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A era das revoluções. resumo

A era das revoluções. resumo

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08/21/2013

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A Era das Revoluções (resumo do primeiro capítulo).
O livro fala das transformações do mundo durante o período devido ao impacto da chamada dupla RevoluçãoFrancesa e Industrial. Onde as repercussões foram menores, o autor não comenta (ex: Japão).
“Se sua perspectiva é
europeia é porque nesse período o mundo ou parte dele transformou-se a partir de uma baseeuropeia
 – 
ou melhor, franco-
 britânica” p. 15.
 
“O livro não pretende ser uma narração, mas sim uma interpretação” p. 15.
 
“As palavras são testemunhas que muitas vezes falam mais alto que os documentos” p. 17.
 - Durante o período de 60 anos estudado pelo autor, várias palavras foram inventadas ou ganharam significado:industrial, fábrica, classe média, classe trabalhadora, capitalismo, nacionalidade, socialismo, sociologia, estatística,etc.- O livro não pretende ser de história da Europa. Trata das duas Revoluções e na medida em que tais afetam o
mundo, o autor vai fazendo as análises dele. “É por que nesse período o mundo ou parte dele – 
transformou-se apartir de uma base europeia, ou melhor, franco-
 britânica” p. 15
 
“As palavras são testemunhas que muitas vezes falam mais alto que os documentos”. P.17.
 - Algumas palavras foram inventadas nesse período ou ganharam significados nele: proletariado, greve, classe
média, fábrica, industrial, capitalismo, socialismo, aristocracia, nacionalidade, etc. “Imaginar o mundo moderno
sem estas palavras é medir a profundidade da revolução que eclodiu entre 1789 e 1848, e que constitui a maiortransformação da história humana desde os tempos remotos quando o homem inventou a agricultura e a metalurgia,
a escrita, a cidade e o Estado” p. 17.
 - A Grande Revolução (1789-1848) foi o triunfo não da indústria como tal, mas da indústria capitalista. Não daliberdade e igualdade em geral, mas da classe média ou da sociedade burguesa liberal. Não da Economia Modernaou do Estado Moderno, mas das economias e Estados em uma determinada região geográfica do mundo.- A dupla revolução não vai ser encarada como pertencente à his
tória desses dois países apenas, “Mas sim como aCRATERA GÊMEA de um VULCÃO REGIONAL bem maior” p. 18.
 -
A erupção ocorreu na França e Inglaterra, no entanto, “são inconcebíveis sob qualquer outra forma que não a dotriunfo do capitalismo liberal burguês”
p. 18.- Tais acontecimentos refletem a CRISE do Antigo Regime instalado no Noroeste Europeu, que seriam demolidospor essa dupla revolução.- A Revolução Americana (1776) pode ser considerada uma erupção igual a da Europa ou como a precursoradesta, no en
tanto, “ela pode no máximo evidenciar a oportunidade e o ajustamento cronológico da GRANDERUPTURA e não explicar as causas fundamentais dela” p. 18.
 - O interessante é saber que as forças econômicas, políticas, intelectuais e sociais de parte da Europa já estavampreparados para revolucionar o resto dela.- A questão não é explicar os elementos dessa nova sociedade, mas por que eles triunfaram. Não interessa aquitraçar a trajetória das forças que o solaparam a velha ordem, mas a da conquista da nova.
“A história de que trata este livro é, sobretudo, regional”.
 - Foi ante tais acontecimentos e suas conseqüências que os impérios ruíram.
“Por volta de 1848, nada impedia o avanço da conquista ocidental sobre qualquer território que os governos ou os
homens de negócios ocidentais achassem vantajoso ocupar, como nada a não ser o tempo se colocava ante o
 progresso da iniciativa capitalista ocidental” p. 19.
 
“E ainda assim a história da dupla revolução não é meramente a história do triunfo da nova sociedade burgues
a. Étambém a história do aparecimento das forças que, um século depois de 1848, viriam transformar a expansão em
contração” p. 19.
 - O socialismo foi uma reação a dupla revolução.- O livro inicia com a construção do primeiro sistema fabril no Mundo Moderno e com a Revolução Francesa em1789 e termina com a construção de sua primeira rede de ferrovias e a publicação do Manifesto Comunista.
CAP. 1
 – 
O Mundo na Década de 1780.
 
“A primeira coisa a observar o mundo na década de 1780 é que ele era ao mesmo
tempo menor e muito maior queo nosso. Era menor geograficamente, porque os homens mais instruídos da época conheciam apenas pedaços do
mundo habitado” p. 24.
 - Em 1800, dois de cada três seres humanos eram asiáticos.
“Estar perto de um porto era estar perto do mundo” p. 26.
 
“A notícia da queda da Bastilha chegou a Madri em 13 dias p. 26.
 - Os jornais eram poucos, as notícias chegavam à maioria das pessoas através dos viajantes.
 
