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Discurso finalistas

Discurso finalistas

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05/10/2013

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 Discurso finalistas (Queima fitas Maio 2012)
Faz proximamente seis anos que na noite das colocações os meus pais consideraram seriamentelevar-me à urgência de um hospital psiquiátrico, porque eu comecei feita louca aos pulinhos pela casa a
dizer “eu vou ser médica, eu vou ser médica!!!!”
. Ainda bem que não o fizeram, porque dias depois, nasinscrições, ouvi a primeira frase naquela que foi a minha casa nos últimos
seis anos: “De joelhos caloira!”
.Passou a noite de santana...passou a fabulosa semana de praxe...e os meus joelhos nunca mais foram osmesmos...=PQuando entrei em medicina, toda a gente me dizia que o ambiente ia ser horrível, de competição.Encontrei o oposto... Aqui, percebi porque é que dizem que praxe é integração. Aqui, partilham-sesebentas, livros e apontamentos. Estuda-se acompanhado, na biblioteca, no bar, nos corredores e nasescadarias. Aqui, fazem-se colegas, fazem-se amigos para a vida. Criam-se laços com quem trabalha no bar,na reprografia e na associação. Aqui, partilham-se bolachas nas aulas e nos corredores dos hospitais...Partilham-se medos e inseguranças, dúvidas e esclarecimentos. Partilham-se alegrias e tristezas, conquistase derrotas. Aqui, partilha-se amor (principalmente nas festas =P). Partilham-se jantares sem fim, negrascapas para cantar o fado...Quando escolhi Lisboa para estudar lembro-me de ter ficado com pena de perder Coimbra, o seuespírito e a sua tradição académicas. Mas, como disse uma caloira este ano na praxe (por vontade própria,
e não coagida a tal =P), “Santana até morrer”. Caloiros, grémio, colegas...Obrigado por me terem mostrado
que o que faz o espírito são as pessoas, não a cidade.A faculdade é cheia de novas experiências... Adormecer em aulas teóricas. Faltar a outras =P Ir sair ànoite antes das aulas de dissecção...Levar ralhetes, passar horas à espera de médicos e de professores.Copiar trabalhos e relatórios uns pelos outros...Perder-se nos corredores dos hospitais. Desmaiar no bloco,desmaiar na enfermaria...Adormecer numa cadeira na primeira urgência noturna. Confundir ovário comvesícula biliar numa ecografia. Ganhar uma família académica
 –
uma madrinha, um irmão; afilhados, netos,bisnetos, trinetos, tetranetos! E ainda assim manter uma aparência tão jovem que a frase mais ouvida nohospital no 6º ano
é: “
A Dr.ª é tão novinha! Começou agora o curso?
”.
Ver gente nascer, ver gente morrer.Dar boas e más notícias. Acertar um diagnóstico, ajudar numa cirurgia, fazer consultas sozinho. Fingir quese está seguro quando não se faz a mínima ideia do que se está a fazer. E, não menos importante,contribuir de forma inigualável para a preservação dos edifícios hospitalares, segurando paredes. =PObrigado a todos os que estiveram do meu lado neste percurso, em especial à minha família, por meter pago o curso...e os programas sociais =P Por ter aturado os caprichos e devaneios das minhas fases dehibernação no estudo...Obrigado por perceberem que o carro, o chão da cozinha e o sótão são óptimossítios para estudar. Que o som da televisão interrompe a minha tão profunda concentração. Por dizerem

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