direito de selecionare resumir as cartas. Correspondência semidentificação (nome, RG, endereço e telefo-ne) será desconsiderada.
AversãonaInternetdeOEstadodeS.Paulo
AdministraçãoeNegócios
DiretorPresidente:
Silvio Genesini
DiretordeMercadoAnunciante:
Fábio Costa
DiretorFinanceiro:
Jorge Casmerides
DiretoraJurídica:
Mariana Uemura Sampaio
Notas&Informações
U
ma pesquisacom usuários de banda larga, fixae móvel, de 40países, foi orga-nizadapelaCon-sumers International (CI), emcolaboração com o InstitutoBrasileiro de Defesa do Consu-midor (Idec), com o objetivodeidentificaros principaispro- blemas e falhas desses servi-ços.ACIéuma federaçãomun-dial de entidades de defesa doconsumidor, que reúne 220 or-ganizações de 115 países. OIdec foio responsável pelos da-dos das Américas.Os resultados mostraramque são comuns as queixas deusuários sobre a velocidade deconexão – 75% dos usuários,em todos os países pesquisa-dos, se queixaram da velocida-dedesuaconexão,quenão cor-responderiaaoquelhesfoiven-dido; sobre grandes obstáculosou mesmo impossibilidade demudança de operadora; e sobreinsatisfação com a forma comoas empresas atendem às recla-mações.Eafonteprincipal des-sasdistorções éa concentraçãodaoferta.OBrasilofogeàre-gra, pois apenas três gruposcontrolam 80% do mercado da banda larga fixa e quatro gru-pos ficam, atualmente, com98% da banda móvel.Numa escala de 1 (situaçãode monopólio) a 5 (mercadocompetitivo), o Brasil recebeunota 2, a mesma dada ao Chile,Costa Rica e México. Os paísesdo continente americano tam- bém se destacam pelo preçodesses serviços, em geral, 50%mais alto que a média interna-cional. E o Brasil deve estar en-tre os recordistas. Aqui, osusuários pagam o equivalente aUS$ 50, enquanto os britânicosgastam, em média, US$ 29 e osindianos, US$ 21.“A falta de competição fazcom que os preços sejam al-tos”,comodisse GuilhermeVa-rella, advogado do Idec e umdos responsáveis pela pesquisa(
O Globo
, 30/4). “As principaisempresas investem em propa-ganda para angariar mais clien-tes. No entanto, não investemmaisnamalhadedistribuição.”O elevado preço cobrado noBrasil contrasta com o previstonoProgramaNacionaldeBandaLarga(PNBL),lançadoemmaiodoano passado,cuja meta era auniversalização da oferta de in-ternetrápida,ecujospreçosde- veriam variar entre R$ 35 e R$29,90,em locaisonde houvesseisençãofiscal.Achamadabandalarga popular tem avançado noPaís, embora mais lentamentedoquesedesejaria.Segundoin-formaçõesdoIdec,issosedeve,emgrandeparte,àfaltadedivul-gação do PNBL pelas operado-ras, com as quais a Telebrás fir-mou termos de compromisso.Quandoháinformaçãoadequa-da, são comunsas propostas deempresas que condicionam a bandalargaàcompradeumpla-nodetelefonia,oqueéumaprá-tica ilegal, mas difícil de coibir.Issoacabapesandonopreçoco- brado do consumidor e trava,muitas vezes, a ampliação domercado. Outra característicado País é que 27% dos usuáriosconsideram“muitoruim”oser- viço de atendimento ao consu-midor(SAC)desuaoperadora. ApesquisadaConsumersIn-ternational surpreende quantoaototaldebrasileiroscomaces-soàinternet,apresentadocomosendo de 79 milhões, bem maisdo que geralmente se estima(60milhões).Éumnúmeromui-to significativo. Na Índia, so-mente13,4milhõesusamainter-net, número baixíssimo numapopulação que ultrapassa 1 bi-lhãodepessoas.Os especialistas alertam, noentanto, para a qualificação doque é banda larga. Estima-sequesó20%dosinternautasbra-sileiros tenham acesso à inter-net com velocidade, pelo me-nos entre 256 quilobits por se-gundo (kbps) e l megabyte porsegundo (Mbps). Para especia-listas, a internet de 512 kbps a784 kbps, como previsto peloPNBL, não mereceria a qualifi-caçãodebandalarga.No Brasil, quanto mais au-mentaaoferta,maisaumentamas reclamações, afirma JulianaPereira, diretora do Departa-mento de Proteção e Defesa doConsumidor do Ministério daJustiça.“Cadavezmaisestamossendo atropelados pela evolu-ção e convergência tecnológi-ca”, observa. “Já passamos pe-los problemas da telefonia mó- vel e temos que aprender comessaexperiência.Não parece haver dúvida deque o PNBL, além de aindamaltersaídodopapel,nãosu-pre a falta de uma regulamen-tação efetiva de proteção aoconsumidor.