“O mundo em 1789 era essencialmente rural e é impossível entendê
-lo sem assimilar este fato fundamental [...]seria muito difícil encontrar um grande Estado Europeu no qual ao menos quatro de cada cinco habitantes nãofossem camponeses. E até mesmo na própria Inglaterra, a população urbana só veio a ultrapassar a população ruralpel
a primeira vez em 1851” p. 27.
 
“A cidade provinciana de fins do século XVIII podia ser uma próspera comunidade em expansão [...] mas essa prosperidade vinha do campo” p. 29.
 
“O problema agrário era o fundamental no ano de 1789, e é fácil compreender por qu
e a primeira escolasistematizada de economistas do continente os FISIOCRATAS franceses, tomara como verdade o fato de que a
terra era a ÚNICA FONTE de renda líquida” p. 29.
 
“O lavrador típico não era livre, e de fato estava quase afogado pela enchente de
servidão que foi crescendo
 praticamente sem cessar desde fins do século XV e princípios do XVI (leste da Europa Ocidental)” p. 31.p
 - Para o camponês qualquer um que possuía uma propriedade era membro da classe dominante. O senhor erainconcebível sem terra. P.32.
“A propriedade típica já de há muito deixara de ser uma unidade de iniciativa econômica e tinha
-se tornado um
sistema de cobrança de aluguéis e de outros rendimentos monetários” p. 33.
 
“Tecnicamente a agricultura européia era ainda, com exceção de
algumas regiões adiantadas, duplamentetradicional e assustadoramente ineficientes. Seus produtos eram ainda tradicionais [...] a alimentação da Europa era
essencialmente regional” p. 34.
 
“O mundo agrícola era LERDO, a não ser talvez em seu setor capitali
sta. Já os mundos do comércio e dasmanufaturas, e as atividades intelectuais e tecnológicas que os acompanhavam eram seguros de si e DINÂMICOS,
e as classes que deles se beneficiavam eram ATIVAS, determinadas e OTIMISTAS” p. 35.
 
“Um individualismo secular 
, racionalista e progressista dominava o pensamento ESCLARECIDO. Libertar oindivíduo das algemas que o agrilhoavam era o seu principal objetivo: o tradicionalismo ignorante da Idade Média,que ainda lançava suas sombras pelo mundo, da superstição das igrejas, da irracionalidade que dividia os homens
em uma hierarquia de patentes [...]” p. 37.
 
“A apaixonada crença no PROGRESSO que professava o típico pensador do iluminismo refletia os aumentos
visíveis no conhecimento e na técnica, na riqueza, no bem-estar e na civilização que podia ver em toda a sua volta e
que, com certa justiça, atribuía ao avanço crescente de suas idéias” p. 37.
 - Os governos iluministas aboliam a escravidão.
“Não é propriamente correto chamarmos o iluminismo de uma ideologia da classe m
édia, embora houvessemuitos iluministas
 – 
e foram eles os politicamente decisivos
 – 
que assumiram como verdadeira a proposição de que
a sociedade livre seria uma sociedade capitalista. Em teoria seu objetivo era libertar todos os seres humanos” p. 38.
 
“É
mais correto chamarmos o ILUMINISMO de ideologia revolucionária [...] pois o iluminismo implicava a
abolição da ordem política e social vigente na maior parte da Europa” p. 38.
 -
Em 1780, parte dos iluministas depositava sua fé no despotismo esclarecido, “
eram as próprias monarquias em
que os iluministas moderados depositavam sua fé” p. 38.
 
“Com exceção da Grâ
-Bretanha, que fizera sua revolução no século XVII, e alguns Estados menores, asmonarquias absolutistas reinavam em todos os Estados em funcionamento
no continente Europeu” p. 38.
 - Os déspotas esclarecidos não se libertaram na hierarquia dos nobres proprietários, pois na verdade, eles eram
seus pares e representavam os valores deles. A monarquia absolutista “na prática pertencia ao mundo que o
iluminismo tinha batizado de feudalismo
 – 
 
termo popularizado pela revolução francesa” p. 39.
 
“O que de fato aboliu as relações agrárias feudais em toda a Europa Ocidental e Central foi a Revolução Francesa,
por ação direta, reação ou exemplo, e a revolução de 184
8” p. 40.
 
“Devemos completar o levantamento preliminar do mundo às vésperas da dupla revolução com um exame das
relações entre a Europa (noroeste dela) e o resto do mundo. O completo domínio político e militar do mundo pelaEuropa viria a ser o produto da
era da dupla revolução” p. 41.
 
“Os quatro séculos da história do mundo em que um punhado de Estados europeus e de forças capitalistas
européias estabeleceram um domínio completo, embora temporário sobre o mundo inteiro, estava para atingir seuclímax. A dupla revolução estava a ponto de tornar irresistível a expansão européia, embora estivesse também aponto de dar ao mundo não europeu as condições e o equipamento para seu eventual contra-
ataque” p. 42.
 
A ERA DAS REVOLUÇÕES
 
Capítulo 2: A Revolução Industrial (Resenha)
 Eric Hobsbawm
inicia falando do próprio nome “Revolução Industrial”, o qual reflete um impacto relativamente

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a fonte é muito pequena! fica um pouco complicada a leitura.

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