Comete peculato-desvio o agente que recebe dinheiro ou outro valorde particular e aplica na própria repartição, pois o valor foidestinado ao Estado, não sendo da esfera de atribuição dofuncionário, sem autorização legal, aplicá-lo na repartição, ainda quepara a melhoria do serviço público.No peculato de uso não existe o ânimo de se apossar do que não lhepertence, mas está sob sua guarda. Inexiste crime quando o agenteutiliza um veículo que lhe foi confiado ao serviço público em seupróprio benefício, isto é, para assuntos particulares. Configura-se,nessa hipótese, mero ilícito administrativo.O parágrafo primeiro trata da conduta denominada
PECULATOFURTO,
no qual o agente não tem a posse da coisa, e, namodalidade
concorre para que seja subtraído
(funcionário públicocolabora para que outrem subtraia bem da Administração Público)estará caracterizado ainda que o agente não seja funcionário público,em razão do art. 30 do Código Penal, a condição pessoal do agentecomunica-se ao co-autor, porque elementar do crime.O parágrafo segundo trata do
PECULATO CULPOSO.
Ofuncionário tem o dever de agir, impedindo o resultado de açãodelituosa de outrem, não o fazendo, responde por peculato culposo(art. 13, §2º). Ex.: um vigia de prédio público desvia-se de suafunção de guarda, por negligência permitindo, pois, que terceirosinvadam o lugar e de lá subtraiam bens, responde por peculatoculposo.Logo, neste artigo 312, existem quatro espécies de peculato: APROPRIAÇÃO, DESVIO, FURTO e CULPOSO.
Tipo subjetivo
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dolo. Exige-se elemento subjetivo específico,consistente na vontade de se apossar, definitivamente, do bem, em benefício próprio ou de terceiro, com exceção do verbo
apropriar-se,
que já possui o elemento subjetivo específico ínsito.
Classificação
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crime próprio; material (necessita de laudo);comissivo; doloso. Admite tentativa.
Causa de extinção da punibilidade ou de redução da pena
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é aplicável somente ao peculato culposo. É possível que o