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Venu-Gita

Venu-Gita

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Sri Sri Guru-Gaurangau Jayatah
Venu-Gita 
O SOM DA FLAUTA DE KRISHNA 
Srimad-Bhagavatam
Comentário do décimo canto - Capítulo vinte e umAs Gopis cantam as glórias do som da flauta de Sri Krishna quando Ele Se embrenha naencantadora floresta de Vrindavana durante a chegada do outonoSua Divina GraçaSri Srimad BhaktivedantaNarayana Gosvami MaharajFundador-Acharya da Sociedade Internacional de Bhakti Yoga Pura (IPBYS)
 
 PREFÁCIO À EDIÇÃO BRASILEIRAsri guru gaura-gandharvagovindanghrin ganaih sahavande prasadata yesamsarvarambhah subhankarahOfereço minhas respeitosas reverências aos pés de lótus de meu mestre espiritual, a Sri CheitanyaMahaprabhu , Srimati Radharani e a Suprema Personalidade de Deus, Sri Govinda, acompanhados de Seusrespectivos associados. Todas as invocações se tornam auspiciosas por sua misericórdia.O livro Sri Cheitanya-charitamrita é o estudo pós-graduado para Gaudiya Vaishnavas e começa
com a invocação “vande gurun”, “Ofereço minhas respeitosas reverências aos mestres espirituais.”
 Assim, Srila Krishnadasa Kaviraja Goswami revela que a concepção espiritual plenamente maduraabre um leque recheado de uma pluralidade de gurus. As escrituras em geral apresentam um conceitomuito amplo e universal de Sri Guru, dando ênfase a substância espiritual, ou seja, a corrente divina denéctar que flui para este plano terreno proveniente da dimensão mais elevada através da inspiração que seacha no coração do verdadeiro Vaishnava.Negar que a revelação divina possa vir através de um outro agente que não esteja conectado a umadeterminada instituição com a desculpa de que isso é contrário a fidelidade ao guru, na verdade, pode serofensivo e até mesmo suicida.Atente-se para que o que se afirma aqui não é a criação de uma sociedade em que se misture asdiversas missões Vaishnavas, numa mistura de humores, aqui não se pretende que um grupo vá desviaroutro grupo de sua própria visão da concepção Krishna, aqui não se critica quem quer que seja oVaishnava sucessor em sua própria sampradaya. Aqui não se pretende que todos se embrenhem numa
“floresta de acharyas”. O que se pretende, isso sim, desenvolver uma visão mais ampla com relação a
consciência de outros devotos e não há duvida que esse estudo facilita a compreensão dos ensinamentos daassistência espiritual que o devoto recebe, enfim é o abrir do coração dos Vaishnavas para citar expressões
de Sridhara Maharaja, “na linha ziguezagueante em que Krishna se manifesta”, aqui ou ali,
e absorver onéctar, sem medo, sem compromissos institucionais com qualquer que seja a missão, já que a verdade dasinstituições e dos edifícios já não satisfazem mais.O devoto tem de se conscientizar que existe semelhanças e contrastes de humores entre osensinamentos dos acharyas , o que acarreta no desenvolvimento de uma identidade religiosa própria, sejaem relação a outras escolas Vaishnavas, seja em relação, num estágio superior, a própria sabor que odevoto se agrada dentro da infinita variedade do mundo espiritual, tudo necessário para o amadurecimentodo devoto.Esta variedade contribui para o desenvolvimento psicológico e emocional do devoto, elementoimportante na formação da personalidade espiritual, desenvolvendo uma visão espiritual mais ampla,mudando a percepção dos ensinamentos para melhor de tal devoto.Temos aí a possibilidade de conscientização do devoto dos mecanismos das estruturas dos humoresVaishnavas. Isso enriquece e afasta o monstro do sectarismo reinante , aceitando os elementos espirituaisque são diferentes dos seus.Se não for assim , como um devoto vai poder avaliar sua própria identificação espiritual, comopoderá trazer modificações favoráveis a um estado de progresso contínuo, utilizando tudo que aprende embenefício próprio e dos outros, ao invés de , como ocorre hoje, esconder seus livros em bibliotecasfechadas com medo de que alguém mais leia.Ora, abrir-se para o novo e o desconhecido não significa , necessariamente , um despedaçamentodos valores que o devoto aprendeu em sua instituição e sim, numa visão melhor, a possibilidade de
 
