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Ambiente e Desporto - Uma relação perigosa para o Direito do Ambiente

Ambiente e Desporto - Uma relação perigosa para o Direito do Ambiente

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Faculdade de Direito da Universidade de LisboaDireito do Ambiente 2011/2012
Professor Doutor Vasco Pereira da SilvaDoutora Ana Neves
AMBIENTE E DESPORTO
UMA RELAÇÃO PERIGOSA PARA O DIREITO DO AMBIENTEAluna: Patrícia Fonseca NunesN.º:18682Ano: 4.º Turma: ASubturma: 2
 
I. Breve Introdução
Com este trabalho pretende-se tratar o problema da relação imediata entre ambiente edesporto e, referir as várias consequências que este poderá trazer para o ambiente.
II. Ambiente e Desporto: influência e complementaridade
Nos termos da Constituição da República Portuguesa (CRP), ao Estado cumpremtarefas de promoção do bem-estar e qualidade de vida dos cidadãos e de proteção daNatureza (artigo 9.º alíneas d) e e)). A tutela dos valores do ambiente surge associadaà qualidade de vida (artigo 66.º da CRP).O Homem é um ser sofisticadamente natural, a expressão da sua personalidadeprocura continuamente campos de expansão. A prática do desporto é uma dessas vias,quer em razão da aparência física, quer em virtude da tendência de sensata percepçãoda ligação entre a atividade física e saúde. Tendo em conta esta relação, o Estado devesensibilizar a sociedade para a importância da prática desportiva, apoiando todas asiniciativas, públicas e privadas, e sobretudo seduzindo os jovens para o desporto(artigos 79º/2 e 70.º/1 alínea d) e n.º 2 da CRP, e 6.º a 8.º da Lei 5/07, de 16 deJaneiro). Além do expresso acolhimento constitucional de um direito fundamentalsocial ao desporto
1
, surge evidente a aliança da prática desportiva no âmbito deproteção do direito ao livre desenvolvimento da personalidade, por vezes emcumulação com a liberdade de circulação e sempre em correlação estreita com odireito à saúde (artigos 26.º/1, 44.º/1 e 64.º/2 b) da CRP). Este direito, como qualqueroutro, é passível de conformação e mesmo restrição, atendendo aos parâmetrosinscritos no artigo 18.º da CRP, em articulação com outros direitos e interessesconstitucionalmente valorados
2
.
1
 
Cfr. José Carlos VIEIRA DE ANDRADE,
Os direitos fundamentais e o Direito doDesporto
, in
 II Congresso do Direito do Desporto
, Coimbra, 2007, pp. 24 segs.
2
 
Sobre a restrição a este direito, veja-se José Carlos VIEIRA DE ANDRADE,
Os direitosfundamentais
, pág. 31, referindo-se expressamente aos condicionamentos impostos emfunção da proteção do ambiente).Um decisão que revela a necessidade de ponderação de bens na conformação do direito aodesporto (nomeadamente, tiro ao alvo) pode ver-se no Acordão do Tribunal Constitucional139/2006, no qual se avaliava a eventual violação do princípio da proporcionalidade noestabelecimento de uma distância obrigatória de 800 metros entre o local de origem dos tirose habitações limítrofes. O Tribunal considerou a restrição adequada e não excessiva em facedo objetivo de salvaguarda da integridade física das pessoas.
 
 
A associação entre ambiente e desporto é quase intuitiva. O bem-estar que a prática dedesporto proporciona é potenciado pela realização da atividade desportiva ao ar livree em contacto com a Natureza. A atividade desportiva é um veículo de sensibilizaçãopara a necessidade de proteger o meio natural. A crescente tecnicização da vida
quotidiana gera uma “reivindicação social” de acesso à Natureza, que o desporto
partilha e potencia. Verificando-se, assim, uma relação de reciprocidade intensa entreambiente e desporto.A Lei de Bases da Atividade Física e do Desporto (LBD) não foi alheia a estareciprocidade, apelando ao entrelaçamento das duas realidades (artigo 31.º). A LBDvigente não define desporto mas o artigo 2.º/1 alínea a) da Carta Europeia doDesporto, adoptada no seio do Conselho da Europa em 1992, identifica o conceito
com “qualquer forma de atividade física que, através de uma participação livre e
voluntária, organizada ou não, tenha como objetivos a expressão ou a melhoria dacondição física e psíquica, o desenvolvimento das relações sociais ou a obtenção deresultados em competições de todos os níveis.A abertura da norma permite a captação de um sem número de atividades de exercíciofísico e mental. Esta elasticidade acaba por ser apreendida pela LBD na medida emque, embora abstraindo-se de fornecer uma definição de desporto, abarca sob o seuseio regulatório a atividade física e o desporto
 – 
artigo 1.º.A Natureza é o contexto de eleição de todo um conjunto de novas modalidades. Veja-
se a lista, não exaustiva, de “desportos de natureza” inscrita no artigo 3º/3 do Decreto
Regulamentar 18/99 de 27 de Agosto (com alterações introduzidas pelo DecretoRegulamentar 17/03, de 10 de Outubro), o qual visa concretizar a mesma noção,contemplada no artigo 9.º/3 do Decreto-Lei 47/99, de 16 de Fevereiro (alterado erepublicado pelo Decreto-Lei 56/02, de 11 de Março):-
 
pedestrianismo;-
 
montanhismo;-
 
orientação;-
 
escalada;-
 
rapel
;-
 
espeleologia;-
 
balonismo;-
 
parapente;-
 
asa delta sem motor;

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