 A 
 valorização dosimóveis localiza-dosemfavelasre-centementeurba-nizadas em SãoPaulo chega a900%. Nos bairros da capital,onde o boom imobiliário semanteve nos últimos doisanos,aaltadospreçosdosimó- veis residenciais – de dois dor-mitórios e área construída en-tre 50 e 100 metros quadrados– não ultrapassa os 175%. Nasfavelas urbanizadas, moradiasdequatroa cincocômodos, an-tes vendidas a R$ 15 mil, hojesão facilmente negociadas pormaisde R$100 mil.Favelas co-mo Heliópolis, Paraisópolis,Residencial dos Lagos e Canti-nho do Céu, situadas em áreasde risco, de proteção de ma-nanciais ou nas proximidadesde bairros nobres, foram inte-gradas ao tecido urbano.Em vez de serem empurra-dospara aperiferia,seusmora-dores foram beneficiados coma chegada de asfalto, ilumina-ção, água encanada, canaliza-ção dos córregos, redes de saú-de e de educação e opções delazer.Além disso, os proprietá-riosdebarracostiveramregula-rizada a posse desses imóveis.Nos últimos sete anos, União,Estado e Prefeitura investiramR$ 4,5 bilhões na urbanizaçãode favelas em São Paulo, o que,segundo dados oficiais, benefi-ciou 120 mil famílias.Os primeiros projetos con-cluídose osoutros emadianta-da fase de implantação devem,apartirdeagora,merecer aten-ção especial do governo, paraevitarqueboapartedos benefi-ciados acabe se mudando paraa periferia distante. Isto por-que a urbanização traz a possi- bilidade de, com a venda do barraco, seu proprietário em- bolsar uma soma 900% maiordo que a investida nele. Obser- ve-se também que as melho-rias acarretam custos que an-tes não faziam parte do orça-mento doméstico. Os morado-res de favela urbanizada pas-sam a arcar com gastos deágua, luze esgoto, que antes osgatos e as gambiarras evita- vam. Em Paraisópolis, no Mo-rumbi, mais de 2 mil famíliasreceberam os títulos de pro-priedade de seus imóveis e,com eles, veio o carnê do Im-posto Predial e Territorial Ur- bano (IPTU), uma despesanão prevista, que fez boa partedos novos proprietários optarpela inadimplência ou pela mi-gração para a periferia.Para quem aluga imóveis lo-calizados em favelas urbaniza-das, a situação é ainda mais di-fícil. Como mostrou reporta-gem do
Estado
, em Heliópo-lis, o aluguel de um imóvel dedoisquartos,salaecozinha,quedezanos era deR$ 280,hojeestá em R$ 800. Esse valor é odobrodototalpagopeloprogra-ma bolsa-aluguel criado pelaPrefeituraparaauxiliarfamíliascom renda inferior a seis salá-riosmínimos. Às pessoas retiradas de imó- veisirregularesaPrefeiturapa-ga de R$ 5 mil a R$ 8 mil paraque encontrem outro local pa-ra morar. Isto não é suficienteparaadquiririmóvelemfavelasurbanizadas, o que estimula aformaçãodenovosnúcleosirre-gulares, cada vez mais distan-tes do centro da cidade. Quemcompra um barraco em favelaou loteamento irregular sabequepagamenosdoquenomer-cado formal, por causa da faltadeinfraestruturaedailegalida-de. Com a urbanização, barra-cosviramimóveislegalizadoseos seus proprietários conside-ramavendaumaoportunidadede obter ganho significativo.Mesmo assim, não conseguemcomprar outro imóvel em um bairro regularizado por causadoseualtopreço.Eacabamad-quirindobarracoemoutrafave-la, alimentando assim a infor-malidadeurbanaquecresceemtodoo País.Entre2000e2012,onúmerodebrasileirosquevivememfa- velaspassoude6,5milhõespa-ra11,4milhões,umaumentode75%,conformedadosdoIBGE,apesar dos programas de me-lhoriaderendaederegulariza-çãofundiária.Épreciso,portan-to,repensaramaneiradetrataresseproblema.Um exemplo de outra formadeconteramigraçãoparaaperi-feriaéaParceriaPúblico-Priva-da (PPP) lançada pelo governodo Estado – a primeira na áreahabitacional no País – para aconstrução de 10 mil moradiaspopularesnocentrodeSãoPau-lo. De acordo com o projeto,90%dessasunidadesserãodes-tinadasafamíliascomrendadeaté cinco salários mínimos e orestanteparaaquelasquerece- bematédezsalários.