enriquecer seu potencial como meio de incentivo, amparo e assistente espiritual, devendo participarativamente de sua sociedade sem medo de ser expulso, infelizmente , fato que ainda hoje ocorre.Tal conscientização implica que o devoto vai ter que aprender a se colocar no lugar do outro, vai terde incorporar dados novos e, portanto, olhar para si mesmo com mais objetividade, passará a haver umacapacidade maior de autocrítica, de aceitação do mundo Vaishnava e não Vaishnava que nos cerca, seráque isso é tão doloroso?Tenho fé plena que podemos aprender a desenvolver a capacidade de apreciar o valor absoluto dosensinamentos de tantos acharyas, sem nos deixarmos vencer pela relatividade dos valores das instituições.Não pode haver mais o medo de que o devoto analise de maneira objetiva o porquê de suaspreferências atuais, de que o devoto valorize a sensibilidade, sem medo de abraçar outros devotos para nãoser taxado de prakrita sahajya.Estamos vendo devotos partirem para outras escolas Vaishnavas, outros humores Vaishnavas,entristecendo-nos, todavia, que o fechamento das informações nas mãos de alguns privilegiados acarretaque muitos devotos estão voltando ao cristianismo. Será isso que desejamos?Aqui não se acalenta a atitude egoísta e invejosa dos grupos que se fecharam, impedindo todo equalquer intercâmbio com Vaishnavas de outras instituições, em nome de proteção de seus devotosneófitos, se formaram redomas dogmáticas onde nos grupos mais radicais até se exige que todos sejamreiniciados, ali se houve apenas o eco de suas próprias vozes, aparentando uma grande paz, que não passada paz reinante nos cemitérios, ali o pai entrega o filho ao cadafalso em nome da ideologia, devotosdesviam seu caminho na rua para não encontrar com outros devotos, amigos de outrora, só porque estãoconectados a outros ramos da grande árvore de Cheitanya. Qual o problema em haver múltiplossentimentos no mundo Vaishnava, será que somos máquinas insensíveis, sem coração, será que nosenganaram quando nos ensinaram que podíamos apreciar todos os Vaishnavas, que podíamos respeitartodos, ou estamos encarcerados eternamente sem que se tome em consideração o que sentimos. Será que opaternalismo atual impede de seus filhos crescerem, será que não interessa o amadurecimento, será que aviagem de Gopa Kumara narrada no livro Brihat Bhagavatamrita de Sanatana Goswami (leitura obrigatóriapara todos nós) é pura ilusão ou de fato o movimento espiritual é progressivo.A quem interessa manter os devotos ignorantes das realizações de outros Vaishnavas puros, seráque o fator dinheiro desorienta a visão de Krishna, a realidade, o belo.Obviamente o conceito de Guru está pervertido no ocidente, aquela pessoa responsável e disponívelque auxilia a tarefa de seu discípulo para assumir o seu aprendizado, adaptando o ensino do devoto àrealidade individual de cada um em particular, essa função de ajuda e de assistência, possibilitando aodevoto avaliar seu próprio progresso, aquela pessoa informada sobre as expectativas de cada seu discípulocom relação ao aprendizado de cada um, que está em estágio, diferente, há devotos de mais de 20 anos deaprendizado e há os recém chegados, não se pode imprimir formulas cerradas para todos. Há que haver ointeresse no desenvolvimento das potencialidades individuais. O Guru hoje tem de estar interessado em seudiscípulo, mediando o saber, observando, organizando e avaliando, senão todo o processo sucumbe.Não se pode conceber mesmo o conceito de siksha guru hoje se tal pessoa encarregada dessamissão no seu papel de assistência não estiver interessada no seu discípulo como indivíduo, nos seusinteresses, uma vez que os métodos antigos aqui aplicados surtiram efeitos desastrosos por não levar emconta a realidade do devoto, nem sua natureza.Não se trata, obviamente , de um novo método espiritual, mas trazemos a necessidade premente deuma nova abordagem metodológica na relação guru/ discípulo, devendo as várias escolas Vaishnavas secomplementarem e não excluírem umas às outras.Não se pode eleger um método como correto, nem uma instituição como o summum bonun daverdade, considerando os demais como incorretos ou apasampradaya, de fato, dentro da ótica espiritual sãoas necessidades que vão ditar qual o método de acordo, como nos ensinou Bhaktivedanta Swami, com ascircunstancias.

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