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Calculo Estrutural

Calculo Estrutural

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 1. INTRODUÇÃO
A falta de tradição, no Brasil, de construir com madeira aliado à utilização de esquemasconstrutivos inadequados, como a utilização de rodadeiras, e esquemas estáticos que setornam, em serviço, mecanismos hipostáticos, têm trazido às pontes rodoviárias de madeira aimagem de "pinguelas". Entretanto, é possível construir pontes de madeira de qualidadeirrepreensível, como já começa o ocorrer no Brasil com as pontes idealizadas pelos professores da Escola de Engenharia de São Carlos - USP, entre as quais podemos citar a"Ponte em Pórtico", construída na Rodovia Cambaratiba-Borborema em São Paulo,apresentada por HELLMEISTER & OLIVEIRA (1975) e a "Ponte Pênsil", construída sobre oRio Tietê em São Miguel Paulista - São Paulo, apresentada por HELLMEISTER, ROCCOLAHR & CALIL JR. (1977), as duas construídas com postes de Eucalipto Citrodora erevestidas por concreto e asfalto.
2. ELEMENTOS DE UMA PONTE
Entende-se por ponte rodoviária, segundo o item 21 da NBR-7188 da ABNT (1984), toda equalquer estrutura destinada a permitir a transposição de um obstáculo, natural ou artificial, por veículos rodoviários possíveis de trafegar na via terrestre de que faz parte.Uma ponte rodoviária de madeira se compõe de uma série de elementos, os quais serãodescritos sucintamente, a seguir:
PISTA ou PISTA DE ROLAMENTO é a região da ponte reservada ao tráfego deveículos. A pista é composta por uma ou mais faixas de transito, cada uma de 3,50 m delargura, conforme a intensidade de tráfego de veículos.PASSEIO é a região da ponte reservada ao tráfego de pedestres. Conforme a intensidadede tráfego de pessoas, se define a existência (já que sua construção é opcional), aquantidade e a largura dos passeios.GUARDA-RODAS é um obstáculo para que os veículos não transitem sobre os passeios.O guarda-rodas é vulgarmente conhecido por meio-fio ou guia.GUARDA-CORPO é uma proteção para evitar a queda de pedestres da ponte. O guarda-corpo, por sua vez, é formado por peças verticais, usualmente chamadas de pilaretes, e por  peças horizontais, que formam o corrimão.TABULEIRO é o soalho da ponte, e portanto, o conjunto formado pela pista e passeios.VIGAS PRINCIPAIS são os elementos que suportam o tabuleiro.CORTINA ou CAIXÃO DE ATERRO é uma estrutura, em geral de concreto, construídasnas margens do rio, que têm as funções de amparar o aterro, que dá acesso a ponte, protege-lo de enchentes e, ainda, pode ser utilizada para servir de apoio as vigas principais.
 
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3. TIPOS DE PONTES
As pontes podem ser classificadas quanto ao esquema estrutural e quanto a posição dotabuleiro.3.1. ESQUEMA ESTRUTURALQuanto ao esquema estrutural, as pontes podem ser: em vigas, maciças ou treliçadas; em arco,na forma típica de arco ou em pórtico; e pênseis ou estaiadas. Na figura 01 apresenta-sealguns esquemas estáticos utilizados em pontes rodoviárias de madeira.
PONTES EM VIGAS
a) Ponte em viga simplesmente apoiada b) Ponte em viga contínua
PONTES EM ARCO
c) Ponte em arco de tirantestracionadosd) Ponte em arco de mon-tantes comprimidose) Ponte em arco de mon-tantes comprimidos etracionados
PONTES TRELIÇADAS
f) Ponte treliçada com cargas no BanzoInferior g) Ponte treliçada com cargas no BanzoSuperior 
PONTES PÊNSEIS PONTES ESTAIADAS PONTES EM PÓRTICO
h) Ponte Pênsil com viga derigidezi) Ponte estaiada com vigade rigidez j) Ponte em pórtico planoou Ponte em vigasescoradasFIG. 01 - Esquemas estáticos utilizados em pontes rodoviárias de madeira.
 
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3.2. POSIÇÃO DO TABULEIROQuanto a posição do tabuleiro, pode-se ter tabuleiro: superior, intermediário ou inferior. Nafigura 02 apresenta-se as possíveis posições relativas do tabuleiro.
PONTE COM TABULEIROSUPERIOR PONTE COM TABULEIROINTERMEDIÁRIOPONTE COM TABULEIROINFERIOR 
a) Posição do tabuleiro em pontes com tabuleirosuperior, pode ser utilizada com osesquemas estruturais das pontes esquematizadasnas alíneas a, b, d, g e j dafigura 01. b) Posição do tabuleiro em pontes com tabuleirointermediário, pode ser utilizada com o esquemaestrutural da ponteesquematizada na alínea eda figura 01.c) Posição do tabuleiro em pontes com tabuleiroinferior, pode ser utilizadacom os esquemasestruturais das pontesesquematizadas nasalíneas c, f, h e i dafigura 01.FIG. 02 - Posição relativa do tabuleiro. Neste Curso, estudar-se-á apenas a PONTE EM VIGA SIMPLESMENTE APOIADA COMTABULEIRO SUPERIOR.
4. CARREGAMENTOS EM UMA PONTE RODOVIÁRIA
 No projeto de estruturas correntes de madeira, em particular sobre uma ponte rodoviária demadeira, segundo o item 5.5.1 da NBR-7190 da ABNT (1997), devem ser consideradas asseguintes cargas:CARGA PERMANENTE ou PESO PRÓPRIO é o carregamento produzido pelo peso daestrutura e de todas as sobrecargas fixas.
CARGA ACIDENTAL MÓVEL ou simplesmente CARGA MÓVEL é o carregamento produzido pelo peso dos veículos e das pessoas, que transitam sobre a ponte.VENTO é o carregamento produzido pelo vento, quer seja sobre a ponte (VENTOSOBRE A PONTE ) ou sobre os veículos (VENTO SOBRE O VEÍCULO).FORÇA LONGITUDINAL é o carregamento produzido pela aceleração ou frenagem dosveículos sobre a ponte.FORÇA CENTRÍFUGA é o carregamento que aparece nas pontes curvas, ou em estradasde eixo curvilíneo, em reação à tentativa de derrapagem dos veículos.

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