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estadão.com.br
De conivente comos seguidos maus-tratos que o gover-no de CristinaKirchner vem apli-cando às exporta-ções brasileiras, ogoverno de DilmaRousseff se dispõe agora a estimulara Argentina a agir como tem agido.Como que movido por um injustifi-cável complexo de culpa – que o im-pede de cumprir o papel que dele seespera, de defesa dos interesses doPaís –, aos maus modos com que osfiéis servidores de Kirchner tratamos produtos brasileiros, o governodo Partido dos Trabalhadores res-ponderá com oferta de crédito paraas exportações argentinas.É como se estivesse disposto a pa-gar para que a economia brasileiracontinue a apanhar. Por coincidên-cia, o volume a ser financiado podechegar exatamente ao valor do supe-rávit comercial registrado pelo Bra-sil no comércio com a Argentina em2011, de US$ 5,8 bilhões, como admi-tiu o secretário executivo do Minis-tério do Desenvolvimento, Indús-tria e Comércio Exterior, Alessan-dro Teixeira.Sechegara essemontante, ofinan-ciamento será maior do que o supe-rávit que o País alcançará neste anono comércio com a Argentina. Asmedidas protecionistas que, contra-riando as regras do comércio inter-nacional, o governo Kirchner adotahá tempos estão provocando fortequeda das importações de todas asorigens.Mas entre os parceiros comerciaismaisprejudicadospelocrescentepro-tecionismo kirchnerista está o Brasil,principal sócio da Argentina no Mer-cosulbloco comercialque,napráti-ca, está se tornando cada vez menosrelevante por causa de medidas co-moasadotadaspelos argentinos,quereduzemsuacondiçãodeuniãoadua-neira a uma mera formalidade. Emabril, as exportações brasileiras paraa Argentina caíram 27% em relaçãoàs vendas de abril de 2011.Medidas protecionistas, muitasdisfarçadas deprovidências adminis-trativas,sãocada vez maisusadaspe-lo governo argentino. Continua a au-mentar, por exemplo, a lista de pro-dutos para os quais não há mais li-cença automática de importação – oque dificulta o comércio. Além dis-so, quando concedida, a licença temdemorado mais do que os 60 diaspermitidos pela Organização Mun-dial do Comércio (OMC).Desde fevereiro está em vigor aexigênciade apresentaçãoprévia, pe-lo importador, de uma detalhada de-claração juramentada à Administra-ção Federal da Receita Pública(Afip), equivalente à Receita Federaldo Brasil. O documento é analisadotambém por outros órgãos do gover-no, que não têm prazo para se mani-festar, o que retarda um processo já complicado.Oresultado do controle maisseve-ro das importações pelas autorida-des argentinas, de um modo que vem sendo criticado cada vez maisduramente por seus parceiros equestionado na OMC, não poderiaseroutro: atraso na liberação dos pe-didos de importação e o acúmulo demercadorias na alfândega.“Há um desordenamento total nofluxo do comércio exterior”, resu-miu a presidente executiva da Bra-celpa (que reúne os produtores bra-sileiros de papel e celulose), Eliza- beth de Carvalhaes, para o jornal
Va-lor 
(2/5). Cerca de 40% dos embar-ques de papel e celulose feitos entre janeiro e março foram retidos nas al-fândegas e as remessas de abril fo-ram totalmente bloqueadas.O protecionismo argentino afeta boa parte da produção local, que ogoverno Kirchner diz querer prote-ger. Muitas indústrias argentinas,em tese protegidas pelo governo, de-pendem de componentes importa-dos. É o caso das fabricantes de gela-deiras,que utilizamcompressoresfa- bricados no Brasil. A indústria de li-quidificadores utiliza vários compo-nentes importados, como copos chi-neses. Boa parte da indústria de ves-tuário emprega tecido importado.Para o consumidor final, o produ-to considerado nacional fica maisca-ro ou começa a faltar nas lojas. Semcontar que produtos finais importa-dos – entre os quais alimentos, ele-trodomésticos e brinquedos – tam- bém desaparecem das prateleiras.Os exportadores brasileiros, alémdos transtornos causados pelo au-mento das exigências argentinas,são onerados com o aumento doscustos logísticos ou mesmo perdade negócios. O governo Dilma pare-ce concordar com tudo isso.
