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1- Introdução: o conceito das emissões de carbono
Nos regimes de trocas de emissões de carbono, estão envolvidas inúmeras questões e noções basilares,cuja compreensão é do maior relevo para a exposição temática que se pretende desenvolver, concernenteao comércio de emissões de carbono. Pelo exposto, a presente introdução irá incidir, em três questões emparticular, reputadas como sendo de maior relevância no desempenho do regime de trocas, mormente: aescolha entre um regime absoluto ou um regime relativo de trocas, a questão da alocação e a questão dacobertura.Existem duas abordagens essenciais quanto ao comércio de emissões de carbono: um cenário de referênciae sistema de créditos, e os regimes de trocas. Nas discussões em cima da mesa, relativamente à troca deemissões de carbono na EU, a abordagem
por via de um regime de trocas veio a ser referida como “aabsoluta aproximação do alvo”, por seu turno a abordagem relativa a um sistema referência e de créditosveio a ser referida como “a abordagem relativa ao alvo”.
Na comparação entre os regimes absolutos e os regimes relativos, constata-se numa primeiraabordagem que, os sistemas de trocas estabelecem um limite total, uma quantidade em absoluto deemissões admissíveis, mensurável por referência a um dado lapso temporal, relativamente a todas asemissões das fontes a coberto pelo regime. Este total, é por seu turno atribuído a título gratuito ou porleilão sob a forma de um direito de emissão de uma quantidade específica, usualmente sob a forma dedireitos de emissão, para as várias fontes tuteladas pelo regime. Após a atribuição as fontes podem optarpor reduzir as suas emissões e vender os seus direitos, manter as suas emissões ou aumentá-las e adquirirdireitos de emissão.As escolhas de compra e venda de emissões são efectuadas tendo por base o preço de mercado dosdireitos e os custos marginais da redução de emissões na fonte. No término do período de troca, as fontestêm de igualar as suas emissões actuais com os direitos de que dispõem. As fontes que não conseguemrealizar este processo de igualação têm de adquirir direitos a outros, que detêm um excesso de direitos epodem vendê-los.O artigo 17º do Protocolo de Quioto, estabelece um regime de trocas com alvos delimitados,dispondo acerca da necessidade de serem apresentados pelas partes relatórios e prestação de contas,
referindo ainda que “o comércio deve ser suplementar às acções do
mésticas com vista a atingir os
compromissos quantificados de limitação e redução de emissões (…)”.
Por oposição aos regimes absolutos, os regimes relativos não estabelecem um limite absoluto paraas emissões dos sectores tutelados. O alvo dos regimes relativos é atingido através do recurso a uma linhade base, que é expressa na eficiência das emissões relativamente à actividade da fonte, medida por via deum peso médio por unidade de entrada, saída ou actividade.A grande diferença que separa os regimes absolutos e os regimes relativos de trocas, é a de quenos regimes relativos os direitos não são a priori adquiridos, mas somente quando uma fonte faz ademonstração em como a sua performance supera a sua linha de base. Os regimes absolutos encerram emsi a virtude, de serem atractivos tanto para os agentes políticos de decisão como para os gruposambientalistas, uma vez que possibilitam a existência de uma certeza do resultado ambiental proveniente