TEMADODIA
POR DECISÃOJUDICIAL, O
ESTADO
ESTÁ SOB CENSURA.ENTENDA O CASO:WWW.ESTADAO.COM.BR/CENSURA
1.011DIAS
Pagandoparaapanhar
“Os muitos quelutam parapouparuns trocados todomêstalvez agora optem porguardarsuas economiasdebaixo do colchão”
MARIADO CARMO ZAFFALONLEMECARDOSO
/ BAURU, SOBREO ARROCHO NA POUPANÇAmdokrmo@hotmail.com
“Quando Dilma dizque épreciso haver redução deimpostos, esfalando comquem? Comela mesma?
LUCIANOHARARY
/ SÃO PAULO,SOBRE INTENÇÃO E PRÁTICAlharary@hotmail.com
qualquer financiamento.
CARLOSE.LESSA BRANDÃO
celb@iname.comSão Paulo
Deganância
 ApresidenteDilmadeveriaexpli-car-nos por que os bancos públi-cos operavam com juros tão ele- vados antes deste levante, já queoassuntoéagoraconsideradoga-nância dos banqueiros. Além dereduzir a taxa Selic, por que não baixarosimpostos,reduzirosde-pósitos compulsórios e regula-mentaroCadastroPositivo,con-tribuindo assim, efetivamente,para a redução dos spreads?
FLAVIOLANGER
diretoria@spaal.com.brSão Paulo
Bondades oficiais
Os bancos privados agradecem:osinadimplentesfarãoemprésti-mos com mais facilidade e com juros mais baratos, pagarão aos bancos privados e darão calotenos bancos oficiais.
CARLOSNORBERTO VETORAZZI
cnorbertovetorazzi@yahoo.com.brSão José do Rio Preto
INFRAESTRUTURA
TAPe Viracopos
 AiniciativadaTAP,empresapor-tuguesa de transporte aéreo, denãomaisutilizaroaeroporto“in-ternacional”de Campinasilustra bem como a Infraero “adminis-traoquelhecompete.Umaero-porto internacional sem freeshop chega a ser motivo de pia-da. Mas o pior é a lentidão dessagente incompetente para imple-mentar o óbvio. Esse é o Brasilde todos. Eta, nóis...
ADEMARMONTEIRO DE MORAES
ammoraes57@hotmail.comSão Paulo
Operadoras investemmuito em publicidade epouco em melhoria dosserviços e atendimento
Bandacaraelenta
 Valor de barracos sobee moradores os vendem,mas acabam indoformar outras favelas
 Valorizaçãonasfavelas
“Que zona! Depois vem o Kassab se vangloriando, (
dizendo
)que foi um sucesso, sem nenhum problema ocorrido...”
DIEGORONAN
“Vi grupos de 10 a 30 caras andando juntos só para arrumarconfusão, aí colocam a culpa no prefeito e governador... Comen-tário típico de gente que vai na Virada disputar a galinhada!”
TARGINOJUNIOR
“Antes não tinha, agora tem!”
FÁBIOCAVALCANTI
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